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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Camilo e a química - o tabaco e os romances...

O jornal Expresso está a oferecer reedições de alguns livros de Camilo Castelo Branco. No sábado passado foi a vez de O que Fazem Mulheres.  Trata-se de um livro verdadeiramente divertido e irónico que antecipa "os modernos processos da literatura inter-activa" segundo escreveu Annabela Rita no Prefácio. 

Camilo avisa no capítulo inícial a todos os que lerem (antecipando o que virá a seguir, realcei algumas frases com referências científicas e químicas):
"É uma história que faz arrepiar os cabelos.
Há aqui bacamartes e pistolas, lágrimas e sangue, gemidos e berros, anjos e demónios.
É um arsenal, uma sarrabulhada, e um dia de juizo final.
[...]
Há aí almas de pedra, corações de zinco, olhos de vidro, peitos de asfalto?
[...]
Aqui há cebola para todos os olhos.
[...]
Cadinhos de fundição metalúrgica para todos os peitos.
[...]
O leitor sabe o que isto é? Já sentiu na alma o apertar de um cáustico? Excruciaram-no, alguma vez, os flagelos da inspiração corrosiva, com duas onças de sublimado?
Se não sabe o que isto é, estude farmácia, abra um expositor de química mineral, e verá."
Segue-se um "Capítulo Avulso -  Para ser colocado onde o leitor quiser", linhas de reticências que aparecem mas não significam nada, voltas, viravoltas e reviravoltas narrativas, dialógos com os leitores e editores, cartas anónimas que o autor não conseguiu ler e por isso não sabe o seu conteúdo, mulheres espertas, diabólicas e santas, e homens vagamente tolos. E termina com dois finais antagónicos, em dois capítulos com a palavra "FIM", sendo que o último destes é denominado "Suplemento - Prefácio".
  
Há também um charuto com um papel secundário mas importante que aparece inicialmente no capítulo avulso numa diatribre contra o tabaco (antecipando também os anúncios anti-tabágicos chocantes - e não é igualmente chocante a imagem acima!?),
"Para vós, Bórgias, para vós, raça de Locusta, e de Brinvilliers, para vós envenenadores impunes, o patíbulo neste mundo, donde fugiu espavorida a vergonha e a justiça; e os caudais de súlfur em combustão eterna nas furnas tartáreas, onde é de fé que dá urros medonhos um condenado chamado Nicot, que trouxe para a Europa o tabaco, e teve a impudência de o trazer a Portugal em 1560, onde viera com embaixada de França.
Porque os vossos charutos propinadores de venenos, enegrecem as substâncias orgânicas, como o ácido sulfúrico.
São amargos e cáusticos como o ácido nítrico.
Calcinam os beiços como o ácido hidroclórico.
Queimam a laringe como o ácido fosfórico.
Laceram o esófago como o acetato de chumbo.
Fulminam e despedaçam como o ácido hidrociânico."
Estas referências químicas, que são razoavelmente exactas tanto quanto é conhecido das substâncias referidas, tinham-me escapado, por não conhecer este livro, quando escrevi sobre a química em Camilo! O que foi uma pena, pois, em seguida Camilo refere que,
"Um manual de química para uso dos leitores de romances é instantemente reclamado. Sente-se na literatura este vazio, desde que a novela é um estendal da ciência humana;"

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Camilo e a Química: as boticadas de Eusébio Macário e os medicamentos d' O olho de vidro




No livro Camilo Castelo Branco e as boticadas de Eusébio Macário, o capitão farmacêntico António Costa Torres analisa as referências farmacênticas em "Eusébio Macário" e "A corja". Também "O olho de vidro" merece a este autor algumas considerações.

O domínio da química era na altura de Camilo, e até ao desenvolvimento da indústria farmacêutica moderna e dos estudos farmacológicos e clínicos controlados, de extrema importância para farmacêuticos ou médicos que pretendessem estar actualizados, ou não fosse a maioria dos medicamentos preparados na botica por receita do médico. Actualmente a química continua a ser fundamental para o desenvolvimento de novos medicamentos e o entendimento da acção de todos os fármacos, para além de ser importante para a compreensão da fisiologia dos organismos vivos. No entanto, a especialização e a complexidade actuais são de forma a que esta ciência, embora continue a ser importante para o entendimento geral e particular dos processos terapêuticos, deixou de ser para a maioria dos profissionais de saúde fundamental ao nível da acção diária, como era na altura de Camilo.

