quinta-feira, 13 de março de 2008

O jardineiro digital

O Ludwig volta hoje à sua defesa da cópia gratuita indiscriminada e eu quero sublinhar duas coisas.

A primeira é que os seus argumentos são falaciosos. Um dos argumentos usados é que o sistema actual de copyright é injusto, dando o exemplo do que ganham os grandes cineastas por comparação com as outras pessoas que trabalharam no filme, e referindo o facto de a maior parte da música ser controlada por apenas quatro empresas.

Destes exemplos não se segue que o sistema proposto por Ludwig é melhor. Segue-se apenas que o sistema actual não é bom. É falacioso argumentar que ou ficamos com o sistema actual ou ficamos com um sistema em que toda a gente pode copiar tudo sem pagar. É falacioso porque entre uma coisa e outra há muitas alternativas viáveis, que é fácil descobrir se tivermos um pouco de imaginação.

O outro argumento é o do jardineiro. O Ludwig está sempre a argumentar por analogia a favor do seu ponto de vista, mas as suas analogias raramente são procedentes. E neste caso é claramente falaciosa. Para ser correcta, teria de ser assim: eu sou jardineiro e decido arranjar o jardim público do meu bairro, que está uma vergonha. Toda a gente do bairro que vai ao jardim vai usufruir do meu trabalho. Quem me paga e como, e como é mais justo que me paguem? Estas são as verdadeiras questões, mas a resposta não é favorável ao Ludwig. Porque é óbvio que o mais sensato é que todas as pessoas que usufruem do meu trabalho me paguem, e não apenas dois ou três que pagam para todos os outros. E também não faz muito sentido que eu seja pago por toda a população do país, transformando-me em funcionário público, pois basta que as pessoas vivam a dez quilómetros do meu bairro e já não usufruem do meu trabalho.

O segundo aspecto que quero sublinhar é o seguinte. O que está em causa não é saber se é possível ou não eliminar as cópias ilegais. O que está em causa não é saber se as leis actuais de propriedade intelectual são as melhores. O que está em causa nem é sequer saber se a criação intelectual é possível caso se tornasse legal copiar tudo indiscriminadamente. O que está em causa é unicamente saber se o tipo de mundo que teremos caso se copie tudo indiscriminadamente é realmente melhor do que o que temos hoje. E a minha resposta é que não é. Poderá não ser pior, mas não é melhor. E é aí que o sonho da internet morreu cedo, apesar de alguns ainda continuarem a dormir.

O Ludwig fala das grandes discográficas, mas no mundo que ele deseja as coisas serão pelo menos idênticas. Porque no mundo em que o criador não pode ganhar a vida cobrando dois euros a quem puxar a sua música da internet, o criador só pode viver de duas maneiras. Ou recorrendo à publicidade, ou integrando-se numa grande companhia — que por sua vez vive da publicidade. Ora, a publicidade na internet só é lucrativa quando atinge milhões de pessoas. É por isso que o mundo que o Ludwig apregoa como se fosse excelente é um mundo das grandes companhias, pois são elas que controlam a publicidade; das grandes companhias, porque são elas que fazem publicidade a si mesmas; e da publicidade em tudo quanto é canto, porque se ninguém pagar directamente os trabalhos intelectuais de que usufrui, tem de pagar por via da publicidade. E a ironia deste mundo económico é que o criador é quem ganha a menor percentagem do dinheiro que ele mesmo gerou -- tal e qual como hoje.

Veja-se o caso do jornalismo. Quando surgiu a internet pensou-se que seria maravilhoso: quaisquer cinco bons jornalistas poderiam fartar-se da dependência directa da publicidade, que muitas vezes condiciona o trabalho que se pode fazer. Poderiam ser verdadeiramente independentes. Como? Fazendo um jornal digital. Como os custos são mínimos, as pessoas pagariam o mesmo ou menos do que pagam pelo jornal em papel, todo o seu dinheiro seria directamente usado para pagar aos jornalistas (que receberiam uma maior percentagem das receitas geradas pelo jornal) e teriam jornalismo de alta qualidade, profissional e totalmente independente dos grandes grupos económicos, porque seria independente da publicidade.

