sábado, 16 de junho de 2007

A CRIAÇÃO ESTÁ PRÓXIMA!

Está mesmo. Aqui ao lado estão Adão e Eva ainda no Jardim do Éden, depois do sexto dia mas antes de trincarem a Maçã. Esta cena está em exposição no Museu da Criação, em Kentucky, que abriu a 28 de Maio e espera atrair 1/4 de milhão de visitantes de todos os EUA neste primeiro ano.

Se não acredita, veja aqui. O Museu da Criação finalmente explica-nos tudo, mas tudo aquilo com
que os malandros dos cientistas nos andaram a mentir e a confundir, desde aquelas histórias esquisitas de o Universo ter mais de 6000 anos até às tretas da evolução. Afinal ficamos a saber a verdade verdadinha: Adão e Eva existiram mesmo, foram contemporâneos dos dinossauros que eram pacíficos vegetarianos e os olharam curiosos quando foram expulsos por Jeová do Jardins do Éden. E todos os animais, incluindo dinossauros, embarcaram felizes na Arca de Noé. A propósito, foi o Dilúvio que esculpiu o Grande Canyon em 40 dias. A prova está num filme com cadeiras a tremer realizado por Patrick Marsh (criador dos efeitos especiais de Jaws ou King Kong que, como todo o staff do Museu, teve de assinar a sua declaração de adesão aos princípios do ministério).

Depois, um elaborado processo orquestrado pelo Divino arquitecto leva-nos a pensar que o registo fóssil, os fenómeno físicos como o transporte de calor e de massa ou a radioactividade , etc, confira ao nosso planeta idade superior a 6.000 anos. Pura ilusão. Há 52 filmes neste Museu da Criação, obra da insuspeita organização Answers in Genesis, que provam o contrário. Não importa que as provas precisem dos efeitos especiais do criador de Jaws ou King Kong, ou que o Museu da Criação tenha custado uns miseráveis 27 milhões de dólares, já pagos antes da abertura por donativos anónimos. Quem se importa com esses pormenores mundanos quando o que está em causa é a glória de finalmente termos a certeza da palavra revelada?

Os dinossauros e fósseis são aqui tão centrais que são criaturas semelhantes a girafas ou leopardos, que vivem nos dias de hoje. Os fósseis, ensina o Museu, não são mais antigos do que a Arca de Noé; os dinossauros estavam na Arca. Não sei o que o Museu afirma, se é que afirma alguma coisa, sobre a teoria de Kelvin do arrefecimento da Terra (que previa centenas de milhões de anos e era anterior à descoberta da radioactividade) ou sobre a radioactividade propriamente dita. Haverá uma teoria bíblica da Física Nuclear?

O Museu da Criação perverte assim tudo o que sabemos sobre a História Natural. Os Museus de História Natural desenvolveram-se com o espírito iluminista, tentando abrir e mostrar a todos colecções enciclopédicas de objectos naturais abertos a investigação e organização. A evolução darwiniana trouxe a primeira teoria a esta massa de dados mais ou menos caótica. E a moderna genética proporcionou à evolução a sua base teórica num contexto bioquímico. Cada vez que tomamos vacinas anti-gripe confiamos implicitamente na teoria da evolução e selecção natural feita em tubos de ensaio.

Do ponto de vista do Museu da Criação, a catástrofe é recente: tudo começou quando a autoridade literal da Bíblia foi abandonada pelos filósofos da Igreja que a começaram a tomar em sentido apenas figurado e não literal, bem como pelos filósofos do Iliminismo. Para o Museu e seus ideólogos, foi o plano inclinado que levou à crise actual do livre pensamento, do qual Deus nos guarde.

Para saber mais sobre o inacreditável Museu da Criação, veja por exemplo o New York Times, a Salon, a BBC, a Stuff, ou o Yahoo News. Aviso: não conte com uma opinião neste blog a propósito de uma visita pessoal. Não vai haver, pelo menos deste autor.

