terça-feira, 6 de novembro de 2012

PORTUGUESES ENGANADOS COM A HOMEOPATIA

O Correio da Manhã de hoje publica uma notícia sobre o lançamento do livro Pipocas com telemóvel, com as primeiras reacções homeopáticas à nossa demonstração de ontem. Como é típico da falsa ciência, o presidente da Sociedade Homeopática de Portugal evoca argumentos de autoridade (é usado em hospitais, é antiga) em abono da sua hipótese e neste caso também da falta de autoridade (nossa!). Só que a ciência não se baseia em figuras de autoridade, mas sim em provas. Não explica porque é que julga que funciona. Isso sim, seria interessante e esclarecedor. Apenas diz que há autoridades que acreditam que a homeopatia funciona. Isso vale muito pouco.

"Portugueses enganados com homeopatia"

Os investigadores Carlos Fiolhais e David Marçal apresentaram esta segunda-feira o livro ‘Pipocas com telemóvel’, no qual apresentam exemplos de falsa ciência. A homeopatia, uma forma de terapia alternativa, adoptada por milhões de portugueses, é para os autores o melhor exemplo de falsa ciência.
“Diz-se que há cerca de 3 milhões de portugueses a serem tratados pela homeopatia. Estão a ser enganados, porque não é mais do que água com açúcar”, afirmou David Marçal, doutorado em bioquímica pela Universidade Nova de Lisboa.
Carlos Fiolhais, professor catedrático no departamento de Física da Universidade de Coimbra, corrobora. “Alguém os anda a enganar. A verdade é que aquilo que as pessoas tomam não faz mal nenhum, a não ser à carteira”, comentou ao CM.
Para demonstrar que a homeopatia não funciona, Carlos Fiolhais e David Marçal tomaram uma caixa inteira de um medicamento homeopático à frente de uma plateia de cerca de 30 pessoas.
“O conceito passa por diluir uma substância activa para se atingir um resultado. A diluição é tão grande que não sobra nada da substância inicial. A memória da água, ao contrário do que já se tentou demonstrar, não existe”, afirmou David Marçal, sublinhando: “A homeopatia não tem base nenhuma de conhecimento científico”.
Confrontado com as declarações de Carlos Fiolhais e David Marçal, o presidente da Sociedade Homeopática de Portugal questionou os conhecimentos de ambos. “Dá vontade de rir ou talvez de chorar. São detractores da homeopatia, que é usada em muitos hospitais de referência em todo o mundo, como São Paulo, Viena ou Munique”, afirmou Francisco António Franco Patrício, recomendando aos dois investigadores “mais estudo sobre o que é a homeopatia”.
“Estes cientistas pensam que são o supra-sumo da barbatana. Deviam era estudar mais e melhor o que é a homeopatia”, acrescentou o médico de clinica geral, que pratica a homeopatia há 30 anos.
No livro são mostrados outros exemplos de falsa ciência, inclusive usada pelas escolas. “As crianças índigo, as lâmpadas que melhoram as capacidades das crianças são tudo exemplos de falsa ciência que são apresentados neste livro”, referiu Carlos Fiolhais.

13 comentários:

  1. Compreende da investigação o lado científico. Donde a ciência, o ser cientista defende em desenvolvimento humano da cura. A comprovação físico-química de elementos cuja ordem em prol funcional do cumprimento saudável.

    Sem efeito ou, de placebo a bastardo. A homeopatia surgida através de primitivo e atendera por simpatia. Recurso excluído a monta civilizacional.

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    1. Cara Tomazi:
      Donde o ser cientista, de bastardo a placebo. O prol funcional em desenvolvimento humano da comprovação físico química que atendera por simpatia.
      Sem efeito excluído a monta civilizacional através de primitivo. Não acha? E não é só a homeopatia que está a enganar os portugueses. Também o actual governo da nação e algumas pessoas do meio universitário que andam, ao que parece, a meter-se no Prozac.
      Bjs.
      Serafim da Picada

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  2. De acordo com o modesto estudo a classe científica da Universidade de Coimbra, reconheço que:
    Ser cientista é ser multiplicador da realidade dígna. O ser cientista é ser atuante em permear o princípio que prima da capacidade o conhecimento a inteligência, a esfera humana da compreensão.

