segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Europa condena ensino do criacionismo

Uma semana após o governo de Gordon Brown ter reconhecido que os curricula britânicos não devem incluir o que é apenas uma «crença criacionista» sem qualquer base científica, o Conselho da Europa aprovou o projecto de resolução que rejeita, em termos muito fortes, a possibilidade do criacionismo em qualquer das suas vertentes ser ensinado nas aulas de ciência.

Embora em 25 de Junho os parlamentares tenham rejeitado discutir o documento, instados pelo presidente dos conservadores europeus, Luc van den Brande, que insistiu que o documento era irreflectido, a resolução aprovada na sexta-feira sofreu apenas alterações de pormenor em relação ao documento original - como passar evolução por selecção natural para evolução. Nomeadamente, mantém que os ataques à evolução, assentes «em formas de extremismo religioso», são um assalto perigoso aos direitos humanos, à ciência em geral e à medicina em particular.

A resolução, aprovada com 48 votos a favor, 25 contra e três abstenções, ataca os advogados do criacionismo, associados a partidos políticos de extrema-direita na Europa Oriental, que os parlamentares consideram estar a impor «dogmas religiosos» e a promover «uma regressão radical ao passado» à custa da educação das crianças europeias.

A deputada do Luxemburgo, Anne Brasseur, refere que «há criacionistas que querem fazer passar a sua crença por uma disciplina científica e instituir o ensino da sua crença nas aulas de biologia. É neste ponto que reside o perigo».

O tijolo criacionista, que mencionámos por diversas vezes no De Rerum Natura e as pretensões dos que defendem a substituição da democracia por uma teocracia não foram esquecidos. A deputada referiu ainda que quando se lê «alguns livros onde é dito que Darwin está na origem do terrorismo é preciso colocar-se muitas questões sobre os autores».

No memorando adicionado à resolução, Brasseur escreveu: «O objectivo deste relatório não é questionar ou combater uma crença. Não é uma questão de opôr fé e ciência, mas é necessário prevenir que a fé se oponha à ciência».

A resolução agora aprovada - pelo orgão que aplica as decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos - não vincula os 47 estados membros mas significa que a assembleia pedirá aos seus membros para a considerar. Não poderia concordar mais com uma decisão de Estrasburgo!

Adenda: Os resultados da votação, na qual participaram três representantes portugueses, podem ser encontrados na página respectiva do Conselho da Europa. Maria Manuela Melo e Ana Catarina Mendonça votaram a favor da resolução; João Bosco Mota Amaral votou contra.

66 comentários:

  1. Grande derrota do funfamentalismo :)

    Estava a ver que a Comissão Europeia embarcava numa de pós-modernismo e não fazia nada contra os onscurantistas que nos querem fazer voltar às cavernas ou à Idade Média..

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  2. Já agora, a ignorância, apesar desta vitória, ainda existe sobre o criacionismo e o ID. O Público de hoje vem dizer sobre o criacionismo: «(...) conhecido como teoria da "concepção inteligente" (intelligent design), o criacionismo defende que a vida na Terra começou tal como diz a Bíblia: com Deus a criar em seis dias o Universo, a Terra, os animais, o homem e a mulher», assim misturando o criacionismo e o ID. Se é verdade que ambas as "teorias" são lixo, há pontos muito diferentes entre eles, pelo que é perigoso, na discussão, misturá-las.

    O artigo está aqui.

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  3. Essa resolução, não vinculativa, exprime apenas a opinião pouco informada dos seus autores.

    A mesma não pode obrigar os Estados a violarem as liberdades de consciència, pensamento, ensino, expressão, religião, investigação, etc.

    Uma tal resolução não pode pretender colocar a ideia de que os seres vivos originaram a partir de um hipotético (e desconhecido) ancestral comum imune à crítica. Caso contrário, o evolucionismo torna-se o dogma que gosta de afirmar que não é.

    A ciência mostra que mesmo o que parece ser verdade hoje, pode não o ser amanhã. As fragilidades científicas do darwinismo têm vindo a ser expostas.

    Na verdade, os darwinistas não gostam que sejam formuladas críticas científicas ao darwinismo. Dizem que elas não existem.

    Mas se existem ou não, isso depende dos críticos, e não dos darwinistas.

    No seu livro The God Delusion, Dawkins reconhece praticamente todos os argumentos criacionistas: a sintonia do Universo e a improbabilíssima origem da vida.

    A resposta de Dawkins é dizer que Deus é ainda mais imprivável já que teria que ser mais complexo do que o Universo (como se Deus fosse constituído por uma combinação improvável de matéria, energia, espaço e tempo)e apelar a fantasiosos e inobservados multiversos (o que quer que isso signifique).

    A verdade é que este Universo que podemos observar tem as características de design inteligente, totalmente consistentes com a crença num Deus omnipotente e omnisciente, como o que é revelado na Bíblia.

    Mal seria que Deus, o Logos absoluto, se deixasse subordinar às fantasiosas análises estatísticas de um ateu que projecta em Deus as propriedades físicas do Cosmos. Enfim!

    Dawkins adopta uma estratégia de acrobacia argumentativa que não consegue negar a evidência de sintonia do Universo nem explicar a origem da informação no genoma.

    A teoria da evolução tem sido defendida com base em argumentos (v.g.órgãos vestigiais; junk-DNA; tentilhões dos galápagos, mutações aleatórias; selecção natural) que em muitos casos se revelaram totalmente infundados ou se demonstrou que nada têm que ver com a evolução.

    As questões científicas devem ser discutidas por meios científicos, e não nos parlamentos ou nos tribunais, sejam eles nacionais ou internarcionais.

    Só pode estar contente com esta resolução quem tem um pensamento dogmático que não consegue defender argumentativamente, como há muito já se percebeu ser o caso da Palmira.

    Seria importante que em vez de fazer apelos à censura, a mesma conseguisse promover a discussão livre e aberta. Mas não consegue.
    Já se viu e vai-se continuar a ver.

    O terrorismo ou o genocídio não são consequência do darwinismo ou do criacionismo, mas sim do pecado humano.

    É verdade que muitas guerras ao longo dos anos têm tido motivações religiosas. Isto, embora nalguns casos as coisas sejam complexas. Por exemplo, muitos historiadores consideram as cruzadas como resposta justificada a séculos de agressão islâmica.

    Mas também é verdade que muitas outras muito importantes têm tido outras motivações (v.g. guerras assírias, guerras babilónicas, guerras perso-gregas, guerras guerras púnicas, guerras mongóis, guerra das rosas, guerras luso-espanholas, franco-espanholas, franco-prussianas, russo-japonesas, hispano-americanas, guerra da Crimeia, I e II guerras mundiais, guerra da Coreia, guerra do Vietname)não têm tido uma motivação religiosa.

    Acabar com a religião, não é acabar com a guerra.

    É igualmente claro que tem havido os maiores abusos por causa da religião (v.g. inquisição, index dos livros proibidos, autos de fé), etc.

    No entanto, se se pensar nos crimes praticados pelo ateísmo, a comparação não é mais favorável a este.

    Mao Tse Tung mandou matar 31,2 milhões de chineses entre 1949 e 1965, numa estimativa muito por baixo.

    Por seu lado, entre Outubro de 1917 e Dezembro de 1959 morreram às mãos de Lenine, Staline e Khrushchev cerca de 66,700,000, em números devidamente publicados.

    Staline dizia que para ele matar 1 milhão de pessoas ou ceifar um campo era a mesma coisa. Afinal, em seu entender, é tudo matéria, produto de um acidente cósmico.