Segundo Costa Torres, Camilo passou nemine discrepante à cadeira de Botânica no dia 14 de Julho de 1845, nos preparatórios para medicina e não esqueceu a matéria estudada. A lista de cerca de vinte plantas com propriedades medicinais foi confirmada por Costa Torres que apenas lhe encontra pequenos erros. Por esta altura já começavam a ser identificados princípios activos extraídos das plantas. O filho José Macário, conhecido como José Fístula, é um adepto das plantas medicinais e dos remédios modernos da Farmacopeia do doutor Pereira Reis (5ª edição datada de 1858 do Código Faramacêtico Lusitano). Eusébio Macário é um boticário de outros tempos. Uma lista de unguentos e remédios secretos está registado no seu livro sebento de três gerações de boticários, alguns tão antigos que podem já ser encontrados, por exemplo, no D. Quixote de Cervantes. E já na altura de Camilo eram obsoletos ou comprovadamente nefastos. Costa Torres indica as receitas de todos estes unguentos (quase quarenta de "Eusébio Macário" e mais de vinte de "A Corja"), copiadas d Farmacopeia Lusitana (com edições de 1704 e 1711) de frei Caetano de Santo António, as quais Camilo deveria conhecer bem desde jovem. Alguns exemplos, a cujo pitoresco Camilo não resistiu, são o ceroto de espermacete, pomada mercurial (com óxido de mercúrio II), unguento de Santa Tecla, com litargiro (óxido de chumbo II, conhecido por fezes de ouro) e sebo de carneiro, unguento de basilicão, com colofónia (pez louro) fundida em azeite, terebentina, cera amarela e óleo de amêndoas, ungento de Genoveva com terebentina e cânfora, ungento de populão, com infrutescências de choupo branco (Populus alba, que contém salicina), folha de dormideira, beladona e manteiga, papa de linhaça, unguento egipcíaco, de cor verde, devido ao acetato de cobre, azougue de Falópio, entre outros.

Eusébio Macário era um boticário tão antiquado que nada sabia de oximéis, uma designação que era já empregue nas farmacopeias do século XVIII! As formulações e preparações continuam hoje em dia a ser um dos campos mais exclusivos da Farmácia, embora para o desenvolvimento de novos princípios activos concorra também a Química. No tempo em que Camilo escreve são muito poucos os medicamentos de síntese, e todos os que existem são de origem inorgânica. Estamos ainda muito longe da descoberta da aspirina, das modificações químicos de moléculas biologicamente activas para obter medicamentos mais poderosos, da pesquisa sistemática de novos fármacos e dos testes controlados dessas substâncias.

No "Eusébio Macário" é ainda digna de nota a referência que Camilo faz a Gavroche de "Os miseráveis" de Victor Hugo. Camilo, na minha opinião com algum provincianismo tipicamente português, diz que já havia sido inventado em Portugal. [Correcção: o autor apressado deste post confundiu Gavroche com Grantaire, o estudante boémio que faz metáforas com conhecimentos avançados de química, ficando assim este parágrafo sem grande sentido químico. Logo que possível publicarei um texto sobre a química em "Os miseráveis" de Victor Hugo.]

Na obra "O olho de vidro, romance histórico", publicada em 1866, Camilo apresenta-nos a vida trágica de Brás Luis Abreu (1692-1756), cristão-novo dos quatro costados que, por uma série de peripécias, perdeu o contacto com a sua família e a cultura judaica, torna-se um médico e autor famoso e acaba por casar com a irmã de quem tem oito filhos.

Neste livro, Camilo descreve com bastante detalhe o ambiente sufocante criado pela Inquisição. As referências aos medicamentos e tratamentos da época são também dignas de nota. Logo nas pimeiras páginas é referido o olhos de caranguejo (Oculi Cancrorum), formações de carbonato de cálcio, que se julgou serem os olhos dos carangejos, um remédio indicado para muitas doenças. Este mineral ainda tem usos medicinais actuais, mas não são tão fantásticos como na altura.

Camilo vai-nos apresentando algum receituário médico da época. Em particular, a descrição de um medicamento feito a partir de um pato assado é bastante divertida. Tal como a alternativa: cozer uma raposa inteira. É sobretudo este tipo de receitas fantasiosas, que se encontra na medicina barroca a par com os medicamentos secretos com nomes pomposos. Medicamentos sobretudo para suar e deixar de suar, para vomitar e deixar de vomitar, salivar e deixar de salivar. As purgas, os clisters, as sangrias, as fístulas (manutenção de uma ferida aberta para libertar humores), são ainda comuns. Não se pense ingenuamente que a ciência médica e farmacêutica avançou sempre de forma linear. As receitas de Garcia de Orta ou de Amato Lusitano, que viveram um século antes, são muito menos fantasistas pois baseiam-se na experiência e não em considerações retóricas.

domingo, 18 de novembro de 2012

Camilo e a Química: Os narcóticos e o envenenamento de D. João II




(...) Narcóticos” não quer dizer que ele seja um extracto de papoila ou essência de morfina (…) é o mesmo que chamar “linimento de sabão com ópio” à tintura de iodo e “clister de linhaça” a uma injecção de petróleo e aos beliscões “beijos”! A modéstia acrisolada tem aberrações metafóricas. Chamar-se um sujeito a si “suporífero”, quando toda gente, depois de o ler, bebe láudano de Sydenham para dormir (…) [Camilo Castelo Branco, Os narcóticos, vol I, 5ª edição, 2007, Bonecos Rebeldes, 1ª edição, 1882]

