quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Sobre os rótulos dos alimentos: algumas reflexões sobre uma palestra pedagógica

O meu filho teve na escola uma palestra da DECO sobre como decifrar rótulos. Muito bem, pensei! Haver um rótulo é muito bom pois há imensas coisas que não têm rótulo e não sabemos o que está lá. Só não imaginava era que além de informações úteis também serviu para reforçar os lugares-comuns e mitos, uma boa parte inexactos ou mesmo errados, que circulam actualmente. Não sei se a palestra foi bem assim, mas o resultado prático foi esse. Dou alguns exemplos.

O meu filho começou por referir os “truques”. Por exemplo usar vários nomes para açúcares, como dextrose, sacarose, fructose, etc. e assim parecer que os alimentos têm menos açúcar. Não se trata, em geral, de um truque: alguns alimentos têm mesmo vários tipos de açúcares, ou poderá ser um esforço para criarem produtos mais próximos da “composição natural.” Não vi o rótulo em causa, mas isso acontece naturalmente se o produto incluir cereais e  frutas, por exemplo. Para contrariar esse “truque” penso que é obrigatório, actualmente, referir o teor total de hidratos de carbono e de açúcares.

Outro “truque” será usarem doses irrealistas nos cálculos nutricionais. Por exemplo indicar 30 g como dose recomendada para cereais de pequeno-almoço ou batatas fritas, quando as pessoas em geral comem muito mais do que essa dose. Sem querer parecer cínico, não são os fabricantes que dizem às pessoas para comerem mais do que a dose recomendada, e, se comem a mais, podem re-calcular os valores nutricionais. É muito importante que se refira esta questão e que se eduquem as pessoas em relação a este aspecto fundamental, mas chamar-lhe um “truque” está ao nível da má-fé que se atribui aos fabricantes. E já agora: não existem aditivos “mágicos” especificamente para tornar os produtos alimentares viciantes e as pessoas comerem mais. O que se passa é que nos tornámos “doidos” por açúcares, gorduras e salgados, por proteínas ligeiramente tostadas e aromas específicos como o da carne assada ou fumada, baunilha e morango, etc. algo que os fabricantes, como a McDonalds, Burger King, Coca Cola, Pepsi, Nestlé, etc. exploram com sucesso, mas que, felizmente, vai tendo cada vez mais controlo e preocupação nutricional tanto pública como interna.

Em seguida o meu filho referiu os “truques” dos “produtos light.” Podem ter menos uma das coisas problemáticas, por exemplo gorduras, mas nada impede que tenham mais das outras, como sal ou açúcares. Essa informação é relevante e deve ser ponderada pelos consumidores, claro. Entretanto, o principal “truque” dos produtos light é serem um excelente negócio. Por exemplo, vende-se manteiga com menos 30% de gordura e mais 30% de água, que é muito mais barata, por um preço que pode ser 30% mais alto! 

Finalmente, a cereja no cimo do bolo: contribuir para a desconfiança em relação aos aditivos E. “Mas não é mau ter És!?”, pergunta o meu filho. Não, digo eu, em geral são compostos que são adicionados para uma função útil, como conservar. “Mas de quem é o interesse disso? Da indústria!” Sim, mas os consumidores esperam que os produtos não se alterem ou deteriorem rapidamente e que não se tornem  perigosos para a saúde. Todos esses És de que as pessoas desconfiam de forma desnecessária têm um controlo muito apertado e são, em geral, produtos naturais. A designação E está relacionada com ser adicionado e não com a origem ou a forma de produção. Por exemplo a vitamina C, ácido ascórbico, é o E-300 que e é um anti-oxidante, mas pode também aparecer com outras funções. Por exemplo no pão pode aparecer como "agente modificador da farinha." Podem dar-se muitos outros exemplos de aditivos fundamentais para a qualidade e valor nutricional dos alimentos.

