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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

“A MATEMÁTICA É UM SUPERPODER”




Na próxima 4ª feira, dia 21 de Novembro de 2018, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra A MATEMÁTICA É UM SUPERPODER”, por Inês Guimarães, estudante de matemática Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, youtuber muito popular, criadora do canal MathGurl”.

No final da palestra, os interessados poderão adquirir o livro "Desafios Matemáticos que te vão Enlouquecer" e obter um autógrafo da Inês Guimarães.

Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seis - Terceira temporada"*.

Sinopse da palestra:
Há uma verdade profunda que escapa à maior parte de nós — a matemática não é apenas uma disciplina maquiavélica que somos obrigados a ter na escola, mas sim uma linguagem poderosíssima para descrever ideias. Misteriosamente presente em tudo o que nos rodeia, ela permite-nos dar asas à imaginação e pensar de forma criativa e abstrata sobre uma montanha de coisas, conduzindo-nos a conclusões sublimes e desvendando as relações escondidas entre os elementos do universo. Numa mistura de magia, fantasia e realidade, veremos que saber matemática é, afinal, um superpoder.

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico, escritor e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral
Link para o evento no Facebook

quarta-feira, 4 de abril de 2018

O MECANISMO DE TROCAS ALTRUÍSTAS NUM MUNDO COMPETITIVO



Na próxima 4ª feira, dia 11 de Abril, pelas 18h00, vai ocorrer no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra “O mecanismo de trocas altruístas num mundo competitivo”, por Adérito AraújoProfessor do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, Vice- Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.



Esta palestra integra-se no ciclo "Ciência às Seis"*.

Resumo da palestra:
"O mundo é moldado pelas nossas decisões. O efeito conjugado das decisões que tomamos a cada instante, grandes ou pequenas, por hábito, de forma mais ou menos reflectida ou por um impulso momentâneo, condiciona o nosso futuro comum. O estudo da chamada decisão social, isto é, dos mecanismos de tomada de decisão quando estão envolvidos vários agentes em interacção, exige uma abordagem verdadeiramente multidisciplinar onde a matemática assume um papel de destaque. Existem hoje teorias, alicerçadas em sólidas bases matemáticas, que têm sido utilizadas em economia e outras ciências sociais para, por exemplo, compreender o binómio cooperação-competição. Por que valorizamos justiça e a cooperação em detrimento do (aparentemente mais racional) egoísmo? O comportamento dos seres humanos revela que, em muitas situações, tendemos a ser mais generosos do que seria previsto pelos modelos económicos tradicionais baseados no pressuposto que as pessoas procuram, egoisticamente, maximizar os seus lucros. Será que as ideias de evolução do comportamento ético têm alguma relevância na compreensão do comportamento humano? Ao longo desta sessão, mais do que procurar respostas definitivas, iremos desvendar pistas e caminhos, numa reflexão conjunta sobre o problema da tomada de decisão individual."

*Este ciclo de palestras é coordenado por António Piedade, Bioquímico e Divulgador de Ciência.

ENTRADA LIVRE

Público-Alvo: Público em geral

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A HERANÇA DE LORDE RAYLEIGH



No próximo dia 18 de Abril, terça-feira, pelas 18h00, realiza-se no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra intitulada "A herança de Lorde Rayleigh".

O palestrante será o matemático Pedro FreitasProfessor no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Investigador do Grupo de Física Matemática da Universidade de Lisboa.





Nesta palestra, "iremos apresentar várias consequências do trabalho de Lorde Rayleigh em acústica e radiação, e as suas ligações à geometria e aos primeiros passos da mecânica quântica. Veremos como o seu livro de 1877 "The theory of sound" deu origem a uma série de problemas que ainda hoje são objecto de estudo em matemática, e como uma desigualdade geométrica, conhecida na Grécia antiga mas apenas demonstrada rigorosamente no século XIX, está subjacente à determinação das formas que optimizam tanto as baixas como as altas frequências."

Esta palestra insere-se no ciclo "Ciência às Seis" coordenado por António Piedade.

ENTRADA LIVRE
Público-alvo: Público em Geral 


Link para o post sobre este evento no facebook.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

MATEMÁTICOS PORTUGUESES DO SÉCULO XVI: UM RETRATO DE GRUPO




No próximo dia 21 de Fevereiro, terça-feira, pelas 18h00, realiza-se no Rómulo Centro de Ciência Viva da Universidade de Coimbra a palestra intitulada "Matemáticos portugueses do século XVI: um retrato de grupo", com o historiador de ciência Henrique Leitão, Prémio Pessoa em 2014.


Henrique leitão - Créditos Nuno ferreira Santos


Esta palestra insere-se no ciclo "Ciência às Seis" coordenado por António Piedade.

Resumo da palestra:
“Esta palestra tem por objectivo olhar as actividades matemáticas em Portugal no século XVI como um todo, procurando identificar tradições, temas, instituições, grupos, contextos sociais, redes de contactos, etc.

