domingo, 7 de outubro de 2007

Evolução e Criacionismo - Uma relação impossível

Com início na próxima segunda feira e até dia 12 de Outubro, decorrerão diariamente na Culturgest, a partir das 18h30mn, conferências sobre Evolução e criacionismo integradas no ciclo «Evolução e Criacionismo - Uma relação impossível». Mais informações podem ser encontradas na página da Culturgest, de que transcrevo a apresentação do ciclo.

«Desde que Charles Darwin publicou A Origem das Espécies e a Descendência do Homem, evolucionistas e criacionistas já se enfrentaram em muitas batalhas. A mais mediática foi em 1925, o Julgamento de Scopes, onde estava em causa o direito de ensinar a teoria da evolução. Desde então, o Darwinismo foi profunda e detalhadamente explicado, graças ao conhecimento que entretanto se acumulou em Genética de populações, Genética molecular, Ecologia, Filogenia, Paleontologia, Sociobiologia e Etologia.

Também o criacionismo se foi modificando, multiplicando-se em diversos movimentos, alguns muito divergentes entre si. O de maior visibilidade e impacto mediático actual é chamado “Criacionismo Científico”. Os movimentos de Criacionismo Científico tomaram grande fôlego e têm empreendido na última década campanhas políticas nos Estados Unidos no sentido de modificar os programas escolares, ora para suprimir o ensino da evolução ora para incorporar as teorias criacionistas nas aulas de ciências.

Este conflito inicialmente vivido nos EUA é agora iminente na Europa. A influência criacionista no ensino e na divulgação da ciência já não é apenas de movimentos de inspiração cristã vindos dos EUA, mas também de inspiração islâmica, ou seja, movimentam-se agora mais dinheiro e pessoas. Bento XVI também tem uma posição mais conservadora do que o seu predecessor João Paulo II relativamente à evolução e ao grau de ingerência que a religião deve ter no domínio do saber académico.

Há consequências previsíveis para o futuro da ciência e da humanidade e implicações sociais e morais para cada um dos cenários que pode resultar da batalha que agora se trava. Esta série de palestras baseia-se no livro com o mesmo título da autoria dos palestrantes e que trata o passado histórico deste conflito e o modo como a história se repete, discute as razões pelas quais a evolução tem sido tão mal-interpretada e tão combatida por certos sectores da sociedade e explica a evolução de modo resumido e simples, dando exemplos de evolução observada de facto e esclarecendo alguns mal-entendidos comuns».

34 comentários:

Anónimo disse...

Textual Reliability / Accuracy Of The New Testament

"As for the issue of the early manuscripts establishing the "authenticity" and "general integrity" of the New Testament, one has to look at the controversies that engulfed early Christianity and how that was reflected in the early manuscripts of the New Testament.
In the earliest Christian periods, the professed followers of Jesus were engaged in intense polemics against each other.
In this highly charged atmosphere, accusations of moral, ethical and theological corruption rifled back and forth, with various parties accusing the other of corrupting and fabricating 'scripture'.
The secular polemist Celsus (lived during the reign of Marcus Aurelius, 161–180 CE) accuses the early Christians of changing their scriptures simply to improve their arguments against their opponents, "Some of the believers ... have changed the original text of the Gospels three or four times or even more, with the intention of thus being able to destroy the arguments of their critics."[58]
Origen (c. 185 – c. 254 CE) does not dispute the existence of such changes, but counters Celsus argument seeking to soothe the importance of these changes by stating that such changes to the text were initiated by 'heretics' such as Marcion, Valentinus and Lucanus.
Without any recourse to the original autographs, Origen aptly observes, "It is an obvious fact today that there is much diversity among the manuscripts, due either to the carelessness of the scribes, or to the perverse audacity of some people in correcting the text, or again to the fact that there are those who add or delete as they please, setting themselves up as correctors."[59]
Origen is known to have sought out information regarding the variant readings in the Greek New Testament.
In fact, in some passages that presented specific exegetical problems, Origen suggested that perhaps all of the manuscripts that were available may have been corrupted! Certainly not the first to display puzzlement over the text of the New Testament, Origen is followed by a host of other prominent Church fathers who grappled with the differences in the biblical text."

Anónimo disse...

Perguntem ao Professor Behe ?

"Cada casa, naturalmente, é construída por alguém, mas quem construiu todas as coisas é (?) Deus." - [Hebreus 3:4]

A revista tjota "Despertai!" (8/5/1997, pág. 5) entrevistou Michael Behe, professor de bioquímica na Universidade de Lehigh, Pensilvânia, EUA.

A adesão das TJ às teses IDiotas será apenas uma estratégia "conveniente" ?

Anónimo disse...

http://www.iconsofevolution.com/

Anónimo disse...