23 comentários:

  1. Meu Caro Jorge Buescu
    Quando o nível de ignorância chega a um ponto desses, não vale a pena tentar convencer os ignorantes acerca da verdade conhecida. A presença de dinossáurios, por exemplo, na companhia de Adão (nome simbólico pela sua relação com "barro")e Eva (outro nome simbólico, ligado à ideia de "vida")só é possível para quem não viu mais que filmes e histórias que misturam homens e dinossáurios. Por isso fico danado quando vejo fantasias do género, e já muitas vezes tive de explicar a crianças e jovens que uns e outros viveram em épocas muito distintas.
    Os americanos têm essa capacidade desconcertante de produzirem alguns dos principais sábios do mundo e os mais ignorantes cidadãos sob qualquer ponto de vista. Claro que esse inenarrável museu não representa nem o pensamento dos metodistas, dos epicospalianos e outros, e obviamente que não o dos católicos, pelo menos na sua esmagadora maioria. Se de facto na cena do "pecado original" (um dos mitos bíblicos mais usados pelos pintores, devido à força dramática que contém) consta uma maçã, temos logo à partida um erro primário relacionado com a própria Bíblia, que não fala de maçã nenhuma. Ela fez escola na pintura devido à harmonia das formas e à beleza estética quando posta na mão da mulher.
    Como sabe, o mito do dilúvio existe em muitas civilizações. Não é exclusivo do Médio Oriente, pois na América várias são as culturas índias que o contam à sua maneira.
    Claro que uma pessoa que acredita nisso não tem a mínima noção do ridículo e muito menos do simbolismo e do modo de contar histórias de proveito por parte dos semitas. Há uns bons pares de anos, deu-me na cabeça explicar a Bíblia, pelo menos o que fosse possível, a um grupo de adultos. Num dos dias o pároco, homem de pouca cultura embora boa pessoa, esteve por perto a ouvir. Nada disse contra e pareceu-me ter ficado convencido. Mas, poucos dias depois, a missa incluía uma leitura dessa passagem do Cénesis. E o pobre do homem, na homilia, lá pôs a arca a flutuar a mais de cinco mil metros de altitude no monte Ararat!
    Quando a ignorância chega a tais alturas nada há a fazer. O meu avô materno era um homem de uma inteligência quase genial. De tal modo que aprendeu a ler sozinho a partir de uma cartilha ilustrada. (O pai não quisera que ele aprendesse a ler para não escrever cartas às "noivas" quando fosse grande. E cumpriu-se-lhe a vontade, porque o meu avô só conseguia ler letra de imprensa e não sabia escrever.) Conversávamos muitas vezes, e eu tentava desfazer algumas confusões suas. Mas havia uma em que nunca me meti, porque sabia que ele não aceitaria, e eu perderia a credibilidade que ele me dava: o facto de o Sol não andar à volta da Terra.
    Repito que é inútil "pregar" a essa gente. A ignorância, quando corresponde àquilo em que as pessoas querem acreditar, não é passível de ser combatida.

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  2. Incrível também como pelos vistos há 6000 a Eva já estava depilada, como mandam as regras actuais. :P

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  3. O museu deve ser mitico. Tenho de lá ir um dia

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  4. "Os americanos têm essa capacidade desconcertante de produzirem alguns dos principais sábios do mundo e os mais ignorantes cidadãos sob qualquer ponto de vista."

    Este ponto de visto é muito comum mas também muito tolo.

