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sábado, 28 de abril de 2012

MUSEU DO QUARTZO

Quartzo hialino

Vai ter lugar no próximo dia 30, 2ª feira, pelas 21,00 horas, a cerimónia de abertura deste invulgar museu, concebido e construído junto à escarpa da pedreira de quartzo abandonada, no Monte de Santa Luzia, em Viseu. Numa estreita colaboração da Câmara Municipal de Viseu e do Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa, esta interessante realização, de notável interesse pedagógico, visa realçar as inúmeras variedades e o sem número das suas aplicações nas ciências da Terra, nas tecnologias mais variadas e na arte, nomeadamente na joalharia.

Por decisão camarária de 28 de Abril de 2012, este museu vai ter o nome de Galopim de Carvalho, o autor desta ideia e no qual trabalhou ao longo de quase duas décadas.

Concebido para, numa primeira fase, de âmbito local, servir as escolas da região e divulgar conhecimentos entre o cidadão comum, este pequeno museu reunirá uma representação significativa de exemplares desta espécie mineral (e suas variedades) e das suas múltiplas aplicações industriais e artísticas, a par de equipamentos interactivos adequados e de oficinas pedagógicas. A médio prazo, numa segunda fase, de âmbito nacional, aspira-se a uma colaboração activa com as universidades e as empresas interessadas no quartzo como matéria-prima nas mais variadas tecnologias. Na eventualidade de previsível sucesso deste embrião do saber, e se as entidades competentes (a autarquia e/ou o poder central) assim o entenderem e apoiarem, esta estrutura, por enquanto meramente pedagógica, poderá e deverá evoluir para um centro de investigação científica e tecnológica em torno desta temática, a nível internacional, domínio amplamente justificável e, por si só, susceptível de atrair patrocínios por parte de grandes empresas interessadas nesta investigação, como são, por exemplo, as da relojoaria.

HISTÓRIA DO PROJECTO

Por inícios dos anos 90, era vereador da cultura na Câmara Municipal de Viseu o Dr. Américo Nunes, hoje vice-presidente desta autarquia. Licenciado em Biologia na minha Faculdade, muito ligado aos professores de que fora aluno, este autarca concebeu e pôs em prática uma série de cursos de actualização de conhecimentos, dirigidos aos professores da região, suportados financeiramente pela Câmara e pedagogicamente assegurados pela Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais. Na altura, eu era o presidente da direcção desta veneranda Sociedade e foi nesta condição e, ao mesmo tempo, para apresentar uma das aulas a terem lugar no auditório Mirita Casimiro, que estive várias vezes na cidade de Viriato. Foi uma surpresa agradável, viver esta cidade em crescimento harmonioso, crescimento que tenho vindo a acompanhar de perto nos mais de vinte anos que se sucederam. Viseu é hoje uma cidade em que dá gosto viver.

A exploração do quartzo numa pedreira aberta no Monte de Santa Luzia, nos arredores de Viseu, entre 1961 e 1986, pela “Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos”, de Canas de Senhorim, teve como resultado o enorme rasgão na paisagem que ali se observa, desde sempre considerado como elemento altamente negativo em termos de impacto ambiental.

Desta exploração, ficou-nos, como é costume entre nós, uma pedreira abandonada, onde o quartzo filoniano, num escarpado de acentuada brancura, contrasta com a densa arborização envolvente, aspecto que se manteve desde que ali terminou a lavra, há 26 anos, sem que o agente económico tivesse procedido a quaisquer trabalhos de requalificação. A solicitação do Dr. Américo Nunes, concebi, em nome do Museu Nacional de História Natural (MNHN) da Universidade de Lisboa, um projecto de musealização do sítio como local de interesse geológico e mineralógico a recuperar, conservar e valorizar.

À semelhança de uma “janela aberta” para o interior da crosta, este rasgão na paisagem permite observar, por dentro, diversas e interessantes particularidades geológicas e mineralógicas deste tipo de ocorrências. O referido escarpado tem, na óptica da preservação e valorização do nosso património natural, o mérito de chamar a atenção para o mais volumoso e possante filão de quartzo leitoso, de entre os muitos que atravessam o substrato do nosso território, como exemplo da actividade hidrotermal residual, afectando granitos do final da era paleozóica, com cerca de 280 milhões de anos. Associado a esta ocorrência propus, então, a criação de um pequeno museu inteiramente dedicado ao quartzo, algo de inédito na museografia mundial.

O Monte de Santa Luzia constitui um pequeno relevo suportado pela maior dureza do quartzo e pela sua maior resistência à meteorização, relativamente ao granito que atravessa. Com várias dezenas de metros de espessura, este filão é a causa da existência deste relevo residual com cento e poucos metros acima da superfície planáltica que o rodeia.

A valorização deste sítio decorre não só da grandiosidade e espectacularidade deste acidente, como também da grande importância mineralógica, geológica e económica do quartzo, do seu elevado número de variedades, quer em termos de cores, quer no que diz respeito aos diferentes hábitos cristalinos, modos de jazida, associações com outras espécies minerais, etc. Tal valorização decorre, ainda, e muito, da invulgar diversidade das aplicações do quartzo como matéria-prima, nas mais variadas indústrias, com destaque para a fundição, a cerâmica, a vidraria, a cristalaria, a óptica, a química, a medicina reconstrutiva, a electrónica, a relojoaria e a joalharia.

Ao aceitar este projecto de musealização, a autarquia visou recuperar o que resta de uma exploração caótica abandonada, transformando-a num pólo da Universidade de Lisboa (protocolo assinado entre o Museu Nacional de História Natural e a Câmara Municipal de Viseu, em 14 de Outubro de1997), com grandes potencialidades pedagógicas, culturais e, também, naturalmente, turísticas.

