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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

LANÇAMENTO DO LIVRO "ÍRIS CIENTÍFICA 5", DE ANTÓNIO PIEDADE, EM CONDEIXA-A-NOVA

O livro "Íris Científica 5", de António Piedade, que tem prefácio do professor Carlos Fiolhais, vai ser lançado no dia 23 de Fevereiro, Sábado, pelas 16h30, na Biblioteca Municipal Engº Jorge Bento, em Condeixa-a-Nova. 

O livro, que reúne 31 crónicas de divulgação científica, será apresentado pelo professor João Fernandes, director do Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra.

A sessão, que terá início pelas 16h30, incluirá também uma palestra sobre "A Ciência na Poesia Portuguesa", proferida por António Piedade, e a actuação do Grupo Vocal Ad Libitum.

No final será servida uma "Escarpiada de Honra" a acompanhar uma sessão de autógrafos.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

“PERCURSOS PARALELOS, CIÊNCIA, FOTOGRAFIA E HISTÓRIA NO CONHECIMENTO”




Na próxima 4ª feira, dia 13 de Fevereiro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “Percursos Paralelos, Ciência, Fotografia e História no Conhecimento”, por Alexandre Ramires, conhecido e importante historiador e coleccionador da fotografia portuguesa.

Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seis - Terceira temporada"*..

Sinopse da palestra:
"A Fotografia - e a inovação que representa - foi desde os seus primórdios considerada como uma invenção fundamental para o aprofundamento do conhecimento científico. Sendo vista como uma nova forma de medição e registo na investigação, foi, portanto, natural que os locais de apresentação da sua descoberta, divulgação e progressivo melhoramento tenham sido as mais importantes Academias Científicas mundiais.

O acesso a estas imagens produzidas pela luz possibilitou um crescimento exponencial do número de registos visuais, o que revolucionou a relação da humanidade com a sua memória, alargando horizontes aos historiadores do futuro. 

Serão mostrados exemplos de autênticas viagens no tempo a lugares que hoje ocupamos e que julgávamos serem de visualização impossível, mas que voltaram a revelar-se com o auxílio de fotografias com mais de um século. Este recurso à fotografia antiga funciona como uma poderosa máquina do tempo, abrindo caminho a descodificações inesperadas que alimentam as narrativas da História.

Rómulo de Carvalho publicou em Coimbra, em 1952, na Atlântida Editora, um livrinho com o título “História da Fotografia”, na coleção “Ciência para gente nova”, onde assinalava os momentos mais importantes desta área de conhecimento. Nos últimos setenta anos vários investigadores trouxeram a público novos dados que complementam esta obra do patrono deste centro de “Ciência Viva”.

Nesta comunicação serão identificadas as que se julgam ser as primeiras imagens fotográficas produzidas em vários países, tais como em França, Estados Unidos, Espanha, Brasil, Uruguai, Austrália e Portugal. No caso português serão abordados os casos de Lisboa, Coimbra e Porto.

No que concerne ao recurso à fotografia pela atividade científica, serão referidos vários exemplos nacionais e estrangeiros. Têm como base o território nacional e mostram os grandes avanços da fotografia no que respeita ao relevo ou estereoscopia, à cor, ao instantâneo, ao movimento e ao invisível. Alguns desses progressos estiveram na origem da atribuição de prémios Nobel, nomeadamente a Gabriel Lippmann pela fotografia a cores e a Roentgen pelos Raios X, tendo estas inovações sido aplicadas de imediato em Coimbra por António dos Santos Viegas e Henrique Teixeira Bastos."




Sobre Alexandre Ramires:
É professor de Ciências Físico-Químicas na Escola Secundária de Infanta D.Maria em Coimbra.
Leccionou as cadeiras “História da Fotografia” e “Géneros Fotográficos” da Licenciatura em Estudos Artísticos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Dirigiu a Imagoteca Municipal de Coimbra.
Foi coordenador do Arquivo de Fotografia do Porto do Centro Português de Fotografia.
Concebeu e executou, entre outras, as exposições:
“Memória das Oposições”, sobre a atividade das oposições ao Estado Novo;
“Há horas que são de todos” e “25 por 25 | Em Abril, um Quartel Depois”, sobre o 25 de Abril de 1974 em Coimbra”;
“Revelar Coimbra” e “Passado ao Espelho”, sobre os primórdios da fotografia em Coimbra;
“Ver a República”, sobre a relação da Universidade de Coimbra com a implantação de República em Portugal.
É membro do Ceis20-Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX.
Desenvolve investigação sobre a História da Fotografia em Portugal e especialmente em Coimbra, área em que tem sido autor de várias publicações.