O sonho morreu cedo. As pessoas não pagam na internet — foi essa a mentalidade que se instalou e que o Ludwig aplaude. E porque não pagam, não temos jornalismo independente na internet. Temos infelizmente apenas duas alternativas: amadores e jornais tradicionais, que vivem da publicidade. Este não é um mundo melhor do que era antes. É apenas ligeiramente diferente. Mas o que é desencorajante é pensar quão melhor o mundo poderia ser — e é desencorajante pensar que se possa aplaudir a mentalidade borlista que cedo matou o sonho que era a internet.

12 comentários:

  1. Caro Desidério

    Os teus argumentos são os indicados, na minha opinião, para criticar a tese do Ludwig. Não percebi a necessidade de chamar um professor universitário de economia para dar uma certa "autoridade" à discussão.

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  2. Caro Desiderio, o seu exemplo do jornalismo esta' errado. Um jornal digital nao teria custos minimos. Isso apenas seria verdade se o jornal apenas tivesse artigos de opiniao, Nesse caso, nao e' um jornal. E' um blogue.

    Um jornal digital continua a ter custos elevados porque necessita de reporteres qualificados, reportagem, investigacao
    jornalistica, etc. etc.

    Existem, porem, modelos "alternativos" de jornalismo que funcionam em regime misto. Um exemplo pode ser emcontrado aqui:

    http://www.democracynow.org/

    Posso ver todas as emissoes na Net sem pagar nada. As contribuicoes sao voluntarias. O programa nao funciona em isolamento, tem uma rede de colaboradores mais ou menos proximos. Nao esta' inundado de publicidade.

    MP-S

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  3. Eu estou de acordo, como não poderia deixar de ser, que os autores ganhem pelo que criam!

    Mas... existem coisas que não entendo bem e que me fazem encolher os ombros à pirataria.

    Deixo aqui o meu exemplo.

    Passo música em 2 lojas minhas. Não sou DJ, tenho um DVD carregado de mp3 que ponho a passar no leitor. Compreendo que se uso o trabalho de outros, neste caso os autores das músicas, para aumentar a minha facturação então tenho que pagar mais que o simples CD comprado. Até aqui concordo plenamente. Então tenho de pedir licença à SPA e pagar uma taxa. Mas por incrível que pareça não é suficiente. Tenho também de pagar à passmusica os direitos conexos (e não é nada pouco, NADA)!!! E já não começo a perceber...

    Pago no preço do CD percentagem para os autores, pago no preço dos CDs/DVDs virgem percentagem para os autores, pago licença à SPA e ainda pago à Passmusica!!! E se quiser tirar dúvidas so0bre o tema tenho de ligar para um 707!!! Pago umas quantas vezes não é verdade? Hummmm... não posso concordar!

    Então, fica muito mais fácil borrifar-me para isto tudo e não quero saber.

    Se tenho de pagar pelo trabalho de outros (continuo a dizer que concordo) que me fazem aumentar a facturação então porque não pagar também taxa a quem fez as guitarras e os pianos? Afinal a música está cá fora não só por causa dos autores mas por causa de todos que tornam possível a musica!

    Já agora, as empresas que fabricam instrumentos musicais têm de se juntar em associação para receber direitos conexos dos próprios autores e artistas, afinal eles só têm as musicas nas rádios e concertos porque usam do trabalho de quem desenhou e construiu os instrumentos e não chega pagar no acto da compra, por cada concerto que dão há que pagar 500€ de direitos conexos!

    É por estas e por outras que apesar de concordar que os autores tem de receber justamente pelo que criam eu estou-me totalmente a borrifar para eles e para as suas regras.

    A mudança de paradigma que os miúdos estão a fazer na net é imparável e os principais culpados são as editoras/distribuidoras mas também os autores.

    Isto no que à música diz respeito. Um jornal, por exemplo, não está incluído no mesmo contexto.