Para além da recuperação do escarpado (a frente de exploração tal como foi deixada), o conjunto dispõe do referido Museu do Quartzo, e de um percurso pedonal a ser criteriosamente apoiado em painéis explicativos, convenientemente localizados, e de documentação escrita (para já, uma brochura) a facultar aos visitantes.

Com a minha aposentação como director do Museu Nacional de História Natural e a nomeação do meu substituto, o meu brilhante ex-aluno, Prof. Doutor Fernando Barriga, este ambicioso projecto, que aceitou de imediato, pôde beneficiar da modernidade do seu saber como professor catedrático de mineralogia, interessado na moderna museologia da área científica e profundo conhecedor das novas tecnologias aplicadas a esta vertente pedagógica.

O projecto do Monte de Santa Luzia, cuja componente arquitectónica, incluindo a do edifício do novo museu, é da autoria do Arq. Mário Moutinho, foi galardoado, em 1997, com o Prémio Nacional do Ambiente (Autarquias).

A materialização em termos museográficos dos conteúdos em exposição, a cargo da Y Dreams, foram concebidos por mim e pelo Prof. F. Barriga, com a colaboração do Dr. Rui Galopim de Carvalho, na qualidade de gemólogo. A terminar não posso deixar de louvar a autarquia viseense, nas pessoas do seu presidente, Dr. Fernando Ruas, e do seu vice-presidente, Dr. Américo Nunes, com quem trabalhei directamente todos estes anos, pelo invulgar interesse que puseram neste projecto, vencendo as mais diversas dificuldades e permitindo a concretização de um sonho.

29 de Abril de 2012

A. M. Galopim de Carvalho

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

NOITE EUROPEIA DOS INVESTIGADORES

Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra:


23 de Setembro de 2011 | 18H00 – 24H00
ENTRADA LIVRE

Procurando aproximar o público da ciência e dos cientistas, o Museu da Ciência com a colaboração de centros de investigação da Universidade de Coimbra, junta-se novamente a esta iniciativa da Comissão Europeia com actividades interactivas para todas as idades. Não perca a oportunidade de conhecer mais de perto a vida dos cientistas e de ver, tocar e experimentar ciência!

PROGRAMA

EXPERIÊNCIAS INTERACTIVAS | 18H00 - 24H00
Actividades hands-on (mãos na massa) para todos com a participação de cientistas da Universidade de Coimbra.

18H00 - 24H00
Formas matemáticas
Pequenos desafios, grandes descobertas
Arte pegajosa
Sector de Educação do Museu da Ciência

21H00 – 24H00
Uma oficina de ciência colorida
Centro de Neurociências e Biologia Celular - CNC
Realidade aumentada e interacção com objectos virtuais
Instituto de Sistemas e Robótica - ISR
Construção de uma mini-hídrica
Construção de uma mini-eólica
Os segredos dos átomos
Medições de radioactividade ambiente
Departamento de Física, FCTUC

PROJECTOS PROJECTADOS | 21H00 - 24H00
Projecção de filmes multimédia realizados por Pedro Miguel Cruz e por alunos dos cursos de Licenciatura e Mestrado em Design e Multimédia da FCTUC.

SPEED-DATING | 21H00 – 24H00
Cientistas da Universidade de Coimbra estarão disponíveis para curtas conversas com o público.
CIÊNCIA AO VIVO | 22H00 e 23H00
Assista a demonstrações ao vivo de experiências científicas.

O FUTURO DA CIÊNCIA | 18H00 - 24H00
Assista ao filme interactivo e faça uma viagem inesquecível através do corpo humano no Champimóvel.
Fundação Champalimaud

OBSERVAÇÕES ASTRONÓMICAS | 21H00 - 24H00
Venha observar o céu e conhecer os seus segredos.
Alpha Centauri
EXPOSIÇÕES | 18H00 - 24H00
Segredos da Luz e da Matéria
Maria Skłodowska Curie: Madame Curie

Mais informações aqui

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Noite da Química



Aqui há dia, foi Noite da Química no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. Deixo aqui uma reportagem breve que saiu na televisão pública.

sábado, 25 de junho de 2011

MILIA PASSUUM - A MILHA ROMANA

Crónica publicada no Boas Notícias elaborada a partir de um exercício no 1º Atelier de Escrita em Comunicação de Ciência, que teve lugar na Casa da Escrita, em Coimbra, no passado dia 21 de Junho.

Qual a distância que um centurião romano percorria ao fim de mil passos? Uma milha romana, a primeira medida unitária para longas distâncias.

A quanto é que uma milha romana equivale em metros?

Não sabemos ao certo! É que o metro é uma medida padrão e o nosso bom senso “diz-nos” que uma passada de um centurião deveria variar consoante a altura das suas pernas e da propulsão dada pelo avanço de cada perna.

De facto, os milia passuum (mil passos) deste militar romano percorreriam uma distância que lhe era característica. Até porque os mil passos a que refere a milha romana não eram os de um só homem, o centurião, a marchar, mas do conjunto de cem soldados (a centúria), que ele comandava e que marchavam atrás dele. A propósito, acrescente-se que uma centúria era uma formação militar constituída por dez filas de dez soldados formando um quadrado.

Este quadrado militar avançava então em ritmo de marcha e comandada pelo centurião que marca o compasso. De certa forma, a distância percorrida dependia da velocidade da marcha, do ritmo do passo. O que sugere que uma milha romana não só indicava uma distância percorrida após mil passos mas também o intervalo de tempo necessário para os cumprir.