O que já se sabe hoje em dia acerca destas actividades permite uma tal visão de conjunto; isto é, permite compreender algo acerca do modo como as disciplinas matemáticas foram ensinadas, utilizadas e cultivadas entre nós nesse período. Um exame atento destes factos permite também pôr em relevo as principais linhas de força dos estudos matemáticos em Portugal no século XVI, os factores que mais contribuíram para o desenvolvimento desses estudos, e as principais dificuldades e elementos reactivos.”

À palestra seguir-se-á um momento de conversa/debate entre o público presente e Henrique Leitão.

Entrada livre. 
Palestra destinada ao público em geral.

Link para este evento no facebook.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

MATEMÁTICA PARA O SÉCULO XXI



Na próxima 5ª feira, 16 de Junho de 2016, pelas 18h realiza-se no RÓMULO Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, a palestra intitulada "Matemática para o século XXI", com Jorge Buescu, Professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.
Palestra inserida no ciclo “Fronteiras da Ciência”, coordenado por António Piedade, a decorrer até Julho de 2016.

Resumo:
O virar de século é uma boa altura para delinear visões para o futuro. Mas, como dizia Niels Bohr, “a previsão é difícil – sobretudo a do futuro”.
Em 1900 David Hilbert formulou os seus célebres 23 problemas, que inspiraram boa parte da Matemática do século XX. No ano 2000 Stephen Smale, inspirado na síntese de Hilbert, formulou a sua própria lista de grandes problemas para o novo século. Ao mesmo tempo, o Clay Institute instituía a sua famosa lista dos Problemas do Milénio – sete problemas matemáticos cuja resolução se reputava de extraordinariamente difícil, valendo cada um deles um prémio de um milhão de dólares.
Em que posição estamos hoje, 16 anos dentro do novo milénio? Meia dúzia dos problemas de Smale já foram resolvidos. Dois dos problemas do Milénio também já o foram. Permanece em aberto (e provavelmente permanecerá por muito tempo) o único problema comum às listas de Hilbert, Smale e Clay: a Hipótese de Riemann.
Mas, mais importante do que tudo isto: os resultados matemáticos mais importantes da última década não estavam em lista nenhuma. Muito provavelmente, a grande Matemática que se fizer no século XXI seguirá o preceito de Bohr: não está em nenhuma lista que possamos, hoje, conceber. Mas haverá seguramente algo a ganhar em possuir uma visão de conjunto.


ENTRADA LIVRE 
Público-alvo: Público em geral



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

FRONTEIRAS DA CIÊNCIA EM COIMBRA


Comunicado de imprensa do Rómulo:

“Fronteiras da Ciência” é o novo ciclo de palestras destinadas ao público em geral que decorrerão no Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade, entre 25 de Fevereiro e 15 de Julho do corrente ano. Esta iniciativa do Rómulo - Centro Ciência Viva da Universidade está ser coordenada por António Piedade, Bioquímico e Comunicador de Ciência.

Com este ciclo, constituído por 11 palestras, pretende-se dar a conhecer aos cidadãos interessados o estado actual do conhecimento científico em diversas áreas da ciência como sejam a Física, a Química, a Biologia, a Matemática, a Astronomia, a Antropologia, a Genética e a Saúde Humana. É um convite a uma viagem pelas fronteiras do conhecimento científico. Os palestrantes, convidados pelo Rómulo - Centro Ciência Viva da Universidade, são cientistas reconhecidos nacional e internacionalmente pela excelência da sua investigação científica e são também excelentes comunicadores da sua ciência ao grande público. Ao longo do ciclo, serão apresentados, numa linguagem acessível a todos, os desafios com que se deparam os cientistas das diversas áreas atrás indicadas e destacados os contributos para o nosso dia-a-dia resultantes do avanço do conhecimento científico.

É indicado a seguir a data de cada uma das palestras, o título e nome do respectivo palestrante:

 25 de Fevereiro – “Biogeografia da Cor”, por Jorge Paiva, Biólogo, Investigador no Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, galardoado com o Grande Prémio Ciência Viva 2014.

11 de Março – "Desafios da Química no século XXI”, por Paulo Ribeiro-Claro, Químico, Professor no Departamento de Química da Universidade de Aveiro.

 07 de Abril - “Determinismo e susceptibilidade: duas caras na fronteira da nova genética”, por Claudio E. Sunkel, Geneticista, Diretor do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Vice-diretor do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S).

 21 de Abril – “Neuroestimulação: o bom, o mau e o desconhecido”, por Alexandre Castro Caldas, Neurocientista, Director do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, foi até 2004 Professor Catedrático de Neurologia na Faculdade de Medicina de Lisboa e Director do Serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria em Lisboa.