    Tanto basta para dizer que não é ensinando o darwinismo que se acaba com o genocídio.

    Pelo contrário, Darwin fez expressamente a apologia do genocídio dos africanos como aplicação às "raças" humanas da lei da sobrevivência do mais apto e da selecção natural.

    A Bíblia afirma que a morte é a consequência do pecado. Por isso Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou, vencendo a morte, e promete vida eterna com Ele a todos que aceitarem a sua salvação.

    Desde o início do Cristianismo que muitos pagaram com a sua própria vida o facto de propagarem esta mensagem.

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  4. Tal como a deputada do Luxembergo também me pergunto o que estará na agenda do Jónatas Machado para dizer mentiras descaradas como Darwin fez expressamente a apologia do genocídio dos africanos como aplicação às "raças" humanas da lei da sobrevivência do mais apto e da selecção natural.

    Nunca percebi porque é que para os fundamentalistas de qualquer religião o primeiro mandamento é "Mente com quantos dentes tens, faz tudo o que for preciso para impor a tua fé aos outros"

    Grande resolução do Conslho da Europa! Só peca por ser tardia :)

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  5. E depois é preciso ter muita lata, muita falta de vergonha na cara e muita mania de cristianovitimização dizer disparates deste:

    A Bíblia afirma que a morte é a consequência do pecado. Por isso Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou, vencendo a morte, e promete vida eterna com Ele a todos que aceitarem a sua salvação.

    Desde o início do Cristianismo que muitos pagaram com a sua própria vida o facto de propagarem esta mensagem.


    Os cristãos que inventaram a Inquisição, os autos de fé e os mais abomináveis instrumentos de tortura, que perseguiram e mataram "hereges", infiéis e apóstatas bem podem carpir que são vítimas porque já não os deixam impor as suas mitologias à força que a vitimização não pega!

    Acho também piada que a religião que assassinou Giordano Bruno e tantos outros, silenciou Galileu e tantos outros venha falar em liberdade de expressão!

    Vocês têm toda a liberdade de expressão para dizerem disparates, o que o Conselho da Europa reconheceu é que não têm o mínimo direito de impor os vossos disparates aos outros!

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  6. antes de cantar vitória, parece-me muito preocupante que tenham havido 25 votos contra e 3 abstenções. quem eram esses lunáticos, e como os podemos retirar do conselho? algum português incluido nestes 25+3 loucos?

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  7. Ricardo:

    Um voto contra foi do democrata cristão (CDU) Axel Fischer, que disse que a resolução tinha "negative undertone against churches."

    Quer-me parecer que os votos contra devem ter vindo de partidos com cristão no nome...

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  8. Dos três portugueses votou contra, como seria de esperar, o Opus Dei João Bosco Mota Amaral. As duas socialistas votaram a favor

    Os resultados da votação estão aqui.

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  9. Já aqui se escreveram posts sobre a desonestidade intelecutal, e na caixa de comentários está um anónimo q padece desse mal!
    "No entanto, se se pensar nos crimes praticados pelo ateísmo, a comparação não é mais favorável a este.”
    Este argumento falacioso demonstra ignorância ou desonestidade intelectual, como se o ateísmo dos ditadores e criminosos fosse o móbil para as matanças.
    O fundamentalismo e a intolerância dessas pessoas face aos que pensam de forma diferente e a imposição da ideologia dominante como religião de estado foram os principais motivos para esses crimes!
    Citar Dawkins para defender fantasias criacionistas é outro bom exemplo de desonestidade intelectual. Quem utiliza sofismas e argumentos circulares são os defensores das várias superstições a q chamamos religiões e onde se inclui o criacionismo.
    Aceitar que fomos criados por um ser supremo q não conseguimos explicar é um delírio q cada um deve manter para si próprio. Tentar passar este “religious mumbo jumbo” como ciência é crime!

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  10. "A deputada do Luxemburgo, Anne Brasseur, refere que «há criacionistas que querem fazer passar a sua crença por uma disciplina científica e instituir o ensino da sua crença nas aulas de biologia."

    Às aulas de Biologia, eu acrescento as de História (no actual ensino básico-secundário) e as de Pré-História (no ensino superior). De facto, só nas aulas de Pré-História da Faculdade (em Coimbra) é que ouvi falar na evolução da espécie humana. Durante o liceu, nem sequer se abordava tal coisa. E tentar aprender lendo, também não valia a pena... O "lápis azul" não deixava passar tais coisas...

    Graça

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  11. Lamentável o voto de Mota Amaral! O PSD devia escolher melhor os seus representantes na Europa e não enviar um obscurantista que pensa com o cilício em vez de com a cabeça.

    Grande resolução! O Ricardo tem razão em relação aos votos contra e penso como a Joana: não há supresas quando se analisa quem votou contra.

    Os partidos cristãos populistas da Europa de Leste, os representantes das democracias cristãs e uns quantos que não sabem o que é laicidade nem distinguir religião de política na ocidental.

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  12. Eu diria então à sra. deputada do Luxemburgo, Anne Brasseur: «há evolucionistas que querem fazer passar a sua crença por uma disciplina científica e instituir o ensino da sua crença nas aulas de biologia. É neste ponto que reside o perigo». Há que dar lugar à discussão e diálogo e não à imposição.

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  13. Ó anónimo Jónatas Machado imbecil que se apropria da identidade alheia e é tão burro que não percebe que o embuste é um tiro no pé:

    Vamos também discutir se a Terra é redonda, se a lua é feita de queijo ou se as doenças são causadas por demónios?

    Não seja falacioso, a evolução não é uma fé: é a fundação de todas as ciências da vida modernas, biologia e medicina inclusive.

    Veja os prémios Nobel da Medicina anunciados hoje! Os três trabalham em genética e genética é evolução.

    Estes fundamentalistas religiosos acéfalos, burros e falaciosos são uma praga!

    Vá hoje à conferência na Culturgest e perceba de uma vez por todas que não há diálogo possível entre a ciência e a fé no criacionismo.

    Os criacionistas pararam no neolítico, ignoram ou deturpam toda a ciência do século XX e XXI.

    Discutir ou dialogar com fundamentalistas é tarefa impossível: eles não são pessoas normais, recusam-se a dar uso às sinapses em relação aos disparates da fé!

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  14. Mais sobre o assunto no Guardian, para Alefs, Danieis de Sá e restantes que acham que a Palmira tem uma agenda anti-religião e que exagera o perigo do criacionismo só para atacar a fé:

    No Guardian:

    They (Conselho da Europa) said creationism was affecting "quite a few" CoE member states, including Belgium, France, Germany, Greece, Italy, the Netherlands, Poland, Russia, Serbia, Spain, Sweden, Switzerland, Turkey and the UK.

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  15. Boas noticias, ainda há bom senso na Europa

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  16. Sinto vergonha por um português, que já foi a segunda figura do Estado, ter manifestado tal sentido de voto.

