domingo, 28 de novembro de 2010
NOVOS ANIMAIS CAVERNÍCOLAS
Dado ter sido espeleólogo em jovem, continuo a interessar-me pelas novidades que vêm dos mundos subterrâneos. Agora chegou-me a boa notícia da descoberta em Portugal de de duas novas espécies animais adaptadas completamente à vida subterrânea (chamados troglóbios): um novo género e nova espécie de pseudoescorpião, Titanobochica magna (na figura, foto de um dos descobridores, Ana Sofia Reboleira da Universidade de Aveiro) e a nova espécie de escaravelho Trechus tatai.
Segundo a referida investigadora: "O novo pseudoescorpião é um dos maiores do mundo. Um predador de aparência espectacular, de grandes dimensões e com adaptações extremas à vida nas grutas. Pertence à família Bochicidae, cujos representantes são quase todos cavernícolas. É considerado uma relíquia, sendo o segundo representante desta família na Europa. A sua descoberta enfatiza a relevância da Península Ibérica como refúgio de uma fauna antiga de artrópodes."
Por outro lado, acrescenta ela: "O novo escaravelho cavernícola pertence à família Carabidae e vive nas grutas da Serra do Montejunto. Esta descoberta eleva para quatro o número de espécies, de escaravelhos cavernícolas, descritas das grutas cársicas nacionais, todos pertencentes ao género Trechus."
No Ano Mundial da Biodiversidade é de saudar a descoberta de novas espécies em espaços debaixo dos nossos pés!
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3 comentários:
Sim é de saudar.
E de salientar.
Como faz persistentemente e generosamente (com uma generosidade inteira e limpa) o meu muito estimado professor Jorge Paiva, sempre em "peregrinação" pelas escolas básicas e secundárias do país, lembrando insistentemente que há espécies que eventualmente se estão a extinguir que sem nós saibamos sequer que existem, nem que benefícios nos proporciona(va)m.
Isto para lá dos dias e anos mundiais disto e daqueloutro que, apesar das boas intenções de muitos são oportunidade para o folclore (e proveito) de outros.
Resolver os problemas, ou lutar ou proceder diariamente em conformidade, é que é mais difícil.
Como já tinha o PDF sobre os troglóbios portugueses, que mão amiga me fez chegar, envio-o para o mail do De Rerum, caso alguém o queira consultar.
Haverá maior diversidade que a que existe na bicharada humana?... JCN
O meu anterior comentário está gralhado e mal pontuado. Pelo facto apresento desculpas.
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