 28 de Abril – "Onde estão hoje as fronteiras da Física? Da matéria e energia escura aos sistemas complexos", por Carlos Fiolhais, Físico, Professor Catedrático do Departamento de Física da Universidade de Coimbra e Director do Rómulo - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra

05 de Maio - "Um ESPRESSO para outros planetas", por Nuno Cardoso Santos, Astrónomo, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e Professor da Universidade do Porto.

19 de Maio – "Apesar de tudo, a vida é feita de moléculas", por Miguel Castanho, Bioquímico, é Professor Catedrático de Bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, desde 2007, e sub-diretor desde 2011. Coordena o Instituto de Medicina Molecular. É Vice-Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

02 de Junho – “Viajar com os ossos: da nossa história natural à resolução de casos criminais”, por Eugénia Cunha, Antropóloga, Professora Catedrática do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

16 de Junho – "Matemática para o século XXI", por Jorge Buescu, Matemático, Professor Associado com Agregação na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.

 01 de Julho – “Melhoramento Humano”, por Alexandre Quintanilha, Físico e Biólogo, Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Porto, investigador do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Deputado na Assembleia da República onde preside à Comissão de Educação e Ciência.

15 de Julho – “Envelhecimento”, por Miguel Godinho Ferreira, Biólogo Celular e investigador principal e director do grupo de investigação Telómeros e Estabilidade Genómica no Instituto Gulbenkian de Ciência.

Todas as palestras terão início pelas 18h00, com acesso livre ao público.
Rómulo - Centro Ciência Viva da Universidade está situado no piso 0 do Departamento de Física da Universidade de Coimbra.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

GUTENBERG NO SÉCULO XXI: ENTRE LIBERDADE E FRAUDE



Terça-feira, 18 de Novembro, pelas 18h00, no espaço Rómulo Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra.



Sobre a palestra:
"A publicação electrónica é uma revolução só comparável à de Gutenberg. Mas na Ciência ela faz esbater de forma assustadora a fronteira entre a liberdade de acesso e a fraude. Bem-vindo às aventuras de um matemático no Universo Open Access." 
Jorge Buescu


Esta palestra insere-se no ciclo "A Ciência no Dia-a-Dia" organizado por António Piedade.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

“43 MINIATURAS MATEMÁTICAS” PARA GRANDES DESCOBERTAS

Recensão do livro "43 Miniaturas Matemáticas" publicada primeiramente na imprensa regional.

O livro “43 Miniaturas Matemáticas” é o mais recente título, número 40, da colecção “O Prazer da Matemática” da editora Gradiva. Este livro surgiu como resposta ao desafio lançado a dez professores e investigadores do Departamento de Matemática da Universidade do Porto, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Matemática do Planeta Terra. Os autores são: Paulo Ventura Araújo, Maria Pires de Carvalho, Gabriela Chaves, Lucinda Lima, Christian Lomp, António Machiavelo, Ana Cristina Oliveira, José Carlos Santos, Carlos Correia de Sá, Maria do Céu Silva e João Nuno Tavares.

“Os pequenos textos que aqui (no livro) se apresentam pretendem dar breves retratos de alguns tópicos matemáticos, na esperança de que o seu conjunto dê uma ideia fiel da paisagem real da matemática”, pode ler-se no início do prefácio da autoria dos organizadores do livro, os matemáticos António Machiavelo, José Carlos Santos e João Nuno Tavares.

Cada um dos pequenos textos está escrito numa linguagem muito acessível e rigorosa, que aproxima mesmo o leitor mais reticente para o mundo maravilhoso da matemática. A organização deste livro conseguiu que o resultado final do convite aos dez autores se apresente muito equilibrado. Ao ponto de a leitura dos diferentes textos aparentar ter sido escrita por um único autor.

Os textos apresentam ou respondem a questões como: O que são as cónicas? O que é a quadratura do círculo? Existe diferença entre o zero e o vazio? Quantos pontos tem o infinito? O que é o teorema de Pitágoras? Como é a geometria da Terra? O que é a geometria analítica? E a geometria projetiva? O que são os quaterniões? Existe um hipercubo? Quais os pontos notáveis de um triângulo?

Em cada uma das 43 entradas para o conhecimento matemático, que podem ser lidas independentemente e na ordem mais apelativa ditada pela curiosidade do leitor, existem elementos adicionais mais que possamos saber mais. Existem ainda ilustrações e esquemas, estes elaborados pelos autores, que compaginam cada um dos textos facilitando a sua compreensão.

Recorde-se que a colecção “O Prazer da Matemática”, criada por Guilherme Valente, passou a ser dirigida a partir do número 39 pelo matemático e divulgador de ciência Jorge Buescu. E sobre este livro Jorge Buescu escreve, na contrapa do livro, o seguinte: «O que acontece quando se junta uma dezena de matemáticos? É inevitável: fala-se de matemática. É o que acontece neste pequeno livro – de uma forma simultaneamente brilhante e original. Sob a forma de miniaturas, onde um pequeno texto sobre uma ideia específica é acompanhado por curiosidades e ilustrações, os autores transportam-nos numa suave viagem pelas ideias da matemática: dos tipos de infinito aos hipercubos, da geometria à arte. Uma delícia para a mente.»

