domingo, 6 de novembro de 2022

Sem as tuas mãos níveas

Sem as tuas mãos níveas,

Vejo sempre as minhas vazias.

Sem o teu coração,

Não ouço os dias.

E sem o teu olhar melífluo

Só tateio paredes frias.

 

Sem a tua terna voz,

Não palpo o túmido peito.

Sem o teu polpudo lábio,

Em terra nunca me deito.

E sem o teu aflito abraço

Digo para mim que te aceito.

 

Com as tuas mãos vazias,

Vejo sempre as minhas cheias.

Com o teu coração,

Ouço os dias que ateias.

E com o teu olhar melífluo

O teu corpo no meu o deixas.

 

Com a tua terna voz,

As mãos recrudescem tanto.

Com o teu polpudo lábio,

No chão te ponho e canto.

E com o teu aflito abraço

Te acolho e amo em pranto.

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