    Ampliando do contexto por transição da ciência a nível mundial, ora seja o propósito na ênfase humana, ser cientista é ser laboral em elaborar teorias e defendê-las. E, a dimensionar o quê de natural, fruto de engenho. Ainda sim, do estimado fruto do engenho à inteligência, ser cientista é ser mergulhado ao código ético, licenciando-o em nome do ser social: da instituição, do grau, da comenda, et caetera. Para gestão e reconhecimento do conhecimento científico; deste proceder sem ofensa a moralidade a ser exemplo, por exemplar comprometimento em animar, honrando a classe científica os seus, a família, a comunidade, o país! E, transbordar concórdia no estrangeiro. Contudo, ser cientista é vibrar com o ser vivo e do inestimável ao semelhante.



    De atencioso ao senhor Serafim da Picada.

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    1. Cientista do semelhante ao vibrar, contudo é vivo e ao inestimável do ser com.

      Da Picada do Serafim.

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    2. mete mais tabaco nessa merda

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  3. « Quem só percebe de ciência, nem cientista é.»

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  4. O texto é capaz de ter razão. Mas dizer que algo não presta porque não se consegue provar, faz-me um pouco de confusão. Só no século XIX se descobriu cientificamente uma coisa que os antigos sempre souberam: que o semem, ou o que ele contivesse, é que engravidava. E por isso temos Onã na Bíblia a praticar o coitus interruptus para não engravidar a cunhada, e o preservativo que é conhecido desde os gregos aos chineses desde a mais remota antiguidade. Se fossem a esperar pelas descobertas científicas o homem não se tinha aventurado a tentar voar, pois a ciência dizia que o mais pesado que o ar não podia voar, esquecendo-se das brincadeiras com papagaios de papel. Felizmente há sempre uns malucos que não esperam pela comprovação científica das suas utopias.
    O efeito placebo é precisamente a demonstração da contradição de alguma ciência. Quando se dizia que o pensamento positivo e a vontade podiam curar, gozavam, agora falam no efeito placebo. Então significa que a cura se pode dar pelo pensamento.

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  5. Esses doutores deviam era mesmo ocupar-se em explicar os fenómenos que são descritos por tanta gente ao longo das décadas. Tenham juízo que a cátedra, essa já vos subiu à cabeça - ou acham que vocês e essas atitudes parodiantes não são protegidos e apoiadas pelo grande capital?

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  6. O artigo pode ser lido como o manifesto confesso de que os intervenientes não têm conhecimentos que expliquem a homeopatia, daí à impossibilidade de existência do fenómeno vai uma grande distância!!!

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  7. Todos nós daqui do grupo gostamos muito dos assuntos da ciência e seguimos o blogue com atenção mas sobre a homeopatia quase nenhum de nós sabe como a homeopatia funciona. Gostaria dizer que alguns de nós já pesquisaram sobre o assunto e encontraram que a homeopatia existe com água álcool e o elemento mineral e se não faz mal tanto melhor. O meu amigo encontrou na pesquisa a homeopatia foi inventada por alemães e vendem-se centenas de milhões de preparados homeopáticos na Alemanha e eles não são estúpidos pois não?

    Maria Filipa

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  8. Não sou investigadora sobre a Homeopatia nem nada parecido mas garanto que se fosse investigadora, ia investigar como o SNS anda a enganar os portugueses, como as industrias farmacêuticas andam a enganar os portugueses, como a industria alimentar ´com seus aromas, edulcurantes andam a enganar os portugueses, como as industrias químicas andam a matar o ambiente e as populações, como afinal as vacinas das aves, suínas e etc andam a enganar os portugueses....
    Mas não, estes temas que afetam centenas de milhões de pessoas não interessam a dois investigadores que andam entretidos com água e açúcar por motivos que desconheço mas duvido que sejam por altruísmo.

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  9. Estes artistas vêm tarde, estão a fazer plágio do James Randi dos EUA, falam do que não sabem pois nunca o estudaram mas posso informar que isso está ultrapassado já não pega por exemplo a homeopatia é uma realidade no mundo e as pessoas estão esclarecidas e sabem onde se tratar sem fármacos agressivos, agora há queda nas receitas pela crise e há que jogar na calunia e no insulto.

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  10. A industria Farmacêutica sabe fazer uma anti-marketing como ninguem... e ainda existem aqueles que recebem ganhos para fazer isso....

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