sábado, 31 de dezembro de 2022

NEGO-ME A ABANDONAR A ESPERANÇA DE FAZERMOS O QUE SE DEVE FAZER

Somos seres de esperança. De uma esperança no que é mais elevado no humano. Sem ela definhamos e acabamos. Será por isso que, como humanidade, cedo criámos momentos para a reafirmar. A passagem de ano é, em tempos mais recentes, um deles. Assim, nesta passagem de ano, insisto na necessidade de mantermos a esperança na educação escolar pública.

Não dependendo a disposição a que me refiro apenas e só do acaso ou de circunstancialismos externos, que julgamos não dominar, mas sendo, em grande medida, fruto da nossa posição, da nossa vontade, como educadores, precisamos – reconhecidamente em contra-corrente – de voltar a concentrar-nos na formação dos mais jovens. Por isso, precisamos de reencontrar, em nós mesmos, a determinação para educar em função de princípios estimáveis. Precisamos de nos comprometer com o futuro. 

Neste apelo, uso o saber de Zygmunt Bauman que, com noventa anos já feitos, disse:

"Nego-me a abandonar a esperança de fazermos o que se deve fazer" (aqui).

“Deus nos livre de perdermos a esperança (...) tenho esperança na razão e na consciência humana, na decência”. E acrescentava, "não há razões sólidas para ser optimista [mas] esta é a nossa oração. Não sou um profeta. [Sei, no entanto, que] se perdemos a esperança será o fim” (aqui).

1 comentário:

Alberto disse...

Se queremos realmente construir uma nova escola, temos de começar pelos alicerces. Copiar teorias educativas estratosféricas, de países ricos, e aplicá-las à força em Portugal, um país bastante pobre, sem atender ao contexto socioeconómico, dentro e fora de sala de aula, demonstra falta de criatividade e excesso de parolice. Apesar de tudo, como a esperança é a última a morrer, apelo, mais uma vez, a Sua Ex.a, o Senhor Ministro da Educação do Governo da República Portuguesa, Professor Doutor João Costa, para que acabe com a obrigatoriedade do preenchimento absurdo dos inumeráveis quadradinhos das grelhas de avaliação, que nada avaliam, e devolva aos professores a autonomia técnica e científica que lhes permita voltarem a ensinar matérias que vão além da Filosofia Ubuntu.
Peço justiça!

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