sexta-feira, 6 de maio de 2011

O GRAU ZERO DA POLÍTICA


Minha crónica no "Público" de hoje:

Chegou-se, entre nós, não apenas a uma situação de gravíssima crise financeira e económica, mas também ao grau zero da política. Não só fomos obrigados a pedir um resgate internacional, perante a ameaça iminente de bancarrota, como ainda a maioria dos eleitores, desiludida com toda a classe política, não parece depositar grandes esperanças nas próximas eleições. Qualquer que seja o resultado delas não se vislumbra um futuro animador a curto ou a médio prazo.

No entanto, as eleições que se avizinham, no meio de muita vozearia pouco ou nada substantiva, são importantes. Em primeiro lugar, porque, ao contrário de Otelo e outros, quero acreditar que não há uma solução fora do actual quadro democrático, que exige neste momento a nossa intervenção. Em segundo lugar, porque coloca nas mãos dos eleitores, nas nossas mãos, o futuro do actual primeiro-ministro, que mais não tem para oferecer do que mais do mesmo. Podem os politólogos congeminar muitas análises políticas, mas basicamente a questão que se coloca é um referendo sobre José Sócrates. A pergunta, muito simples, é a seguinte: Queremos manter a condução do destino do país, o nosso destino, nas mãos de quem já mostrou à saciedade a sua falta de competência e de idoneidade? Ou, pelo contrário, queremos afastar claramente essa possibilidade?

De facto, foi o actual primeiro-ministro o responsável número um pelo grau zero da política. Foi ele que se rodeou de gente incompetente (com poucas honrosas excepções), que impavidamente deixou o país deslizar para o fundo. Não, não se trata só da sua incapacidade de percepção das consequências gravosas das suas políticas. Eles criaram uma campanha propagandística que nos iludiu sobre o estado da nação, dificultando a nossa percepção. Eles são os responsáveis pelo planeamento de parcerias público-privadas ruinosas para o erário público, por exemplo para construção de auto-estradas inúteis. São também responsáveis pela nacionalização de bancos privados, que se transformaram num pesadíssimo ónus para todos nós. E são ainda responsáveis pelo regabofe no gasto de dinheiros públicos, com a manutenção de instituições arcaicas como os governos civis e algumas direcções regionais, que pouco mais servem do que para dar emprego a correligionários políticos, para já não falar de organismos públicos e fundações de utilidade duvidosa. Enganaram-nos, através dos sucessivos PEC, sobre a sua capacidade de gerir o Orçamento do Estado. Enganaram-nos, ansiosos por manter o poder nas últimas eleições, com o aumento dos salários dos funcionários públicos e a promessa de não subida de impostos. E enganaram-nos com miríficas esperanças como a das energias renováveis, que, ao contrário do que reza a publicidade oficial, são caras e pouco eficientes, não passando por isso de uma flor na lapela de um casaco roto.

Sendo o primeiro-ministro ainda em exercício o principal culpado pelo estado a que o Estado chegou, ele não é decerto o único. Custa ver que o ministro das Finanças, com um doutoramento numa universidade de prestígio, não tenha erguido a sua voz a tempo no sentido de evitar desvario maior. Custa saber que o partido de governo, que tem grandes tradições democráticas e que se pode orgulhar de ter alguns homens impolutos, efectuou eleições internas com resultados similares aos da Coreia do Norte. E custa observar o Presidente da República que, numa situação que já era de enorme crise, nomeou um governo minoritário, não tendo sido capaz de o demitir em tempo oportuno.

Sei bem que a oposição tem pouco, muito pouco para dar, num quadro geral que não é apenas de ruína financeira e económica, mas também e principalmente de ruína ética e moral, alicerçada numa imensa deficiência da educação nacional. Contudo, por vezes, a democracia não serve tanto para escolher os melhores governos, mas mais para eliminar os que se revelaram maus (como fizeram aliás, há pouco, os irlandeses). Se a escolha em Portugal fosse, por hipótese, entre o actual primeiro-ministro e o rato Mickey, eu não hesitaria em votar no boneco da Disney.

23 comentários:

  1. A resposta à hipotese colocada no final deste texto, não é totalmente absurda, e não havendo melhor, na duvida, por certo a votaçao seria em massa no rato Mickey.