Este raciocínio transporta-nos para a ideia de que uma milha romana seria, na realidade útil, mais a medida da velocidade do centurião a marchar, do que só uma medida de uma distância. Ao dizer que precisavam de marchar, por exemplo, dez milhas, o centurião não só indicava a distância a que se encontrava de um eventual alvo, mas também o tempo que demoraria a conduzir os seus cem soldados até ele.

Mas voltemos à questão da conversão possível para o “nosso” metro padrão até para podermos precisar a variabilidade da milha romana. Isto é relevante também para a importância do erro aplicado a escalas com grandezas diferentes. Vamos a seguir concretizar este problema.
Uma passada em marcha de três centuriões diferentes poderia diferir em poucos centímetros.

Suponhamos uma diferença média de 15 centímetros entre as passadas de cada um dos centuriões. Esta diferença pode não parecer muito crítica numa única passada, por exemplo de 1,5 metros: 10% de variação média. Mas essa diferença de 15 centímetros seria suficiente para que os 3 centuriões percorressem distâncias substancialmente diferentes ao fim dos seus mil passos, se marchassem com uma velocidade igual: 1350 metros, 1500 metros e 1650 metros!

Noutra perspectiva, para que percorressem a mesma distância depois de mil passos, os três centuriões no exemplo anterior teriam de marchar a velocidades diferentes. Ou seja, gastariam períodos de tempo diferentes para percorrer uma milha romana.

Mas a história deixou-nos registos sobre a diferença entre a marcha dos centuriões.

De facto, há indicações arqueológicas que balizam na história a milha romana entre os 1481 e os 1580 metros. Ou seja, 99 metros de diferença! Outro dado arqueológico que se encontra hoje no Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, mostra que quatro milhas romanas são iguais a 5920 metros. Segundo esta prova, baseada na distância de um marco viário, com a indicação “IIII” e encontrado àquela distância métrica de Aeminium (designação romana da povoação que deu origem a Coimbra), uma milha romana equivale a 1480 metros.

Uma outra fonte indica-nos que uma milha romana equivalia a 5000 pés romanos. Isto garante-nos, pelo menos, que os pés dos inúmeros centuriões romanos não tinham todos o mesmo tamanho!

E a milha americana? Isso é uma outra história, também imperial, mas inglesa.

António Piedade

sábado, 11 de junho de 2011

MUSEU NOBEL EM ESTOCOLMO




Alguma imagens que recolhi recentemente no Museu Nobel em Estocolmo, Suécia. O Museu inclui alguns objectos doados pelos laureados Nobel. A primeira imagem mostra uma carta escrita por Einstein aos seus filhos pouco depois de receber o Prémio Nobel de Física (nominalmente foi o de 1921, mas só o recebeu algum tempo depois). A segunda uma embalagem de insulina, relativa ao Prémio Nobel da Medicina e Fisiologia de 1923 pela descoberta da insulina (e que tem sido muito discutido). E a terceira é o Café do Museu.

terça-feira, 17 de maio de 2011

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

Informação chegada ao De Rerum Natura.

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS
18 de Maio 2011
Colóquio
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha


No âmbito do Dia Internacional dos Museus realiza-se um colóquio onde serão apresentados os Prémios APOM, com o objectivo de realçar a qualificação patente nos museus e iniciativas fomentadas na Região Centro, evidenciando o papel desempenhado pelos museus em cada comunidade e em cada território destacando a conquista de nove prémios APOM entre as dezassete categorias a concurso.

Esta iniciativa pretende apresentar estes Prémios de modo a contribuir para o aprofundamento da consciência museológica e museográfica na Região Centro, assumindo um papel interveniente neste sector cultural, demonstrando novos caminhos e novas ferramentas de trabalho e de divulgação, redescobrindo/ explorando a região nesta nova experiência sensorial, interactiva, didáctica e educativa.

Mais informações aqui.

terça-feira, 3 de maio de 2011

MUSEU FORA DE PORTAS

Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.

14 de Maio 2011 11H00-12H00.
Mercado Quebra-Costas Pátio Castilho


O planeta Terra tem todos os recursos necessários para a Vida. A água potável, os minerais e os alimentos que consumimos são alguns exemplos. Estes recursos são indispensáveis para as necessidades básicas do dia-a-dia e para a qualidade de vida a que estamos habituados.


Mas será que estes recursos vão existir sempre? Estarás a consumir o suficiente ou em exagero?


Vem perceber o impacto que as nossas acções podem ter no Planeta e aprender como podes contribuir para a construção de um mundo melhor.


MAIS INFORMAÇÕES
- participação gratuita
- 11H00-12H00
- a partir dos 5 anos

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ÚLTIMA HORA: CRIME NO MUSEU

Informação recebida do Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva de Lisboa:

Segunda-feira não é um dia como outro qualquer para se cometer um crime... especialmente se for um CRIME no MUSEU. Que o diga o assassino do director do Museu de Ciências Naturais belga. Ao lado do corpo inanimado no chão do seu gabinete, repousa um revólver. Quem terá sido o autor de tão bárbaro homicídio? E qual o móbil do crime?

Até 2 de Outubro, o Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva vai estar vedado com faixas amarelas e pretas como cenário de um crime. A entrada na nova exposição interactiva CRIME no MUSEU só está autorizada a visitantes astutos, que aceitem integrar a equipa de cientistas forenses responsáveis pela investigação.

Será que uma análise laboratorial de ADN é sempre fiável? A posição do corpo da vítima é determinante para saber como foi assassinada? O que podem dizer uma beata com restos de saliva, as marcas de um projéctil ou as larvas encontradas num cadáver sobre as circunstâncias do crime? As fibras de uma camisola ou pedaços de um bolo com marcas de dentes serão suficientes para mandar alguém para a prisão? É preciso juntar as pistas e fazer uso da ciência para descobrir o autor deste CRIME no MUSEU.