“Mas não há És desnecessários ou que causem alergias?” podemos perguntar. Sim, alguns, como os corantes e aromatizantes, poderiam não ser precisos e, outros, para um pequeno grupo de pessoas, são suspeitos de causar alergias. No primeiro caso são os consumidores que os preferem assim: coloridos e com sabor ou aroma a algo reconhecível. Por exemplo, uma gelatina ou um rebuçado coloridos com aroma de morango em vez de uma gelatina ou rebuçado sem cor e sem sabor. Embora atractivos, esses produtos podem perfeitamente ser evitados. Devemos educar os jovens para que os evitem e ninguém é obrigado a comprá-los.

Quanto a poderem causar alergias: se for comprovado que as causam, os aditivos serão naturalmente retirados do mercado (como já aconteceu). De notar que essa possibilidade de alergias devidas a aditivos nada tem que ver em termos de risco potencial com aquelas alergias graves que algumas pessoas podem ter a alguns frutos secos, risco esse que deverá ser claramente indicado nos rótulos. 

Finalmente, não é saudável tratar a indústria alimentar como potenciais vigaristas que nos querem enganar. E se alguma indústria pode parecer assim, ou se já o foi no passado, não quer dizer que o seja agora, ou que não tenha mudado de atitude. Felizmente, actualmente, existe um conjunto de regras muito apertadas que a indústria tem que cumprir e a opinião pública, para a qual a DECO contribui, é muito forte e vigilante. Ser alvo de campanhas negativas ou de desconfiança é um dos grandes receios destas indústrias. Por isso, a indústria tem códigos de conduta e mecanismos de controlo interno muito estritos, quanto a segurança e qualidade, mas também em relação à transparência.

O cepticismo é saudável e devemos ser críticos, mas passar da credulidade inconsciente para a confiança na desconfiança cega não é boa ideia. Devemos refectir sobre tudo o que nos dizem, tanto a indústria como os seus críticos, e, em particular, o mercado do "saudável" e do "sem químicos" deve ser alvo do nosso juizo crítico. Há alguma razão lógica para confiarmos mais em quem nos diz para desconfiarmos?

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

terça-feira, 16 de outubro de 2018

PROBLEMAS, CONJECTURAS E TEORIAS PARA UM MUNDO MELHOR

"A INVENÇÃO DA CIÊNCIA" 4

TCHAIKOVSKI E A CIÊNCIA HOJE EM TOMAR


REPENSAR PORTUGAL, A EUROPA E A GLOBALIZAÇÃO

PROGRAMA

CONGRESSO INTERNACIONAL
REPENSAR PORTUGAL, A EUROPA E A GLOBALIZAÇÃO
100 ANOS PADRE MANUEL ANTUNES, SJ
www.centenariopadremanuelantunesj.pt

Acreditado como formação para professores
  
2, 3, 4, 5 e 6 de novembro
(sexta-feira, sábado, domingo, segunda-feira e terça-feira)

Assembleia da República (Sala do Senado),
Câmara Municipal da Sertã (Sertã) e Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)
  
LISBOA – 1.º dia
sexta-feira 2 de NOVEMBRO de 2018

ASSEMBLEIA DA REPÚLICA (PALÁCIO DE S. BENTO) – SALA DO SENADO

TARDE

13h30 RECEÇÃO DOS CONGRESSISTAS

14h00 SESSÃO DE ABERTURA

Presidente da Assembleia da República; Reitor da Universidade Aberta; Reitor da Universidade de Lisboa; Presidente da Câmara Municipal da Sertã; Presidente da Câmara Municipal de Lisboa; Provincial da Companhia de Jesus; Presidente da Comissão Científica; Presidente da Comissão Organizadora

14h30 CONFERÊNCIA DE ABERTURA
Presidente de Mesa: Guilherme d’Oliveira Martins (Fundação Calouste Gulbenkian)

Pensamento global Edgar Morin (Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3)

A razão da fé Eduardo Lourenço (Fundação Calouste Gulbenkian) 

15h00 SESSÃO PLENÁRIA
Política, Fé e Sociedade

Presidente de Mesa: Viriato Soromenho-Marques (Universidade de Lisboa)

Padre Manuel Antunes: Portugal e a globalização Adriano Moreira (Universidade de Lisboa)

Padre Manuel Antunes: Um homem em busca do tempo Guilherme d’Oliveira Martins
(Fundação Calouste Gulbenkian)