    A propósito, comentei nas minhas palavras cruzadas (vd homepage
    http://aliastu.blogspot.com) nos termos que a seguir transcrevo:

    Vai abrir o "Museu da Criação", em Kentucky, USA, uma aberração anunciada há já algum tempo.
    .
    O assunto, a que se refere um "post" em De Rerum Natura , para lá das incidências folclóricas que estas extravagâncias suscitam, é importante pelo impacto que tem na formação da opinião pública. Sabe-se que uma parte importante da população norte-americana acredita na "teoria da criação" e apenas uma minoria tem alguma percepção da "teoria da evolução". Não sabemos que parte da população portuguesa tem alguma ideia acerca do evolucionismo mas não arriscamos muito se dissermos que será certamente muito inferior à norte-americana. Os dinossauros tornaram-se os personagens mais populares entre a pequenada mas é uma vaga que não tem induzido quaisquer contradições no imaginário popular entre o tempo em que os (hoje) simpáticos gigantes habitaram a terra e os tempos bíblicos da criação do mundo. Mais milhões menos milhões anos não afligem quem se dá mal com a contagem dos zeros à direita e bebeu da fé em pequenino.
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    Ridicularizar o "Museu da Criação" só tem eco junto daqueles que têm algum entendimento da evolução do Universo, segundo a Ciência. Quanto aos demais, não percebem a anedota.
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    O que não deixa de ser perturbante é que, se o confronto se desse entre museus e "museus", os primeiros ganhariam por margem esmagadora. Este "museu" do Kentucky não tem dimensão visível se comparado com os milhares de museus de história natural em todo o mundo. O número de visitantes diários do Museu de História Natural, em Washington, por exemplo, é impressionante.
    .
    A razão desta contradição tem de procurar-se fora dos museus e deste "museu": O "museu" do Kentucky é, na realidade, a Bíblia contada, literalmente, de forma ilustrada a três dimensões e com meios audiovisuais. Se a questão preocupa (e deve preocupar) os cientistas ela deve derimir-se no confronto entre a ciência e a fé.
    .
    Esse confronto, contudo, foi até gora adiado por razões políticamente correctas.

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  5. Pf. leia "dirimir" e "politicamente"
    e não o que lá está.

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  6. Há uma teoria que diz que a seguir ao nível de consciencia mítico e das regras, e das morais, vem um nível em se procura dobrar estas regras, dobrar as morais para justificar certos comportamentos e atitudes mais "modernas". No entanto, quando se dobram demasiadas regras e morais, há quem surja para defender ainda mais regras e morais, num outro suposto nível de consciência em que se defende aqueles que são vítimas de tamanho abuso por parte de quem procura, pela competição e constante procura de oportunidades, viver como se não houvesse amanhã. Ou seja, vive-se como se não houvesse problemas, mas sim soluções. Mas no entanto, é irónico perceber que as soluções apresentadas, são problemas para outras pessoas. Ou seja, é uma espiral que não mais acaba e que dificilmente tem uma resposta apropriada. Bem-vindo ao mundo pós-moderno, que na sua procura por um eterno desfazer das noções básicas de moralidade e regras de conduta, só não faz mais que defender ainda mais moralidade e regras, sendo que estas se baseiam no que cada um acha melhor para si mesmo. E no final, este mundo pós-moderno só vai fazendo escalar um número maior de pessoas que parecem bem egocêntricas (sem noção de regras básicas, algo tipo pré-moderno), onde cada um defende as regras que se adequam melhor ao seu estilo de vida. Há alguma semelhança com o mundo pós-moderno?

    2Pe 3:3 "nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências"

    1Pe 3:17 "Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal. Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água"

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  7. Rui, o facto de eu ter referido os extremos da cultura americana não invalida que cá eles existam. Com a agravante de que temos menor percentagem de pessoas cultas e uma muito maior de ignorantes. Quando, por exemplo, nos escandalizamos por cerca de 40% dos americanos não saberem onde fica o Iraque, nem imaginamos a percentagem de portugueses que desconhecem onde fica... Chaves.

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  8. Bem lembrado, quais maçãs? Eles "comiam" era nenúfares na época, como a foto do post tão bem documenta.

    Artur Figueiredo

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  9. O que me parece mais curioso em tudo isto é o facto de os autores do museu aceitarem sem quaisquer problemas as teorias científicas todinhas no que diz respeito a construir maquinetas, meios audiovisuais, bonecos, etc, mas pretenderem rejeitá-las quando não lhes dá jeito relativamente à Bíblia.

