Mostrar mensagens com a etiqueta ciências da terra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ciências da terra. Mostrar todas as mensagens

sábado, 3 de setembro de 2016

Estudantes portugueses ganham medalhas nas Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra no Japão



Comunicado recebido da Direcção da Sociedade Geológica de Portugal.

"Mais uma vez a Geologia portuguesa está de parabéns! Duas medalhas de prata e uma de bronze em três medalhas possíveis nas olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra.

Pelo segundo ano consecutivo Portugal participa nas Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra e, pelo segundo ano consecutivo a participação da equipa Nacional traduziu-se num enorme sucesso.
Entre 20 e 27 de Agosto realizaram-se em Mie no Japão as 10as Olimpíadas Internacionais de Ciências da Terra (International Earth Sciences Olympiads - IESO 2016; http://www. http://ieso2016.jp), na qual estiveram presentes delegações de 26 países.

A delegação de Portugal integrou os três estudantes portugueses, vencedores das 2as Olimpíadas Portuguesas de Geologia, organizadas durante o ano lectivo 2015-16 pela Sociedade Geológica de Portugal (SGP). É com enorme satisfação que a Direção da Sociedade Geológica de Portugal anuncia que Portugal acaba de obter duas medalhas de Prata e uma medalha de Bronze:
Diogo Nascimento (Prata), Escola Básica e Secundária de Murça
Marcos Freitas (Prata), Colégio da Rainha Santa Isabel de Coimbra
Alexandre Afonso (Bronze), Escola Secundária Adolfo Portela de Águeda

É a segunda vez que Portugal concorre nesta temática de Olimpíadas Internacionais educativas, tendo a representação portuguesa sido constituída pelos 3 alunos do Ensino Secundário que obtiveram as três primeiras posições nas 2as Olimpíadas Portuguesas de Geologia que decorreram no ano letivo 2015-16. A comitiva foi constituída, para além dos referidos alunos, pelos seus mentores, pertencentes à Comissão Nacional para as Olimpíadas de Geologia (CNOG), Prof. Jorge Relvas (Coordenador Nacional) e Dr. Álvaro Pinto, ambos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Em paralelo, foram disputadas outras duas provas colectivas transnacionais denominadas Internacional Team Field Investigation (ITFI) e Earth Science Project (ESP); também aqui a equipa portuguesa se destacou tendo obtido mais uma medalha de Bronze na ITFI.

Um aspecto a realçar, e que valoriza ainda mais a prestação dos estudantes portugueses, é que as matérias avaliadas nas Olimpíadas Internacionais diferem significativamente dos programas nacionais da disciplina de Biologia e Geologia do 10ª e 11º ano, porque incorporam adicionalmente conteúdos de Ciências Planetárias, Geofísica, Oceanografia e Ciências da Atmosfera. Para valorizar ainda mais as competências da delegação portuguesa, designadamente nas matérias que não integram os seus programas escolares, foi feita uma preparação complementar dos estudantes que a integram. Esta preparação, bem como todo o processo de organização da selecção dos estudantes que representaram Portugal na IESO 2016, só foi possível, graças ao inestimável apoio dos Centros Ciência Viva do Lousal e de Estremoz, e de Professores da Escola de Ciências e Tecnologia da Universidade de Évora, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa a quem a Sociedade Geológica de Portugal agradece, reconhecida.

Evidentemente que esta missão ganhadora só foi possível graças ao envolvimento, dedicação e qualidade dos professores e estudantes portugueses envolvidos nas Olimpíadas Portuguesas de Geologia. No entanto, uma iniciativa com esta dimensão envolve o esforço de muitos colegas e instituições para além das que já foram nomeadas. Embora correndo o risco de omissão, a Direcção da Sociedade Geológica de Portugal não pode deixar de agradecer reconhecidamente em especial:
- ao Professor Jorge Relvas e a toda a equipa CNOG por ele coordenado, por todos os aspectos logísticos deste complexo processo;
- ao Professor Jorge Ferreira, Presidente do Júri de Especialistas e a toda a sua equipa, pela elaboração de todas as provas utilizadas nas 2as Olimpíadas Portuguesas de Geologia;

- os apoios do Ministério da Educação e Ciência e da Agência Nacional Ciência Viva, sem o qual tudo isso dificilmente teria sido possível."