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
Link para o evento no facebook

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

“SERÁ QUE OS JORNALISTAS SABEM FALAR DE CIÊNCIA?”




Na próxima 4ª feira, dia 30 de Janeiro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “Será que os jornalistas sabem falar de Ciência?”, por Vera Novais, Bióloga e Jornalista de Ciência do jornal online  Observador.

Vera Novais, vencedora do Prémio Comcept - Comunidade Céptica Portuguesa em 2018, é, actualmente, uma das mais relevantes jornalistas de ciência portuguesa e tem-se destacado pela publicação de excelentes artigos jornalísticos sobre temas científicos e de saúde pública do maior interesse para a sociedade. Paralelamente, tem sido muito activa no contexto da comunidade portuguesa de comunicadores de ciência. Pela Rede SciComPT, será a jornalista de ciência representante portuguesa no European Science Journalist of the Year.


Sinopse da palestra:
"O jornalista está exposto diariamente ao escrutínio de colegas e concorrentes, de editores e diretores, e, sobretudo, de uma audiência implacável. Pouco importa se leu três tratados sobre o assunto, falou com os melhores especialistas e passou duas semanas a preparar a peça, o trabalho do jornalista é facilmente posto em causa. E quanto mais específica for a área pior. Mas estará o jornalista assim tão mal preparado para falar sobre áreas de especialidade, como os temas de ciência? E que competências precisa reunir para fazer um bom trabalho?" Vera Novais

Esta palestra integra-se no ciclo  "Ciência às Seis - Terceira temporada". Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

“FLORESTAS MARINHAS: UMA VIAGEM PELO PASSADO, PRESENTE E FUTURO”




Na próxima 4ª feira, dia 9 de Janeiro de 2019, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra "Florestas marinhas: uma viagem pelo passado, presente e futuro”, por Ester Serrão, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e Professora associada da Universidade do Algarve.



Esta palestra integra-se no ciclo  "Ciência às Seis - Terceira temporada"*

Sinopse da palestra:
As florestas do mar são formadas por seres marinhos muito diversos como algas castanhas gigantes e animais como corais e esponjas, e são essenciais para muitos dos seres vivos nesses ecossistemas marinhos.  Estas espécies têm fraca capacidade de migração mas ao longo das épocas passadas, as alterações climáticas causaram repetidas alterações das suas distribuições. Essas variações deixaram marcas na biodiversidade genética das populações atuais, que permitem compreender o seu passado e fazer previsões sobre o seu futuro, revelando o papel importante da Península Ibérica na conservação da biodiversidade destes importantes ecossistemas. 

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, bioquímico, escritor e divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

“COMUNICAÇÃO VISUAL EM CIÊNCIA”




Na próxima 2ª feira, dia 17 de Dezembro de 2018, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “Comunicação Visual em Ciência”, por Diana Marques, ilustradora Museu de História Natural do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos.

Diana Marques é actualmente uma das mais destacadas personalidades no campo da ilustração científica portuguesa, muito conhecida no panorama internacional, principalmente nos Estados Unidos, onde reside e trabalha. É a primeira vez que vem dar uma palestra sobre este tema em Portugal. Um vislumbre do seu trabalho pode ser apreciado no seu site: http://www.dianamarques.com/

Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seis - Terceira temporada"*.

Sinopse da palestra:
A comunicação visual de ciência, como outras formas de comunicação, estabelece-se entre um emissor e um receptor, e ocorre apenas quando a mensagem é bem recebida e interpretada. Nesta palestra, Diana Marques discute os factores que determinam o sucesso das imagens estáticas e em movimento que aparecem nos museus, revistas, livros escolares, e que são responsáveis pela disseminação, sensibilização e aprendizagem da ciência.

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
Evento no Facebook

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

“AINDA AS LIÇÕES DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS DE 2017”



Na próxima 4ª feira, dia 5 de Dezembro de 2018, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “AINDA AS LIÇÕES DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS DE 2017” , por Domingos Xavier Viegas, Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Mecânica da UC e Director do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais.




