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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Yscope: uma invenção portuguesa!

Com o fim das imagens impressas em sais de prata, os cirurgiões passaram a pendurar (por vezes em blocos operatórios tecnologicamente muito avançados) normais impressões, em papel, das imagens médicas que necessitam consultar durante as cirurgias. Estas são muito limitadas, em resolução e qualidade. E, não fazem uso do potencial dos formatos digitais em que hoje em dia são guardadas as imagens médicas.

Consultar a imagem num computador, com um rato e um teclado, também não ajuda muito. Além de geralmente terem um monitor pequeno, ao tocar num rato perdem-se as condições de esterilidade necessárias para realizar uma cirurgia.



Esta tecnologia, resulta da visão de um dos médicos do serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria. Para a desenvolver, foi estabelecida uma parceria com a empresa YDreams, e este é o resultado. O projecto começou há nove meses. Agora, há outros produtos concorrentes, de empresas estrangeiras. Mas este foi o primeiro! Entra agora em testes no bloco operatório e tem boas probabilidades de ser o primeiro a chegar ao mercado. E, segundo dizem os responsáveis pela sua concepção: é o melhor!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Portugal na vanguarda da tecnologia de visualização médica

O Yscope é uma tecnologia que permite seleccionar e manipular imagens médicas no bloco operatório, ao estilo do filme Minority Report (mas sem a necessidade de luvas especiais para detectar os movimentos das mãos). Uma ideia que nasceu no Hospital de Santa Maria e cresceu na empresa YDreams.



(clique para ampliar)

É apresentado esta sexta-feira, às 11h na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, piso 3 do Hospital de Santa Maria.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

IVEPESP - VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA PESQUISA

INSTITUTO PARA A VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA PESQUISA NO ESTADO DE SÃO PAULO (IVEPESP), pessoa jurídica de direito privado, de natureza e fins civis, destituída de fins lucrativos, com duração ilimitada, formalizado em 13 de dezembro de 2011, que tem por finalidade reunir profissionais da área da educação e da pesquisa cientifica e tecnológica do Estado de São Paulo visando implementar ações para a valorização da educação, da pesquisa científica e da inovação tecnológica. Mais informações: contato@ivepesp.org .

domingo, 1 de abril de 2012

I Encontro Acadêmico-Científico São Paulo-Baviera

No âmbito do “The Sixth Regional Leaders´Summit” uma delegação oficial do Estado Livre da Baveira, Alemanha, visitará São Paulo de 9 a 12 de abril. Esta delegação será composta, dentre outros, pelo Dr. Wolfgang Heubisch, Secretário de Ciência, Pesquisa e Arte do Estado, e reitores de universidades de renome do Estado. O Governo do Estado de São Paulo e o Consulado Geral da Alemanha em São Paulo estão apoiando esta visita. A delegação bavará será composta de cerca de 65 pessoas.

Durante a visita da delegação a São Paulo também esta programada para o dia 11/04/2012 a assinatura de um acordo de cooperação entre o Ministério de Ciência, Pesquisa e Arte e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) com a presença de toda a delegação. Este acordo viabilizará a realização de diversas atividades acadêmicas-científicas entre os Estados. A delegação deverá ainda participar de encontros com pesquisadores e interessados em São José dos Campos e Campinas.

A Baviera faz parte dos estados economicamente mais fortes da Europa. Com um produto interno bruto de 442 bilhões de euros a Baviera supera 20 dos 27 países-membros da UE. A capacidade econômica de 35.337 euros por habitante está claramente acima da média alemã e européia (posição de 2010). A Baviera é um dos mercados de maior poder de compra do mundo. Ao lado de Global Players como Allianz, Siemens, BMW, Audi, EADS, Adidas, Puma e MAN exalta-se na economia da Baviera uma densa rede de pequenas e médias indústrias, empresas de ofícios e prestadores de serviços. A Baviera ocupa o 1.º lugar no setor de seguros e o 2.º lugar no setor bancário dentro da Alemanha. No setor de turismo a Baviera encontra-se na liderança. As feiras de Munique e Nuremberg são de grande significado internacional. Também no campo de fomento de pesquisa e tecnologia a Baviera se encontra entre as melhores posições internacionais: os gastos para pesquisa e desenvolvimento somam mais de 3% do PIB. Em quase todas as novas tecnologias a Baviera ocupa posições de liderança nacional e internacional: começando pela tecnologia de informação e comunicação, passando pela biotecnologia e tecnologia genética até medicinal, energética e ambiental. O Centro Universitário da Baviera para América Latina (BAYLAT), que é uma organização estadual de serviços que incentiva as relações entre as instituições de ensino superior do Estado Livre da Baviera e da América Latina. Além disso, o BAYLAT tem como objetivo divulgar a Baviera como centro de pesquisa, ciência, ensino e inovação. O BAYLAT recebe apoio financeiro do Ministério da Ciência, Pesquisa e Arte do Estado da Baviera e a Universidade Friedrich-Alexander de Erlangen-Nürnberg disponibiliza toda a infraestrutura. A Dr.ª Irma de Melo-Reiners (irma.demelo@baylat.fau.de) é a Diretora Executiva do Centro Universitário da Baviera para América Latina (BAYLAT) que pode ser contatada para mais informações.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