Como se pode ler também na contracapa, as 43 miniaturas servem “de aperitivo para descobrir como a matemática tem um notável potencial de revelação das estruturas e padrões que permitem compreender o mundo à nossa volta”.

É pois um excelente e cativante convite à leitura.

António Piedade

Referência Bibliográfica
Título: 43 Miniaturas Matemáticas
Autores: António Machiavelo, José Carlos Santos e João Nuno Tavares (orgs.)
Editora: Gradiva Publicações, S.A.
Colecção: O Prazer da Matemática
Páginas: 152
1ª edição: Julho de 2013
ISBN: 978-989-616-541-3

sábado, 10 de agosto de 2013

PORTUGUESES CONQUISTAM OURO, PRATA E BRONZE EM MOÇAMBIQUE

Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.


A 3.ª edição das Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OMCPLP), que decorreram em Maputo, entre 4 e 9 de agosto, valeu à equipa que representou Portugal na competição uma medalha de ouro, uma de prata e duas de bronze. Miguel Costa (12.º ano, Porto) foi o responsável pelo ouro, depois de ter conquistado uma medalha de prata no Brasil na anterior edição das OMCPLP. João Rocha (11.º ano, Valongo) arrecadou uma medalha de prata, à semelhança do ano passado, e David Andrade (9º ano, Albufeira) e Henrique Santos (10.º ano, Coimbra), os mais novos do grupo e estreantes nesta competição, alcançaram o bronze.

Estes olímpicos chegarão ao Aeroporto da Portela no domingo, dia 11 de agosto, pelas 08h50, no voo TP 0282, acompanhados pelos Professores António Salgueiro e Joana Teles.

São Tomé, Brasil e Moçambique foram os outros três países que participaram nesta 3ª Olimpíada de Matemática da CPLP. Segundo declarações efectuadas ao jornal Público pelo coordenador-geral das Olimpíadas, Luís Merca Fernandes, “os outros países da CPLP cancelaram a participação nestas Olimpíadas devido aos conflitos que tiveram lugar no país que sediou o evento”.

Recorde-se que a primeira edição da Olimpíada da CPLP teve lugar a Julho de 2011, em Portugal e a segunda no Brasil, em Julho de 2012.

A participação nas Olimpíadas de Matemática da CPLP é organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a selecção e preparação dos alunos está a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra. Esta iniciativa conta com o apoio do Ministério da Educação e Ciência, da Ciência Viva, do Banco Espírito Santo, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Pathena.

António Piedade a partir do comunicado da Sociedade Portuguesa de Matemática.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bons raios te meçam



O Solstício de Verão de 2013 é já amanhã, dia 21 de Junho. No hemisfério Norte, teremos a noite mais curta do ano e a sombra dos objectos atinge o seu valor mínimo.
Para celebrar esta efeméride no âmbito do Ano Internacional do Planeta Terra 2013, instituições e público em geral vão repetir uma experiência realizada pela primeira vez há mais de dois milénios, por Eratóstenes (276 a. C – 194 a. C).
Analisando a sombra de objectos em dois lugares diferentes, ao meio dia, e juntando alguma matemática, Eratóstenes foi o primeiro a apresentar um valor para o raio da Terra. Eratóstenes mostrava assim ser possível medir o raio da Terra usando os raios solares.
Quem quiser participar, pode dirigir-se a um dos seguintes locais, onde a experiência será feita junto do público: Centro Ciência Viva de Constância, Departamento de Matemática da Universidade dos Açores, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, Museu de Marinha, Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra, Observatório Astronómico de Lisboa, Planetário Calouste Gulbenkian, Planetário do Porto - Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Centro Ciência Viva de Estremoz, Escola Secundária Braamcamp Freire ou ainda na Ilha do Príncipe, na Praça Marcelo da Veiga em Santo António.

Mais informações em:
http://www.mat.uc.pt/mpt2013/bons-raios-te-mecam.html

Informação recebida de Carlota Simões, organização do Ano Internacional do Planeta Terra 2013

sexta-feira, 10 de maio de 2013

ISTO NÃO É (SÓ) MATEMÁTICA

Recensão efectuada para a revista Papel



A literatura portuguesa de divulgação de ciência tem ganho nos últimos anos obras de qualidade internacional. Uma delas foi publicada em Outubro do ano passado (2012) e, devo escrever, eleva o patamar da excelência e da exigência para este género tão importante para o desenvolvimento da cultura científica de um povo em liberdade. Estou a referir-me ao livro feito a quatro mãos por Alexandre Aibéo, que o escreveu, e por Pedro Aibéo que o ilustrou, e que tem por título “Isto não é (só) matemática”.