A investigação passa por oito laboratórios: Vestígios Biológicos e ADN, Balística, Pegadas, Entomologia Forense, Fibras e Microfibras, Impressões Digitais, Medicina Legal e Odontologia Legal. Em cada um deles os cientistas forenses terão de analisar cabelos, sangue, fibras, larvas, pegadas, impressões digitais. Há pistas válidas e outras que só servirão para baralhar o curso da investigação.

Uma coisa é certa: a culpa nem sempre é do mordomo.

Do lado de cá das fitas amarelas e pretas, o Pavilhão do Conhecimento organiza jantares-mistério onde todos os convidados são suspeitos, visitas aos espaços da polícia que normalmente não estão ao alcance do público, laboratórios de ciências forenses e ciclos de conversas onde revelamos o trabalho da polícia e dos cientistas forenses.

A exposição CRIME no MUSEU contém legendas em braille e desenhos em relevo para visitantes cegos e com baixa visão e as actividades programadas são acessíveis a este público.

terça-feira, 22 de março de 2011

Sábados no Museu

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:


Se te interessas por ciência e queres passar um Sábado diferente, inscreve-te num dos muitos ateliers que temos para ti!

Este trimestre, os cientistas Aurélio Quintanilha, Egas Moniz e Bernardino Machado são algumas das figuras convocadas pelos “Sábados no Museu”, uma iniciativa que acontece todos os Sábados à tarde, às 15h00, onde podes descobrir muitas coisas interessantes sobre ciência e visitar as exposições do museu.


PRÓXIMA SESSÃO | 26 de Março
ORQUESTRA ECOLÓGICA

Queres fazer uma orquestra com materiais recicláveis?
Junta os teus amigos e venham todos ao barulho!
Dos 3 aos 5 anos

Mais informações aqui

quarta-feira, 16 de março de 2011

SEMANA INTERNACIONAL DO CÉREBRO

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:


Durante a Semana Internacional do Cérebro vamos “pintar o cérebro”. O Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e o Instituto Biomédico de Investigação da luz e imagem (IBILI), em colaboração com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, ajudam-nos a melhor conhecer o nosso cérebro.


PAISAGENS DO CÉREBRO HUMANO
Colóquio 17 Março 2011 15H00-17H30
Entrada livre

O tema dos fundamentos neuronais das experiências estéticas vividos pelos seres humanos está hoje muito presente na investigação em neurociências. Será possível saber/observar de que forma o cérebro entende e cria uma obra de arte? Que áreas do cérebro são estimuladas? Que emoções são geradas? A percepção da realidade, dos estímulos externos, resulta da utilização dos sentidos e do diálogo entre eles. De particular interesse é a análise do modo como este mecanismo é utilizado na apreciação da arte visual. O estudo da natureza biológica da experiência estética, conhecido como neuroestética, tem revelado alguns aspectos sobre a importância da arte ao longo da história humana, ao mesmo tempo que levanta questões sobre a sua essência e o seu futuro.
Em colaboração com o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Centro de Neurociências e Biologia Celular apresenta este tema através de um colóquio seguido de debate, com a participação de neurocientistas, artistas plásticos e outros especialistas em artes visuais como o cinema, a fotografia ou as artes visuais dramáticas.

João Malva, neurocientista, FMUC / CNC
Miguel Castelo Branco, neurocientista, FMUC / IBILI
Alexandre Lemos, actor
António Olaio, pintor
Pedro Medeiros, fotógrafo


VISÃO, CÉREBRO E ILUSÕES VISUAIS
Actividades para escolas 15 a 18 de Março
Gratuito Marcação prévia

Vem descobrir como é que o nosso cérebro consegue usar a informação dos olhos para ver imagens 3D, cor e movimento. Como é que ele se deixa enganar por ilusões e como focamos a nossa atenção em algo especial.

Com demonstrações vídeo e jogos interactivos, vamos responder a muitas questões interessantes!

Actividade 1 - 11H00-13H00 e 14H30-16H30

Como é que o cérebro funde as imagens dos dois olhos?
O que acontece quando isso falha?
Como percebemos estímulos 3D?
Como é que o cérebro descodifica a cor e o movimento?

Local: Museu da Ciência
Público-alvo: a partir do 3º ano do 1º Ciclo do EB

Actividade 2 - 14H30-17H30

O que é a atenção visual?
Como é que os ilusionistas manipulam a atenção para enganar o nosso cérebro?
O que é que no cérebro nos faz perder a atenção e torna hiperactivos?
Como podemos estudar o comportamento do olhar na saúde e na doença?

Local: IBILI
Público-alvo: a partir do 3.º ano do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

segunda-feira, 7 de março de 2011

História das ciências em destaque num congresso em Coimbra


Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:

Encontro internacional sobre história da ciência é integrado no programa de comemorações do Centenário da República na Universidade de Coimbra (UC)

“Não se pode falar de ciência em Portugal sem falar de ciência na Universidade de Coimbra”. É com esta convicção que Carlos Fiolhais justifica a organização em Coimbra de um Congresso Luso-Brasileiro da História das Ciências. A iniciativa, que decorre no mês de Outubro, é também uma forma de assinalar os cem anos da Faculdade de Ciências da UC (desde 1970 também de Tecnologia).