coolHaven: um dia todas as casas serão assim.

A coolHaven é uma empresa instalada no Parque de Ciência e Tecnologia de Coimbra (iParque). Desenvolveram um método inovador para construir edifícios. Na verdade, estão a revolucionar a construção cívil... e fazem-no a partir de Coimbra. Com conhecimento gerado na Universidade de Coimbra.

Este é o conceito:


Esta é o primeiro edifício coolHaven, construído no iParque e que constituirá a sede da empresa e será uma laboratório de teste e ensaio:


Um dia, todas as casas serão assim.
Made by coolHaven@Coimbra

terça-feira, 5 de abril de 2011

Start-Up Portugal: Novos Desafios de Gestão


Vivemos tempos difíceis e complexos. Exige-se uma nova postura empresarial, uma aposta numa Nova Competitividade.

Está na altura de fazer um verdadeiro Start-Up Portugal.

Aproveitando a apresentação do documento “NOVA COMPETITIVIDADE - Uma Agenda para o Crescimento”, por Jaime Quesado e J. Norberto Pires, realiza-se, no dia 18 de Abril, pelas 21:00h, na Casa da Escrita, em Coimbra, a Conferência “Start-Up Portugal : Novos Desafios de Gestão” que terá como orador o Eng. Basílio Simões (CEO da ISA)

Vão discutir-se cenários e contextos para a economia Portuguesa num tempo de crise.

Divulgue e participe!

Programa:
21H00 – Boas-vindas
21H05 - NOVA COMPETITIVIDADE - Uma Agenda para o Crescimento
Jaime Quesado / J. Norberto Pires
21H30 - Start Up Portugal: Novos Desafios de Gestão
Basílio Simões (CEO da ISA)
22H15 - Debate

Entrada livre sujeita a confirmação para : psimoes@coimbraiparque.pt

Download do documento "Nova Competitividade - Uma Agenda para o Crescimento" aqui.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Coimbra: licença para falhar (II)


Na semana passada iniciamos este conjunto de artigos, onde comecei por resumir aqueles que considero os vários problemas estruturais do nosso país. Comecei pela atitude, ou falta dela, e pelos valores que fomos abandonando. Hoje realço os restantes:

Participação: participar na vida de uma comunidade é querer saber e estar informado, é debater com elevação, é avaliar, é fazer perguntas, é não aceitar respostas cheias de coisas técnicas, sabendo que quem não é capaz de explicar de forma simples então também não sabe muito bem o que está a dizer, é votar (mesmo que em branco), é perceber que em democracia a ausência de participação é uma atitude muito perigosa que tem geralmente consequências desastrosas.

Cultura empreendedora e de risco:
o empreendedorismo e o risco são conceitos que é necessário incutir para que adquiram uma dimensão cultural e virulenta. Isso significa formar melhor, aliando à qualidade de informação o incentivo ao trabalho individual, original e criativo, procurando alertar para a necessidade de ir para além do que é pedido, para superar expectativas, avaliando os riscos inerentes. Mas significa também enfrentar a verdadeira cultura antiempresarial e de desvalorização do empreendedorismo e do risco por parte da sociedade portuguesa, e que se manifesta na total ausência de estímulo ao risco, ao planeamento, à organização, à gestão de recursos (do tempo, por exemplo), na ausência do mercado e das suas regras nos cursos superiores (especialmente os das áreas não económicas) e no ensino secundário, na ausência de valores relacionados com a competitividade e com a gestão de oportunidades.

Ética e responsabilização:
são comportamentos que devem estar na base de todo a nosso estrutura organizativa. E devem ser exigidos pelos cidadãos nos organismos do Estado, nos respectivos procedimentos, no exercício de cargos públicos, nas empresas e na forma como elas se relacionam com o mercado.

Crescimento, acrescentar valor:
todos temos de ter a noção que não podemos passar por um assunto sem lhe acrescentar algo. É uma ideia simples, mas de muito significado e de grande alcance: na nossa atividade temos de acrescentar valor a tudo o que fazemos, melhorando aquilo que encontramos. É essa a única forma de ter um crescimento sustentado.