    Luís Azevedo Rodrigues

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  17. Já não há pachorra para tanto disparate. Gostaria de ver o texto que foi aprovado. É que, se se trata de negar a referência ao Criacionismo como uma convicção que pertenceu à História até há poucos séculos, é o mesmo que proibir que se ensine a mitologia grega ou romana nas escolas. Porque eu conheço muito bem Mota Amaral, e sei que ele não é Criacionista no sentido de pensar que a Terra foi feita em seis dias. E os Israelitas não eram nada estúpidos, pelo que sabiam que qualquer planta precisa de luz para se desenvolver. A narração bíblica segue uma graduação do que é indispensável ao Homem, não pretendendo uma sequência real e lógica do aparecimento da vida. Trata-se de um texto meramente simbólico, como muitos outros da Bíblia ou dos escritores do nosso tempo.
    Quanto à necessidade de um Criador, quer seja para fazer tudo em seis dias (o que se sabe que não foi assim) quer seja para ir "moldando" através de milhões de anos as criaturas, ela é a mesma num caso e noutro.
    Por exemplo, ao computador chamamos "inteligência artificial" porque ele faz uma série de ligações eléctricas que se traduzem nos cálculos que pretendemos ou no texto que escrevemos. Mas o computador tem tanta inteligência quanta a de uma lanterna eléctrica, que pode transmitir em sinais Morse "Os Lusíadas" completos. Num e noutra, é preciso usar a inteligência humana. Do mesmo modo, com evolução ou sem ela, por mutacionismo ou selecção natural, parece-me ser necessário um "dedo" que transmita os sinais necessários à mudança. Como é preciso que alguém tenha feito o "computador" ou a "lanterna".

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  18. Caro Daniel de Sá

    Lá está: o disparate é precisamente o confundir a crença com Ciência. A Ciência não pode atacar (nem defender!) a crença, porque Deus não é comprovável cientificamente.

    Do mesmo modo, a religião não é uma Ciência exacta! Ou seja, esta resolução foi no sentido de manter (por assim dizer) cada macaco no seu galho!

    Por respeito à religião, tira-se a Ciência do caminho que lhe pertence. Por respeito à Ciência, tira-se a religião também do seu caminho. Isto porque o caminho que cada uma delas trilha é mutuamente exclusivo.

    O "matriz cristã" da Europa (o que quer que isso seja) e a crença individual ou colectiva não são afastadas nem beliscadas sequer: trata-se de deixar a Ciência trilhar o seu caminho e falar com a voz própria, independente e isenta. E com as falhas próprias que a caracterizam. O que é perfeitamente incompatível com um caminho dogmático e assente em fé da religião.

    Aliás, DAS religiões, dado que há mais que uma e nem todas assentam no cristianismo! E os ateus também merecem respeito!

    De certeza que não quer rever a sua noção de disparate e pedir contas ao Mota Amaral e outras 25 almas que confundiram Ciência com crença? Ainda há a crença cega na Ciência, mas isso já é outra história, e cada qual acredita no que quer.

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  19. Caro Daniel Sá

    "[...] Num e noutra, é preciso usar a inteligência humana. Do mesmo modo, com evolução ou sem ela, por mutacionismo ou selecção natural, parece-me ser necessário um "dedo" que transmita os sinais necessários à mudança. Como é preciso que alguém tenha feito o "computador" ou a "lanterna"."

    A mim também me parece muita coisa. Mas para que possa ser aceite por uma comunidade científica, tenho que o PROVAR!!!! Há uma diferença.

    Atreva-se a provar a existência desse "dedo"/Deus e entra em terrenos pantanosos de que não consegue sair. E eu, que até sou religiosa, não vou ajudar. Seja como for, não vai estar a fazer Ciência e também não vai estar a fazer favores nenhuns à religião!

    Cada qual no seu lugar! Não misture! É esse o objectivo desta resolução! Espero que a discussão se instale forte e feio (com direito a chapadões e tudo) em Portugal, que isto é futebol a mais e "pensaduras" a menos!

    Magda Sá

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  20. Os Drogados da Religião nunca hão de tentar impor os seus Dogmas, eles nem sequer sabem defenir Dogma, pois comparam os dogmas biblicos (que não podem ser comprovados) a factos históricos da teoria evolutiva do universo que hoje são facilmente provados e comprovados e comprovados...
    Mas,como os toxicodependentes, não se lhes pode tirar a religião (droga) duma vez, têm que ser desmamados, mas a opção (como na toxicodependência) tem que partir deles, o que como é bem sabido não está ao alcance de todos.
    Aplaudo a decisão De Estrasburgo, (que talvez coloque a UE em vantagem aos EUA em relação ao ensino)mas relembro que é imperioso nunca deixar os "Agarradinhos" da religião ocuparem postos de decisão (já bem bastam os fazedores de opinião)e em todas as eleições PENALIZAR quem sabemos tiver tal VÍCIO!

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  21. Caro Cyber, a sua comparação é.........5 estrelas!
    Mantendo o raciocinio deixar chegar os dementes prosélitos dementes da fé a postos de decisão é igual a deixar os traficantes de droga distribuirem em massa os seus produtos ao mesmo tempo q publicitam as suas virtudes!
    E como diz C Hitchens "Os inimigos da intolerância não podem ser tolerantes ou neutrais, sem convidarem ao seu próprio suicídio. E os defensores da intolerância e da censura não podem se defender com a tolerância e pluralismo que eles mesmo tentam destruir."

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  22. Aplaudo com entusiasmo esta resolução. Não por ser contra a relegião, mas sim e como já anteriormente foi dito, porque a ciência que se ensina, assenta na PROVA e no MÉTODO.

    Sou também contra o ensino da relegião tal como é dada. Existem multiplas e variadas relegiões no mundo e todas merecem ser estudadas! Assim como na história relatamos principalmente a nossa, também deambulamos pelo mundo e pelas histórias dos outros. No entanto acho que merece um cantinho no nosso ensino, para que um individuo, presente com todos os factos, escolha o que quer! Independentemente de ser certo ou não...

    Outra coisa que acho piada, é que uma pessoa que ataque o criacionismo, normalmente tem um paradigma muito centrado e fechado. Conservador por natureza não consegue perceber a beleza de que até a relegião se rege pelos conceitos que darwin descreve para as especies. Ou seja... todas as relegiões usam a 'lei do mais forte', mutam-se e permutam os seus 'genes' e mais que o valha e tentam sempre atingir a dominancia. Acho que perceberam onde quero chegar...

    Tentem ensinar MAIS. só assim a maior parte das pessoas consegue estabelecer uma opinião mais concisa e verdadeira.

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  23. "Outra coisa que acho piada, é que uma pessoa que ataque o criacionismo"

    Desculpem o 'typo'... não era ataque o criacionismo, mas sim defenda o criacionismo

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  24. Anónimo

    Já vi encontrar Deus em muita coisa, mas no apêndice é a primeira vez! Exactamente como é que PROVA cientificamente que o apêndice (e, se fizer o obséquio, tudo o resto) foi feito por Deus e onde é que Ele está???

    Eu queria desancar nos que falam de agarrados em religião, mas pessoas como você tornam a coisa ligeiramente complicada!

    A não ser que seja um evolucionista ateu infiltrado! Depois de ter visto uma bicicleta a andar de porco já estou por tudo!

    Valha-me a Nossa Senhora do Bom Senso... por assim dizer... quer dizer... bem... não foi a melhor invocação do dia, mas eu também estou a ter um dia não!

    Magda Sá

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  25. Já não há pachorra para a beatice do Daniel de Sá!

    Só mesmo um ex-padre beato para vir insurgir-se contra a resolução da Comissão Europeia que condena o ensino do criacionismo a par com o da teoria da evolução em aulas de ciência. Como os não sei quantos links, incluindo o texto da resolução mostram claramente para todos, menos para os que anestesiam os "agarrados" da religião!

    É que não há mesmo pachorra para tanta beatice, insinuações maldosas e deturpação de protuguês (e inglês) clarinho!