"A única palavra que os Darwinistas usam menos frequentemente do que 'design' é 'eugenia'. Este termo desapareceu no buraco da memória de Darwin logo após a Segunda Grande Guerra porque os programas Nazis que aplicaram o Darwinismo à medicina tornaram a verdadeira natureza da eugenia tão aparente que não podia mais ser negada. Assim foi esquecida."

Dr. Michael Egnor, nível acadêmico Professor, neurocirugião norteamericano

Joana disse...

Lá começaram os anónimos cobardes e acéfalos com as mentiras descaradas.

Sobre o criacionismo de Hitler, veja-se o post da Palmira "Capacidade de indignação"

A minha capacidade de indignação atingiu o seu limite quando vejo escancarado mais um estafado reductio ad Hitlerum, isto é, leio que «Hitler era um grande crente na concepção puramente biológica do ser humano» e que foi esta crença «darwinista» a grande culpada pelo Holocausto, o que é completamente falso! Claro que o facto de Hitler ser criacionista não é argumento para nada mas o argumentum ad nazium é tão recorrente no discurso de criacionismos sortidos que resolvi, de uma vez por todas, explicar porque é um tiro no pé mencionar na mesma frase nazismo e evolução.

Como já referi em relação ao documentário Darwin's Deadly Legacy: The Chilling Impact of Darwin's Theory of Evolution, Ed Brayton nos Despachos das Guerras Culturais, explica como uma análise da prosa e discursos de Hitler, por exemplo do Mein Kampf, mostra claramente que o sociopata não só acreditava ter sido o homem criado à imagem de Deus como negava como absurda a hipótese de evolução do homem de um ancestral comum aos restantes primatas.

Joana disse...

Sobre o mentecapto, devoto e inevitavelmente mentiroso Michael Egnor há quilos de posts nos ScienceBlogs

Estes chegam:

Egnor mangles the history of eugenics

Unprofessional"? Moi? Dr. Egnor attacks over marketing Darwinism

If our influence is measured by the power of our enemies … I'm in trouble now

Egnor's latest kook-fests

More astonishing 'Egnorance'

Joana disse...

Mais uns :))

Michael Egnor, Whig historian

The cunning Egnor evasion

Dr Michael Egnor challenges evolution!

Anónimo disse...

Internal inconsistency of the Bible ou ”Internal consistency” of the Bible ?

"The concern with "apparent" biblical inconsistencies has a long history.

Already in the second century, a pagan critic, Celsus, complained that Christians manipulated their sacred texts at will.
The church father Origen spoke of the "great" number of differences among Gospel manuscripts.

The critiques of the early Jewish scholar Hiwi al-Balkhi had already raised concern amongst rabbis of the geonic period.

The text, A Critical History of the Text of the New Testament, written by Richard Simon, a French priest, appeared in 1689.

This was followed in 1707 by the ground breaking edition of the Greek New Testament by theologian John Mill in which he identifies some 30,000 places of variation (mainly spelling differences) from the oldest available texts.

Another classic text which discusses "some" internal contradictions is The Age of Reason by Thomas Paine, published in 1794."

Anónimo disse...

Ó Joana, pare de espumar que isso não muda a realidade e só lhe faz mal, péssima imagem que dá uma defensora do evolucionismo :)relaxe vejá lá o tipo de respostas que o Richard Dawkins dá e abra a pestana:

http://www.youtube.com/watch?v=zaKryi3605g

O próprio Dawkins publicou uma resposta a este vídeo onde tentou responder ao "Desafio da Informação". Leiam a resposta de Dawkins aqui (http://www.skeptics.com.au/articles/dawkins.htm) e vejam se ele não tem ainda que responder satisfatoriamente à questão!

Anónimo disse...

CELSUS, a Greek philosopher who in the second century (about 178) wrote a book against the Christians, to which Origen replied with his Contra Celsum.

Nothing is known either of the book or of the author, except what can be gathered from Origen's reply

Anónimo disse...

(sem acentos)
Como cientista que sou, nao vou perder tempo a ridicularizar o criacionismo. E impossivel para a ciencia debater abertamente com a nao-ciencia (e na nao-ciencia incluo religiao, fe, estupidez). O metodo cientifico esta bem discrito, e nao e por ler blogs, wikipedia ou artigos de opiniao que me vou tornar cientista. O grande problema dos criacionistas e que, normalmente, nao sao cientistas; logo ultrapassam os limites cientificos para provar erradamente naquilo em que acreditam. Nao ha verdades absolutas mas em relaçao as mentiras....
De uma vez por toda, a ciencia tem de perceber que nao consegue debater com mentecaptos, por isso o melhor e abstrair-se. Alem disso, se Darwin tiver certo, logo vimos daqui a uns anos em que acreditamos.

B.

Anónimo disse...

Celsus

"Celsus (Greek: Κέλσος) was a 2nd century Greek philosopher and opponent of Christianity. He is known to us mainly through the reputation of his literary work, The True Word (Account, Doctrine or Discourse) (Λόγος 'AληΘής), almost entirely reproduced in excerpts by Origen in his counter-polemic Contra Celsum of 248, 70 or 80 years after Celsus wrote."

