sábado, 24 de dezembro de 2022

NÃO OUSES NEGAR AS LÁGRIMAS DE UM POETA

I)

Não ouses negar as lágrimas de um poeta

Nem a pulcritude onde esquece o malogro,  

Negar-lhe até a encarnada folha de um bordo.

Quem tem palavra, amanhã sempre desperta

Na face tão pulcra, no fulgor de um corpo.


II)

Tanta luz que não é tua…

E a que não cruzou a rua.


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