A identidade portuguesa: Um problema permanente Pedro Barbas Homem (Universidade Europeia)

Política e prospetiva em Manuel Antunes José Pacheco Pereira (Revista Sábado)

DEBATE

16h30 INTERVALO

17h00 SESSÃO PLENÁRIA
Padre Manuel Antunes: Memória e Testemunho

Presidente de Mesa: Vítor Serrão (Universidade de Lisboa)

Padre Manuel Antunes, pedagogo da liberdade Lídia Jorge (Escritora)

Um professor memorável Edite Estrela (Assembleia da República)

O que devo ao Padre Manuel Antunes Manuel Ferreira Patrício (Universidade de Évora)

DEBATE

18h30 ENCERRAMENTO
Presidente de Mesa: Annabela Rita (Universidade de Lisboa)

Qu’est-ce qu’être un écrivain jésuite au XXe siècle? L’exemple de Manuel Antunes 
Pierre Antoine Fabre (École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris)

19h30 RECEÇÃO E PORTO DE HONRA NOS PAÇOS DO CONCELHO DE LISBOA

SERTÃ – 2.º dia
sábado 3 de NOVEMBRO de 2018

CÂMARA MUNICIPAL DA SERTÃ – SALÃO NOBRE E SALÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

MANHÃ

09h00 ABERTURA (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)
Presidente de Mesa: Paulo de Assunção (Universidade Presbiteriana Mackenzie)

A filosofia como “espaço do espírito” Miguel Real (Universidade de Lisboa)

09h30 SESSÕES TEMÁTICAS
  


PAINEL TEMÁTICO 1 (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)
Padre Manuel Antunes: Trajetos, Vivências e Causas

Presidente de Mesa: António Moniz (Universidade Nova de Lisboa)

Padre Manuel Antunes, humanista e paladino das humanidades Onésimo Teotónio Almeida (Brown University)

Manuel Antunes e Fernando Pessoa: Uma proposta de diálogo Dionísio Vila Maior
(Universidade Aberta)

Contribuição dos estudos ibero-eslavos para as novas abordagens à globalização e obra do Padre Manuel Antunes Béata Cieszyńska (Universidade de Lisboa)
PAINEL TEMÁTICO 2 (Salão da Assembleia da Câmara Municipal da Sertã)
Padre Manuel Antunes: Trajetos, Vivências e Causas

Presidente de Mesa: Paula Carreira (Universidade Aberta)

O Padre Manuel Antunes e o serviço na Companhia António Trigueiros (Revista Brotéria)

Sophia e Padre Antunes: O que pode a literatura e a poesia Isabel Nery (Universidade de Lisboa)

O concelho da Sertã na pseudonímia do Padre Manuel Antunes Rui Lopes (Câmara Municipal da Sertã)
   
DEBATE

10h45 INTERVALO

11h00 SESSÕES TEMÁTICAS 

PAINEL TEMÁTICO 1 (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)
Política, Moral e Revolução: Temas e Problemas

Presidente de Mesa: Rita Balsa Pinho (Universidade de Lisboa)

A cultura clássica, elo de união entre o Padre Manuel Antunes e o Infante D. Pedro de Avis António Moniz (Universidade Nova de Lisboa) 

La retórica del Padre Carlos Mugica, el Movimientos de Sacerdotes para el Tercer Mundo y la vigilancia de la Dirección de Inteligencia de la Polícia de la Provincia de Buenos Aires
Alejandra Vitale (Universidad de Buenos Aires)

Romper com a tradição, conservar na
inovação: Progressos e continuidades na reforma consagrada nos Estatutos Pombalinos da Universidade de Coimbra Cristiane Moraes Nunes (Universidade Federal de Sergipe) Luiz Eduardo de Oliveira (Universidade Federal de Sergipe)


PAINEL TEMÁTICO 2 (Salão da Assembleia da Câmara Municipal da Sertã)
Temas e Problemas da Cultura Portuguesa

Presidente de Mesa: Norberto Dallabrida (Universidade do Estado de Santa Catarina)