Ver:

1) External links;
2) Celso,"Contra os Cristãos", Editorial Estampa, 1991.
Cito, da Nota Prévia, páginas 9-10:

"É pois à curiosidade de um bibliófilo, Ambrósio e ao zelo de um cristão, Orígenes, que se devem estas páginas.
Assim temos hoje sete décimos da obra de Celso, palavra a palavra, e nove décimos da substância."

Anónimo disse...

Celse

"Une ironie de l'histoire fait que son texte, qui a été perdu, ne nous est parvenu que par des extraits contenus dans une réponse de son grand contradicteur Origène.
Sous le titre de Discours véritable, il s'agissait d'un ouvrage où il attaquait le Christianisme naissant par les armes du raisonnement et par celles du ridicule, et qu'Origène crut devoir réfuter."

"Au niveau religieux il réfute les prétentions chrétiennes (et juives) à être la seule vraie religion. Il réfute le statut de Jésus de Nazareth dans le christianisme et affirme que ce n'est qu'un simple mortel, chef de bande, dont l'histoire a été enjolivée par les chrétiens en s'inspirant notamment des mythes païens. Il fait une critique des principaux récits fondateurs bibliques et la théologie chrétienne."

"Au niveau philosophique et moral, il réfute la supériorité morale du christianisme par rapport aux religions païennes, en déclarant que la morale chrétienne n'est pas originale, et est copiée de la morale des philosophes, mais présentée de façon vulgaire et stupide."

Anónimo disse...

Le souffle de vie des bactéries

Enfouies dans un sous-sol gelé pendant plusieurs centaines de milliers d'années, des bactéries respirent encore et réparent régulièrement leur ADN.

"Bien que piégées dans la glace depuis un demi-million d'années, des bactéries par viennent néanmoins à conserver un souffle de vie !
La découverte d'une équipe internationale dirigée par Sarah Stewart Johnson, du Massachusetts Institute of Technology (Cambridge, Etats-Unis), remet en question nos connaissances sur ces micro-organismes fascinants. Jusque-là, l'hypothèse dominante était la suivante : dans un sous-sol gelé, les bactéries se mettent en dormance en s'enfermant dans des spores et en cessant toute activité métabolique pour survivre aux conditions extrêmes.
De fait, plusieurs travaux antérieurs avaient permis de faire revenir à la vie des bactéries de plusieurs centaines de milliers d'années.
Mais s'agissait-il vraiment de dormance pour des organismes aussi vieux ?
Sarah Stewart Johnson n'y croyait pas pour la bonne raison que cet état «comateux» nuit à la bonne conservation de l'ADN. En effet, après quelques dizaines de milliers d'années, la molécule commence à se déliter en petits bouts, attaquée par des réactions chimiques destructrices telles que l'hydrolyse ou l'oxydation.
Et, passé un certain temps, le génome est trop dégradé pour permettre à la bactérie de retrouver ses fonctions vitales.
La dormance ne pouvait donc pas tout expliquer.
Pour en avoir le coeur net, l'équipe a collecté des échantillons de bactéries enfermées dans du permafrost sédimentaire - sol perpétuellement gelé - dans le nord-est de la Sibérie, au nord- ouest du Canada, et en Antarctique. La biologie moléculaire a confirmé leurs pressentiments : ces bactéries cacochymes, jusqu'à 600 000 ans d'âge, présentent une molécule d'ADN intact.
C'est donc que, durant leur «captivité», elles ont conservé une fonction de maintenance permettant de réparer leur matériel génomique.
Cette activité métabolique a été confirmée par un second test : dans la glace, les vieilles cellules dégagent du CO2. Elles respirent donc toujours.
Comme le souligne la chercheuse, cette étude permet de considérer d'un oeil nouveau les stratégies de vie extraterrestre étant donné que les conditions environnementales sur Mars ou sur Europa, un satellite de Jupiter, sont très similaires à celles du permafrost terrestre..."


Sciences et Avenir, Octobre 2007

Anónimo disse...

Apesar de muitos cientistas respeitados dizerem que a teoria da evolução é um facto, outros cientistas não menos respeitados discordam:

"Esta teoria pode chamar-se a ‘Teoría Geral da Evolução’ e a evidência que a apoia não é suficientemente firme para nos permitir considerá-la como algo mais que uma hipótese de trabalho." [Kerkut, G. A.: Implications of Evolution (Implicações da Evolução), New York, Pergamon Press, 1960 p.157.]

Outro cientista diz: "A evolução é um conto de fadas para adultos. Esta teoria não ajudou em nada ao progresso da ciência. É inútil." [Professor Louis Bouroune, citado in ‘The Advocate’, 8 de março de 1984, p. 17. Ele foi Presidente da Sociedade Biológica de Estrasburgo e Director do Museu Zoológico de Estrasburgo, e depois Director de Investigação no Centro Nacional de Investigação Científica francês].