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  26. Quando disse "disparates" referia-me a alguns ditos de um lado e ao seu oposto dito do outro. Quem não sabe o que é um dogma, de certeza absoluta, é quem o referiu aí mais atrás. A criação segundo o relato bíblico não é nem nunca foi um dogma.
    Na votação de uma resolução há que considerar não apenas a conclusão mas os seus preâmbulos, entre outros pormenores. Eu nunca votaria um texto (não a sua conclusão) que incluísse isto:
    "The fact of the matter, and this has been exposed on several occasions, is that the advocates of strict creationism are out to replace democracy by theocracy."
    Onde é que isto acontece na Europa?
    Não haverá outras coisas, intrinsecamente más, que já acontecem há muito tempo e contra as quais nada se faz?
    É que um texto assim tem o mesmo valor que teria votar uma resolução que proibisse os europeus de serem antropófagos, por exemplo.
    E façam-me um favor. Se tiverem a paciência de ler os meus comenários, leiam-nos bem, pode ser? Não me importo que me chamem os nomes que quiserem, mas não digam que eu disse coisas que nunca disse.

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  27. "[…] nenhum testemunho é suficiente para demonstrar um milagre, a não ser que o testemunho seja de natureza tal que a sua falsidade seja mais milagrosa do que o facto que tenta demonstrar."

    David Hume, «Dos Milagres» (1748)


    Por falar em "histórias fantásticas", é inevitável referir o "passeio" dos zombies em Jerusalém, relatado em :

    [Mat, 27:51-53]

    51 - E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.
    52 - E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados;
    53 - E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.


    O que diz a bíblia acerca do fim (do mundo) ?

    [Mat, 23:34-36]

    34 - Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas; e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguireis de cidade em cidade,
    35 - para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.
    36 - Em verdade vos digo que todas essas coisas hão-de vir sobre esta geração.

    Por coincidência, já passaram muitos séculos desde a época desta geração ...

    The end will come within the lifetime of Jesus's listeners !

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  28. criacionistas (e outros)

    normalmente falam muito dos orgãos vestigiais e tal..

    pois aqui está um link k vos poderá interessar relativamente ao apendice:

    http://www.sciencedaily.com/releases/2007/10/071008102334.htm

    é um estudo k penso ter saído hj.

    saudaçoes

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  29. O site newcreationism.org/ é uma espécie de "loja dos 300" do criacionismo.
    Como comentado, chega mesmo a fazer alarde de uma balofa "Scientific Evidence for a Creator God" ...

    Será o deus da contradição letal do criacionismo, versão "embuste bíblico" ?

    "A beginning necessitates a beginner" ... And some FOOLS provided one .

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  30. Daniel de Sá

    Não lhe quero chamar nomes a si nem a mais ninguém. Os pormenores do texto que foi votado não me parecem muito importantes face ao risco de ver a religião a meter-se onde não é chamada.

    Repito que me considero religiosa, mas tenho olhinhos! A religião nem sempre teve uma relação inteiramente "kosher" (por assim dizer) com o conhecimento. Mas isso são pecados velhos! A bem da honestidade intelectual, não podemos misturar crença com Ciência! Também (num plano inteiramente distinto) não podemos misturar informação com entretenimento, e temos visto como os dois juntos dão asneira e têm que ser separados.

    Se as coisas chegaram a confronto, considero que estarei do lado tanto da religião como da Ciência se me opuser a que a religião entre nos laboratórios e mentes científicas. Porque estaria a poluir ambos!

    A própria religião não resistiria a uma abordagem científica porque... Deus não se encontra num tudo de ensaio nem numa observação micro ou macroscópica. Deus não é aí o actor principal!

    Independentemente de Quem eu acredite que mande nos destinos do Universo, a Ciência tem como objectivo aprender como ele funciona. E é posta em causa sempre. Deus eu não ponho em causa, mas isso sou eu! Aceito que O ponham em causa (a isso chama-se tecnicamente um ateu). Mas do mesmo modo que não aceito que me chamem nomes nem que me persigam por ter convicções religiosas, não aceito que os que pensam como eu tenham a veleidade de pensar que podem perseguir os outros e obrigá-los a pensar como nós. Isso é de outros tempos! E a História e a nossa própria consciência (e o cerne do cristianismo) mostraram que isso estava errado!

    Pelo exposto, guarde as suas crenças para quando for rezar. Eu farei o mesmo. E quando formos a uma aula de Biologia... deixamos Deus à porta para nos maravilharmos com as descobertas, disparates e/ou limitações que os homens são capazes de fazer!

    Espero que não tenha soado muito a sermão...

    Magda Sá

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  31. Magda
    Vejo que tem assinado Sá, o que não sei se é brincadeira ou se é de facto o seu nome. Não me orgulho nem me envergonho de quem tenha um nome igual ao meu, mas, se os parentes nos dessem prestígio, não me importaria nada de juntar a Magda ao número dos meus. Porque o que a Magda disse eu subscrevo rigorosamente. Só não percebo é a que frase minha foi buscar a ideia de que eu misturo religião e ciência. Nunca o fiz e nunca o farei. E repito que os considerandos do projecto de resolução europeu enfermam de vários pressupostos de que nunca me apercebi. Posso estar mal informado, mas julgo que não. Note-se bem que me refiro aos considerandos e não à conclusão. Portanto, embora a conclusão contenha uma verdade científica razoavelmente consensual, a recomendação parece pecar por bizantinismo. Só isto.
    (Se descobriu algum pormenor em que eu possa ter dado a entender que confundo religião e ciência, agradeço que mo diga, para que eu possa corrigi-lo. Darei a mão à palmatória se a Magda tiver razão.)

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  32. Cara Magda Sá:

    Adorei o seu comentário! Tenho uma certa esperança que esta doença do criacionismo nunca chegue a epidemia cá no quadrado ao ver comentários de crentes como a Magad!

    É pena que nem todos sejam como a Magda, o mundo era de certeza muito melhor!

    Obrigado! Vão existir sempre fanáticos como o Daniel de Sá, o Alef, o Mota Amaral ou o turco louco do tijolo criacionista.

    Não esqueçamos que na Turquia o evolucionismo é tabu hoje em dia; esse fanático e outros que tais estão a dois passos de transformar numa teocracia um país que foi o segundo ou terceiro a conceder direito de voto às mulheres.

    Neste momento os teocratas (e criacionistas) estão a preparar uma nova constituição que retira todos os direitos da mulher.

    São crentes como a Magda que me dão a certeza que a loucura fundamentalista não alastrará em Portugal. Obrigado :)

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  33. Ó Daniel de Sá:

    Toda a gente que frequenta as caixas de comentários do DRN sabe do que a casa gasta. Nem é preciso ir muito acima para confirmar :))

    Não gaste o latim que toda a gente sabe ler e perceber os innuendos, insinuações, etc. do Daniel.

    Eu também acho que os considerandos da proposta são um horror! Como é que eles se atrevem a dizer coisas como:

    The theory of evolution is being attacked by religious fundamentalists who call for creationist theories to be taught in European schools alongside or even in place of it. From a scientific view point there is absolutely no doubt that evolution is a central theory for our understanding of the Universe and of life on Earth.

    Creationism in any of its forms, such as “intelligent design”, is not based on facts, does not use any scientific reasoning and its contents are pathetically inadequate for science classes.

    The Assembly calls on education authorities in member States to promote scientific knowledge and the teaching of evolution and to oppose firmly any attempts at teaching creationism as a scientific discipline.