(voltaremos a este assunto na próxima semana)

J. Norberto Pires
Editorial do comCentro
Diário As Beiras
11 de Fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Coimbra: licença para falhar (I)

Eu gosto dos momentos de crise. São mais ou menos como o inverno; momentos tristes mas necessários. São uma oportunidade para refletir sobre o nosso trajeto de vida, e planear os ajustamentos, as mudanças e as rupturas necessárias para que haja de novo esperança. A seguir a um inverno há sempre uma primavera. É importante que sejamos capazes de transmitir uma mensagem de esperança às pessoas. Portugal tem vários problemas estruturais, que resumo nas seguintes ideias-chave (atitude, valores, participação, cultura empreendedora e de risco, ética e responsabilização, crescimento e acrescentar valor):

Atitude: os países, antes de espaços geográficos, económicos ou políticos, são essencialmente as suas pessoas. Isso significa que o futuro depende em grande parte da forma como essas pessoas encaram a sua vida, se relacionam com os outros e desenvolvem a sua atividade. Atrair e fixar pessoas tem de ser por isso o nosso primeiro objectivo. E devemos estar particularmente interessados naquelas pessoas que procuram oportunidades, que as sabem identificar e têm o arrojo para definir objectivos e persegui-los com determinação. Na verdade somos todos muito bem comportados, uns “penteadinhos”, como gosto de dizer, que passamos do bibe ao fatinho numa vida toda certinha. Precisamos de mais gente “mal comportada”, isto é, gente criativa, com vertigem do risco, que vive como pensa sem pensar como viverá.

Valores: deixamos cair grande parte dos valores que já nos fizeram um país grande. O valor do trabalho, da necessidade de esforço para obter resultados, do rigor, do profissionalismo, da honestidade, da palavra dada, da honorabilidade, do direito de reserva, da liberdade, do reconhecimento que é devido ao mérito e ao esforço dos outros como pedras basilares de uma sociedade saudável, justa e fonte de progresso. É preciso, de novo, colocar estes valores na essência da nossa construção social, para que de novo se tornem valores característicos da nossa sociedade, para que de novo se tornem valores culturais. Vai demorar tempo, eu sei, não é uma tarefa que possamos fazer no curto prazo, mas é necessário começar.

(voltaremos a este assunto na próxima semana)

J. Norberto Pires
Editorial do comCentro
Diário As Beiras
4 de Fevereiro de 2011

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Portugal e os próximos 10 anos


Segundo dados do Eurostat (relativos a 2008) o PIB per capita (PIB PC) português é cerca de 72% do PIB PC médio europeu (EU 27, 100%). Há cerca de dez anos atrás era de cerca de 80% da média comunitária. Considerando as actuais taxas de crescimento, a projecção para 2028 mostra que o PIB PC português será 56% da média comunitária e Portugal será o último da tabela de todos os países europeus. Ou seja, seremos o país mais pobre da comunidade, e continuaremos a divergir da média comunitária. Para convergir e atingir a média comunitária em 2028, Portugal teria de inverter a situação e crescer em média 3,86% ao ano, ou seja, passar de taxas de crescimento médias inferiores a 1% para taxas superiores a 3%.

Como conseguir este objectivo?

A única forma parece ser resolver de forma decisiva e sustentável as desvantagens que nos são apontadas, e que se relacionam com a atitude dos portugueses (qualidade da formação secundária e superior, qualidade da formação científica), capacidade empreendedora das empresas e instituições (investimento privado em I&D, patentes), flexibilidade do mercado de trabalho e das leis de trabalho, tamanho do mercado interno (o espaço lusófono tem de ser aproveitado), justiça, aspectos organizativos, e disponibilidade de recursos humanos avançados (baixa disponibilidade cientistas e engenheiros no mercado, o que é ainda agravado pela tendência crescente de saída dos melhores quadros para o estrangeiro – brain drain).

O país tem de contar consigo próprio e fazer valer as suas capacidades. É necessário ser consequente e eficaz no esforço de transferência de saber e tecnologia das universidades e centros de I&D para a economia, avaliando os resultados tendo por base indicadores de performance: número de empresas criadas, taxa de sobrevivência, número de empregos qualificados criados, número de patentes que deram origem a novas empresas e/ou novos produtos, entre outros. Os apoios terão de ser sempre proporcionais aos resultados.