"Em vez de encontrar o desenvolvimento gradual da vida, o que os geólogos do tempo de Darwin, e até o dia de hoje, na realidade acham é um registo fóssil muito desigual ou por saltos; ou seja as espécies aparecem muito repentinamente em sequência, mostram escassa mudança ou nenhuma durante o seu período de existência, e depois abruptamente desaparecem. E nem sempre resulta claro – de facto, rara vez resulta claro - que os descendentes estivessem melhor adaptados que os seus predecessores. Em outras palavras, o melhoramento biológico é difícil de achar." [Dr. David Raup (Curador, Museu Field de História Natural, Chicago), ‘Conflicts between Darwin and paleontology’(Conflitos entre Darwin e a paleontología). Field Museum of Natural History Bulletin, vol. 50 (1), 1979, pp. 22-29.]

Anónimo disse...

HÁ MUITOS PROBLEMAS COM A TEORIA DA EVOLUÇÃO

Primeiro, está o problema de que a vida tenha surgido espontaneamente "do nada". Para que a vida surgisse por azar teria sido necessário uma incrível quantidade de tempo e uma incrível quantidade de combinações de moléculas. Ainda que muitos cientistas digam que ambas as condições se deram na terra, isto é matematicamente falando, virtualmente impossível.

Em segundo lugar, está o problema da formação continuada de novo material genético. O desenvolvimento de novo material genético dentro dos organismos é também um problema muito sério. A molécula de ADN é tão complexa que é basicamente impossível que uma apareça por azar.

Em terceiro lugar, está o problema da linha ancestral da espécie humana, a qual está cheia de lacunas. A evidência histórica acerca da linha dos ancestrais dos seres humanos(ou linhagem dos hominídeos) pode clarificar-se em três categorías: símio puro, homem puro, e fraudes. Isto significa que a linhagem evolutiva do homem na realidade não existe. Há enormes ocos. Você ouviu a expressão "o elo perdido". O que não ouviu seguramente é o "elo descoberto" ou o "elo achado". Isto acontece porque até agora continua sem ser achado.

Em quarto lugar, está o problema dos elos perdidos de todas as outras espécies. Nenhuma das linhagens evolutivas de qualquer animal terrestre, ave ou peixe, nem dos vegetais, foi estabelecida. Todos aparecem repentinamente. É por esta razão que se propôs uma teoria chamada de equilíbrio interrompido. Afirma que a razão de não haver fósseis dos elos evolutivos entre as espécies é que a evolução teve lugar em grandes saltos, com incrementos cada 100 mil a 300 mil anos durante diferentes períodos da historia terrestre. Isto é revelador porque implica a admissão por parte dos cientistas de que o registo fóssil é tão incompleto que era necessário formular uma teoria que explicasse os grandes parêntesis que regularmente aparecem.

Então, pois, onde está toda a evidência que demonstra que a evolução é um facto?

Luis Correia disse...

Que "coincidência"! O criacionista anónimo coloca as mesmas objecções à Teoria da Evolução que um outro aqui refutado pelo paleontólogo Dr. Marty Leipzig:

Paleontologist Marty Leipzig destroys a Creationist's misconceptions

http://www.skeptictank.org/hs/crebunk2.htm

Anónimo disse...

Time Magazine runs Richard Dawkins Mini-Profile Written by "Michael F&!?#ing Behe"

Apes of Wrath: Evolution vs. intelligent design—the battle rages

Anónimo disse...

A voz

Anónimo disse...

O criacionismo tem uma característica fundamental: não há criacionismo sem criador [o invisível] .

Mas como superar a contradição letal do criacionismo, versão "embuste bíblico", o 3º. [Gén, 1:11-12] e o 4º. [Gén, 1:16] dias da criação ?

11 - E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.
12 - E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie e árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
...
16 - E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.

Obviamente, quem "pensa" assim "nunca" ouviu falar em fotossíntese ... E a Lua não é um "luminar", convenhamos .

Anónimo disse...

O exorcismo é a atração da noite
Humilhantes rituais para ganhar fiéis pela TV baseiam-se em técnicas conhecidas para produzir um transe.

Alexandre Mansur e Luciana Vicária, "ÉPOCA"

Anónimo disse...

Ao longo dos tempos, a rebentação da nossa ignorância tem espumado muita ficção. Alguma dessa ficção tem propriedades que a induzem a ser percepcionada como "a cenoura que nos faz seguir em frente". Esta é uma atitude normal na medida em que não é obrigatório que as nossas respostas sejam provocadas exclusivamente por estímulos racionalmente entendidos.

Assumir o "nosso" engodo como a realidade ou a totalidade das coisas, essa sim, é uma atitude que me surpreende. Como animais que nos auto consideramos TÃO inteligente, não devíamos ter desenvolvido mecanismos que nos permitissem separar os níveis da ficção e da realidade? Ao nível individual, claro está, porque não me parece que os conflitos entre ciência e religião possam ser colocados quando falamos da globalidade da espécie humana. Ou, será que as potencialidades da nossa linguagem farão dela o nosso calcanhar de Aquiles? Não me parece.