Camilo Castelo Branco no primeiro volume de Os narcóticos defende a tese de que D. João II foi envenenado. Para tal, socorre-se das descrições da época, em especial das de Garcia de Resende e de D. Agostinho Manuel de Vasconcelos. Também a comprovada incorruptibilidade de cadáver do monarca, a qual se manteve, com mais ou menos nariz, segundo a prosa irónica de Camilo, até à passagem dos franceses por Alcobaça, concorreria como prova desse envenenamento. 

A incorruptibilidade do cadáver não poderia ter origem na sua santidade, ou não tivesse o monarca sido, segundo Camilo, homicida traiçoeiro, implacável destruidor dos seus parentes, o primeiro que em Portugal perseguiu judeus vindos de Castela (…) devasso que em matéria de sexto mandamento era só acenar-lhe (...) 

Desta forma, a incorruptibilidade do cadáver só poderia ser de natureza química. E, dado que não há notícia de embalsamamento nem condições favoráveis no enterramento do rei, a incorruptibilidade do cadáver deveria ter origem no veneno. 

Camilo sintetiza tudo isto com o humor negro: As podridões modernas pegam-se aos santos incorruptos. Tudo podre. Sem o auxílio da química, já não se arranja hoje uma múmia.

Camilo refere explicitamente o arsénico (na realidade o óxido de arsénico) um veneno de eleição por não ter cheiro ou sabor e ser, por isso, na altura muito difícil de detectar. Consultou José Carlos Lopes, lente da Escola Médico-Cirúrgica, o qual não é conclusivo sobre a relação entre incorruptibilidade e envenenamento: não escasseiam condições para explicar o fenómeno que tem santificado um avultado número de patifes (…) não carece de recorrer-se de uma causa que se presta a contestação.”

Na altura eram conhecidos muitos outros venenos além do arsénico, nomeadamente o acónito, o meimendro, a cicuta, os cogumelos venenosos do género Amanita, o ópio e a beladona. A noz vómica, que contém estricnina, começava também a ser conhecida. E sabia-se que podia ser obtido um veneno poderoso (contendo cianeto) por destilação de folhas de louro cerejo. No entanto, a maior parte destes venenos origina sintomas característicos ou é de fácil detecção e nenhum, além do arsénico, origina sintomas semelhantes aos descritos para as crises de D. João II.

Oliveira Martins, Braacamp Freire, Pinheiro Chagas e outros historiadores foram da mesma opinião que Camilo. No entanto, com base nos sintomas descritos pelos cronistas, o professor Ricardo Jorge e o médico António de Lencastre não concordaram com a tese de Camilo, atribuindo as crises e a morte do monarca a uremia como consequência de uma nefrite crónica. 

Assim, actualmente a maioria dos historiadores é da opinião de que D. João II não foi envenenado e só haveria uma forma de confirmar ou invalidar as suspeitas: encontrar os ossos do monarca e fazer a análise química destes para detectar arsénico ou de outros venenos inorgânicos.

Estranhamente, ou não, dado o título, quase não há outras referências a narcóticos ou drogas no resto do livro. E, no entanto, para pagar as dívidas, incluindo as do fisco, Camilo teve de vender a sua valiosa e extensa biblioteca ao Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, facto que refere com amargura anestesiada: Na minha idade, depois de trinta anos de trabalho, o escritor que vende os livros para não ser devedor insolúvel despede-se deles com um grande desvanecimento de ter nascido em Portugal (…)

sábado, 17 de novembro de 2012

Camilo e a Química: O meu condescípulo e O que são os ventos? de Cavar em ruínas




Em O meu condescípulo, último capítulo do livro Cavar em Ruínas, Camilo Castelo Branco refere algumas peripécias dos seus estudos de Química na Academia Politécnica do Porto.

A frequência desta disciplina, assim como as de Anatomia e Botânica, fazia parte dos preparatórios para o curso de Medicina, nos quais Camilo se matriculou em 1844, é referida por vários autores. Em particular, Isabel Cruz, no TriploV, traça a história dessa época na Academia Politécnica e analisa o que é facto e ficção nesta narrativa de Camilo.

Para além de Camilo, que se apresenta como aluno boémio e pouco dado ao estudo, o texto refere-se a Francisco Pereira de Amorim e Vasconcelos (1812-1859), farmacêutico do Porto que foi durante algum tempo preparador na Escola Politécnica, de forma muito elogiosa: Amorim era doutíssimo na sua especialidade, e, sem favor, o primeiro químico experimental do Porto. Era disertíssimo e correcto; benfazejo, liberal com os pobres e consigo, austeramente económico e abstinente. Devo à sua memória esta notícia em paga de ele me ajudar a fingir uma vez que eu sabia química.