Mística da ação e da protoglobalização em Padre António Vieira: A (des)construção do humano, do tempo e do espaço na profecia dos tempos Eugénia Magalhães (Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização)

Perceções jesuítas do governo de Pombal e do século das Luzes: A avaliação do Padre Manuel Antunes
José Eduardo Franco (Universidade Aberta) Paula Carreira (Universidade Aberta)

O homem espuma contra o homem todo: Apontamentos para uma leitura sobre direitos humanos na obra do Padre Manuel Antunes Susana Alves-Jesus (Universidade Aberta)

DEBATE ­
   
13h00 ALMOÇO 
  
TARDE

14h30 ABERTURA (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)

Presidente de Mesa: Miguel Real (Universidade de Lisboa)

Repensar Portugal: A importância dos partidos na iniciação política dos jovens segundo o Padre Manuel Antunes José Rosa (Universidade da Beira Interior)

15h00 SESSÕES TEMÁTICAS


 PAINEL TEMÁTICO 1 (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)

Questões Atuais, Questões Globais


Presidente de Mesa: José Rosa (Universidade da Beira Interior)

Portugal – A visão de um filho da diáspora Amadeu Prado Lacerda (Universidade de Lisboa)

Portugal e a religião dos portugueses no século XXI Bento Domingues (Ordem dos Pregadores)

         Migrações portuguesas. Factos  e representações Maria Beatriz Rocha-Trindade (Universidade Aberta) 

PAINEL TEMÁTICO 2 (Salão da Assembleia da Câmara Municipal da Sertã)
Educação e Renovação Pedagógica em Chave Global

Presidente de Mesa: Béata Cieszyńska (Universidade de Lisboa)

Pierre Faure: Um educador jesuíta global Norberto Dallabrida
(Universidade do Estado de Santa Catarina)

Aprender com os outros. Escutas, diálogos e esperanças Celso João Carminati
(Universidade do Estado de Santa Catarina)

Manuel Antunes: O lugar das humanidades no futuro da educação Artur Manso
(Universidade do Minho)

A arte sempre incompleta de renovar: Projetos de atualização pedagógica dos Jesuítas
Rita Balsa Pinho (Universidade Aberta) José Eduardo Franco (Universidade Aberta)

DEBATE

16h30 INTERVALO
  

16h45 PAINEL TEMÁTICO ÚNICO (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)

Empreendedorismo, Educação e Globalização

Presidente de Mesa: Susana Alves-Jesus (Universidade Aberta)

Os marcadores da educação do futuro Anabela Pereira (Universidade de Aveiro)

Proposta de um modelo de soft skills de um político com impacto social segundo a perspetiva do Padre Manuel Antunes Jacinto Jardim (Universidade Aberta)

As soft skills e os novos desafios da liderança espiritual vs. liderança autêntica na era 4.0
Elisete Martins (Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia-ISLA)

Novos modelos de negócio João Carvalho (Instituto Universitário da Maia-ISMAI)
  
DEBATE
  
18h30 ENCERRAMENTO (Salão Nobre da Câmara Municipal da Sertã)

Presidente de Mesa: Manuel Barbosa (Conferência Episcopal Portuguesa)

A (tão) serena (quão firme) demanda da justiça social em Manuel Antunes Januário da Costa Gomes (Universidade de Lisboa)

19h30 CONCERTO EM MEMÓRIA DO PADRE MANUEL ANTUNES

SERTÃ – 3.º dia
domingo 4 de NOVEMBRO de 2018 

10h00 PROGRAMA SOCIAL
Visita guiada aos lugares históricos e antunesianos da Sertã
Almoço de confraternização
   
LISBOA – 4.º dia
Segunda-feira 5 de NOVEMBRO de 2018

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

                                                              MANHÃ

09h00 ABERTURA (Auditório II)

Presidente de Mesa: João Relvão Caetano (Universidade Aberta)

Da matriz clássica ao devir moderno: Teoria, hermenêutica e crítica da arte literária em Manuel Antunes
 José Carlos Seabra Pereira (Universidade de Coimbra)

09h30 SESSÕES TEMÁTICAS
  
PAINEL TEMÁTICO 1
(Auditório II)
Os Desafios e as Oportunidades da Inteligência Artificial