O astrónomo e matemático Pedro Nunes. O jesuíta alemão Christophorus Clavius. O luso-brasileiro Bartolomeu de Gusmão. Os matemáticos José Monteiro da Rocha e Anastácio da Cunha. Ou ainda o botânico Avelar Brotero. Exemplos de personalidades de Coimbra que marcaram a história da ciência não faltam. “Não se pode falar de ciência em Portugal sem falar de ciência na Universidade de Coimbra”, conclui Carlos Fiolhais. Membro da comissão organizadora do Congresso Luso-Brasileiro da História das Ciências, Fiolhais afirma que o encontro visa a melhor compreensão do nosso passado científico. “Só conhecendo melhor quem somos, poderemos saber quem somos e, acima de tudo, quem queremos ser”, acredita o especialista.

Para Carlos Fiolhais, existe também uma clara ligação entre a história da ciência em Portugal e a República. “O ideal republicano, que tem uma ligação forte às ciências do século XIX, mostrou, com a criação de três Faculdade de Ciências (no Porto, em Coimbra e em Lisboa), a sua esperança nas ciências para formar um país novo. Essa foi uma das maiores contribuições da República para a nossa modernidade, apesar de todas as vicissitudes e contradições, da 1ª República”, defende o físico.

O Congresso Luso-Brasileiro da História das Ciências terá lugar em Coimbra de 26 a 29 de Outubro de 2011, numa organização conjunta de especialistas portugueses e brasileiros. O encontro assinala os 100 anos da criação da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, que resultou da fusão, pouco depois da implantação da República, das Faculdades de Filosofia e Matemática criadas pela Reforma Pombalina.

A ciência e a técnica no tempo dos descobrimentos, o conhecimento científico nos séculos XVI e XVII, o ensino das ciências pelos Jesuítas, as ciências no iluminismo e o desenvolvimento científico no século XIX são alguns dos temas que serão discutidos durante o encontro. Será ainda privilegiada, informa a organização do congresso, a História da Ciência relacionada com a Universidade de Coimbra, bem como as relações científicas luso-brasileiras.

Para o Congresso já estão confirmadas as presenças de algumas personalidades de relevo da história da ciência como Henrique Leitão (Universidade de Lisboa), Fernando Catroga (Universidade de Coimbra), João Lobo Antunes (Universidade de Lisboa), Jaime Benchimol (Casa de Oswaldo Cruz/FIOCRUZ), António Augusto Passos Videira (Universidade Estadual do Rio de Janeiro – UERJ), Ugo Baldini (Università degli Studi di Padova), Marina Massimi (Universidade de São Paulo), Robert Halleux (Université de Liège), Roberto de Andrade Martins (Universidade Estadual de Campinas) e Bernadette Bensaude-Vincent (Université Paris I).

“O desenvolvimento de todas as Faculdades da UC na área das ciências ao longo dos séculos permitiu reunir um valioso património científico que tem sido objecto de interesse por vários investigadores da história das ciências. É este património que está na origem da criação do Museu de Ciência, distinguido em 2008 com o prémio Michelletti para o melhor museu europeu de ciência e tecnologia de 2008”, revela o Museu da Ciência da UC, entidade que vai acolher o Congresso e cujas instalações foram cenário de avanços na ciência portuguesa.

O Congresso Luso-Brasileiro da História das Ciências é um congresso aberto à participação de quem trabalha nas áreas discutidas. A submissão de trabalhos decorre até 31 de Março e poderá ser feita através do site http://www.uc.pt/congressos/clbhc/. A iniciativa decorre no âmbito do programa de comemorações do Centenário da República organizado pela Universidade de Coimbra em 2010 e 2011.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Portas de Ródão

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:


Colóquio/Debate
9 de Fevereiro de 2011 | 15H00-17H30
Entrada livre

O tema das maravilhas naturais de Portugal esteve muito presente durante o ano de 2010. Serviu para sensibilizar a população para a questão da protecção da biodiversidade e geodiversidade do nosso país, dando a conhecer locais paradisíacos no nosso país que eram desconhecidos da maioria. O objectivo deste debate é sensibilizar o público em geral para a questão da gestão sustentável de um local simultaneamente uma área protegida e uma atracção turística.

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra apresenta este tema a partir de um debate que conta com a presença da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, que irá apresentar o exemplo da conservação do Monumento Natural das Portas de Ródão, a comunidade científica, representada pelo Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e pelo Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, que nos irão descrever a riqueza daquele local do ponto de vista geológico e biológico, e a sociedade civil, representada pelo Geopark Naturtejo.

Esta iniciativa faz parte do ciclo de debates Homem, Cidade, Ciência

Programa:

Jorge Gouveia
, Coordenador da proposta de classificação das Portas de Ródão como Monumento Natural

Pedro Proença Cunha, Departamento de Ciências da Terra da FCTUC

Carlos Neto de Carvalho e Joana Rodrigues, Geopark Naturtejo

Nelson Almeida, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR)

Sara Canilho
, Museu da Ciência (autora da tese Definição de temáticas científicas e propostas de valorização e divulgação no Monumento Natural das Portas de Ródão e suas imediações, para turismo científico)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Chá das Três

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:


CHÁ DAS TRÊS, ciclo de acções de formação de curta duração dirigidas a professores e educadores de diversas áreas científicas, é uma parceria Museu da Ciência e Delegação Regional do Centro da Sociedade Portuguesa de Matemática.


Programa:

SÃO ROSAS, SENHOR! UMA UTILIZAÇÃO PRÁTICA E APELATIVA DO GEOGEBRA
5 de Fevereiro | 15H00
por Alice Rodrigues, Escola Secundária com 3.º Ciclo da Lousã
Orientação Científica: Fátima Leite, Departamento de Matemática da FCTUC

NÚMEROS PRIMOS E COMPRAS NA NET
26 de Março | 15H00
por Florbela Santos, Escola Secundária de Pombal
Orientação Científica: Celeste Gouveia, Departamento de Matemática da FCTUC

Entrada livre sujeita a inscrição prévia por email, para
geral@museudaciencia.org

Os participantes receberão um diploma de participação.