Direcção da Sociedade Geológica de Portugal

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

ANO INTERNACIONAL DOS SOLOS

Texto primeiramente publicado na imprensa regional.




O chão que pisamos, essa fina película do nosso planeta rica em vida e matéria inorgânica que veste os continentes e que designamos por solo, requere uma melhor compreensão e a nossa melhor atenção. E, este ano de 2015, é a ele dedicado. De facto, a Assembleia Geral das Nações Unidas, na sua 68º Sessão, declarou o dia 5 de dezembro como Dia Mundial do Solo e 2015 como o Ano Internacional dos Solos.
Esta iniciativa internacional, que se desenvolverá ao longo de 2015, visa aumentar a consciencialização e a compreensão da importância do solo para a segurança alimentar e as funções vitais dos ecossistemas. Tem os seguintes objectivos específicos: consciencializar a sociedade e os decisores públicos sobre a profunda importância do solo para a vida humana; educar o público sobre o papel crucial que o solo desempenha na segurança alimentar, na adaptação e mitigação das mudanças climáticas, nos serviços essenciais dos ecossistemas, na redução da pobreza e no desenvolvimento sustentável; apoiar políticas e acções efectivas para a gestão sustentável e a protecção dos recursos do solo; promover o investimento em actividades de gestão sustentável do solo para desenvolver e manter solos saudáveis para diferentes utilizadores da terra e grupos populacionais; advogar por um reforço rápido da capacidade de recolha de informação sobre o solo e da sua monitorização em todos os níveis (global, regional e nacional).
Mas o que é o solo? Existem diferentes perspectivas sobre o que se entende por “solo”, a que correspondem também diversas definições. No sítio na internet da Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo encontram-se algumas definições que coincidem «quanto à localização do solo (à superfície da Terra), à sua constituição (muito heterogénea) e ao seu papel vital para os ecossistemas e a biosfera (através das plantas e de outros organismos vivos)».Uma das definições é esta: «O solo é geralmente definido como a camada superior da crosta terrestre, formada por partículas minerais, matéria orgânica, água, ar e organismos vivos. O solo constitui a interface entre a terra, o ar e a água e aloja a maior parte da biosfera».
Uma outra definição: «O solo é o material não consolidado, mineral ou orgânico, existente à superfície da terra e que serve de meio natural para o crescimento das plantas». Esta definição sublinha a importância do solo como material de enraizamento das plantas e que é reservatório de nutrientes para elas. Sem solo não seria possível a agricultura e logo toda a civilização humana que se desenvolveu desde há cerca de 10 mil anos.
O solo está em íntima relação com a vida, permitindo que ela exista. Mesmo as formas de vida aquáticas, nos rios, lagos e oceanos, dependem do fluxo de materiais que são para eles transportados a partir dos solos.
Os solos não têm voz e há poucas pessoas a falar por eles, a estudá-los, a protegê-los, a usá-los de forma equilibrada. Uma boa utilização dos solos é crucial para a sobrevivência da espécie humana no planeta Terra. Por isso é de extrema importância estudar o solo para melhor o conservar e utilizar.
O solo é um recurso que está sujeito ao impacto da actividade humana. O solo demora milhares de anos a ser desenvolvido, mas a actividade humana pode destruí-lo em horas! Daí a importância de iniciativas internacionais como o Ano Internacional dos Solos para nos consciencializarmos do que devemos ou não fazer para preservar os solos.
Assim que tiver oportunidade, apanhe um punhado de terra do solo. E observe-a. Sinta a sua importância para todas as formas de vida e para a civilização humana.

António Piedade