Este não discernimento entre ficção e realidade é o que faz literalmente o criacionismo bíblico em relação à ciência. O ID pretende ser mais astuto invertendo a situação: se a ciência não explica tudo, então a cenoura não só existe como é a realidade. Já o crente comum, normalmente não está muito preocupado com a ciência e, simplesmente não se importa que seja o engodo a definir os parâmetros das suas potencialidades e acção.

Mas as ondas teimam em rebentar na praia e nós, serenamente, persistimos em procurar pequenas verdades entre os seixos, tendo consciência que só a verdadeira dimensão do puzzle que construímos nos permite perceber a noção de infinito.

Artur Figueiredo

Anónimo disse...

Total transfert d'ADN

"Wolbachia est un parasite étonnant pour au moins deux raisons.
Tout d'abord, il infeste 70% des invertébrés de la planète.
Ensuite, a découvert l'équipe de Jonathan Sherwood (université de Rochester, Etats-Unis), l'inté gralité de son génome a été transférée chez la mouche Drosophila ananassae.
Les chercheurs s'en sont aperçu car malgré leurs tentatives d'éradiquer le parasite de l'organisme des mouches en question, des gènes bactériens continuaient à apparaître dans le génome de l'insecte.
Ils ont finalement dû se rendre à l'évidence : l'ADN de la mouche portait une copie intégrale de l'ADN du parasite !
Ils ignorent encore la fonction des gènes du parasite qui sont transcrits chez la mouche et s'ils lui apportent un avantage évolutif.
Dans ce cas, il est possible que Wolbachia acquière un jour le même destin que la mitochondrie.
Cet organite indispensable à nos cellules est en effet le vestige d'une très ancienne bactérie vivant une centaine de millions d'années plus tôt."

Hervé Ratel

Sciences et Avenir, Octobre 2007

Anónimo disse...

Pluie extraterrestre

"Le télescope spatial Spitzer a détecté pour la première fois de l'eau tombant sur un système planétaire en formation, à environ 1000 années-lumière de la Terre.
Cette pluie de glace correspondant à cinq fois la totalité des océans terrestres s'est abattue à des vitesses supersoniques sur le disque protoplanétaire où elle s'est vaporisée.
Les astronomes estiment à 23 fois la masse de la Terre la quantité d'eau qui s'abat chaque année sur ce système."


Sciences et Avenir, Octobre 2007

Anónimo disse...

Une nouvelle molécule synthétisée

"Imiter la nature n'est pas simple.
Il aura fallu plus de vingt ans de travail à une équipe de l'université de Cambridge (Royaume-Uni) pour synthétiser le principe actif d'un insecticide naturel produit par le neem, un arbre d'Asie apparenté à l'acajou.
L'azadirachtine, c'est son nom, est la 110e molécule fabriquée par ce groupe de chercheurs.
Plus de soixante étapes ont été nécessaires à son obtention.
La molécule, très fragile car sensible aux acides, aux bases et à la lumière, est également très complexe avec plusieurs cycles oxygénés et carbonés ainsi que des fonctions chimiques très resserrées dans l'espace.
Le tour de force a essentiellement consisté à obtenir deux gros fragments puis à les assembler assez tôt dans le processus.
Conclusion : l'extraction à partir du neem reste le moyen le plus efficace pour obtenir l'azadirachtine, déjà présente dans bon nombre de préparations protégées par des brevets contestés (voir S. et A. Octobre 2000, n°644).
L'intérêt de la synthèse est donc ailleurs.
Par exemple dans la compréhension du mécanisme d'action de la molécule qui est assez sélective, n'éliminant que les insectes parasites et épargnant les autres.
Les chercheurs ont déjà identifié quelques sites biologiquement actifs.
Ils ont en outre dû inventer de nouvelles techniques qui pourraient servir dans d'autres synthèses.
Ils espèrent aussi découvrir des analogues, plus simples, ayant des activités chimiques remarquables.
Ce succès arrive à point pour revitaliser la communauté des spécialistes en synthèse totale qui a vu ses financements se réduire constamment, alors que la moitié de la pharmacopée dé rive de produits naturels."


Dominique Leglu

Sciences et Avenir, Octobre 2007

Anónimo disse...

Não admira que muitos cientistas brilhantes sejam igualmente evolucionistas.

É interessante que o próprio Richard Dawkins reconhece, no seu livro, The God Delusion (um livro que vale a pena ler criticamente), que a inteligência humana é perversa e que muitas pessoas são brilhantes e estúpidas ao mesmo tempo. Se isso for realmente verdade, o fenómeno poderá ser explicado a partir das próprias ideias aceites por Dawkins.