Mais informações aqui

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Descoberta notável de colecção de peixes recolhidos no Séc. XVIII






























Durante os trabalhos de levantamento sistemático das colecções pertencentes à Universidade de Coimbra, com o objectivo de completar o inventário, deparámo-nos com um achado absolutamente extraordinário entre as colecções zoológicas.

Guardados dentro de uma grande caixa de folha de flandres, encontravam-se 68 peixes de diferentes espécies conservados em seco, montados sobre cartão com a designação científica no sistema de Lineu, e alguns com dois nomes vulgares, um em português e o outro numa língua indígena do Brasil. Os cartões são contornados por um filete, nalguns casos preenchido a aguarela azul, com letra a preto numa caligrafia perfeita. O seu excelente modo de conservação através desta técnica descoberta no séc. XVIII, “em herbário”, em que apenas metade do exemplar era preservado prensado sobre uma folha de cartão e, depois de seco, envernizado e com esta qualidade, revelam inequivocamente a sua origem nas colecções do Real Museu da Ajuda com a caligrafia da Aula do Risco.

No arquivo do Museu Bocage, existe o registo de uma importante remessa de espécimes do Real Museu para a Universidade de Coimbra datada de 1806, grande parte deles com origem na Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira. Este registo, “Relação dos Produtos naturais e industriais que deste Real Museu se remeteram para a Universidade de Coimbra em 1806”, largamente estudado na secção de materiais etnográficos e antropológicos, refere o envio de 60 exemplares de peixes das colecções do Real Museu. Ao compararmos as designações científicas de Lineu nos exemplares, com o documento da remessa, verificamos que cerca de metade dos géneros indicados correspondem aos da colecção encontrada.

Trata-se então de uma parte das recolhas que o grande naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira realizou para a coroa portuguesa na bacia do Amazonas, durante uma década, entre 1783 e 1792. Uma das mais notáveis e prolongadas expedições de naturalistas, realizadas durante o Séc. XVIII, procurando o conhecimento científico e sistemático da natureza exótica que então se descobria. As colecções enviadas para Portugal pelo naturalista, foram alvo de muitas vicissitudes, encontram-se dispersas por várias instituições incluindo uma parte levada para Paris durante as invasões francesas. Em particular, das colecções enviadas para Coimbra apenas está bem estudada a excelente colecção etnográfica dos índios da Amazónia. Neste momento, o Museu da Ciência tem em curso um projecto de investigação de história da ciência da Universidade de Coimbra, em que se procede ao estudo destas colecções fundadoras dos primeiros gabinetes universitários portugueses.

A descoberta destes exemplares é absolutamente notável por se tratar de uma colecção raríssima, havendo poucos exemplares do Séc. XVIII de peixes do Brasil, montados deste modo, em todo o mundo – conhece-se um conjunto de 18 espécimes, com estas características, na Academia das Ciências de Lisboa -, além de abrir uma nova perspectiva quanto ao estudo e conhecimento das recolhas deste naturalista. É uma importante descoberta para a história natural em Portugal, para a história da ciência e para o estudo da biodiversidade, realizada mesmo no final do Ano Internacional para a Biodiversidade.

Museu da Ciência -Quatro anos em balanço















Este é o texto que escrevi a pedido da Newsletter da Universidade de Coimbra sobre o balanço de quatro anos de actividade de Museu da Ciência:


O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra anunciou há dias a descoberta, nas colecções museológicas da UC, de um conjunto de 68 peixes, montados em forma de ‘herbário’, colectados por Alexandre Rodrigues Ferreira no final do século XVIII, no Brasil, na maior expedição naturalista portuguesa de sempre, tendo, por isso, um valor inestimável.

Esta frase poderia ser uma espécie de ideal imaginário da actividade do Museu da Ciência, mas não é. Aconteceu mesmo e trata-se de uma descoberta de um valor extraordinário para o património científico nacional.

Quando em 1999, por nomeação reitoral e iniciativa do Vice-Reitor de então, Fernando Seabra Santos, a Comissão que integrei começou a trabalhar no projecto do Museu da Ciência, tinha a convicção de que a Universidade de Coimbra possuía os acervos e o potencial para construir um museu de ciência de nível internacional. O objectivo era o de criar um museu que fosse um local central de divulgação e promoção da ciência, de interacção entre os cientistas e a sociedade, de criação das condições para o acesso dos cidadãos ao excepcional acervo científico da Universidade de Coimbra e para o desenvolvimento da investigação científica sobre as colecções, bem como da sua preservação para o futuro.

Desde a sua abertura, em Dezembro de 2006, o projecto do Museu da Ciência, que teve na Câmara Municipal de Coimbra um parceiro fundamental, tem sido muito bem sucedido. Podemos mesmo afirmar que os resultados ultrapassaram as nossas expectativas. O Museu foi Prémio Micheletti, para melhor museu europeu de ciência técnica e indústria, em 2008, menção honrosa para Museu do Ano da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), no mesmo ano, Prémio para melhor serviço educativo e extensão cultural e para melhor aplicação de multimédia para gestão museológica, ambos em 2010, também pela APOM, o que atesta o valor do projecto e da actividade desenvolvida em vários domínios. O projecto de arquitectura foi também Prémio Diogo de Castilho e Prémio ENOR, este ibérico, de arquitectura.

O Museu da Ciência tem procurado manter uma actividade intensa e de qualidade, para lá da visita às suas exposições. A programação diferenciada de actividades a um ritmo de cerca de uma a cada dois dias, tem-se dirigido a jovens, famílias, público académico ou cidadãos interessados em assuntos científicos relevantes. Uma atitude de inclusão tem-nos levado também a procurar trabalhar para os cidadãos com necessidades especiais. A preocupação de intervenção na cidade tem-se desenvolvido através de iniciativas diversas com agentes locais, a começar pela CMC. A qualidade de toda a programação acaba de ser reconhecida pelo Prémio APOM já mencionado.