    Cumpts

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  4. Caros leitores

    Obrigado pela correcção relativamente ao jornalismo, mas continua a ser verdade que o jornalismo digital tem muitos menos custos do que o tradicional pela simples razão de que não tem de pagar a gráficas, não tem de pagar papel, não tem de pagar distribuição, que é caríssima. Não tem de dar uma percentagem do preço de capa às pessoas que vendem o jornal na rua, nem à pessoa que distribui os jornais numa carrinha, nem a carrinha e a sua gasolina. Um jornal digital pago directamente pelos seus leitores seria viável e barato — se não houvesse a mentalidade borlista.

    Sempre que eu falo destas coisas aparecem exemplos isolados. Estes exemplos isolados, como o Democracy Now, não têm qualquer significado estatístico, precisamente porque são exemplos isolados. Para começar, em Portugal seria impossível fazer uma coisa deste género. Porque o pagamento é voluntário, só uma pequeníssima percentagem das pessoas pagam. O que significa que uma coisa destas só é possível no mercado americano, porque é tão grande que consegue viver de uma pequena percentagem de donativos. Mas que sentido faz que uma pequena percentagem de pessoas pague para todos os outros usufruírem? Não era muito mais bonito que todos pagassem, sobretudo porque todos precisariam de pagar menos para que tal coisa fosse viável? Claro que sim.

    Não há almoços grátis. A ilusão de gratuitidade na internet paga-se cara. E o preço é um mundo cada vez mais cheio de publicidade. Um mundo cada vez mais dominado por grandes companhias e amadorismo, não havendo um meio-termo. Se não fosse a mentalidade borlista o Democracy Now não seria uma excepção. Seria a regra.

    Quanto às leis actuais que regulam o copyright, já alguém me ouviu dizer que são boas? Com certeza que não. Então, é falacioso falar nisso porque tal conversa tem sempre a mesma conclusão: é legítimo não pagar aos criadores. Mas esta conclusão não se segue dessa premissa. Seria como dizer que, como os semáforos dão origem a congestão de tráfego, o melhor é não lhes obedecer. Em vez de andarmos a inventar argumentos sofísticos para ouvir música sem pagar, era melhor pensar cuidadosamente sobre como vamos pagar aos criadores. A internet permite o pagamento quase directo, e toda a gente pode fazer isso. Mas só uma pequena percentagem se dá ao trabalho de pagar voluntariamente aos criadores. Em grande parte porque a noosfera está carregada de argumentos falaciosos que fingem legitimar que se usufrua do trabalho dos outros sem lhes pagar e contra a sua vontade.

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  5. discordo frontalmente de você, desidério. mas no sentido de ampliar a discussão (pois colocas elementos interessantes no debate), queria complementar alguma coisa. tem um artigo que escrevi em 2001 que passo o link: http://www.metaong.info/node.php?id=82

    e sobre a questão de cópias, tem um elemento que desfaz qualquer dúvida e elimina a metáfora do jardineiro:
    uma cópia digital permite que eu tenha um produto qualquer e que o que copia terá uma cópia exatamente igual a minha, sem perder uma vírgula de qualidade (diferente de uma cópia xerografica, por exemplo). isso é a lógica da abundância. eu sou favorável a que se distribuam quantas cópias sejam necessárias, pois estou repassando produtos de forma a manter a qualidade dos mesmos.

    isso difere e muito do meu desejo de querer um livro que compre numa livraria, pois nem quero uma cópia xerox nem tenho desejo de lê-lo na tela do meu micro. também não vejo necessidade de pagar uma taxa por executar uma música porque defendo (no artigo isso fica claro) que os músicos ganham quando apresentam o show mais do que quando vendem seus discos. mas até posso querer ter um CD para colecionar o encarte, etc.

    ou seja, a internet (na verdade, a tecnologia digital como um todo) permitiu que não precisemos mais viver da lógica da escassez, a teoria mais defendida pelos economistas de plantão. estamos numa era da economia da abundância e isso vai alterar paradigmas, como já está ocorrendo.

    posso ser um jardineiro e ganhar por meu trabalho (mas não posso gerar plantas digitais que se replicam), posso comprar um CD e um livro, e posso distribuir abundantemente cópias digitais de livros e músicas (pois isto estará ajudando os autores a fazderem mais shows e venderem mais livros).

    e desidério: disseste agora no comentário que não existem almoços gátis, mas paraste para pensar que a vida sim o é? :P

    ah! e como jardineiro, também posso distribuir sementes das minhas plantas! pois a natureza é sábia na lógica da abundância!