Tendo desistido de estudar para o ponto, o qual incidiria sobre a “kermes mineral entre outras coisas”, não sabendo sequer em que página a matéria começava, Camilo acaba por encontrar à porta do quartel general, onde tinha ido ouvir música, Amorim e Vasconcelos que se propõe ajudá-lo. Nas suas próprias palavras: Escutei-o até às duas da madrugada. Quando saí, sabia o ponto, sabia os rudimentos da química, sabia a história e a filosofia da ciência, conhecia Berzelius, Gay-Lussac, Orfila e não sei quem mais. Competentemente instruído por Amorim e Vasconcelos, Camilo acabou por fazer um ponto nemine discrepante e, não fora o número escandaloso de faltas e fugidas, teria, nas palavras de Amorim, sido premiado.

Camilo Castelo Branco sabia muito bem dosear os factos e a ficção. Isabel Cruz confirma que Camilo identifica correctamente o livro adoptado e o professor, mas alerta-nos para o facto de Amorim e Vasconcelos só ter estado matriculado no curso de Química uma década mais tarde.

A referência à kermes mineral é, na minha opinião, um aspecto pitoresco a que Camilo não resistiu. No livro adoptado (Abrégé élémentaire de chimie de Jean-Louis Lassaigne), que Camilo denomina Lasagne, referindo não lembrar a ortografia, as propriedades e preparação do kermes mineral são, de facto, descritas de forma detalhada. Trata-se de um medicamento de antimónio com uma composição variável de trissulfureto e trióxido de antimónio, obtido de forma artificial e que, desde o século XVIII, e ainda na altura de Camilo, teria aplicações médicas como emético, purgante e sudorípero. Camilo, que conhecia desde jovem as farmacopeias da casa do seu cunhado médico, provavelmente conheceria este medicamento.

Mais tarde, Amorim e Vasconcelos acabaria por se tornar um adepto da homeopatia e do espiritismo, como foi aliás comum entre vários cientistas da época (basta lembrar Crookes). Camilo foi-o encontrando cada vez mais magro e alienado, afirmando que o lugar dos espíritos não era neste mundo. Mais tarde Amorim e Vasconcelos acaba por se suicidar, deixando-se cair de uma varanda.1

A análise que Camilo faz da homeopatia é de uma grande sagacidade e clareza: Não duvidava assegurar-me que dez gotas de nux lançadas das Berlengas ao mar podiam converter o oceano num remédio bom para dores de estômago, de cabeça e outras. As demonstrações saiam-lhe claras e irrecusáveis como uma operação algébrica.

Embora Camilo não tenha tido como Goethe uma iniciação profunda nas ciências experimentais, as suas observações pertinentes revelam que Camilo sabe do que fala quando se refere a aspectos científicos. Não me parece que Camilo procurasse criticar a Ciência ao mostrar as tolices pseudocientíficas em que as pessoas inteligentes se podiam envolver, ou reduzindo o ensino da química a eloquência recamada de protos, de deutos, de bis, de sesqui, de pilhas, de retortas, e várias coisas com que os homens entretêm a vida para não morrerem de tédio. Camilo apreciava com certeza a Ciência mas não tolerava o ridículo e procurava os efeitos cómicos da caricatura.

Também em Cavar em ruínas, Camilo faz a análise de um texto anónimo de 1732 denominado A Fenix das tempestades, escrito a propósito de uma grande tempestade que se abateu sobre Lisboa. Vai comentando o texto anacrónico e pseudocientífico nas suas mais variadas vertentes e quando chega ao domínio da ciência das tempestades não deixa de referir a falta de Gay-Lussac no panfleto. Mais à frente desculpa o autor anónimo por apenas depois de 1750 é que Demaison estudou o fenómeno da congelação, e Saussure escreveu as suas observações sobre as nuvens, chuvas e formação de vapores. As auroras boreais, o raio e a electricidade foram também depois examinadas por Franklin e Mairan. Dufay e Volta estudaram o orvalho e a saraiva. E termina com bom efeito cómico: Apesar disso sejamos lisos e modestos: o autor da Fénix das Tempestades foi o asno mais desmedido do seu tempo.
1 Este tipo de suicídio foge à tipicidade de forma que mais tarde se tornou quase uma verdadeira mania nacional entre os intelectuais. No final do século XIX e princípio do século XX, intentado principalmente à pistola (Camilo foi um deles), por vezes com recurso a mais do que um tiro, mas também com veneno, corte dos pulsos, enforcamento, afogamento e até com explosivos, foram identificados por José Brandão quase duas dezenas de suicidas notáveis!