    Augusto Küttner de Magalhães

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  2. (…) e principalmente de ruína ética e moral (…) para isto não foi criado qualquer tipo de Fundo que nos valha. Nem tudo se resume à frieza dos números e ao poder do vil metal.
    NF

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  3. Sim, é o momento de pensar que reinício escolher:
    http://www.youtube.com/watch?v=kmNTqTlOV5Y

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  4. 1º O rato Mickey além de ser um sócrates em potencial

    limpou a imagem de uns animáculos estúpidos como pregos e transmissores de todas as pestes que dizimaram a humanidade

    E custa ouvir o Presidente da República que, numa situação que já era de enorme crise, há 6 anos atrás contrariamente a Sampaio manteve um governo inepto que pouco conseguiu reformar (excepção feita ao sistema de ensino e às pensões e mesmo assim foi mauzote) não tendo sido capaz de o demitir em tempo oportuno e só fazendo pequenos reparos sobre o endividamento das famílias
    que eram uma parcela do problema

    Sei bem que a oposição tem pouco, muito pouco para dar....sabe? como?

    pior do que os últimos 6 anos deve ser difícil
    até porque já não deve sobrar dinheiro para fundações guimarães 2012
    e para institutos e escolas superiores agrárias como a de castelo branco com mais professores do que alunos


    num quadro geral que não é apenas de ruína financeira e económica...também é exageradito

    100 ou 200 ou mesmo 300mil milhões de dívida
    não arruinam um pais

    fazê-lo cada vez mais deprimido e paranóide
    tamém num ajuda nada


    mas também e principalmente de ruína ética e moral....fale por si e pelos seus

    ainda há muita gente com princípios e fins


    alicerçada numa imensa deficiência da educação nacional....e isso significa exactamente o quê?

    a educação não é melhor nem pior do que era há 40 anos é ligeiramente diferente

    os alunos têm muito mais capacidade do que há 40 anos atrás simplesmente não se interessam pela escola nem pelos exames padronizados que se auto-reproduzem sem grandes dificuldades ano após ano


    Contudo, a democracia não serve tanto para escolher os melhores, mas mais para aqueles que aparentam ser os melhores

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  5. "Ask not what your country can do for you - ask what you can do for your country."
    John F. Inaugural Address by John F. Kennedy - January 20th 1961

    Talvez devessemos também deixar de nos questionarmos tanto sobre qual o partido ou líder que pode fazer mais por nós, e preocuparmo-nos mais com o que podemos fazer pelo país.

    É uma ilusão pensar que um governo, muito menos um primeiro-ministro, são os responsáveis pelo estado do nosso país. Somos todos responsáveis, pelo que fazemos e não fazemos.

    Desde que me lembro que é prática comum os trabalhos sem passar factura. Ou os esquemas para ir ao Algarve sem pagar portagem. E os sindicatos com um discurso 99% feito de exigências assentes em manter direitos adquiridos independentemente da sua viabilidade económica. E a generalização de que todos os políticos são desonestos e incompetentes sempre que cometem um erro (o síndrome do "treinador de bancada" que nunca colocou o pé em campo nem tem coragem para o fazer).
    Sem isentar os sucessivos governos passados das responsabilidades que tiveram nem deixar de exigir competência aos que virão, cabe-nos a todos nós, no mínimo, não tornar aos governantes a governação uma tarefa impossível. Somos nós todos que governamos o país, mesmo aqueles que não têm a consciência disso.

    A lista de pequenas coisas que podemos fazer é infindável. Como não deixar passar em branco o colega de trabalho que ao almoço vem vangloriar-se de ter comprado um micro-ondas e ter conseguido que lhe passassem uma factura de equipamento informático para meter no IRS. Ou quando chega a nossa vez de sermos administradores do condomínio recusarmos aceitar mais trabalhos do fornecedor que desde sempre faz lá pequenos trabalhos no prédio e nunca passa factura. Etc, etc., etc.

    Enquanto continuarmos a vangloriar e tolerar os espertalhões que defraudam a sociedade e a mandar abaixo governos, não vamos longe. Temos de aprender a gostar de nós e do nosso país e a ter outros discursos para além do da crítica destrutiva que é muito fácil e dá pouco trabalho.

    É só a minha opinião sobre algumas coisas que acho que precisam de mudar, a propósito de, e não em crítica à crónica do Rato Mickey.

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  6. ... E, contudo, as sondagens vão destapando cada vez mais, cada vez mais um bocadinho... a real possibilidade de um Sócrates Parte III. Espantoso não é? Eu, quando penso nessa possibilidade… nem sei o que pensar! Mas lembro-me várias vezes de ter dito para mim em tempos idos que «só os italianos para elegerem um Berlusconi três vezes». Aiii... que perto estou de morrer como o peixe!

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  7. Felicito-o pelo desassombro da argumentação. Nos dias que correm, dominados pela intoxicação pró-socrática, já precisamos de assinalar os escassos exemplos públicos que fogem ao controlo acéfalo da Propaganda dominante. Talvez não seja despiciendo que entre os que estudam ou estudaram Ciência haja maior resistência à mentira e à Propaganda. Questão de hábito mental, de método e disciplina no raciocínio. Daí a necessidade de reforçar a cultura científica entre os cidadãos.