    Não creio que isso seja argumento falacioso. O Paulo Coelho, ele proprio, está disponibilizando os links para onde tem seus livros piratas, pois percebeu que essa distribuição abundante só aumentou suas vendas de livros. Isso é um fato desse novo paradigma economico, vindo das novas tecnologias, desidério.

    :)

    um grande abraço a todos, nesta tarde chuvosa aqui de sao paulo!

    marcelo

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  6. Caro Marcelo

    Há uma coisa que não estás a perceber. O Paulo Coelho só pode pôr os seus livros de borla na internet porque encara a internet apenas como uma forma de publicidade para vender livros em papel. Quando acabarem os livros em papel e toda a gente usar o Kindle para ler livros digitais, como é que o Paulo Coelho vai viver da escrita? O que não estás a perceber é que a cópia digital gratuita só é possível porque parasita a economia não digital. É o que acontece com o freeware. Por que razão há tanto freeware, quando nenhum dos seus autores vive disso, pois os donativos das pessoas são diminutos mesmo que milhares usem o software? Resposta: há muito freeware porque é uma forma de publicidade aos seus autores — é uma maneira de fazer CV. O que significa que a internet está a ser usada apenas como publicidade, e como tal é parasitária relativamente à economia não digital.

    Sempre que se fala na música insiste-se na falácia dos espectáculos ao vivo. Isto é uma falácia porque é irrelevante saber se a maior parte do dinheiro dos músicos provém ou não dos espectáculos — isso pode ser verdade no mundo palerma da música pop, mas não pode ser verdade para um compositor erudito, por exemplo. É irrelevante porque seria como argumentar que o melhor é acabar com o subsídio de natal dos trabalhadores, porque afinal de contas a maior parte dos seus rendimentos não provém do subsídio de natal.

    O teu pensamento cai na mesma falácia do Ludwig, porque vocês leram o mesmo lixo norte-americano, talvez. (Lixo porque só funciona bem num mercado gigantesco que é o norte-americano, e porque se entende sempre tudo em termos de grandes companhias e milhões de consumidores.) Repara: o que é que pagas quando vais a um site de um músico e pagas 1 dólar pela música? Estás a pagar a cópia? É evidente que não. Estás a pagar o trabalho que ele teve. E uma maneira sensata de pagares isso é pagares apenas uma parte disso, pois ele pode fazer cópias muito facilmente. E por que razão parece que estás a pagar a cópia? Porque é a maneira mais prática que têm as pessoas que usufruem da música dele de o financiar. E se o músico tiver mil fãs, e se eles pagarem 1 dólar por mês, bem, estão a tornar possível que ele viva da música. Não há maneira mais prática do que esta de pagar aos criadores.

    E repara que do que eu estou a dizer também não se segue, como o Ludwig está sempre a insinuar, que as cópias piratas devem ser proibidas ou que as pessoas que as copiam devem ser presas. Isso é outra falácia nesta discussão. Do facto de eu argumentar que as pessoas não deviam cheirar a chulé em público não se segue que estou a defender que devem ser presas se o fizerem, nem que devemos cortar os pés malcheirosos.

    Por isso, tu e os outros que usufruem da criação dos outros sem lhes pagar coisa alguma e contra a vontade deles podem ficar descansados: não estou a defender que vocês devem ser presos. Só a defender que devem ser educados para lavar os pés: devem ser educados para que participem voluntariamente num esquema de Fair Digital Trade, pagando tão directamente quanto possível aos criadores das obras que vocês usam.