Um elemento crucial das nossas actividades é a preocupação de envolver nelas os cientistas da Universidade de Coimbra, bem como de outras universidades. A colaboração extremamente generosa, voluntariosa e entusiástica dos cientistas tem sido uma das chaves do sucesso da comunicação de ciência que procuramos realizar.

Desde o início que o projecto do Museu da Ciência foi pensado em duas fases. Uma primeira, no Laboratorio Chimico, para testar o novo modelo que propúnhamos e para ganhar experiência; uma segunda fase de desenvolvimento de um vasto projecto envolvendo todas as colecções científicas da Universidade de Coimbra, a instalar no Colégio de Jesus. Esta nova fase está já em curso, com o desenvolvimento do projecto de arquitectura e com o trabalho da Comissão Científica para o programa museológico. O projecto continuará a desenvolver-se nos próximos anos.

Este é o Ano Internacional da Química e ao longo do mesmo realizaremos actividades específicas ligadas à química, em colaboração com o Departamento de Química da FCTUC. Está planeada uma série de 6 demonstrações revivendo as célebres ‘Christmas lectures’ de Faraday, reactualizadas, mas realizadas em dois anfiteatros históricos de química, em Coimbra e em Lisboa. Em Junho haverá uma sessão no pátio da Universidade dedicada à química. Serão ainda realizadas conferências sobre algumas das grandes descobertas da química, ao longo do ano.

Este será um ano de intensa actividade e de crescimento. O Museu está já a concretizá-lo, nomeadamente através das visitas ao Gabinete de Física e às galerias de Botânica, Mineralogia e Geologia, de Zoologia e reservas de antropologia.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MUSEOLOGIA 4


Informação recebida do Instituto dos Museus e da Conservação:

No âmbito da actividade editorial do Instituto dos Museus e da Conservação, terá lugar no próximo dia 20 de Janeiro, às 18h00, no Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, a apresentação do número 4 da revista Museologia.pt

A revista, cujo dossiê temático é dedicado aos Museus de Ciência, será apresentada pelo Prof. Doutor Carlos Fiolhais. Na sessão irão ainda intervir o Prof. Doutor António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa, o Professor Doutor João Brigola, Director do Instituto dos Museus e da Conservação, o Dr. Francisco Melo, Administrador da Editora Quidnovi que patrocinou integralmente esta edição, a Dra. Clara Camacho, directora da Museologia.pt e a Dra. Marta Lourenço, do Museu de Ciência.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

NASA: UMA AVENTURA HUMANA


Informação recebida da produtora portuguesa UAU, que organizou uma exposição espacial na Suécia (vamos a ver se vem a Portugal...):

A partir de 27 de Janeiro no Museu Tekniska, em Estocolmo, viaje pelo Espaço... sem sair da Terra.

Em 1969, 20 de Julho, o Mundo parou ao redor dos rádios e televisores para assistir em directo à chegada do Homem à Lua. Proferida por Neil Armstrong, a frase "Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade" marcou este momento único na História do Homem, garantindo aos Estados Unidos a primazia sobre a então rival União Soviética, em matéria de exploração do Espaço.

Cinquenta anos depois, a NASA, agência espacial americana, mantém-se vanguardista no desenvolvimento de tecnologia e programas científicos que visam o aprofundamento do conhecimento do que existe para além do planeta Terra.

Num projecto que levou dois anos a desenvolver, a UAU, em parceria com a John Nurmine Events, celebra o 50º aniversário da NASA com uma exposição que reúne pela primeira vez os objectos, instrumentos e artefactos que possibilitaram que um sonho de sempre se tornasse realidade.

Com 21 anos de existência, a UAU sempre visou a produção e promoção de eventos de entretenimento de qualidade. Acreditando na inovação, não teme arriscar em projectos diferentes capazes de satisfazer públicos diversos, desenvolvendo conteúdos abrangentes e, cada vez mais, globalizados. Em 2006, Star WarsThe Exhibition foi o primeiro passo numa nova direcção UAU: a área das grandes exposições. Vista por mais de 5 milhões de pessoas, a exposição esteve 3 anos em digressão por diferentes cidades da Europa. O sucesso foi enorme e permitiu criar as bases para que novas ideias fossem desenvolvidas.

Com uma estratégia de crescimento sustentado, a UAU tem ger ido a sua posição nos mercados nacional e internacional de forma a concretizar os desafios a que se propõe. Em 2010, apesar da ameaça de crise financeira, a empresa produziu 91 espectáculos, apresentados num total de 1.290 sessões. Em digressão, 54 localidades portuguesas receberam 104 espectáculos e, internacionalmente, o espectáculo argentino concebido pela UAU, Tango Pasión, apresentou-se em 73 cidades europeias e sul-americanas. Na área corporativa, produziu e participou em 38 eventos para 29 clientes diferentes.

Em 2011, a UAU vai manter o ritmo anterior a que acresce a estreia mundial de NASA: A Human AdventureThe Exhibition, dia 27 de Janeiro, no Museu Tekniska, em Estocolmo.

Com um investimento de 3 milhões de euros, este projecto é o mais recente na vertente exposições. Num espaço de 2400 m2, mais de 400 objectos, dispostos em 6 galerias tematizadas, contam a história da NASA, uma história indissolúvel da própria tenacidade humana de concretizar o sonho de explorar o Espaço. As peças originais foram cedidas pela NASA e pelo Kansas Cosmophere, a construção das réplicas realizada por duas empresas norte-americanas e toda a estrutura da exposição foi feita em Portugal.

