Para comemorar os 12 anos do Pavilhão do Conhecimento, cujo aniversário tem programa próprio no dia 25 de Julho, escrevi 12 textos, contos, diálogos, sobre ciência.
Cada texto é acompanhado de desenhos da ilustradora Diana Marques.
Exemplares de cada um dos doze textos, devidamente paginados e produzidos pela equipa do Pavilhão do Conhecimento, vão estar literalmente pendurados num cordel, dito de ciência, num espaço a descobrir neste Centro Ciência Viva, na Alameda dos Oceanos, em Lisboa.
Assim, no cordel estarão os textos, à espera de uma mão que os de lá tire, desdobre, leia e leve no bolso. Converse com os seus próximos sobre os temas que lá são tratados: astronomia, matemática, química, biologia, física, bioquímica, neurociências, história da ciência...
Coleccione-os. Tire-os do cordel...
Apareçam.
António Piedade
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sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Tertúlia: "A escrita na comunicação de ciência"

Na próxima 3ª feira, dia 31 de Maio, pelas 18h00, vai realizar-se na Casa da Escrita, uma tertúlia sobre "A Escrita na Comunicação de Ciência".
A tertúlia, que é dirigida ao público e não só a cientistas, terá como intervenientes: a Vice-Reitora da Universidade de Coimbra a Doutora Clara Almeida Santos, o Doutor Carlos Fiolhais (Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho), o Doutor Victor Gil (Exploratório), o Doutor Paulo Gama Mota (Museu da Ciência da Universidade de Coimbra) e o Doutor João Maria André (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra).
Este painel será moderado por António Piedade, que também apresentará os resultados, inéditos, de um inquérito efectuado em Abril de 2011 exactamente sobre a comunicação de ciência através da escrita.
De notar que estarão reunidos nesta tertúlia os directores de três espaços dedicados à interacção da ciência com o publico geral: Museu da Ciência da UC, Exploratório Centro de Ciência Viva e o Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho.
Entrada Livre
terça-feira, 17 de maio de 2011
O QUE É UM EXPLORADOR?
Crónica semanal publicada no Diário de Coimbra.
A propósito do 2º Aniversário do Exploratório Ciência Viva Coimbra
Por definição, um explorador é alguém que viaja por um território novo ou pouco conhecido, com o objectivo de o investigar, estudar e conhecer os seus diversos aspectos, ou aprofundar conhecimento sobre ele anteriormente adquirido.
Diga-se, de passagem, que a actividade de explorar o meio envolvente é inerente à vida.
As actividades exploratórias humanas ultrapassaram, muito além, a procura do garante da sua sobrevivência. Muitos exploradores humanos arriscaram o limite da sua sobrevivência, ou trocaram altruisticamente a própria vida, movidos pela curiosidade, pela vontade de descobrir o desconhecido, de saber sempre mais. Os exploradores derrotaram o medo e trocaram-no por conhecimento. Útil.
Um número incontável de exploradores aproximou o longínquo aos nossos sentidos, tornou próximo e comum o que era distante e desconhecido, robustecendo a cultura humana com um conhecimento cada vez mais profundo do Universo.
Apesar de a ideia do explorador estar muito associada à viagem, muito do conhecimento sobre a natureza da matéria e energia de que somos feitos foi desbravado por exploradores a que chamamos cientistas. Através do método experimental, mas também através do engenho movido pelas ideias, pelo pensamento, novos territórios, antes não pressentidos, foram descobertos, investigados, compreendidos.
A ciência revelou novos territórios para explorar. Muito para além da nossa imaginação e percepção, surgiram territórios uns sub-atómicos e outros astronómicos. Horizontes de espaço e de tempo que ultrapassaram a dimensão humana.
Em 1969, enquanto um explorador humano (Neil Armstrong) pisava a Lua pela primeira vez, um outro território de exploração era inaugurado em São Francisco (Estados Unidos): o Exploratorium.
Resultante de uma ideia inovadora do físico norte-americano Frank Oppenheimer, o Exploratorium rompeu com a concepção tradicional dos museus de ciência e, numa simbiose entre ciência e arte, convidou os cidadãos a explorar os territórios da ciência de uma forma interactiva, permitindo que cada um explorasse o conhecimento científico, tivesse a sensação da descoberta, sentisse o fascínio da compreensão do mundo.
Em Portugal, foi Coimbra que acolheu, em 1995, o primeiro centro interactivo de ciência: o Exploratório Infante D. Henrique. A associação ao Infante Navegador explicitava bem o convite à exploração, à descoberta.
Apesar de a história deste centro interactivo de ciência não caber neste espaço, importa dizer que o próprio Exploratório, que começou por estar instalado na Casa Municipal da Cultura, conquistou novos espaços e mudou-se, em 2009 (faz no dia 19 dois anos), para a margem esquerda do Mondego, no Parque Verde. E a homenagem ao Infante Navegador continua presente nas aparentes velas latinas na arquitectura do edifício (são figurativas, pois a sombra que causam projecta no solo a imagem de um astrócito, célula da glia cerebral), como se este estivesse sempre pronto para descobrir novos mundos.
Faço um convite aos exploradores, que somos afinal todos nós: tragam a curiosidade e a sede de saber e venham descobrir, no Exploratório, como o nosso mundo funciona. Não ficarão indiferentes e a interacção semeará vontades de voltarem outras vezes, com familiares e amigos.
Coimbra deveria estar orgulhosa com este espaço de ciência que vive o Mondego. Tal como o país.
A cidade deveria, por isso, vir comemorar este 2º Aniversário do Exploratório Ciência Viva (ver programa aqui). Deveria vir explorar a ciência!
António Piedade
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