Editado pela QuidNovi, este livro rasga os cenários impossíveis e apresenta uma obra sui generis no panorama da divulgação científica escrita e desenhada originalmente em português. Sui generis, ou por outras palavras, única no seu género, pois os autores conseguem compaginar a divulgação acessível de conhecimento científico (com fórmulas matemáticas), com a ilustração na forma de cartoons e banda desenhada e com humor quanto baste para que o leitor não perca o fio à meada e lhe apeteça mesmo continuar a ler e ver.


Bom humor. E, se os cultores do género falam da inteligência intrínseca que existe no bom humor, então estamos perante um livro muito inteligente, que consegue, a meu ver, alcançar os seus objectivos: «abordar alguns aspectos que a Matemática trata mas sem estar muito preocupado com um formalismo muito denso, não pretendendo, com isso, carecer de rigor», conforme escreve Alexandre numa introdução intitulada “Ah não?”.

O livro está escrito num tom coloquial, com uma linguagem do dia-a-dia, o que facilita muito a eficácia com que consegue comunicar com o leitor. Prende livremente o leitor ao livro. E o leitor leva o livro com ele.

«Se “Isto não é Matemática”, então o que é?» assim começa a introdução. Os autores desafiam o leitor a descobrir a resposta a esta pergunta logo no início da introdução. O convite dos autores é ainda mais provocador, sem ser pretensioso, ao sugerirem que o leitor se prepare para uma caminhada de “mochila às costas”, ao longo de dez capítulos, cujos títulos apelam à curiosidade como uma boa inspiração de ar puro no cimo de uma montanha (ou num prado verde, como queiram): 1.º Naturais, reais e algo surreais; 2.º Balanças, baloiços e criminosos; 3.º Coelhinhos, zangões e conspirações; 4.º O que é o quê?; 5.º Bem, mal ou assim-assim?; 6.º Vou ver-me grego?; 7.º Evolução, taxas de juro, montes de dados e átomos radioativos; 8.º De origens e índios; 9.º Um mundo cheio de riscos e setinhas; 10.º Somas, cobrinhas e parêntesis indecisos?

Nuno Markl não ficou indiferente a este livro, muito pelo contrário. Sim, o autor de “O Homem que mordeu o cão”, que diz odiar matemática, «apesar de nunca lhe ter virado as costas», não só leu o livro como é dele o prefácio onde diz que tem «pena que este livro não lhe tenha aparecido mais cedo» na sua vida. Para Markl, este livro conseguiu estabelecer-lhe «o elo perdido entre os meus (dele) professores de Matemática e a Samantha Fox». «Eles (os Aibéo) conseguiram dar uma estranha espécie de sex-appeal à Matemática mas, mais importante do que isso, são pessoas inteligentes que perceberam que pelo humor é que vamos. Eles lograram criar um sacana de um livro de Matemática que tem piada», acrescenta Nuno Markl.

Por fim, e já que este é o primeiro livro de divulgação de ciência de Alexandre Aibéo, o necessário agradecimento pelo feito e o voto nesta assembleia de leitores, em que me incluo, para que seja (só) isso: o primeiro.

"Isto não é (só) Matemática" também aqui:
http://istonaoesomatematica.wordpress.com/ e https://www.facebook.com/istonaoe.matematica

António Piedade

sábado, 16 de março de 2013

Um Matemático Com Um a Menos


Texto recebido de Ana Luísa Alves (Bioquímica)


Quem trabalha na gestão de dados provenientes de estudos clínicos sabe que, periodicamente, tem de cruzar alguns desses dados. Ou seja, é necessário reconciliar os dados relativos a acontecimentos adversos graves, armazenados quer na base de dados clínica, quer na base de dados de segurança. O objectivo deste procedimento é que um certo dado se revele exactamente o mesmo (ou justificadamente parecido) em ambas bases de dados. E o mesmo princípio, por defeito profissional, apliquei à história que vos vou contar.

Quando fui aluna da FCUP à Praça Gomes Teixeira, conhecia relativamente bem todo o edifício, desde os diferentes departamentos, às bibliotecas, aos museus, ao salão nobre, à associação de estudantes e até à sala no último andar a partir de onde a Rádio Universitária emitia na frequência 99.4 mHz. Havia no Departamento de Matemática a Sala Luiz Woodhouse onde nunca entrei, mas onde sempre morri de curiosidade de o fazer.

Ora lendo um artigo sobre famílias em Coimbra no século XIX1, tropeço na família Woodhouse na Couraça de Lisboa, no tempo em que ambos os irmãos Woodhouse foram estudantes na Universidade de Coimbra. Como na bibliografia oficial diz que Luiz Inácio foi um estudante brilhante, resolvi investigar. Assim, inscreve-se no primeiro ano de Matemática em 18752 que veio a completar com distinção3 (2º Acessit em Matemática e 1º Acessit em Filosofia – Química mineral). No ano lectivo de 1878-79 reinscreve-se no terceiro ano4: Luiz Inácio foi veterano!