A recriação dos ambientes originais onde cada peça se destacou, os documentários sobre a vida dos astronautas no espaço, os modelos à escala real ou a mostra de fatos espaciais são alguns dos pontos fortes desta exposição única que, para além da NASA, conta com o apoio do Kansas Cosmophere, a Agência Espacial Europeia e o Discovery Channel.

NASA: www.ahumanadventure.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DESCOBERTA NO MUSEU


Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:

Durante os trabalhos de levantamento sistemático das colecções pertencentes à Universidade de Coimbra, com o objectivo de completar o inventário, deparámo-nos com um achado absolutamente extraordinário entre as colecções zoológicas.

Guardados dentro de uma grande caixa de folha de flandres, encontravam-se 68 peixes de diferentes espécies conservados em seco, montados sobre cartão com a designação científica no sistema de Lineu, e alguns com dois nomes vulgares, um em português e o outro numa língua indígena do Brasil. Os cartões são contornados por um filete, nalguns casos preenchido a aguarela azul, com letra a preto numa caligrafia perfeita. O seu excelente modo de conservação através desta técnica descoberta no séc. XVIII, “em herbário”, em que apenas metade do exemplar era preservado prensado sobre uma folha de cartão e, depois de seco, envernizado e com esta qualidade, revelam inequivocamente a sua origem nas colecções do Real Museu da Ajuda com a caligrafia da Aula do Risco.

No arquivo do Museu Bocage, existe o registo de uma importante remessa de espécimes do Real Museu para a Universidade de Coimbra datada de 1806, grande parte deles com origem na Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira. Este registo, “Relação dos Produtos naturais e industriais que deste Real Museu se remeteram para a Universidade de Coimbra em 1806”, largamente estudado na secção de materiais etnográficos e antropológicos, refere o envio de 60 exemplares de peixes das colecções do Real Museu. Ao compararmos as designações científicas de Lineu nos exemplares, com o documento da remessa, verificamos que cerca de metade dos géneros indicados correspondem aos da colecção encontrada.

Trata-se então de uma parte das recolhas que o grande naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira realizou para a coroa portuguesa na bacia do Amazonas, durante uma década, entre 1783 e 1792. Uma das mais notáveis e prolongadas expedições de naturalistas, realizadas durante o Séc. XVIII, procurando o conhecimento científico e sistemático da natureza exótica que então se descobria. As colecções enviadas para Portugal pelo naturalista, foram alvo de muitas vicissitudes, encontram-se dispersas por várias instituições incluindo uma parte levada para Paris durante as invasões francesas. Em particular, das colecções enviadas para Coimbra apenas está bem estudada a excelente colecção etnográfica dos índios da Amazónia. Neste momento, o Museu da Ciência tem em curso um projecto de investigação de história da ciência da Universidade de Coimbra, em que se procede ao estudo destas colecções fundadoras dos primeiros gabinetes universitários portugueses.

A descoberta destes exemplares é absolutamente notável por se tratar de uma colecção raríssima, havendo poucos exemplares do Séc. XVIII de peixes do Brasil, montados deste modo, em todo o mundo – conhece-se um conjunto de 18 espécimes, com estas características, na Academia das Ciências de Lisboa -, além de abrir uma nova perspectiva quanto ao estudo e conhecimento das recolhas deste naturalista. É uma importante descoberta para a história natural em Portugal, para a história da ciência e para o estudo da biodiversidade, realizada mesmo no final do Ano Internacional para a Biodiversidade.

APRESENTAÇÃO PÚBLICA
19 de JANEIRO | 10H00
Entrada livre

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sábados no Museu

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:

Se te interessas por ciência e queres passar um Sábado diferente, inscreve-te num dos muitos ateliers que temos para ti! Este trimestre, os cientistas Aurélio Quintanilha, Egas Moniz e Bernardino Machado são algumas das figuras convocadas pelos “Sábados no Museu”, uma iniciativa que acontece todos os Sábados à tarde, às 15h00, onde podes descobrir muitas coisas interessantes sobre ciência e visitar as exposições do museu.

15 de Janeiro Quem matou a mosca?
Um predador insuspeito matou uma mosca. Será que consegues descobri-lo? Vem resolver um enigma e descobrir os trabalhos de Aurélio Quintanilha acerca deste predador.
A partir dos 6 anos

MAIS INFORMAÇÕES
- 4 euros por criança
- todos os Sábados
- 15h00-16h30
- marcação prévia

Ciência em Família

Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra:



Venha partilhar diferentes modos de explorar alguns temas científicos com a sua família, num programa dirigido a adultos e crianças de todas as idades.

PRÓXIMA SESSÃO:

16 de Janeiro | DESCOBRE OS PÓLOS
Alice Rodrigues, Escola Secundária com 3.º Ciclo da Lousã

Já deves ter ouvido falar do Pólo Norte e do Pólo Sul. Mas, para além dos pólos terrestres, sabias que existem os pólos magnéticos ou mesmo pólos matemáticos?
Muitos dos jogos de tabuleiro que conheces desenrolam-se em tabuleiros rectangulares, como o xadrez, onde cada casa fica identificada por uma coluna e uma linha. E se o tabuleiro do jogo for redondo como podemos identificar uma casa se não temos linhas nem colunas?
Nesta sessão, vais poder brincar com os pólos magnéticos, associar os pólos terrestres à biodiversidade na Terra e jogar o jogo Pular que te mostra como funciona o pólo matemático.

MAIS INFORMAÇÕES
- preçário geral do Museu
- 11h00-12h00
- marcação prévia