A Palmira diz:


"Desde então, o Darwinismo foi profunda e detalhadamente explicado, graças ao conhecimento que entretanto se acumulou em Genética de populações, Genética molecular, Ecologia, Filogenia, Paleontologia, Sociobiologia e Etologia."

Gostariamos de ver essas explicações aqui apresentadas e dissecadas na especialidade.

Essas explicações partem todas de premissas evolucionistas, tendo em comum o facto de darem por demonstrado à partida o que é necessário demonstrar à chegada.

Além disso, elas falham nos próprios dados científicos a que apelam.

Teremos todo o gosto em demonstrar que a evidência efectiva da evolução em cada uma dessas disciplinas é zero.

Ora, as contas são fáceis de fazer:

0+0+0+0+0+0+0+0+0=0

Evidência de evolução = 0

Richard Dawkins admite, em sucessivas obras, que o grande problema para a genética molecular é o da origem da informação contida no DNA.

A teoria da evolução não tem uma resposta convincente para esta questão.

A informação é uma grandeza imaterial (mental), distinta do respectivo suporte físico.

A questão da informação complica-se se se pensar que o DNA contém vários níveis de informação e meta-informação interligados e interdependentes.

Ora, tanto as mutações como a selecção natural destroem e eliminam informação genética no genoma. Nem umas nem outras são causa adequada à criação de quantidades inabarcáveis de informação e meta-informação contendo, de forma precisa e eficazmente codificada, as instruções para a fabrigação dos vários organismos vivos.

Só uma inteligência cria informação, como de resto se pode rapidamente concluir lendo a própria analogia que Richard Dawkins faz entre genes e memes.

Genes e memes têm algo em comum. Ambos envolvem informação, inteligência, transmissão de informação, significantes e significados.

Em ambos os casos a perda de informação conduz a processos de entropia.

Por seu lado, a genética das populações tem demonstrado, com maior insistência nos últimos anos, que as mutações são cumulativas e degenerativas, escapando ao sistema de selecção natural.

A acumulação de mutações ao longo de sucessivas gerações acaba por destruir o genoma ameaçando a robustez das espécies (fitness) e conduzindo a um "mutational meltdown", pondo em risco a própria sobrevivência das espécies.

Se o genoma humano fosse tão antigo como dizem, a avaliar pelas taxas observadas de mutações, o mesmo já não existitia hoje.

Estas e outras questões são extremamente complexas e exigem a "desconstrução crítica" do darwinismo, operação dolorosa e prolongada, que será levada a cabo aqui mesmo, diante de todos.

O que vemos nos genes e nos memes é entropia. A evolução de uns e outros só é possível através de processos inteligententes que criem informação até então inexistente.

Anónimo disse...

(sem acentos)
Se acham que acreditar num livro com 2000 anos explica a evoluçao, nao ha nada que os cientistas possam fazer em relaçao a isso. A teoria da evoluçao pode estar pontualmente errada, mas isso nunca vai querer dizer que o criacionismo existe. E tao estupido como dizer que se o homem nao descende do macaco, entao descende dum ser superior perfeito. O homem nao e perfeito, nem a evoluçao vai no sentido da perfeiçao (e isto para os criacionistas e inaceitavel). Somos tao complexos biologicamente como qualquer outro animal e se sabemos mais sobre nos proprios e porque evoluimos nesse sentido. O anonimo antes de mim pega em premissas que absorveu da internet, e faz uma caldeirada de erros. Como disse anteriormente, nao ha maneira de debater ciencia com nao-ciencia, a internet esta cheia de falsas valores e falsas teorias que sao de muito mais facil acesso que as revistas "chamadas" cientificas.
B

Anónimo disse...

Toda a gente de bom senso e com dois dedos de inteligência, ao fim da puberdade entende que a teoria evolucionista de Darwim (apesar de fortemente apoiada por cientistas de renome e comprovada por achados arqueologicos)é um perfeito disparate pois NÃO CONTEM nenhum dogma fundamental, que possa servir de inspiração a uma fé poderosa que anestesie o individuo e o torne insenssível à realidade!
Pelo Copntrário o Dogma Biblíco não só desempenha este papel (ANALGÉSICO/ESTUPFACIENTE/ESTUPIDIFICANTE)como é absolutamente credível devido ao pacote (IMPERDIVEL) que o acompanha.
Um carpiteiro (que não martela a mulher) uma virgem que dá o útero de aluger para uma pomba (telecomandada por deus)conceber nele (O útero, claro)aquele que trará aos 33 anos de idade a salvação da espécie para quem precisamente todo o Universo foi concebido,é tão óbvia e clara que qualquer criança com três anos acredita nela, não entendendo eu, (humilde cidadão)como Ciêntistas e Artistas, Filósofos e Historiadores de renome e incontestável serviço prestado á nossa gloriosa epopeia a desacreditem desta maneira tão Blasfema e FRIA!

Anónimo disse...