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  34. Então o que a Comissão propõe, que se fale de criacionismo só nas aulas de religião, é perseguir as tais "raízes cristãs" que o Daniel de Sá tanto carpe não serem reconhecidas:

    18. The Parliamentary Assembly therefore urges the member states, and especially their education authorities, to:

    18.1. defend and promote scientific knowledge;

    18.2. strengthen the teaching of the foundations of science, its history, its epistemology and its methods alongside the teaching of objective scientific knowledge;

    18.3. make science more comprehensible, more attractive and closer to the realities of the contemporary world;

    18.4. firmly oppose the teaching of creationism as a scientific discipline on an equal footing with the theory of evolution and in general resist presentation of creationist theories in any discipline other than religion;

    18.5. promote the teaching of evolution as a fundamental scientific theory in the school curriculum.

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  35. Não sei se o Daniel de Sá reparou que isto é uma resolução do Conselho da Europa, com 47 estados membros, não da União Europeia que só tem 27. Também não sei se sabe que a Turquia faz parte do conselho da Europa...

    O caso da Turquia explica as tais considerações que o Daniel não gosta, mas são a mais pura da verdade:

    The war on the theory of evolution and on its proponents most often originates in forms of religious extremism which are closely allied to extreme right-wing political movements. The creationist movements possess real political power. The fact of the matter, and this has been exposed on several occasions, is that the advocates of strict creationism are out to replace democracy by theocracy.

    O autor do tijolo criacionista, Harun Yahya ou Adnan Oktar é o líder do Bilim Arastirma Vakfi, BAV. Leia o que a Palmira escreveu na altura em que o tijolo apareceu em Portugal:

    O BAV é um grupo fundamentalista designado em 2001 pela Science como «um dos movimentos anti-evolução mais fortes do mundo fora da América do Norte».

    Ou leia o The Economist, esse "pasquim" anti-religião que todos conhecemos :))

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  36. Caro Daniel Sá

    O meu apelido é igual ao seu mesmo. Aliás, se vier à minha terra e atirar 5 pedras, 3 delas acertarão em pessoas com esse apelido algures no nome (e 1 ou 2 serão mesmo da minha família). Mas para ter certeza que não estou a gozar consigo, pode ver nos meus blogues (que estão um pouco parados, por falta de tempo e de paciência).

    Não acho que precise de ir buscar frase nenhuma para o acusar de misturar conceitos que para mim são imiscíveis: criacionismo é misturar religião com Ciência por definição. E é uma mistura explosiva, como já se viu ao longo da história. Muitas vezes me questiono sobre a utilidade da História como Ciência (e lamento ainda não ter chegado a conclusões), mas parece-me que será essencialmente para não se repetirem erros (há quem prefira usá-la para perpetuar ódios, mas não vamos por aí!).

    A bem da sua fé e do respeito pela dos outros (ou falta dela), será melhor mesmo não apoiar o criacionismo como movimento científico.

    Durante um tempo ri-me ao ler que em certos estados americanos se queria ensinar criacionismo nas aulas de Ciências... mas quando me apercebi que estavam a falar a sério, a coisa perdeu a piada! Agora prefiro correr o risco de ter reacções exageradas a ver misturar Deus e Ciência em salas de aulas e palestras científicas.

    E acho que estes temas, mais que Mourinhos a chegar a aeroportos e McCanns em versão telenovela (ou reconstrução tipo CSI, com "palavrões" tipo "timeline", como um dia deste vi) devem saltar para a ribalta dos noticiários! Isso, claro, se eu ainda tivesse "fé" nos jornais e televisões, mas esta anda um pouco abalada!

    'Bora obrigar o pessoal a discutir o assunto? Desconfio que os bispos e cardeais (arriscaria a dizer o Papa) se iam rir da ideia de ensinar criacionismo nas escolas!

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  37. Joana

    Eu, que até sou uma mulher de fé, não teria tanta certeza de o criacionismo não vingar no nosso país! À cautela, mais vale prevenir! Just in case!

    Dito isto, como venho dizendo neste espaço, há problemas maiores no ensino da Ciência neste país (e nos outros, mas eu quero viver neste e os meus sobrinhos também), como... aaaa... estarem a destruí-lo??? E a não aproveitarem os nossos cérebros, e nem sempre por falta de dinheiro e meios, mas só por guerrinhas sujas de quintal! Mas isso já são outras lutas... ou não???

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  38. Mag(d)a:

    Houve um post, não sei se do Desidério se da Palmira, que dizia que os melhores aliados dos fundamentalistas eram os pós-modernistas e que ambos apontavam para o mesmo: obscurantismo!

    Aquele post da Helena sobre a etnomatemática é de chorar: pensar que há coisas daquelas naquela que foi a minha Faculdade é arrepiante!

    Por cá se os criacionistas ainda não têm muito peso os pós-modernaços têm um peso IDiota no ministério da Educação.

    Combater o pós-modernismo é combater o criacionismo. Por isso gosto tanto deste blog :)))

    Embora se leve sempre com o Daniel de Sá e o Alef a carpir que estão a atacar a fé deles e a ICAR cada vez que um post fala em criacionismo, que é um disparate criticar o criacionismo, que quem fala em criacionismo quer mesmo é atacar a ICAR... Ateia paciência!

    Hoje o Daniel até estava muito comedido...

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  39. Joana

    Agora que ganhei fama de comedida... quando é que corremos com os eduqueses à bofetada no Ministério da Educação??? Eu fico com os mais pequeninos, se não te importas!

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  40. Podes ficar com todos, eu fico com o Serafim Saudade aka Valter Lemos. O homem complica-me com o sistema nervoso, mais até que o Daniel!

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  41. Diabo... acho que vou precisar de chamar reforços... eles são muitos!

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  42. Está então combinado :)

    Pelo menos podemos dar umas bofetadas virtuais e "divulgar" a boa nova: o grupo de Boston é uma bosta e o ensino em Portugal nunca será nada de jeito enquanto não se limpar a bosta do ministério!

    E antes de ir dormir o meu momento zen ou antes in da House :)

    Advertência: mas não se aplica a crentes como a Mag(d)a, mas todos reconhecemos outros na descrição

    Dr. House «Rational arguments don't usually work for religious people, otherwise there would be no religious people.»

    As coisas estão a mudar nos States quando num programa com tanta audiência, na Fox, a personagem das mais populares nos States tem uma tirada destas

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  43. Magda e Joana
    Está bem... Vocês ou não sabem ler ou estão a gozar comigo porque lhes deu para isso... Se tal vos diverte, sirvam-se à vontade. Faltou-vos um criacionista a sério, para que servisse de bobo da corte, e resolveram atirar-se a mim e ao Alef. Mas eu escrevi foi isto aí mais acima:
    "É que, se se trata de negar a referência ao Criacionismo como uma convicção que pertenceu à História até há poucos séculos, é o mesmo que proibir que se ensine a mitologia grega ou romana nas escolas."
    Querem que eu repita? Pois aqui vai de novo:
    "É que, se se trata de negar a referência ao Criacionismo como uma convicção que pertenceu à História até há poucos séculos, é o mesmo que proibir que se ensine a mitologia grega ou romana nas escolas."
    Já basta?
    Durmam bem. E a Magda não se preocupe, porque não vou atirar-lhe nenhuma pedra para confirmar se é mesmo Sá. Acredito que o seja. Mas, se continua a ler-me mal, prefiro que o destino não nos tenha feito da mesma família. É que há pelo menos três ramos de Sá neste país, correspondentes a cada uma das terras com esse nome. E os meus já andam por aqui pelo menos desde o século XVII. Já tão distantes, pois, que o sermos parentes não será honra nem desonra em qualquer caso. Nem para si nem para mim.
    Querem saber há quanto tempo sou evolucionista por raciocínio próprio, antes de o aprender devidamente? Desde os quinze anos, quando cheguei à conclusão por mim mesmo de que todo o Universo deveria ter sido criado a partir dos átomos de hidrogénio. Lembro-me tão bem de onde tinha os pés nesse momento quase tanto quanto sei onde os tenho agora.