Presidente de Mesa: Dionísio Vila Maior (Universidade Aberta)

L’intelligence artificielle au service d’un nouvel humanisme 
Jean-Gabriel Ganascia
(Sorbonne Université)

Inteligência artificial: Promessas e desafios Arlindo Oliveira (Instituto Superior Técnico)

Inteligência artificial e utopia Vítor Silva (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa)

As cidades acolhedoras e inteligentes do futuro: Desafios e tendências Paula Teles (Mobilidade PT)


PAINEL TEMÁTICO 2
(Auditório III)
Globalização, Transdisciplinaridade e Educação Integral

Presidente de Mesa: Darlinda Moreira (Universidade Aberta)

Traços transdisciplinares na obra do Padre Manuel Antunes: Uma análise crítica à luz da Carta da Transdisciplinaridade/UNESCO-1994 Adérito Fernandes Marcos (Universidade Aberta)

Artes vivas, globalização e transdisciplinaridade Júlio Martín da Fonseca (Universidade de Lisboa)

O universal concreto – Considerações teológicas sobre a globalização
João Duque (Universidade Católica Portuguesa)
  
DEBATE

PAINEL TEMÁTICO 3
(Sala 1)
Europa, Democracia e Desafios Globais

Presidente de Mesa: Natália Ramos (Universidade Aberta)

Construção europeia e democracia transnacional 
Mendo Castro Henriques (Universidade Católica Portuguesa)

Repensar Portugal e a ideia de Europa. Pensamento contemporâneo 
Isabel Baltazar (Universidade de Coimbra)

Descolonizar o pensamento, globalizar a inclusão António Fernandes (Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes)  


11h00 INTERVALO

11h15 SESSÕES TEMÁTICAS

PAINEL TEMÁTICO 1 (Auditório II)               
Europa, Identidades e Pós-Identidades
Presidente de Mesa: Adérito Fernandes Marcos (Universidade Aberta)
  
Reflexiones sobre la crisis de los Estados-nación en el marco de un nuevo ciclo globalizador 
José Ignacio Ruiz Rodríguez (Universidad de Alcalá de Henares)
  
Portugal, “rosto” da Europa Annabela Rita (Universidade de Lisboa)

O Padre Manuel Antunes e a ciência Carlos Fiolhais (Universidade de Coimbra)

PAINEL TEMÁTICO 2 (Auditório III)          
 Antigos e Modernos: Visões Contrastantes
Presidente de Mesa: Mendo Castro Henriques (Universidade Católica Portuguesa)

Repensar a leitura cristã da Antiguidade Clássica. O contributo de Michel Foucault 
Nuno Nabais (Universidade de Lisboa)

Maurice Merleau-Ponty em Manuel Antunes 
Manuel Sérgio (Universidade de Lisboa)

Dos antípodas ao poliedro:
Globalização e teologia, em Vieira e Bergoglio Porfírio Pinto (Universidade de Lisboa)
  
PAINEL TEMÁTICO 3
(Sala 1)                        
Crítica Literária e Escritores Portugueses
Presidente de Mesa: Ernesto Rodrigues (Universidade de Lisboa)

Formação, literatura e empatia num mundo global em Padre Manuel Antunes
Luísa Antunes Paolinelli (Universidade da Madeira)

Padre Manuel Antunes, o crítico literário Sérgio Guimarães de Sousa (Universidade do Minho)
  
13h30 ALMOÇO

TARDE
14h45 SESSÕES TEMÁTICAS
  
PAINEL TEMÁTICO 1 (Auditório II)        Educação e Futuros Possíveis
Presidente de Mesa: António Feijó (Universidade de Lisboa)

Desafios globais e locais para uma educação promotora de bem-estar
João Marques Costa (Ministério da Educação)

Manuel Antunes, filósofo da educação Leonel Ribeiro dos Santos (Universidade de Lisboa)

      Ensinar e pensar na escola José Pedro Serra (Universidade de Lisboa)

Democracia, ensino superior e educação a distância Domingos José Alves Caeiro (Universidade Aberta)
  
