terça-feira, 24 de maio de 2011

Quatro e não três competências!

Professores do 1.º Ciclo receberam nas suas caixas de correio electrónico mensagem de uma editora de manuais escolares sensibilizando-os para consultarem um anexo que continha informação pertinente relativa aos pontos fortes dos seus manuais.

O anexo, muito bem apresentado a preto, cinzento e vermelho, consoante o que se queria destacar, não é muito extenso. Mas para comentar devidamente todos os aspectos que aflora seriam precisas inúmeras páginas, o equivalente, talvez, a uma dissertação académica.

Assim, de momento, detenho-me apenas num desses aspectos: as competências que se diz serem tidas em conta no manual de matemática, para, obviamente, serem ensinadas e aprendidas. Citando:
Nas explicações Jogo – Alia o desenvolvimento cognitivo a uma componente lúdica que permite uma competitividade saudável e o desenvolvimento das capacidades transversais raciocínio, comunicação e resolução de problemas;

Página de Resolve Problemas – A resolução de problemas é aqui trabalhada de uma forma mais explícita valorizando as 3 capacidades transversais – raciocínio, comunicação e resolução de problemas, fomentando também a discussão das diversas estratégias usadas pelos alunos.
Ora bem, deduzo que os autores do manual em causa terão tomado por referência as competências fundamentais que o Pisa se propõe medir, as quais passaram a constar em provas de avaliação de carácter nacional (provas de aferição, exames nacionais...), bem como nos novos Programas de Matemática para o Ensino Básico (ainda que aqui se encontrem disseminadas entre muitas outras).

Só que essas competências são quatro, e não três. A quarta é aquisição de conceitos e procedimentos (a par do raciocínio, comunicação e resolução de problemas).

A ausência de alusão a tal competência nesse anexo é particularmente estranha, sobretudo se pensarmos que um manual deve sistematizar... conceitos e procedimentos.

1 comentário:

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.