Sinopse da palestra:
Será proposta uma reflexão sobre o problema dos incêndios florestais, com base nos eventos de 2017 em Portugal e de outros países. Será realçada a necessidade de uma intervenção concertada e com sentido cívico por parte da Comunidade Científica, para refletir e melhorar este problema.

Esta palestra integra-se no ciclo  "Ciência às Seis - Terceira temporada" coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

“A MATEMÁTICA É UM SUPERPODER”




Na próxima 4ª feira, dia 21 de Novembro de 2018, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra A MATEMÁTICA É UM SUPERPODER”, por Inês Guimarães, estudante de matemática Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, youtuber muito popular, criadora do canal MathGurl”.

No final da palestra, os interessados poderão adquirir o livro "Desafios Matemáticos que te vão Enlouquecer" e obter um autógrafo da Inês Guimarães.

Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seis - Terceira temporada"*.

Sinopse da palestra:
Há uma verdade profunda que escapa à maior parte de nós — a matemática não é apenas uma disciplina maquiavélica que somos obrigados a ter na escola, mas sim uma linguagem poderosíssima para descrever ideias. Misteriosamente presente em tudo o que nos rodeia, ela permite-nos dar asas à imaginação e pensar de forma criativa e abstrata sobre uma montanha de coisas, conduzindo-nos a conclusões sublimes e desvendando as relações escondidas entre os elementos do universo. Numa mistura de magia, fantasia e realidade, veremos que saber matemática é, afinal, um superpoder.

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

AS PRIMEIRAS REPRESENTAÇÕES DA CIÊNCIA NO TEATRO: UM PERCURSO DE ALDRABÕES




Na próxima 4ª feira, dia 7 de Novembro de 2018, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra AS PRIMEIRAS REPRESENTAÇÕES DA CIÊNCIA NO TEATRO: UM PERCURSO DE ALDRABÕES”, por Mário Montenegro, director artístico da Marionet e investigador integrado do CEIS20.




Esta palestra integra-se no ciclo "Ciênciaàs Seis - terceira temporada"*.

Sinopse da palestra:
Quando é que a ciência começou a ser representada no teatro? E de que modo?
Para encontrar resposta a estas questões mergulhámos na literatura dramática no período da emergência da ciência moderna, tentando descobrir ali reflexos contemporâneos do surgimento deste novo empreendimento humano.
Ficamos com uma ideia, por exemplo, de quais os principais temas científicos e filosóficos comentados nas peças, de uma evolução da opinião pública face à prática científica, e de que a ciência se propagou no teatro ancorada nas figuras de aldrabões.
É uma viagem pela história do teatro, da ciência e das sociedades europeias dos séculos XVII e início do século XVIII.

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
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sábado, 20 de outubro de 2018

PROGRAMA DE CONFERÊNCIAS "CIÊNCIA ÀS SEIS - 3ª TEMPORADA" NO RÓMULO EM COIMBRA 2018-2019




Coordenador: António Piedade (bioquímico e divulgador de ciência)
Sítio: Rómulo, Departamento de Física da Universidade de Coimbra
Rua Larga 3004-516 Coimbra

2018
7 de Novembro – Mário Montenegro – “As primeiras representações da Ciência no Teatro: um percurso de aldrabões”
21 de Novembro - Inês Guimarães – “A Matemática é um superpoder”
5 de Dezembro – Domingos Xavier Viegas – “Algumas Lições dos Incêndios de 2017”
17 de Dezembro  Diana Marques – “Comunicação Visual em Ciência”

2019
9 de Janeiro – Ester Serrão - "Florestas marinhas: uma viagem pelo passado, presente e futuro"
30 de Janeiro – Vera Novais – “Será que os jornalistas sabem falar de Ciência?”
13 de Fevereiro – Alexandre Ramires – “Percursos Paralelos, Ciência, Fotografia e História no Conhecimento”
13 de Março - Pedro Matos Soares – “Alterações climáticas: das evidências observacionais à modelação do clima futuro”
27 de Março – Anselmo Borges – “Ciência e Religião. Deus ainda tem futuro?”
24 de Abril – Zita Martins - “Procura de vida em Marte: passado, presente e futuro”
15 de Maio – João Monteiro – “Quando a ciência é o alvo das teorias da conspiração” 
29 de Maio – António Onofre – “O Universo da Física de Partículas em que Vivemos”
12 de Junho – José Matos – “Biologia e Sociedade”
26 de Junho – João Júlio Cerqueira – “O nosso cérebro é uma máquina imperfeita”
10 de Julho – Miguel Gonçalves - "Diálogos Astronómicos" 

Todas as palestras terão início às 18h00
Entrada livre

domingo, 2 de setembro de 2018

O GENOMA DO TRIGO

Crónica primeiramente publicada na imprensa regional.