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  7. Caro Desidério, vamos começar pelo fim do seu comentário, e depois vamos ao meio e depois ao início de tudo:

    No fim: Falas de ser educado... não o foste e sabes disso. Me acusaste sem me conhecer, além de nem se despedir. Eu pelo menos mandei um abraço, mas talvez essa gentileza seja coisa de brasileiros. Não me inspiro em autores americanos, o economista que fala sobre a economia da abundância é vizinho de vocês, aí na espanha(http://juan.urrutiaelejalde.org), deverias conhecê-lo, se aparentemente conheces tanto os não americanos. Também não sou somente um parasita da economia não digital (sou sim, com muito orgulho, mas não só), sou também um escritor que se utiliza da economia (chamada por você de) digital, onde disponibilizo meus livros gratuitamente, a quem pedir. E sim, é uma forma de divulgação. Ganho pouco com eles, ganho muito mais com minhas consultorias e com minhas aulas, e esses convites surgem porque leram meus livros, ou porque viram minhas palestras (gratuitas!), ou minhas aulas (pagas!), ou alguem indicou (p2p não digital).

    No meio: falas várias vezes sobre falácia. não sei em portugal, mas no brasil é uma palavra forte, uma espécie de mentira consciente. É outra indelicadeza sua. Porque não estou sendo falacioso e sim estou argumentando. Pelo visto não leste meu artigo, pois falas que é uma falácia que artistas ganham mais nos shows do que na venda de CDs. Chamas o mundo pop de palerma (mais uma indelicadeza para a coleção) e dás a entender que o mundo erudito precisaria desse dinheiro. Pois bem, não precisa. É um fato. Músicos eruditos vivem (com menos recursos do que o mundo pop, mas porque optaram por isso) de concertos, subsidios governamentais e patrocinios.

    No começo: dizes que não estou a perceber algo... isso me fez ver, já nessa primeira linha, que deves ser um sujeito de pouca idade. É a típica arrogância juvenil. Respeito isso, todos a tivemos. Nessa época temos uma energia enorme para demostrar conhecimento mas deixamos de lado, por ingenuidade, a sabedoria da compaixão ao interlocutor que faz a dialética conosco. Entendo, faz parte. Mas realmente podemos encerrar por aqui nosso dileto confronto de idéias. Concluí que eres pela economia convencional e espero que concluas que estou falando de mudanças e novos paradigmas que estão convivendo harmoniosamente com o que hoje existe nessa economia. Para reflexão, peço que procure um outro artigo meu, que escrevi em 2001, chamado linkania (procure no google, e o achará). Não pretendo colocar o link pois parece que nem leste o anterior, então me poupo do trabalho.

    Cordiais saudações, sucesso em suas empreitadas. Inevitavelmente estamos conectados e é isso que importa.

    abs,

    estraviz - tipuri

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  8. Tipuri,
    é que os autores por esse mundo fora ainda não entenderam que os tempos do MTV Crib estão contados e que o paradigma vai mudar e que para ganharem dinheiro têm de se esforçar como faz o Tupiri nos exemplos que deu.

    Eles querem é editar uns discos ou uns livros e com isso ter uma vidinha descansada como se fossem previligiados.

    Esse tempo está no fim independentemente das falácias ou falta delas.

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  9. Caríssimos, não vos perturbeis com o fogo da provação, que se ascendeu no meio de vós, como se vos acontecesse alguma coisa estranha.
    1 Pd 4,12

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  10. Desidério:

    Os livros de papel nunca vão acabar, assim como o rádio não acabou depois da chegada da TV.

    Para todos:

    Imaginem uma hipotética catástrofe mundial que acabe com a geração de eletricidade. Ode conseguiríamos informações? Quem consegue "ler" um CD? Quem consegue tirar informações de um HD sem energia elétrica?

    Estamos caminhando para um futuro em trevas se não mantivermos os meios convencionais de armazenamento de informação e conhecimento.

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