Finalmente forma-se em Ciências Matemáticas em 1881 com a distinção de Muito Bom, 19 valores5. Foi o único finalista do seu curso! Já no Porto obtêm o seu doutoramento6 em Ciências Matemáticas a 30 Novembro de 1918, pela universidade da referida cidade.

Quem costuma frequentar os autocarros da STCP que passam na Rua de Costa Cabral, sabe que uma das paragens é exactamente “Luís Woodhouse” que dá acesso à rua com esta toponímia. A placa exibe os anos de nascimento e da morte deste ilustríssimo lente de Matemática.  Sem sair de casa, dei um salto ao Arquivo Distrital do Porto cujos registos paroquiais passaram a estar disponíveis online e nada de dar com o baptismo de Luiz Inácio no ano de 1858. Até que “BINGO”, ali estava ele na freguesia de S. João do Douro, juntamente com uma carta7 de seu pai, o Dr. Roberto Woodhouse, elucidando que seu filho havia nascido no dia 31 Julho 1857, tendo sido baptizado a 15 de Agosto do mesmo ano. Ou seja, Luís Inácio nasceu um ano antes do que consta na literatura8.

Se este episódio ocorresse a propósito de um caderno de recolha de dados num ensaio clínico, enviaria um query ao investigador principal pedindo-lhe que riscasse o ano de nascimento com uma caneta azul ou preta, escrevesse ao lado o ano correcto e paragrafasse a correcção. E assim se limparia um erro da base de dados. Nesta situação, o melhor é pegar nas lãs e crochetar um modelo hiperbólico9...


1-Guilhermina Mota (2010): Famílias em Coimbra nos séculos XVIII e XIX. Revista de História da Sociedade e da Cultura, 10 Tomo II , 353-385.
2- Annuario da Universiade de Coimbra – Anno lectivo de  1875 a 1876. Coimbra 1875
3- Annuario da Universiade de Coimbra - Anno lectivo de  1876 a 1877, pag 60-1. Coimbra 1876
4- Annuario da Universiade de Coimbra - Anno lectivo de  1878 a 1879. Coimbra 1878
5- Annuario da Universiade de Coimbra - Anno lectivo de  1881 a 1882. Coimbra 1881
6- Livro de registo de doutoramentos deprofessores. 1917-1943. Arquivo Digital UP 
7- Baptismos Foz do Douro – Porto 1853-05-12/1859-12-20, PT/ADPRT/PRQ/PPRT05/001/0015
8- Piranha Gomes (1989): Roberto Guilherme Woodhouse (1828-1876) - Resposta aos detractores e mofadores da religião e dos seus ministros. Lusitania Sacra, 2ª série, 1, 149-177.
9- Alexandra Nobre (2013): A Biologia, a Matemática e o Croché. Blog De Rerum Natura (http://dererummundi.blogspot.pt/2013/03/a-biologia-matematica-e-o-croche.html)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Isto Não é (Só) Matemática

Isto Não é (Só) Matemática
de Alexandre e Pedro Aibéo
Editora QuidNovi 

Isto Não é (Só) Matemática, eis o título da primeira obra da autoria de Alexandre Aibéo (texto) e do seu primo, Pedro Aibéo (ilustração).

Em primeiro lugar, a necessária declaração de interesses: conheço o Alexandre desde 1996, ano em que entrei na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e no mesmo curso do Alexandre - Astronomia - e este foi o último livro que tive o prazer de trabalhar e "recomendar" na editora QuidNovi antes da minha saída dessa mesma editora. Tem, por isso, uma dupla dose emocional a minha ligação a este livro...

Devo dizer (escrever) também em tantos anos que levo como leitor apaixonado de divulgação científica, nunca encontrei uma obra tão "deliciosamente estranha" como esta. Esta "estranheza" é, neste caso, um perfeito adjectivo; é uma obra de pura divulgação científica? É. É uma obra de banda desenhada? Também. É humor? Definitivamente. Seja por palavras, seja pelos recheados "cartoons humorísticos" que contém.
Não, a Matemática não é fácil. Não tem de ser necessariamente assustadora. E esse é a principal valia do esforço do Alexandre: tem a honestidade (e legitimidade) intelectual para reconhecer a imagem diabólica que a Matemática tem mas aproveita precisamente essa "onda de temor" para a transformar em "onda de humor"; como muito bem indica o Nuno Markl no prefácio, "é pelo humor que vamos", é o humor que deve ser o combustível para esta longa caminhada que leva os leitores desde as mais fundamentais noções matemáticas, as suas raízes históricas, as suas aplicações e implicação no nosso quotidiano até a um patamar de mínima compreensão, de mínima curiosidade. É, precisamente, o acto de resgatar essa "mínima curiosidade" que constitui, por vezes, o mais hercúleo desafio de qualquer bom autor de divulgação científica. E o magistral diálogo entre a mais refinada e cientificamente inatacável prosa literária do Alexandre e o traço único e irónico do Pedro fazem deste livro algo absolutamente sui generis no panorama da literatura de divulgação científica em Portugal e, arrisco-me a declará-lo, mesmo em termos internacionais. 