A primeva seara dourada e ondulante anuncia a civilização Humana.

Desde há cerca de dez mil anos que o trigo, então domesticado pela sedentária agricultura que espigava em prosperidade civilizacional, tem sido amparo para a alimentação de uma população humana sempre crescente. O trigo tornou-se, e ainda é, um dos principais cultivos para a alimentação da Humanidade.

Mas, o exponencial crescimento da população humana cria uma enorme pressão para o aumento da produção do trigo, seu sustento. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o trigo é cultivado em cinco continentes tendo sido produzidas, só em 2016, 749 milhões de toneladas. Contudo, a produção actual será de todo insuficiente para sustentar a futura necessidade Humana: por exemplo, estima-se que em 2050 a população atinja as 9600 milhões de pessoas, o que faz com que a FAO calcule que seja necessário um aumento em cerca de 60% na produção de trigo, para amainar a fome.

Para resolver este problema, um dos aspectos a considerar é o integral conhecimento do genoma deste cereal, por forma a tornar mais produtivas as espécies de trigo actualmente existentes. E os cientistas tem trabalhado intensivamente na procura deste conhecimento, no mapeamento mais completo possível de todos os genes trigueiros.

Numa investigação que começou há 13 anos, uma equipa de 202 cientistas, provenientes de 73 instituições científicas de todo o mundo, conseguiu obter uma versão mais actualizada, e com uma notação de qualidade mais pormenorizada, do genoma do trigo. Este resultado foi publicado recentemente no número 6403 da prestigiada revista Science. Este trabalho foi possível graças à criação do Consórcio Internacional de Sequenciação do Genoma do Trigo (IWGSC), que reuniu mais de 2400 participantes de 68 países durante a investigação.

Para além do artigo que apresenta a anotação mais completa do genoma deste cereal (http://science.sciencemag.org/content/361/6403/eaar7191), foram ainda publicados outros seis artigos (outro na revista Science, um na Science Advances e quatro na Genome Biology) que interpretam as potenciais aplicações deste conhecimento novo, e de como ele pode ser potencialmente determinante para o desenvolvimento de novas variedades mais resistentes a pragas e com possibilidade de cultivo em climas extremos. O desenvolvimento de novas variedades produtivas em climas extremos é visto com particular interesse num planeta em plena alteração climática de origem antropogénica. Os resultados permitem também compreender certas doenças que afectam este cereal e a sua relação com a alimentação e saúde humanas.

A espécie de trigo estudada foi a Triticum aestivum, da variedade Primavera Chinesa (Chinese Spring). Esta espécie de trigo possui sete cromossomas repetidos três vezes, pelo que são 21 cromossomas no total. Esta repetição no trigo moderno reflecte a sua hibridização a partir de três espécies ancestrais. É uma história inscrita nos genes que agora se lê melhor.

Neste trabalho, é apresentada a localização genómica exacta de 107 891 genes. Para comparação, refira-se que este genoma é cinco vezes maior do que o humano, e 35 vezes maior do que o do arroz. Esta dimensão e a complexidade encontrada no genoma, que tem 85% de ADN repetido, explicam os 13 anos de longa investigação.

Em particular, uma equipa da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, liderada por Odd-Arne Olsen, investigou os genes que codificam proteínas responsáveis por reacções alérgicas nos humanos, como a doença celíaca entre outros problemas imunitários advindos do consumo de trigo. Os resultados obtidos estão no artigo publicado na Science Advances (http://advances.sciencemag.org/content/4/8/eaar8602). “Com toda esta nova informação, sabemos exactamente quais os genes do glúten que estão a causar reacções alérgicas, dando-nos uma ferramenta para remover ou modificar as sequências que codificam essas proteínas”, refere Odd-Arne Olsen, citado pelo jornal Público.