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  44. Os políticos não perderiam se agarrassem alguma contenção e percebessem a realidade que os rodeia. A legitimação das suas atitudes que o voto de todos nós lhes confere devia induzir limites éticos à sua, muitas vezes exclusiva, auto representatividade.

    A democracia sendo, com toda a certeza, um porto seguro para as relações sociais não pode garantir a total ausência de turbulência das águas que navegamos. Quem sabe quanta rebentação, a democracia ainda tem para nos surpreender.

    Ficaria com toda a curiosidade de saber a opinião da estrutura e da cúpula do partido sobre a declaração de voto do seu mui reputado euro deputado. Se existir declaração de voto.

    Mas de que lado do espelho estamos nós? Será que só resta o lado do Maravilhoso?
    Que real se reflectirá tão atraente e apelativo? Estas dúvidas não fazem sentido com Lewis Carroll: “Comece pelo começo, siga até ao fim e então, pare”. Trivial, e tão jovem, a democracia.

    Por acaso, não houve necessidade do Diálogo de Bastidores com concessões e contrapartidas para se conseguir a aprovação da declaração?
    Não? Que bom! Vou tresandar de optimismo o resto da semana.

    Artur Figueiredo

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  45. Caro Daniel Sá

    Não sei quem anda a precisar de ler melhor! Se é problema ser da sua família e estaria a puxar da nobreza para o seu lado, não deve haver problema: eu sou mesmo rasca, sangue vermelho. Do mais vermelho e plebeu que há! E Sá é dos apelidos mais comuns que há por aí (além de que é toponímico, por isso pode não querer dizer nada)! Dito isto, somos todos irmãos, certo? Vê como eu o apanho num instante? O mais curioso é que você não me entende bem!

    Eu não ataquei ninguém, menos ainda religiosos. O que digo é: tirem-me criacionismo e design inteligente das salas de aula, porque não têm lá lugar! Só isso! Crença a um lado, Ciência a outro! Tão simples como isso!

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  46. Joana

    Fia-te na Virgem e não fujas! No caso, não te fies no Dr. House! Mesmo porque é um personagem de ficção e com um proverbial mau feitio, pelo que tudo lhe é permitido.

    Além de que (se me permites), religião e racionalidade podem andar justos. Agora és tu que estás a tomar a parte pelo todo!

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  47. Caro Daniel

    Com a pressa esqueci-me de lhe dizer que a mitologia grega foi a analogia mais infeliz que arranjou. Podia ter arranjado pior, mas não creio: é que a mitologia grega não se compara (no meu ponto de vista) à minha religião. Isso são outras lutas e não estou com paciência para discutir isso agora.

    De qualquer modo, não se discute mitologia grega nem egípcia nem mais nem azteca nas aulas de Ciências, pois não? Discute-se nas aulas de História, Filosofia, arte e outras. Repito: não nas de Ciências! Porque não têm lugar lá! Válidas ou inválidas, não têm lugar!

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  48. Cara Mag(d)a:

    Eu disse que não se aplicava a crentes esclarecidos :)

    Mas diz lá se não assenta como uma luva ao Daniel de Sá, que puxa dos pergaminhos como argumento a torto e a direito, diz, desdiz, confunde, ulula, insinua insultos e tudo o que for preciso para "provar" o seu ponto de vista?

    A resolução é clarinha como a água, ninguém com o o Tico e o Teco funcionais faz qualquer confusão que o que a resolução pretende é que se faça passar religião por ciência.

    Acho bem que, como o Daniel de Sá quer, ensinem nas aulas de história cristianismo como ensinam mitologia grega e romana, mas mitologias não têm lugar em aulas de ciência. A resolução até diz que se deve falar no criacionismo nas aulas de religião...

    Foi uma vergonha nacional o voto do João Bosco Mota Amaral e se isto não fosse um país de faz de conta alguém devia exigir explicações ao senhor Opus Dei e ao PSD.

    A ciência e tecnologia na Europa estão em debate na Gulbenkian numa conferência realizada no âmbito da Presidência Portuguesa.

    A Europa reconhece que tem de investir mais em ciência e investigação e um anormal beato borra a imagem do país com um voto que nos remete à Idade Media!

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  49. Mais pata na poça:
    Leia-se

    "o que a resolução pretende evitar é que se faça passar religião por ciência"

    em vez de

    "o que a resolução pretende é que se faça passar religião por ciência"

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  50. Subscrevo o Luís Azevedo Rodrigues:

    Caro Senhor ex-Presidente da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral,
    Não me revejo de todo na sua posição.
    Apesar de ter sido a segunda figura do estado português de 2002 a 2005, sinto vergonha pelo sentido de voto na referida resolução do Conselho da Europa.
    Mais vergonha sinto por um português ter integrado as "fileiras" criacionistas - espero que de forma involuntária.


    Por mim, fazia-se uma petição a exigir explicações ou mandava-se um mail, cartas ou outras sugestões para mostrar ao senhor que não aceitamos ser representados por um ignorante obscurantista!

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  51. Joana

    Queres que eu redija o abaixo-assinado ou que assine a seguir a ti?

    E o que é que fazemos com os eduqueses? Um abaixo-assinado serve ou tem mesmo que ser à chapada??

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  52. Mas afinal, onde é que se pode assinar isso?

    Artur Figueiredo

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  53. Se souberes faz um abaixo-assinado virtual (eu não tenho jeito nenhum para estas coisas) põe-se a circular na blogosfera e envia-se para quem de direito.

    Á chapada neste caso não vai lá :) Ainda tinhamos o Daniel de Sá a dizer que o Mota Amaral era um mártir :))))

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  54. Magda, e eu sou tão rasca, tão rasca, se é que ser pobre é ser rasca, que meu Pai foi carroceiro até aos trinta anos, eu andei de pés descalços em Santa Maria, tomei conta de ovelhas, cabras, vacas e outros animais domésticos, andei a galope muitas vezes como os índios, em osso (como se dizia), estudei à luz do petróleo, etc. E sei o que escrevi. A Magda é que parece que teima em querer dar outro sentido ao que eu disse. Não julga conveniente ensinar, nas aulas de Ciências Naturais, ou lá nas que seja, a história do Evolucionismo? (Já agora, que evolucionismo os doutos conselheiros europeus pretendem que se ensine? O darwinismo, mais que ultrapassado na sua visão redutora da selecção natural? Ou uma versão moderna, provavelmente ainda transitória?) Esse evolucionismo vai aparecer sem se dizer aos meninos e meninas quais eram as ideias que havia antes? Esse ensino vai ter a honestidade de confessar que foram os evolucionistas que começaram a guerra com a religião, ao tentarem provar que, por a vida ter evoluído, afinal Deus não existe? Guerra essa que ganha cada vez mais força, ao ponto de um grupo de cientistas americanos ter encomendado à Universidade de Harvard o estudo de provas de que Deus não existe.
    Em 1992 escrevi uma pequena biografia minha para uma revista que mo pediu. Eis o que disse a certa altura. (Será que precisa de mais provas de que creio na evolução, incluindo a humana?)
    "Sou de uma curiosidade sempre insatisfeita, e teria estado disposto, se tal fosse possível, a ficar olhando, durante milhões de anos, a criação do Universo, só para saber como foi. Trocaria todas as palavras que até hoje disse, e que os amigos aplaudiram, para pensar por momentos, sem esquecer depois, com o cérebro do primeiro homem que foi capaz de pensar."