O Alexandre Aibéo de 2012 é precisamente o mesmo que tive a honra e prazer de conhecer em 1996; totalmente apaixonado e entendendo como "espírito de missão" esta coisa bela da "arte da divulgação científica"... o Alexandre estará para sempre ligado à criação dessa aventura associativa chamada GIRA - Grupo de Informação e Recreação Astronómica - e que foi o primeiro projecto de amor pela comunicação da Ciência de tantos jovens estudantes do curso de Astronomia do Porto, entre eles o autor deste post, o Pedro Russo (sim, o Coordenador do Ano Internacional da Astronomia em 2009) e o Ricardo Reis (do Núcleo de Divulgação do Centro de Astrofísica da UP), apenas para citar alguns. O entusiasmo, dedicação e qualidade que o Alexandre emprestava a cada projecto sempre foi absolutamente contagiante, incendiando ainda mais o nosso prazer por tal "ofício". Resumidamente: o livro do Alexandre é a extensão literária desse fogo e de delícia de partilha que sempre foi a imagem de marca do autor, algo que hoje também podemos constatar como evidente após a vitória que o mesmo obteve em 2010 no concurso FameLab... 


O livro tem um blog, uma página no Facebook e o lançamento será esta 6ª feira, pelas 21:30h, na Fnac do NorteShopping e terá, no dia seguinte, uma apresentação na Bertrand Palácio do Gelo Shopping, em Viseu, pelas 16h.

Os presentes e futuros patamares de excelência da literatura de divulgação científica escrita em português passam por este nome: Alexandre Aibéo. E isto está muito, muito longe de ser apenas a convicção de um amigo...

Parabéns, Alex!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

“O NÚMERO DE OURO”

Recensão primeiramente publicada na imprensa regional portuguesa.

O que é que têm em comum a bela distribuição das pétalas de uma rosa, as esplendorosas conchas em espiral dos moluscos, o famoso quadro de Salvador Dali “o Sacramento da Última Ceia”, a reprodução dos coelhos e a forma das galáxias? O “número de ouro”.

O “número de ouro”, igual a 1,6180339887…(uma dizima infinita não periódica) é comummente identificado pela letra grega fi (ϕ), a primeira letra do nome Fídias, escultor grego (c. 490 a c. 430 a.C.) cujas esculturas terão sido supostamente influenciadas pela proporção indicada pelo “número de ouro”.

Esta ligação entre a matemática e as artes é muito mais comum e antiga do que normalmente temos presente, remontando seguramente à civilização jónica. O “número de ouro” tem fascinado não só artistas plásticos mas também biólogos, físicos, astrónomos, músicos, historiadores, arquitectos, psicólogos, filósofos, místicos, entre outros. De facto, o "mistério" da frequência com que este número aparece ao longo da vida inspirou e influenciou pensadores de todas as disciplinas como nenhum outro na história da matemática.

O “Número de Ouro” é também o título no novo volume (n.º 195) da incontornável colecção “Ciência Aberta, da editora Gradiva que o acaba de publicar. Com a autoria do astrofísico Mario Livio (do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial Hubble), “O Número de Ouro – a história de Φ , o número mais assombroso do mundo”, recebeu o Prémio Internacional Pitágoras - Peano - para melhor livro de divulgação matemática. Este livro é de facto fascinante e está escrito de uma forma muito cativante.

Mario Livio vai muito para além de descrever as propriedades matemáticas, geométricas, associadas ao número de ouro. Ao longo de nove capítulos (1 - Prelúdio a um número; 2 - A frequência e o pentagrama; 3 - Debaixo de uma pirâmide a apontar para as estrelas?; 4 - O segundo tesouro; 5 - Filho afortunado; 6 - A divina proporção; 7 - A liberdade poética também é um direito dos pintores; 8 - Dos mosaicos aos céus; 9 - Deus será matemático?), o autor guia-nos através da história da matemática e da humanidade, numa linguagem sóbria e fluída, contida no entusiasmo que o número desperta constantemente.

Mario Livio desmistifica e desmonta inúmeras associações, forçadas, erradas, documentadas em fontes dúbias ou mesmo inexistentes, e que existem na literatura sobre a presença do “número de ouro” em várias obras de arte e arquitectónicas da história da humanidade. Através de uma análise rigorosa às fontes e aos argumentos que vários autores usaram ao longo da história do “número de ouro”, o autor deste livro eleva-nos ao interesse genuíno sobre este número de forma arrebatadora e despojada de falsa ciência.

