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terça-feira, 16 de abril de 2013

"TODA A CIÊNCIA (MENOS AS PARTES CHATAS)" É O NOVO LIVRO DOS CIENTISTAS DE PÉ

O novo livro dos Cientistas de Pé, um grupo de cientistas que faz stand-up comedy desde 2009, chega às livrarias no final de Abril, editado pela Gradiva.


«Com esta obra, além de ficarmos a saber mais sobre alguns aspectos das multifacetadas ciências modernas, as ciências que tão fortemente moldam o mundo de hoje, ficamos também com uma imagem mais verdadeira da ciência e dos cientistas. Estes são capazes de não se levar demasiado a sério. Tal como estes Cientistas de Pé, os melhores cientistas são capazes do melhor humor. Uma das anedotas mais engraçadas da ciência que conheço é aquela em que alguém pede a Einstein para fazer uma conta simples, que deveria ser feita mentalmente por um físico laureado com o Nobel. Resposta, surpreendente, de Einstein: 'Julgam que eu sou algum Einstein?'» in Prefácio (Carlos Fiolhais)

Neste livro podem ler-se piadas sobre a ciência que há no futebol, no sexo e no bacalhau. Ficará a saber que as ciências são como as drogas, há as leves e as duras. Conta-se o caso dramático de um jovem privado de homeopatia desde pequenino e a vida de um informático na óptica do utilizador. Ficará rendido à eficácia do speed dating com arroz hermafrodita e preocupado com a crise de identidade do lixo. Também é explicado como a capacidade de planeamento pode prejudicar o desenrascanço e feito um tocante peditório para financiar um programa de reprodução de ideias ameaçadas em cativeiro. A comicidade é assegurada por uma série de rigorosos testes realizados em laboratório, de modo que o leitor nem precisa de se preocupar em rir.

«Do ponto de vista de um observador à velocidade da luz, este livro parece engraçadíssimo.»
Albert Einstein

«Este livro tem e não tem piada ao mesmo tempo.»
Erwin Schrödinger

«Tentei rir-me pouco para não emitir muito dióxido de carbono.»
Al Gore

«Tenho pena não estar cá para ler isto.»
Dodô (Raphus cucullatus)  ave extinta no século XVII

Os autores são os Cientistas de Pé, um grupo de cientistas de diversas áreas (desde a biologia à Buraca) que (desde 2009) faz espectáculos de stand-up-comedy sobre temas científicos. Já actuaram em teatros, anfiteatros, centros de investigação, museus de ciência, jardins e para muitos polícias de trânsito, na esperança de verem perdoada uma multa de estacionamento abusivo de velocípede.

Coordenação: David Marçal
Bruno Pinto
Cheila Almeida
Daniel Silva
Ivette Pacheco
João Cruz
João Damas
Joaquim Paulo Nogueira
Leonor Medeiros
Ricardo Sequeira
Sandra Mateus
Sofia Guedes Vaz
Sofia Leite
Romeu Costa
Sónia Negrão

Na próxima quinta-feira, dia 18 de Abril, irei fazer uma pré-apresentação do livro no Museu da Ciência de Coimbra, às 18h. Ainda sem livro, numa lógica muito semelhante à de consultar o saldo do multibanco "no ecrã". É mais ecológico. No futuro talvez as pessoas também leiam livros no ecrã do Multibanco, já que levantar dinheiro será cada vez mais difícil!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Culpados? Só podem ser os Professores


O Ricardo Araújo Pereira vê o mundo de uma forma muito direta. E claro é genial. E escreve muito bem. E tem razão, geralmente. Só não percebo a mania dele pelo Benfica... mas enfim. Aqui fica um crónica dele na Visão sobre os Professores, segundo ele os grandes culpados do estado do ensino em Portugal.

:-)

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Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.

O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.

A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.

O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.

Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.

Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores.

Um cigano em cada escola, é a minha proposta.

Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.

Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.

Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

segunda-feira, 21 de maio de 2012

HUMOR: Empresa vai preservar células estaminais fecais do primeiro cócozinho

 Um texto, já com alguns anos, escrito para o Inimigo Público, a proposito das tretas estaminais:

Empresa vai preservar células estaminais fecais do primeiro cócozinho



"Não sei exactamente em termos médicos para que é que isto pode servir, mas vou mandar preservar o primeiro cocózinho do meu filho, nunca se sabe se poderá ser necessário para algum novo tratamento que inventem a partir das células do primeiro cócozinho", adiantou ao IP um dos primeiros clientes da Fecal-Vida. Por 1000 euros, a empresa entrega um kit, muito semelhante ao utilizado para recolher excrementos de animais na via pública, que permite aos pais recolherem as células estaminais fecais do primeiro cocozinho do bébé. O cócozinho fresco é enviado por estafeta à temperatura ambiente, liofilizado usando energias renováveis (seco ao sol) e devolvido aos pais com uma útil argola, para poder ser usado como porta-chaves.

O que são células estaminais fecais?
São células que se podem diferenciar em qualquer tipo de célula do cócó.
Como funcionam os transplantes fecais?
O objectivo do transplante é regenerar o sistema fecal do paciente. Quando infundidas, as células estaminais fecais permitem restabelecer a capacidade de produzir excrementos saudáveis.
Quais são as doenças em que já podem ser usadas as células estaminais fecais?
Todas as relacionados com a produção anormal de fezes. Diarreia, prisão de ventre, diarreia, etc.
Quais são as potenciais aplicações futuras?
Esquizofrenia, depressão, disfunção eréctil, nascer com corpo de homem sentindo-se mulher, envelhecimento, tensão pré-menstrual, melancolia e zapping.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

APARIÇÃO DOS CIENTISTAS DE PÉ NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

É já este fim de semana, no domingo dia 13 de Maio, que os Cientistas de Pé vão aparecer na Feira do Livro de Lisboa, no cimo da Praça Amarela. A aparição é a proposito do livro "Darwin aos Tiros e Outras Histórias de Ciência", da autoria de dois também autores deste blogue, que estarão no stand da Gradiva às 16h30 para uma sessão de autógrafos. Apareça!


quarta-feira, 2 de maio de 2012

A anedota do barómetro


A história do aluno de física e do barómetro tem aparecido em vários locais. Apareceu há pouco no blogue do físico Eduardo Martinho e vale a pena lê-la ou relê-la:

http://tempoderecordar-edmartinho.blogspot.pt/2012/04/utilizacao-do-barometro-e-o-aluno.html