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  55. Onde é que está o abaixo-assinado?

    Agora a sério, deviam ser cientistas, por exemplo os colaboradores do blog, a iniciar o abaixo-assinado, recrutar pesos pesados da medicina e biologia tipo Sobrinho Simões e Quintanilha.

    É muito fácil fazer uma abaixo assinado virtual, é só ir a

    http://www.petitiononline.com/

    e fazê-lo.

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  56. Meus caros

    Agora estamos a falar!!! Ou melhor, agora NÃO estamos a falar! Agora estamos a fazer!!! Dêem-me tempo para elaborar uma coisa, mas se aparecer algo melhor, eu assino!

    Digo eu que temos que levar isto a mais longe, a meios de comunicação social e começar a fazer estardalhaço mesmo! Temos que fazer com que o Mourinho a sair de um avião pareça tão infantil que não valha a pena interromper o Santana Lopes com isso. Agora acho que até o Santana Lopes gostaria de ser interrompido por uma discussão de alto valor científico (mas não lhe vou perguntar... daí, pode ser que ele assine e dê cobertura mediática à coisa, que é o que se pretende).

    Vá, ao trabalho!!!

    Magda Sá

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  57. E o que é que o Daniel de Sá sabe de evolucionismo? Se tivesse uma pálida ideia do que é não dizia bacoradas de fazer corar um analfabeto. Deixe aos cientistas o que é da ciência e a ciência é isso mesmo, transitória no sentido em que não afirmamos que sabemos a verdade absoluta mas que de momento esta é a melhor explicação que temos

    Só um criacionista encoberto ou quem não faz ideia o que seja ciência diz bacoradas como:

    Já agora, que evolucionismo os doutos conselheiros europeus pretendem que se ensine? O darwinismo, mais que ultrapassado na sua visão redutora da selecção natural? Ou uma versão moderna, provavelmente ainda transitória?

    Esta é outra pérola redonda:

    Esse ensino vai ter a honestidade de confessar que foram os evolucionistas que começaram a guerra com a religião, ao tentarem provar que, por a vida ter evoluído, afinal Deus não existe?

    É, os crentes acolheram o livro de Darwin de braços abertos e espalharam logo a boa nova. O Monkey Trial, etc.., etc.., foram guerras armadas pelos evolucionistas.

    A guerra entre ciência e religião é toda culpa dos cientistas, basta atentar em Galileu, Giordano Bruno e sei lá mais quantas centenas de casos!

    Será que o Daniel de Sá não se apercebe dos dois tiros nos dois pés destas bacoradas?

    Ateia paciência para a lata da beatada!!!!

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  58. Caro Daniel Sá

    Quem puxou dos pregaminhos da família foi você. Não puxe agora dos pregaminhos da pobreza e do estudar à luz da candeia! Desde o Cavaco (versão salvador da pátria) que isso não cola! Não lhe vou dizer à luz do que estudei nem puxar de origens nenhumas: valho pelo que valho! Não é muito nem pouco, mas é o que sou!

    Você continua a fazer confusão entre Ciência e dogmas e crenças e fé. É claro que o evolucionismo é imperfeito! A Ciência é imperfeita e não é muito compatível com certezas! A Biologia que estudei no liceu está revista e aumentada... e é mesmo assim!

    Seja qual for a versão de evolucionismo que se ensine, tem erros, é imperfeita, é incompleta... tem todas as característica (não confundir com defeitos) do conhecimento científico!!

    A necessidade de ter certezas não pode ser mais forte que o rigor em obter as respostas honestas. E por vezes a resposta intelectualmente honesta é: "não sei" ou "tanto quanto sei, com os dados de que disponho, esta versão faz sentido".

    O que eu creio no coração pode não ser compatível com o que a Ciência me permite saber. Mas há que separar as águas, mesmo porque querer dar cobertura científica à fé pressupõe que a Ciência é de algum modo superior à religião. Nem é nem deixa de ser: não se podem intrometer nos saberes e modo de percepcionar o mundo uma da outra! Senão quando tal está à procura de Deus num microscópio ou num telescópio... e Ele não está lá! E aí apanha a desilusão da sua vida, sem necessidade nenhuma!

    Repare que mais atrás disse que concordava comigo (e até ficou todo contente com a perspectiva de ser da minha família)... para agora se desdizer. Releia o que disse e o que lhe disseram e seja mais coerente.

    Mas por favor, ponha-me a religião FORA das salas de aula! Estamos num estado laico, a Ciência não é religiosa nem está ao serviço da religião (nem de mais nada)... e é assim que tem que ser! Quem quer ser educado em religião tem que o pedir: ter apoio em algo que se quer é o oposto a ter algo a ser-lhe imposto!

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  59. E mais que o acaso não existe. Não só existe como tem um peso enorme na evolução. Só por acaso é que a resolução foi aprovada, quer dizer, só por acaso é que não se deu 'o rapto' da ciência das aulas de biologia! Travando a evolução do nosso conhecimento até sabe Deus quando... Está bem que a ciência não é uma menina pequenina de olhos azuis, mas os jornalistas tinham a obrigação de evitar o espanto que nos causou o voto contra do Mota Amaral. Fiquei curiosa: se o senhor não é criacionista, quem mais quer a ciência fora de cena?

    guida martins

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  60. Gostaria de responder ao comentário do anónimo nº 1 e gostaria que ele respondesse. Então ele diz que «Essa resolução, não vinculativa, exprime apenas a opinião pouco informada dos seus autores.»? E às tantas diz que «A teoria da evolução tem sido defendida com base em argumentos (v.g.órgãos vestigiais; junk-DNA; tentilhões dos galápagos, mutações aleatórias; selecção natural) que em muitos casos se revelaram totalmente infundados ou se demonstrou que nada têm que ver com a evolução»? Mas ele sabe o que está dizendo? Que eu saiba a teoria da Evolução de Dawrin é aceite desde há muito pela comunidade científica. Os criacionistas, como este anónimo, é que pegam em meia dúzia de factos científicos adoptam-nos às suas crenças religiosas, e dessa «salganhada», resulta o criacionismo. É evidente que esta visão não está de acordo com a teoria de Dawrin. Ela está errada. E está errada, porque não é científica, embora através de «artimanhas» queira parecer. Às tantas faz saltar Dawkins para a discussão. É evidente que Dawkins como qualquer outro cientista não pode saber tudo. Mas isso não lhe tira mérito nem é prova de nada. Antes diz que «A ciência mostra que mesmo o que parece ser verdade hoje, pode não o ser amanhã. As fragilidades científicas do darwinismo têm vindo a ser expostas». Isto é tentar reduzir a ciência a um fenómeno meramente cultural como fazem os pós-modernos. O que não é a ciência. A ciência é de facto também um fenómeno cultural, mas diferente dos outros porque prova factos. O que a ciência é no fundo, é um meio, não tanto para chegar a verdades absolutas, mas antes para descobrir factos que nos permitem distinguir o que está certo do que está errado. E o criacionismo não está certo, por aquilo que já foi dito, e não se trata de uma questão das pessoas estarem bem ou mal informadas sobre ele, como diz. Existem alguns factos sobre a teoria de Dawrin que que não estão provados como verdadeiros. Mas isso não retira veracidade à sua teoria. A comunidade científica, como foi dito, aceita-a como verdadeira e cientificamente correcta ao contrário do que diz e do que diz o criacionismo. Às tantas queixa-se do criacionismo ser criticado e de impedirem o diálogo e debate acerca do assunto. Uma coisa é o diálogo e o debate acerca de factos provados, outra é defendermos argumentos baseados em factos falseados, como tenta fazer o criacionismo. Às tantas diz ainda que «As questões científicas devem ser discutidas por meios científicos, e não nos parlamentos ou nos tribunais, sejam eles nacionais ou internarcionais.» As questões científicas devem ser discutidas por meios científicos?... E diz ainda que «Staline dizia que para ele matar 1 milhão de pessoas ou ceifar um campo era a mesma coisa. Afinal, em seu entender, é tudo matéria, produto de um acidente cósmico.» É tudo matéria?... O leitor sabe o que defende um dos maiores neurobiologistas da actualidade- António Damásio-? e sabe o que é que ele diz, ou melhor o que ele provou? O que não provou sabemos nós. Que Deus existe. É claro que isto nada tem haver com as crenças do cientista, mas estamos a falar de factos cientificamente provados e o que ele provou é que Descartes, aquele que por via da censura na altura seguiu a ideia que mente e corpo eram dois mundos distintos, estava errado. Mente e corpo, isto é mente e matéria (a tal de que fala) estão ligados e influenciam-se e trabalham mutuamente. Coisa que a maior parte das religiões e crenças separam e ao qual o seu criacionismo não é excepção. O que tem a dizer disto? Ou talvez não convenha saber e isto é o que a ciência prova de facto.
    Acerca disto e do criacionismo, da existência de Deus e da sua importãncia e no aprofundamento em resposta ao comentário vou dizer aquilo que noutra altura já disse:

    «Esta questão do criacionismo, é uma «lenga-lenga». É uma perda de tempo. Do que adianta andarmos a perder tempo, com coisas muito mais importantes na vida do que saber se por detrás do Universo está uma «mão criadora»? Que interesse tem isso?... Para alguns poderá¡ ter, mas para outros não tem nenhum.
    O criacionismo é uma mistura de fenómenos cientí­ficos e dogmáticos, isto se é que tem alguma coisa de cientí­fico. Em todo o caso, não passa duma visão pobre e mesquinha que nós homens concebemos, de que Deus e os homens são o centro do mundo e que tudo foi criado para servir os homens e para que estes possam admirar o seu criador. Parece-me que o criacionismo é o espelho bem vivo daquilo que nós homens somos. É nosso retrato genuíno- Somos egoí­stas. E a religião foi criada para isso mesmo. A única coisa que demonstra é assegurar o nosso bem estar psíquico e fí­sico. Porém, quando tentamos levá-la mais longe, caímos na tentação de reduzirmos o mundo à insignificância de nós próprios, e esquecemos o resto. Penso que quando se age assim, nÃo temos moral para criticar os outros. Pelo menos os evolucionistas, não reduzem o mundo a uma visão mesquinha e centrada no nosso próprio umbigo e escapam ao que o instinto da fé, condenou a humanidade, o olhar sempre para o nosso umbigo, esquecendo que para assegurarmos o que é mais sagrado para nós- a vida- é necessário olharmos e respeitarmos da mesma forma, tal como nos olhamos a nós, para as outras criaturas,e isso não faz parte da crença que é o criacionismo. Talvez seja por isso, que se abriu uma «guerra» contra a ciência. Ela desafia as nossas crenças de tal maneira, que nos reduz à igualdade com outras criaturas, e dá-nos provas. Porém, isso deixa-nos tão frustrados, que não resistimos à criação de um modelo alternativo e «aparentemente verdadeiro». Peguem-se nalguns factos cientí­ficos, misturem-se com os dogmatismos, e aí está- o criacionismo. Porém, ele não é prova de nada, a não ser, como disse, do nosso próprio egoí­smo.»

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  61. Magda e Joana
    Sinceramente, não vale a pena. Como vocês é que decidem não só o que eu pretendi dizer como até o que sei, proponho-vos que, quando vos apetecer, escrevam por mim o que imaginam que eu diria sobre estes assuntos, e depois divirtam-se à vontade. Respondam também por mim aos seus próprios comentários, que me poupam um tempo que pode ser mais útil em outras coisas. Ficar-vos-ei grato se assim fizerem.

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  62. e eu tou mais em crer que o Senhor Bosco Amaral não passará de caso um tanto ou quanto assim a meias de um pobre opus taralhoco!

    manela

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  63. A bíblia diz a certo passo: Dai a César o que é de César.
    Metaforicamente significa: dai à ciência o que é da ciência.
    A fé que deixe a ciência em paz, porque a ciência não se ocupa da fé, mas da análise de factos.

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  64. E o abaixo assinado referido avança ou não?

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  65. Nuno

    Estou na dúvida! Qual é o objectivo? O meu objectivo é instalar a confusão, a discussão e... a informação!

    O "à bofetada se for preciso" é um exagero típico meu (quem me conhece sabe que eu sou um bocado exagerada, mas muito boa moça), mas creio que aqui valores mais altos se levantam. Eu não quero saber quem é maçom ou religioso ou o que for. Também não creio que haja um risco extraordinário em que o criacionismo se instale nas nossas escolas (por favor, concordem comigo!!!).

    O que me parece mais grave é a ignorância científica dos nossos governantes... dos Ministérios da Educação e Ciência!!! O Mota Amaral não me parece particularmente grave comparado com isto! Os eduqueses e a forma como estão a destruir a educação e a Ciência (de onde pensam que virão os futuros cientistas portugueses senão das escolas?) parece-me muito mais grave.

    Convivi com esquerdistas durante a minha Faculdade (mais tarde vim a ver alguns na televisão, essencialmente no PCP), que pareciam ter como agenda provocar agitação. Só por provocar agitação. Mais tarde conheci um soviético que disse que era assim mesmo na URRS, no tempo da "velha senhora". Mas isso são outros carnavais!

    O que me interessa nisto tudo não é fazer agenda, ser conhecida como autora de um abaixo-assinado (não me interessa que me conheçam de lado nenhum, porque não tenho agenda própria). O que eu quero mesmo é que se volte a ensinar coisas nas Faculdades e escolas.

    A minha ideia era iniciar a discussão sobre se seria necessário um abaixo-assinado ou não. Para isso tenho que ler com olhos de ler os documentos que aqui são apresentados e dissecá-los. Dêem-me mais uns dias, que eu penso melhor no assunto. Mas não está esquecido! Nunca!

    Pode-se propor aos autores deste blogue um post como "temos que nos preocupar com o criacionismo em Portugal", mas o que eu queria mesmo era qualquer coisa como "temos que nos preocupar com o ensino em Portugal?"... mas a resposta é rápida e imediata demais para o meu próprio gosto. O post que eu quero mesmo é "como se recupera o ensino em Portugal?". E gostaria de ver medidas concretas, pressões concretas, obra feita! Falhando tudo, "ressuscito" o meu blogue "logikamente" e discute-se lá.

    Quanto ao Mota Amaral, se ele é ignorante em termos de Ciência, resta o parco consolo que é um de 25! Ora bem, consolo... cá vamos nós outra vez!

    Magda Sá

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  66. Nuno e restantes

    Acabei de ressuscitar o meu blogue (na blogosfera, como na Natureza, tudo se transforma).

    http://pensamentologiko.blogspot.com/

    Estejam à vontade para discutir (lá ou aqui, é-me perfeitamente indiferente)!

    Magda

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