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  8. Um abraço de completa solidariedade, Carlos.

    É exactamente isso. Não podemos permitir a continuação da actual governação, que tanto tem prejudicado o país até em termos éticos. Sejam quais forem as limitações da oposição - e concordo com a tua percepção -, basta do que tivemos até aqui. Temos de exigir uma nova governação que seja ética, competente e orientada ao serviço público. Temos igualmente de elevar a nossa voz e reforçar a nossa participação cívica, como tens feito de forma tão qualificada.

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  9. O pior são as sondagens da católica: parece ser difícil que o Carlos F. consiga ser o Ministro da Ciência de Passos Coelho. Corrija o tiro.

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  10. "Não podemos permitir a continuação da actual governação"
    "Temos de exigir uma nova governação que seja ética, competente"
    Já ouvi isto há uns 75 anos. Mas agora é difícil que a história se repita...

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  11. O que mais me parece extraordinário, ou insólito, ou dramático, ou... é que ainda não surja como (socialmente) ÓBVIO que a esmagadora maioria das pessoas queira mesmo mudar de vida, alterando para outro nível de clareza e rigôr as regras com que tem vivido...

    Diogo Azevedo

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  12. E-mail enviado ontem a Carlos Fiolhais e que me parece oportuno reproduzir aqui:
    «Venho dizer-lhe que achei excelente o seu artigo de hoje no Público. A dicotomia da escolha entre Sócrates e o rato Mickey é genial.
    Infelizmente para nós, a maior parte dos portugueses não lê jornais, anda mal informada e, pior do que isso, anda iludida com tanta mentira e desfaçatez.
    Com as sondagens conhecidas, receio o pior nas próximas eleições. De qualquer modo, voto Mickey...
    Um abraço amigo,
    Eduardo Martinho»
    Cf. http://tempoderecordar-edmartinho.blogspot.com/2011/05/viva-o-rato-mickey.html

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  13. Essa do rato Mickey não gostei apesar de se inserir na linha hoje em voga de chamar nomes aos políticos em vez de discutir políticas.
    Joana Sousa

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  14. Anónimo: Não se refugie no anonimato para comentar as afirmações de outras pessoas de forma enviesada e distorcida, até porque Já temos pessoas demais a agir assim em Portugal - começando por pessoas em funções de elevada responsabilidade e que deveriam estar norteadas por ética, competência e orientação ao serviço público - e que não estão.

    Quando refiro "Não podemos permitir a continuação da actual governação - Temos de exigir uma nova governação que seja ética, competente e orientada ao serviço público", refiro-me ao exercício do voto nas próximas eleições legislativas. E isso não existia há 75 anos.

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  15. "Custa ver que o ministro das Finanças, com um doutoramento numa universidade de prestígio, não tenha erguido a sua voz a tempo no sentido de evitar desvario maior." ??? Mas isto é uma questão política ou de graus académicos? !!!!!

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  16. O que se afigura como mais plausível, não será o rato Mickey.

    O mais certo é que o trabalho deste primeiro ministro se assemelha ao do flautista de Hamlin.

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  17. Subscrevo! Já estamos a bater nesta tecla há tanto tempo quanto o governo a bater na tecla da ilusão e da mentira. Mas, o que mais constrange quem se dedica a fazer análise objectiva e não "clubista", nesta conjuntura, é verificar-se que há uma boa camada de "camaradas" que ainda estão no ponto de partida como se fossem mentes de chumbo! Uma espécie de retrocesso da humanidade, ou uma praga. Mas, vamos lá, porque "água mole em pedra dura tanto bate que fura"

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  18. O que me surpreende é que pessoas lúcidas continuem a escrever sobre "a culpa do Sócrates". Na verdade, ele só deu o mote. A partir daí, milhões de pessoas inteligentes acreditaram nele (ou quiseram acreditar, ou deixaram-se acreditar) e actuaram em conformidade. Não foi ele que se elegeu, não foi ele que se reelegeu e... aparentemente se re-elegerá. Tal como muitos "maus líderes", na história da humanidade!

    Eu acredito que só há má liderança, com "pior seguidança". Pensem nisso e avaliem quanto da responsabilidade não é v/nossa!

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  19. Mas quem decretou que Sócrates é um mau líder? Vocês? É que há muitas opiniões, isso vocês esquecem.

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  20. não é um mau líder é um óptimo líder

    é é um mau primeiro-ministro não pela educação...

    Mariano Gago foi a melhor escolha em 37 anos....

    e no restante ensino também não foi do pior

    o problema é que por injectar $ em tudo
    nada o absolve como mãos largas

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  21. Existem filtros naturais criados pelas pessoas às notícias que recebem. Acredito que (eu) tenha alguns porque não sou dono e senhor do conhecimento. Mas o seu texto deixa algo a desejar.