"[…] nenhum testemunho é suficiente para demonstrar um milagre, a não ser que o testemunho seja de natureza tal que a sua falsidade seja mais milagrosa do que o facto que tenta demonstrar."

David Hume, «Dos Milagres» (1748)

Anónimo disse...

Gostaria de deixar uma palavra ao penúltimo anónimo e vou dizer aqui o que já tenho dito. Ele sabe o que está dizendo? Ele não refere mas tudo indica que pelo que escreve defende o criacionimso- «Estas e outras questões são extremamente complexas e exigem a "desconstrução crítica" do darwinismo, operação dolorosa e prolongada, que será levada a cabo aqui mesmo, diante de todos.» Antes disso refere: «A informação é uma grandeza imaterial (mental), distinta do respectivo suporte físico.» Eu pergunto a este anónimo se ele sabe o que descobriu António Damásio? Damásio descreveu e provou cientificamente que Descartes, aquele que por via da censura na altura seguiu a ideia que mente e corpo eram dois mundos distintos (tal como o anónimo tenta demonstrar), estava errado. Mente e corpo, isto é mente (a tal grandeza imaterial de que fala) e matéria ou física(a tal de que fala) estão ligados e influenciam-se e trabalham mutuamente. Como vê isto não tem nada a ver com o que diz. Coisa que a maior parte das religiões e crenças separam e ao qual o seu criacionismo não é excepção. O que tem a dizer disto? Ou talvez não convenha saber. Isto é o que a ciência prova de facto. O que este anónimo afirma, não é ciência é crença, a mesma que levou Descartes há mais de três séculos a seguir a crença dominante e pelos vistos ainda domina muitos pensamentos- Só falta dizer que Damásio, também não percebe nada disto- Às tantas fala em Richard Dawkins dando a entender que ele é contra o Dawrinismo. Mas voçê sabe o que está dizendo? Que eu saiba Dawkins é um fiel seguidor de Dawrin, embora não siga à risca, mas é Dawrinista e evolucionista. Diz também que «Só uma inteligência cria informação, como de resto se pode rapidamente concluir lendo a própria analogia que Richard Dawkins faz entre genes e memes.» e «Estas e outras questões são extremamente complexas e exigem a "desconstrução crítica" do darwinismo, operação dolorosa e prolongada, que será levada a cabo aqui mesmo, diante de todos.» Eu ainda não vi nada.

«O que vemos nos genes e nos memes é entropia. A evolução de uns e outros só é possível através de processos inteligententes que criem informação até então inexistente.» Mas este anónimo continua a saber o que está dizendo? Ele não só é a favor do criacionismo, como pretende pôr na boca de Richard Dawkins, ideias que o próprio cientista, que eu saiba, não defende. O anónimo por acaso sabe que Dawkins é um ateu confesso e não é certamente criacionista? Como é que um ateu pode defender a separação entre espírito e matéria quando ele próprio, como cientista, defende e prova exactamente o contrário? Às tantas fala em «genes e memes cuja evolução de uns e de outros só é possível através de processos inteligententes que criem informação até então inexistente»? Mas ele contínua a saber o que está dizendo? Processos inteligentes que criem informação até então inexistente? Mas o que Richard Dawkins descreve e defende é precisamente o inverso disso. Que a matéria cria o pensamento que por sua vez influência a criação e evolução da matéria, o que, como dissemos, pelo menos em termos de ligação, Damásio também provou existir. E como vê, quando se liga a matéria ao pensamento, por dois cientistas, abandona-se o mundo da crença, e entra-se dentro do mundo da ciência o tal mundo físico que é capaz de produzir, e, mais importante ainda, através dele, provar estar na origem do pensamento (a tal grandeza imaterial) e que é por ele influenciado. Nada mais. O facto da informação até aí ser inexistente não significa que matéria e pensamento sejam distintos e nada tenham haver um com o outro, e que a sua ligação não possa ser explicada e demonstrada, o que, como vimos prova-se exactamente o contrário. E como vê, isto não tem nada haver com o que disse nem com processos criacionistas que Dawkins certamente nunca defendeu nem defende. Os criacionistas, como este anónimo, é que pegam em meia dúzia de factos científicos adoptam-nos às suas crenças religiosas, e dessa «salganhada», resulta o criacionismo. É evidente que esta visão não está de acordo com a teoria de Dawrin. Ela está errada. E está errada, porque não é científica, embora através de «artimanhas» queira parecer. Peguem-se nalguns factos cientí­ficos, misturem-se com os dogmatismos, e aí está- o criacionismo. Porém, ele não é prova de nada. Já vi alguns cientistas criarem o criacionismo e muita gente a defendê-lo mas ainda não tinha visto dizer ou dar a entender que o que Dawkins defende pode sustentar o criacionismo. O que descreveu aqui, não está certamente de acordo com o que o próprio autor e cientista defende, por tudo aquilo que disse e demonstrei. Aliás, creio que o próprio Dawkins já editou uma obra, ou participou, embora não tenha a certeza, onde defende o seu ateísmo e debate-se contra o criacionismo. Portanto, aquilo que este anónimo descreveu aqui, não pode ter qualquer validade científica, tal como não tem o criacionismo. Como tal, é do domínio da crença e do dogmatismo, e não certamente da verdade científica. O anónimo para a próxima, informe-se muito bem, antes de dizer disparates, porque para dizer o que disse, é melhor não dizer nada e ficar calado.