PAINEL TEMÁTICO 2 (Auditório III)         
Ética, Democracia e Globalização
Presidente de Mesa: José Maria Brito (Ponto SJ)

Ética, política & direito democrático. Tópicos para a atual crise 
Paulo Ferreira da Cunha (Universidade do Porto)

O mito da Europa em Portugal: Desafios da contemporaneidade  Luiz Eduardo de Oliveira (Universidade Federal de Sergipe) Kate Oliveira (Universidade Federal de Sergipe)

Prometeu, negação e afirmação: Uma leitura entre Junqueiro e Manuel Antunes 
Henrique Manuel Pereira (Universidade Católica Portuguesa)

A censura no governo pombalino e no Estado Novo: Uma perspetiva comparada
Rui Tavares (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa)

PAINEL TEMÁTICO 3
(Sala 1)                  
Desafios Éticos dos Novos Contextos do Humano
Presidente de Mesa: Rosa Sequeira (Universidade Aberta)

Nem mesmo em nome do bem comum – Recuperando o fundamento ético da abolição da pena de morte José Carlos Lopes de Miranda (Universidade Católica Portuguesa-Braga)

Um homem de Deus na cultura: Para uma releitura paulina da vida e obra do Padre Manuel Antunes José Brissos-Lino (Universidade Lusófona)

Que lugar para a esperança? A urgência de repensar a sustentabilidade, entre o local e o global Noémia Simões (Rede Cuidar da Casa Comum)

DEBATE

16h15 INTERVALO
  
16h30 SESSÕES TEMÁTICAS
(Auditório III)    

PAINEL TEMÁTICO 1
(Auditório II)                     
Fátima Global
Presidente de Mesa: José Carlos Lopes de Miranda (Universidade Católica Portuguesa)


Santuário de Fátima, lugar global num mundo globalizado Carlos Cabecinhas (Santuário de Fátima)

Da micro à macroescala: Dizer Fátima cem anos depois Marco Daniel Duarte (Santuário de Fátima)

Fátima, notícia para um mundo global Américo Pereira (Universidade Católica Portuguesa)

A Virgem Peregrina de Fátima no contexto da globalização Sónia Vazão (Santuário de Fátima)

Fátima e o Leste: Leituras mútuas em contexto de conflito político-ideológico 
André Melícias (Universidade de Lisboa)  

PAINEL TEMÁTICO 2
          
Educação e Globalização
Presidente de Mesa: José António Porfírio (Universidade Aberta)

Sem educação não há globalização: Para uma globalização plural e humanizada 
Darlinda Moreira (Universidade Aberta)

Educação intercultural e globalização: Caminhos de abertura e de inclusão nas escolas portuguesas Alexandra Leandro (Universidade Aberta)

A “experiência Erasmus”: Educação superior, transições juvenis e mobilidades globais 
Daniel Malet Calvo (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa)

Aprendizagens no diálogo entre o local e o global Hugo Cruz Marques (Fundação Gonçalo da Silveira)

        
           PAINEL TEMÁTICO 3
                       (Sala 1)         
        Temas Antunesianos
Presidente de Mesa: Mário Filipe Silva (Universidade Aberta)

A filosofia como expressão da vida espiritual duma cultura: Entre Manuel Antunes, Francisco da Gama Caeiro e José Marinho Renato Epifânio (Universidade do Porto)

Os mínimos de utopia e a humanidade nova: Para uma espiritualidade da globalização em Padre Manuel Antunes Eugénia Magalhães (Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização) José Eduardo Franco (Universidade Aberta)

A ideia de “estrangeirado” na cultura portuguesa: Um conceito sempre em revisão Cristiana Lucas Silva (Universidade de Lisboa)

Padre Manuel Antunes leitor do surrealismo: Algumas notas Rui Sousa (Universidade de Lisboa)


DEBATE

19h00 JANTAR DO CONGRESSO COM MÚSICA PORTUGUESA PELO GRUPO NAU CATRINETA

LISBOA – 5.º dia
terça-feira 6 de NOVEMBRO de 2018

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

MANHÃ

09h00 ABERTURA (Auditório II)

Presidente de Mesa: José Carlos Vasconcelos (Jornal de Letras)

