sexta-feira, 25 de junho de 2010

A "Divina Proporção" mostrada na Biblioteca Joanina


Informação recebida da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra:

BIBLIOTECA GERAL MOSTRA OBRAS RARAS DAS SUAS COLECÇÕES: LIVROS IMPRESSOS NAS MAIS IMPORTANTES TIPOGRAFIAS DOS SÉCULOS XVI E XVII

Mostra “Época Áurea da Tipografia” está patente na Prisão Académica até 30 de Junho. Livros expostos são alguns dos ‘tesouros’ da Biblioteca Geral.

São 21 as obras impressas nas oficinas dos mais importantes tipógrafos dos séculos XVI e XVII que estão expostas, até 30 de Junho, na Prisão Académica da Universidade de Coimbra. No ano em que se assinalam os 555 anos da invenção da Imprensa por Gutenberg e a impressão do primeiro livro – a Bíblia das 42 linhas acabada de ser impressa em 1455 –, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) promove a mostra “Época Áurea da Tipografia”, dando a oportunidade de conhecer algumas das obras raras dos seus fundos e colecções.

O conjunto composto de obras de tipografia italiana, francesa, portuguesa e dos Países Baixos está representado por edições dos mais notáveis impressores, destacando-se as famosas edições Aldinas, as Giunta, as da família Estienne e as Plantinianas, Craesbeeckianas e Elzevirianas. Das obras impressas em Portugal representativas da tipografia portuguesa dos séculos XVI e XVII, encontram-se livros impressos em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, por Germão Galharde, João de Barreira e João Álvares, e em Lisboa, por Luís Rodrigues e Pedro Craesbeeck.

Maria Luísa Machado, bibliotecária e responsável pela Área de Leitura, Referência e Apoio ao Utilizador da BGUC, destaca do conjunto de livros apresentados, que se inserem no movimento cultural e humanístico do Renascimento Europeu, a obra de Luca Pacioli “De Divina Proportione”, por se tratar de uma primeira edição impressa em Veneza por Paganinus de Paganinis em 1509, contendo ilustrações de Leonardo da Vinci. Julga-se que, para além do exemplar da impressão original desta obra que está na BGUC, apenas existam mais dois em todo o mundo.

A “Divina Comédia” de Dante Alighieri, considerada como uma das obras-primas da literatura italiana, é outro dos livros assinaláveis a não perder. Trata-se de uma segunda edição impressa por Aldo Manuzio, em colaboração com Andreas Torresanus, em Veneza, em Agosto de 1515, notável pelas suas ilustrações do inferno. Maria Luís Machado destaca ainda a obra de Justo Lípsio “De Bibliothecis Syntagma”, largamente citada como o primeiro e mais importante Tratado da História das Bibliotecas. É uma segunda edição de 1607 publicada em Amesterdão na célebre oficina de Christoph Plantin, conhecida como Compasso de Ouro, símbolo que também usa como a sua marca de impressor.

A invenção da Imprensa provocou uma verdadeira revolução ao iniciar a possibilidade de propagação do conhecimento para todos, tratando-se por isso de um momento de transição da história humana. Carlos Fiolhais, Director da BGUC, convida por isso «todas as pessoas que se interessam pela história do livro e pela história em geral a visitar a Mostra, que está patente num espaço contemporâneo dos livros expostos, num local que foi uma prisão medieval».

A mostra pode ser visitada gratuitamente por quem adquira um bilhete para visitar o conjunto monumental do Paço das Escolas ou por quem adquirir um bilhete para visitar a Prisão Académica, com o valor de 1 Euro. A Prisão Académica está aberta de segunda a sexta-feira, das 09H30 às 13H00 e das 14H00 às 17H30 e, ao fim-de-semana, das 09H00 às 19H30.

1 comentário:

  1. Fui ver a exposição porque a vi aqui anunciada. Gostei, embora esperasse ver mais expositores.

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