    O Sócrates pode ser criticado por muita coisa, pelo grau de engenheiro (já que ele já era engenheiro técnico civil), pela arrogância, por mentir... Mas é preciso ser justo na avaliação e o seu texto não tem nada de justo. É o (habitual) bota abaixo. E habitual porquê? Ora vejamos, temos o caso Freeport, temos o Jornal (sensacionalista) nacional da TVI, o caso Manuela Moura Guedes, o caso Armando Vara. Desde o início que se vê uma perseguição, um levantamento de casos infundados contra ele. Felizmente ele é resistente e não se deixa deitar abaixo.

    Quanto à governação. Você como cientista devia ter um olho analítico sobre a coisa e saber ver para além do que lhe mostram, mas o seu texto não demonstra tal. Assistimos e sentimos todos o início de uma crise MUNDIAL em 2007. Com vários bancos a irem à falência e a deixarem famílias, empresas e pessoas ricas com contas suspensas. Para bem de milhares ou milhões de portugueses dois bancos foram nacionalizados. É uma medida criticada por uns e aclamada por outros. Eu acredito que era necessário providenciar ajuda às pessoas que de um dia para o outro se viram sem conta bancária. E como cabeça deste esquema que levou à depenagem do Estado temos um ex-ministro PSD. Incrível!

    Quando o défice atingiu os 2,7% do PIB (fonte Eurostat), o tal mentiroso, fez uma declaração em que afirmou que após a meta do défice estar atingida se iria preocupar em promover ajudas ao emprego, etc, e que iria implicar um agravamento do défice. Como toda a gente vê diariamente nos telejornais o desemprego elevado é mundial, o que levou a que as exportações caíssem a pique. A economia portuguesa, que não é auto-sustentável, ressentiu-se. Mais empresas faliram e, consequentemente, desemprego foi gerado.

    Em suma, estivemos e estamos numa crise que não temos poder para a controlar. Tudo o que consumimos é importado, vivemos, trabalhamos e produzimos para exportar. Não passamos facturas, fazemos dupla facturação e fugimos a tudo sempre que podemos. A nossa diferença para o povo nórdico é apenas a mentalidade. Com outra mentalidade éramos ricos!

    Mas o pior (poderá) estar para vir com um governo do PPC. Alguém que nada fez na vida. Tirou um curso numa universidade manhosa, teve empregos apenas à custa do partido... Olho para a biografia dele e não vejo um único emprego em que possa dizer que o teve por mérito.

    Mas se ainda tiver dúvidas compare as finanças do Estado Português quando o Catroga era ministro, em que "chuviam" milhões de CONTOS da europa e o dinheiro era desperdiçado, dissipado, desgovernado. Com uma boa aplicação, as empresas teriam efectivamente utilizado o dinheiro para se modernizarem estando fortes e preparadas para o futuro, as derrapagens em auto-estradas e estradas que eram mandadas refazer devido à sua má qualidade de projecção e construção, câmaras municipais que receberam mundos e fundos para construírem piscinas e edifícios municipais e nada apareceu feito... Foi o tempo do desperdício e do roubo. Mas, infelizmente, a memória é curta. Poderia falar sobre muito mais, mas o texto já vai muito longo...

    Com os maiores cumprimentos,
    Luís Sousa
    Químico pela FCUP

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  22. ANONIMATO FAZ LEMBRAR OUTROS TEMPOS OU FALTA DE CORAGEM. É TAMBÉM A TOCA DOS COBARDES. TRANSCREVO NA ÍNTEGRA AS PALAVRAS DE J.A.SALCEDO:
    "Não se refugie no anonimato para comentar as afirmações de outras pessoas de forma enviesada e distorcida, até porque já temos pessoas demais a agir assim em Portugal - começando por pessoas em funções de elevada responsabilidade e que deveriam estar norteadas por ética, competência e orientação ao serviço público - e que não estão."
    TENHAM CORAGEM QUE O BARCO (DA GOVERNAÇÃO), INFELIZMENTE,AINDA NÃO NAUFRAGOU. NÃO FUJAM COMO RATOS... FINALMENTE, APOIO INCONDICIONALMENTE A OPINIÃO DO PROF. DOUTOR CARLOS FIOLHAIS, EMBORA O RATO NÃO TENHA A MENOR CULPA DA NOSSA SITUAÇÃO.
    ASSINO COM O MEU NOME E, MAIS DECLARO, POR SER VERDADE, QUE SOU MILITANTE DO PSD. CONTRA O ANONIMATO E PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - ANTÓNIO SANTANA ABELHA

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