O astrofísico escreve no primeiro capítulo do livro (Prelúdio a um número) que o objectivo de nos ajudar a obter alguns conhecimentos sobre as bases daquilo a chama a “numerologia de ouro” assim como o de transmitir o lado humano que sempre esteve presente na história deste número, norteou a sua escrita.

Para Roger Penrose, emérito matemático da Universidade de Oxford, este livro é “um trampolim maravilhoso para o extraordinário mundo da matemática e da sua relação com o mundo físico tal como encarado da Antiguidade aos tempos modernos”. 

Ao sabor de inúmeras histórias, e à “boleia” do “número de ouro”, Mario Livio consegue transmitir de forma simples inúmeros conceitos e elementos que são fundamentos de várias áreas da matemática. Ao descrever as propriedades implícitas no “número de ouro”, faz um apelo à nossa atenção para mundo à nossa volta e usa a matemática para salientar a sua beleza e o fascínio, o espanto, que as coisas misteriosas sempre despertaram na mente humana. 

Recomendável, ou mesmo imprescindível, para mostrar o quanto a matemática é útil para o conhecimento do cosmos e como ela está presente na sua beleza.

António Piedade

Ficha bibliográfica:
O Número de Ouro - A história de Fi, o número mais assombroso do mundo
Autor: Mario Livio
Editora: Gradiva
Colecção: Ciência Aberta
Páginas: 392
Ano de edição: 2012
ISBN: 978-989-616-496-6
Capa: Brochado (capa mole)

sábado, 28 de julho de 2012

OURO E PRATA PORTUGUESA NAS OLIMPÍADAS


Os alunos portugueses conseguiram superar a primeira participação nas Olimpíadas de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OM CPLP) e trazem para Portugal uma medalha de ouro e três de prata. David Martins (10º ano - Escola Secundária de Mirandela) conquistou a medalha de ouro. Diana Macedo (12º ano - Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja), Miguel Costa (11º ano - Grande Colégio Universal, Porto) e João Rocha (10º ano - Colégio Paulo VI, Valongo),trouxeram de “terras de Vera Cruz” medalhas de prata.

À semelhança da edição anterior das OM CPLP todos os países em competição, e que marcaram presença nesta segunda edição das OM CPLP, foram medalhados. Esta competição (anteriormente designada Olimpíadas de Matemática da Lusofonia) já tem a sua próxima e terceira edição agendada no próximo ano para Maputo, em Moçambique.

A equipa portuguesa regressa este fim-de-semana da cidade brasileira de São Salvador, na Bahia, onde decorreu a competição, e chegará ao Aeroporto da Portela, em Lisboa, na madrugada de domingo, dia 29 de julho.

A estreia das Olimpíadas da CPLP realizou-se no ano passado em Coimbra e reuniu estudantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.Em 2011, todos os países participantes conquistaram medalhas, prova do esforço e da dedicação que estes estudantes demonstraram ao longo da competição.Portugal arrecadou então uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze.

A participação nas Olimpíadas da CPLP é organizada pela Sociedade Portuguesa de Matemática, e a seleção e preparação dos alunos está a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

2ª OLIMPÍADA DE MATEMÁTICA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA


A 2ª Olimpíada de Matemática da Comunidade dosPaíses de Língua Portuguesa (CPLP) está a decorrer no Brasil. A competição desenrola-se até dia 28 de Julho, na cidade de Salvador da Baia, reunindo 28 estudantes do ensino secundário da Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste (4 elementos de cada país representado).

Os representantes portugueses são David Pires Tavares Martins (10º ano - Escola Secundária de Mirandela), Diana Zorro Nobre Mesquita Macedo (12º ano - Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja), João Filipe Ferreira Gonçalves da Rocha (10º ano - Colégio Paulo VI, Valongo), Miguel Pereira Torres da Costa (11º ano - Grande Colégio Universal, Porto), todos alunos do ensino secundário.

A equipa nacional, liderada pela Professora Joana Teles (Dep. Matemática da Universidadede Coimbra) participa com a expectativa de trazer na bagagem algumas medalhas, mas também a experiência de partilha de conhecimentos e de momentos memoráveis a nível internacional.

Os resultados da prestação portuguesa em “terras de Vera Cruz” serão conhecidos no próximo dia 28 de julho. Relembre-se que a 1ª Olimpíada da CPLP realizou-se no ano passado em Coimbra e que Portugal arrecadou então uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze.

 

A participação nas Olimpíadas da CPLP é organizada pela Sociedade Portuguesade Matemática, e a seleção e preparação dos alunos está a cargo do Projecto Delfos, do Departamento de Matemática da Universidadede Coimbra.



António Piedade (a partir do comunicado da Sociedade Portuguesa de Matemática)