Ville manifeste: Le porte voix de la globalisation Valérie Devillard (Université de Paris II)

09h30 SESSÕES TEMÁTICAS


PAINEL TEMÁTICO 1
(Auditório II)
Globalização: Propaganda e Conflitos

Presidente de Mesa: José Eduardo Franco (Universidade Aberta)

Terrorismo e propaganda Fabrice d’Almeida (Université de Paris II)

A expulsão da Companhia de Jesus e a definição do Brasil
Edgard Leite (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

Novo século, novas guerras assimétricas? Bruno Cardoso Reis (ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa)
PAINEL TEMÁTICO 2
(Auditório III)
Liberdade de Ensinar e Aprender: Condição de Igualdade, Garantia de Diversidade

Presidente de Mesa: Fernando Magalhães (Externato Frei Luís de Sousa)

Na expectativa do ensino livre, à luz do Padre Manuel Antunes Jorge Cotovio
(Associação Portuguesa de Escolas
Católicas)

A liberdade impossível João César das Neves (Universidade Católica Portuguesa)

O papel do ensino privado na (re)construção de sociedades humanistas Rodrigo Queiroz e Melo (European Council of National Associations of Independent Schools)


A liberdade de escolha e o paradigma da aprendizagem Cristina Agreira (Federação Nacional das Associações de Pais de Alunos do Ensino Católico)


           PAINEL TEMÁTICO 3
              (Sala 1)
Democratização e Globalização do Conhecimento: O Caso Paradigmático da Wikipédia

Presidente de Mesa: Manuel Curado (Universidade do Minho)

Wikipédia, um recurso... Educacional? Aberto? Global? Teresa Cardoso (Universidade Aberta)
Filomena Pestana (Universidade Aberta)

Opinião, conhecimento e democracia: A educação na era digital e a contribuição da Wikipédia 
Luís Queirós (Fundação Vox Populi) Paula Queirós (Fundação Vox Populi)

La Wikipedia y la utopía de la democratización global del conocimiento Miguel García (Wikimedia Espanha) 

DEBATE

11h00 INTERVALO

11h15 SESSÕES TEMÁTICAS
  
PAINEL TEMÁTICO 1 (Auditório II)
Portugal e Cultura-Mundo

Presidente de Mesa: Luísa Antunes Paolinelli (Universidade da Madeira)

Cultura e globalização Marília Pulquério Futre Pinheiro (Universidade de Lisboa)

Internacionalização, mundialização e globalização: Conceitos ainda em consolidação José Renato Gonçalves (Universidade de Lisboa)
PAINEL TEMÁTICO 2 (Auditório III)
Conciliar Mundos: Entre Clássicos e Modernos

Presidente de Mesa: Edgard Leite (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

A filosofia que “faz questão” Luís Machado de Abreu (Universidade de Aveiro)

Padre Manuel Antunes. Filosofia da cultura e cultura da filosofia Maria Leonor Xavier (Universidade de Lisboa)

PAINEL TEMÁTICO 3 (Sala 1)
Empreendedorismo, Inovação e Inclusão

Presidente de Mesa: Jacinto Jardim (Universidade Aberta)

As redes para o empreendedorismo nas indústrias criativas José António Porfírio (Universidade Aberta)

Animação sociocultural, empreendedorismo, globalização e intervenção comunitária 
Marcelino Lopes (Universidade de Trás-os-Montes)

A inclusão social: Contextos, desafios e projetos Adelino Ribeiro (Mobilidade PT)
  
DEBATE

13h00 ALMOÇO
    
TARDE

14h30 SESSÕES TEMÁTICAS


PAINEL TEMÁTICO 1 (Auditório II)
Magistério Pedagógico e Intelectual do Padre Manuel Antunes

Presidente de Mesa: Luís Machado de Abreu (Universidade de Aveiro)

A voz tornada palavra plena: Padre Manuel Antunes, o bom semeador, na Faculdade de Letras 
Aires A. Nascimento (Universidade de Lisboa)

O Padre Manuel Antunes e a concretização da reforma das Faculdades de Letras em 1957 
Joaquim Cerqueira Gonçalves (Universidade de Lisboa)