Mas é também necessário mudar o financiamento universitário, como o resultado de um novo contrato com a sociedade que veja reforçado o papel da universidade/ politécnico no desenvolvimento económico e social do país. Uma parte desse financiamento deve estar directamente ligado à capacidade de transferir conhecimento e tecnologia para as empresas, criando mais-valias económicas e emprego qualificado, devendo o Estado colocar parte do seu esforço na redução de impostos às empresas que apostem em contratos de I&D em consórcio. Isto não significa uma redução do financiamento das universidades e centros de I&D, mas tão somente uma alteração na forma como são obtidos os orçamentos, incentivando assim uma relação mais eficaz com a sociedade e com economia. Uma relação que terá também efeitos muito significativos na criação de emprego qualificado e na incorporação de inovação e empreendedorismo na matriz das empresas.

Devemos ser também consequentes no apoio à internacionalização, à diplomacia económica, ao reforço da imagem de Portugal como país produtor de tecnologia, mas também à criação de mecanismos de redução fiscal para empresas que apresentem taxas crescentes de exportação e uma estratégia de internacionalização com resultados práticos.

O Estado só deve incentivar o investimento directo estrangeiro que tenha uma forte componente de inovação e transferência de tecnologia. Os incentivos devem ser reais, tendo por base preços de instalação, acompanhamento personalizado, ligação a centros de I&D, programas de incentivo ao estabelecimento de projectos de I&D com parceiros nacionais, etc. É nessa perspectiva que devem ser equacionados os clusters em áreas estratégicas, constituídos por empresas, centros de I&D e centros de saber, e financiamento dependente dos resultados práticos: produtos e actividade económica gerados pela criação do cluster.

Finalmente, deve ser desenvolvido um plano consistente de ligação de Portugal a instituições europeias de reconhecido mérito na transferência de tecnologia e conhecimento para as empresas. Esse plano deve apoiar essas ligações, tendo por base os seguintes pressupostos:

1. Os consórcios devem incluir instituições europeias e portuguesas, com modelo de gestão acordado com o Estado;
2. Os planos devem incluir cooperação na formação avançada para empresas (cursos curtos, mestrados e doutoramentos), na transferência de tecnologia e saber, e no estabelecimento de projectos europeus totalmente financiados pelos programas quadro europeus;
3. Os planos estabelecidos devem ser sustentados em 10 anos, isto é, o investimento do Estado nestes consórcios deve ser recuperado com projectos europeus, projectos em consórcio com empresas, prestação de serviços de formação e consultoria, proventos de cursos de mestrado e doutoramento realizados em consórcio entre as várias instituições, etc.

A próxima década deve ser dedicada ao empreendedorismo. Deve ser criado um plano nacional que tenha como objectivo:

1. Promover o empreendedorismo e risco na sociedade portuguesa, alertando para a necessidade de esforço individual e original para obter resultados;
2. Promover quem empreendeu, realizou, teve sucesso, criou emprego e actividade económica. Deveria ser um objectivo nacional divulgar estas iniciativas;
3. Promover a realização de pequenos cursos dedicados a escolas primárias, preparatórias e secundárias, onde fossem transmitidos conceitos elementares de economia, sobre a vida das empresas, de como funciona o nosso sistema económico, sobre emprego, sobre iniciativa e risco, como muitos passaram da ideia para o negócio, etc. Mensagens simples, mas que ajudam a criar o mindset empreendedor na população mais jovem;
4. Apoiar os alunos com os melhores resultados em áreas consideradas estratégicas;
5. Permitir que alunos do ensino secundário e do ensino superior participem activamente em equipas de I&D universitárias e resultantes de I&D em consórcio com empresas6. Premiar os empreendedores que se destacaram nas várias áreas de actividade, permitindo o respectivo reconhecimento público. Estes prémios deveriam ser nacionais e devidamente promovidos, estando, por exemplo, associados a uma data nacional relevante (25 de Abril, Dia de Portugal, etc.).

Os países ou as regiões, antes de serem espaços geográficos, políticos ou económicos, são a sua população. São as pessoas que fazem a diferença. São elas que moldam decisivamente o futuro. Atrair e fixar pessoas tem de ser, por isso, o nosso primeiro objectivo. E devemos estar particularmente interessados naquelas pessoas que procuram oportunidades, que as sabem identificar e têm o arrojo para definir objectivos e persegui-los com determinação. Pessoas com atitude. São essas pessoas que fazem as coisas acontecer nas várias áreas de actividade humana. São essas as pessoas que quando falham não desistem. Quando falham começam de novo. Falham, mas aprendem, até terem sucesso, contaminando as outras.

J. Norberto Pires
(publicado na revista "As 500 Maiores Empresas da Região Centro" do Jornal "I" e do Diário AS BEIRAS)