Anónimo disse...

P.S. Só para dizer que dado não ter relido o comentário anterior, só depois detectei o erro. Dawrin escreve-se Darwin e Dawrinismo é Darwinismo. Enfim ninguém é perfeito.

Anónimo disse...

é curioso o comentário final do Anónimo que comentou às 10OUT07 - 10:48.
A liberdade de pensamento (mesmo o errado) e a liberdade de expressão (mesmo a errada) não existe para este Anónimo. Será que ele acha que deve aplicar este princípio aquilo que diz?
É então este o pensamento de um criacionista?
As ideias devem ser rebatidas com argumentos racionais e não confundir razão com emoção.
Como vê acabei de usar o seu estilo.
Gostou?

Anónimo disse...

Desculpe, mas não entendi. Vou tentar interpretar e dar resposta àquilo que disse, O anónimo 11 de Outubro de 2007 9:57. Se bem entendi, este anónimo quer dizer que eu não devia ter corrigido aquilo que ele disse e por isso não lhe dou liberdade de expressão? Limitei-me a comentar o seu comentário e a alertá-lo para os erros que cometeu e, para quem tiver interessado em saber mais sobre este assunto, ficar devidamente esclarecido. Essa é a minha liberdade de expressão. Que o anónimo acredite no criacionimso, ninguém tem nada com isso, mas que pelo menos saiba que aquilo que diz em termos de ciência, não é verdade e que as pessoas que leram o seu comentário não sejam induzidas em erro, e se quiserem fazer uma escolha façam-na devidamente esclarecidas. Só isso. E alertei-o precisamente para que se quiser defender o criacionismo, não vá por esse caminho, é preferível dizer simplesmente que gosta do criacionismo e pronto, não necessita de inventar coisas que não correspondem à verdade, como pelos vistos tentam fazer todos os criacionistas. Talvez isso seja uma estratégia para ganharem adeptos, mas serão sempre desmentidos sobre quem conhece ciência. E foi isso que eu fiz. Como disse, se quiser acreditar no criacionismo, acredite, ninguém tem nada com isso, mas pelo menos faça-o sabendo a verdade dos factos e não induzindo quem menos sabe de ciência em erro. Pelo menos que as pessoas fiquem esclarecidas. A minha defesa dos factos, ao contrário do que diz, é pura e simplesmente racional e não emotiva. Se o fosse, eu nem teria comentado o seus comentários. Aí sim, tal como o anónimo faz, misturaria razão com emoção, de tal maneira que aceitaria ser apelidado de criacionista, tal como me parece dizer que sou, mesmo após ter deixado muito claro no meu primeiro comentário que jamais poderia ser criacionista, por tudo aquilo que disse. Se bem interpretei isto, o anónimo volta a cometer outro erro: tal como apelidou ou deu entender que Dawkins defende o criacionismo, agora parece dizer que eu sou criacionsita. Acha que quem leu o meu comentário vai acreditar em si? É óbvio que não sou criacionista por tudo o que já disse. Não sei se a sua intenção é propositada, pode sê-lo, mas parece-me haver uma grande confusão dentro da sua cabeça sobre este assunto. É o que dá misturar factos científicos com dogmatismos.

Unknown disse...

Cara Palmira,

Gostei deste post por ter tido o cuidado de não cair no dualismo simplista evolucionista-criacionista mas ter matizado um pouco mais.

Gostava de saber em que se baseou para afirmar que "Bento XVI também tem uma posição mais conservadora do que o seu predecessor João Paulo II relativamente à evolução e ao grau de ingerência que a religião deve ter no domínio do saber académico".

Pergunto isto porque me parece ambos têm a mesma abertura, que consiste simplesmente em afirmar que a única coisa que a fé assegura neste assunto é que o homem não é produto do acaso mas é um ser querido (amado) por Deus.

Como é que se desenrolou o processo? cabe à ciência descobrir e não esperar respostas científicas da Bíblia, tal como não se esperariam respostas científicas acerca dos descobrimentos, lendo os Lusíadas :)

Penso que Bento XVI tem feito um grande serviço à ciência ao defender a dignidade da razão, que nalguns campos anda pelas ruas da amargura.

Um bom exemplo dessa paixão pela razão de Ratzinger é o "polémico" discurso de Ratisbona (o discurso em si, não os disparates ditos por quem não o chegou a ler) que discute precisamente sobre a relação Fé-razão no Islamismo, cristianismo e na sociedade em geral.

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