Com este conhecimento, novas searas continuarão a compaginar esta relação milenar do trigo e do Homem.

António Piedade

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

NOVO LIVRO DO “POETA DO ESPAÇO”

Artigo primeiramente publicado na imprensa regional portuguesa.




Hubert Reeves, astrofísico nascido em 1932 na cidade de Montreal, no Canadá, tem-se destacado como um dos mais prolíficos e populares divulgadores de astronomia e astrofísica a nível mundial. Com mais de uma dezena de livros de divulgação científica publicados em diversos países, que alcançaram muito sucesso, Reeves destaca-se pela sua escrita translúcida e acessível, mas que mantém o rigor científico, escrita pautada com um estilo poético que o caracteriza e que, por isso, é por muitos considerado como o “Poeta do Espaço”.



Entre nós, as obras de Hubert Reeves têm sido publicadas pela editora Gradiva, principalmente na sua prestigiada colecção “Ciência Aberta”. O primeiro, “Um pouco mais de Azul”, publicado em 1983, foi logo o número 2 desta colecção. O leitor encontra na “Ciência Aberta” os outros títulos deste autor, cuja leitura continua sempre interessante e actual.

E, neste último mês de Julho, foi publicado o mais recente livro deste cativante astrofísico: tem por título “O Banco do Tempo que Passa – Meditações Cósmicas”, e é o número 228 da colecção “Ciência Aberta” da Gradiva.

Com tradução de Tiago Marques e revisão científica de Carlos Fiolhais, este novo livro de Hubert Reeves é destinado a todos os que se questionam sobre a natureza do Universo, sobre as questões imemoriais e primordiais da Humanidade, sobre as novas questões que o conhecimento científico tem feito desabrochar, sobre as questões que ainda não têm resposta e que nos inquietam. Como escreve Hubert Reeves no Preâmbulo, “este livro destina-se a todos os que se interrogam sobre o grande mistério da realidade na qual o nascimento nos pôs a viver durante algum tempo”. É um livro para todos.

Ao longo de 336 páginas, Hubert Reeves partilha connosco as suas reflexões e a sua visão do Universo em que coabitamos e convida-nos a participar nesta aventura Humana que é a de sermos capazes de nos interrogar sobre a nossa própria existência, sobre as nossas origens e o nosso destino.

Com uma liberdade de pensamento genuína e livre de preconceitos, mantendo uma consciência lúcida sobre a incompletude do conhecimento científico e o papel crucial da dúvida, do erro e da incerteza na ciência, com uma humildade que advém da consciência da ainda muita ignorância que detemos sobre como o Universo “funciona”, Reeves reflecte connosco sobre a existência de Deus, sobre a necessidade de humanizar a Humanidade, sobre as alterações climáticas, sobre a evolução do Universo desde o Big Bang até ao aparecimento da consciência neste planeta azul, sobre o papel do acaso na evolução e no aumento da complexidade do Universo, entre muitos outros assuntos com que todos somos confrontados ao longo da nossa viagem pela vida.

Carlos Fiolhais escreve que este “é o livro dos livros de Reeves: uma súmula dos seus pensamentos sobre o Universo e sobre nós próprios”. E é, de facto, um privilégio podermos partilhar com o Hubert Reeves o seu conhecimento e cultura, o seu fascínio pela música e outras formas de arte que são, segundo o astrofísico, as expressões mais maravilhosas da evolução da vida no nosso planeta.

Sentemo-nos com Hubert Reeves neste seu “Banco do Tempo que Passa” e enriqueçamo-nos com os diálogos que ele estabelece com o leitor. Um livro para ler e reler ao acaso da nossa liberdade de escolha e interesse.

António Piedade

quinta-feira, 5 de julho de 2018

CÉLULAS ESTAMINAIS, ENVELHECIMENTO E REGENERAÇÃO: 3 EM 1



Na próxima 4ª feira, dia 11 de Julho, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra 
 "Células estaminais, envelhecimento e regeneração: 3 em 1”, por Lino Ferreira
Bioquímico, Investigador Principal e líder de grupo no Centro de Neurociências e Biologia Celular Universidade de Coimbra (CNC). Investigador Principal do «Enhancing Research in Ageing at the University of Coimbra – ERA@UC.


Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seiscoordenado por António Piedade, Bioquímico e Divulgador de Ciência.



ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
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