sexta-feira, 25 de junho de 2010

Astronomia de Amadores

Informação recebida pelo De Rerum Natura.

A Asssociação Portuguesa de Astrónomos Amadores disponibiliza o acesso (sem restrições) da revista Astronomia de Amadores, n.º 39, Janeiro-Julho 2010. Ver aqui.

Desse número deixamos o início do artigo O céu e as tradições: preservar o céu dos nossos avós, da autoria de Guilherme de Almeida.

A HISTÓRIA E A LONGA NOITE DOS TEMPOS

A actual designação das constelações que podemos ver no céu nocturno segue uma terminologiae uma simbologia internacionais, relativamente modernas, que resultaram de um acordointernacional levado a cabo pela União Astronómica Internacional (IAU) em 1928. Essasistematização, bem como a delimitação das constelações no céu, foram consequências do trabalhodo astrónomo belga Eugène Delporte, aceite internacionalmente em 1930, através da sua obra La Déllimitation Scientifique des Constellations.

Porém, a história da sistematização do céu é muito mais longa. Povos de diferentes partes do mundo procuraram encontrar ordem no aparente caos do céu nocturno. Tal conhecimento revelou-se essencial para a sobrevivência. As migrações requeriam a orientação pelo céu, em terra ou no mar, para a escolha do rumo correcto a tomar. A agricultura carecia de marcadores naturais, da passagemdo tempo e das estações do ano, que ajudassem a determinar as épocas próprias para semear oupara colher. As celebrações religiosas exigiam a interpretação de fenómenos ou a marcação de datas para colher os favores dos deuses.

Era pois necessário conhecer o céu, para sobreviver num mundo de aparentes contradições, onde paradoxalmente o céu nocturno se mostrava de uma regularidade imponente e desafiadora, capaz de servir os objectivos de que a Humanidade necessitava.

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