Um sábio muito humano Maria Alzira Seixo (Universidade de Lisboa)
  
PAINEL TEMÁTICO 2 (Auditório III)
Intercâmbios Globais, Ecologia e Revolução das Mundividências

Presidente de Mesa: António Trigueiros (Revista Brotéria)

Ecologia e globalização – Implicações práticas da encíclica Laudato si’ 
Maria Luísa Ribeiro Ferreira (Universidade de Lisboa)

Educar para a comunicação intercultural e a cidadania na sociedade global, multicultural e em rede
Natália Ramos (Universidade Aberta)

Reconhecer Manuel Antunes para pensar a humanidade que ainda quer subsistir 
Alexandre Honrado (Universidade Lusófona)

PAINEL TEMÁTICO 3
(Sala 1)
Intercâmbios Globais, Ecologia e Revolução das Mundividências

Presidente de Mesa: Teresa Cardoso (Universidade Aberta)

Espiritualidade, globalização e educação Vasco Pinto Magalhães (Revista Brotéria)

Para a génese de interculturalidade: As cartas dos Jesuítas e a construção da nova mundividência global 
na Época Moderna Paulo de Assunção (Universidade Presbiteriana Mackenzie)

    O imperativo da
“revolução moral”: O Padre Manuel Antunes e a civilização luso-brasileira 
Edgard Leite (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

DEBATE

16h15 INTERVALO

16h30 SESSÕES TEMÁTICAS


PAINEL TEMÁTICO 1
(Auditório II)                 
 Portugal Político: Diagnósticos, Desafios e Soluções
Presidente de Mesa: António Vaz Pinto (Revista Brotéria)

A importância estratégica dos portugueses no mundo em tempo de globalização 
José Luís Pereira Carneiro (Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas)

Relações do Padre Manuel Antunes com a elite política portuguesa no período democrático 
João Relvão Caetano (Universidade Aberta)

O Padre Manuel Antunes e o olhar para as minorias Paulo Mendes Pinto (Universidade Lusófona)

Legitimidade e pertinência da presença da Igreja no espaço público José Maria Brito (Ponto SJ)

Poder, participação e corresponsabilidade “4.0” Manuel Oliveira de Sousa (Universidade de Aveiro)


PAINEL TEMÁTICO 2
(Auditório III)               
Portugal: História, Língua e Identidades
Presidente de Mesa: Joana Balsa de Pinho (Universidade Aberta)

Arte, património e globalização Vítor Serrão (Universidade de Lisboa)

Museus e prometeus: A problemática da museologização da história 
José António Falcão (Ministério da Cultura)

I – Língua, interculturalidade e Descobrimentos portugueses como património mundial; II – Portugal global – Um inovador e e pacificador conceito de Museu da Interculturalidade 
Matilde Sousa Franco (Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa)

Uma língua “em pedaços pelo mundo repartida”: Reflexões em torno da presença do português no mundo Micaela Ramon (Universidade do Minho) 

PAINEL TEMÁTICO 3
(Sala 1)
Escritas, Autores e Leituras
Presidente de Mesa: Celso João Carminati (Universidade do Estado de Santa Catarina)

Reféns da filosofia antiga Manuel Curado (Universidade do Minho)

Padre Manuel Antunes e George Steiner, intérpretes do mundo contemporâneo 
Elísio Gala (Universidade de Lisboa)

A problemática do romance português: O caso de Teixeira de Queirós 
Ana Lúcia Curado (Universidade do Minho)

Manuel Antunes, crítico de Pessoa, Pascoais e Régio António José Borges (Universidade Nova de Lisboa)


DEBATE 
  
18h00 CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO (Auditório II)

Presidente de Mesa: António Ventura (Universidade de Lisboa)
Manuel Antunes, sj – História e cultura Luís Filipe Barreto (Universidade de Lisboa)
  
19h00 SESSÃO DE ENCERRAMENTO (Auditório II)
Presidente da República, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Ministro da Educação, Presidente da Câmara Municipal da Sertã, Presidente da Comissão Científica, Presidente da Com. Organizadora.