    Seria como dizer: ando de avião, mas não acredito na gravidade porque é contra a minha religião.

    Eu lamento se insulto leitores com esta observação, mas isto é do mais estúpido que existe. Acreditar que Deus existe e que lhes deu inteligência para rejeitarem os frutos da mesma é das maiores idiotices da história do Universo. Dinossauros com cérebros de galinha incluídos.

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  10. "os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; "
    Pronto, aqui todos percebemos.

    "na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água"
    Aqui, ficamos na dúvida. É da água que beberam? Não é?

    Artur Figueiredo

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  11. O que importa é que para 6000 mil anos, estamos bem conservadinhos.
    Concordam, não concordam?

    Despeço-me,
    Artur Figueiredo

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  12. O que é que se passava com a relva à 6000 anos?
    Devia ser tenra que nem calhaus.
    Os dinossauros eram vegetarianos, por isso precisavam daqueles dentinhos para andarem tranquilamente a pastar.

    guida martins

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  13. O Adão ainda não, mas o Abrãao já teve que se pendurar em muita liana para se safar de muito T.Rex.

    Artur Figueiredo

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  14. Os senhores catequistas podiam ao menos ter o bom senso de perceber que toda a gente sabe que o que não falta por aí são casas de "ensinar a bíblia".

    - Interessados! É só dirigir ao local.

    Já locais onde se possa aprender algo que manifeste as melhores capacidades intelectuais humanas, rareiam.

    Se isto não é verdade, então que me digam onde estão os nossos contemporâneos monásticos reconhecidamente de elevada estatura intelectual, científica e artística, prémios Nobel ou não. Romancistas, poetas, artistas plásticos, bioquímicos, astrofísicos, músicos, ou tantos outros?

    Agradeço desde já as dicas.
    Artur Figueiredo

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  15. Artur
    A sua provocação é mais uma a juntar a outras que são por aqui uma constante. Se vocês querem ficar a falar sozinhos, então eu retiro o que disse ao António Parente e retomo o meu silêncio.
    Quanto à pergunta final, nem como retórica serve. Com a especialização da ciência, é mais que óbvio que um padre isolado ou um convento já não são a melhor maneira de investigar. Mas, se quer saber, pois fique sabendo que os Jesuítas continuam a dedicar-se a investigação científica. Nomeadamente no que se refere à Astronomia e no próprio Vaticano.
    Por que razão não pergunta pelo que fazem as organizações cristãs pelo bem da humanidade?
    O vosso comportamento (dos declarados ateus) neste blog abona muito pouco em favor da ética que vos rege.
    Passe bem.

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  16. "Num dos dias o pároco, homem de pouca cultura embora boa pessoa, ....E o pobre do homem, na homilia, lá pôs a arca a flutuar a mais de cinco mil metros de altitude no monte Ararat!
    Quando a ignorância chega a tais alturas nada há a fazer."

    Estas palavras já de hoje do próprio Daniel de Sá é que procuram retratar a quem é que está entregue o catolicismo.

    Em relação à igreja procurar fazer alguma ciência conheço relativamente bem o exemplo dos jesuítas e também lhe digo que não é só a equipa do Observatório Astronómico do Vaticano. Mas eu não disse que a igreja ignora a ciência, perguntei por gente com reputação conhecida, que pelos vistos ninguém ainda me soube dizer.

    Se em relação à ciência ainda se pode tentar disfarçar com as condições necessárias à sua prática, nas outras áreas (literatura,artes plásticas,música, etc) eu só posso entender que nos dias agitados de hoje a vida stressante de convento não deixa muita margem.

    Pergunto-me muitas vezes tanto pelas coisas boas como pelas coisas más da igreja e na minha opinião não resta claramente nenhuma dúvida que o balanço é francamente negativo.

    Julgo poder ter esta opinião e defende-la!
    Tal como muitos católicos criticam o criacionismo eu tenho o direito de criticar o criacionismo, o cristianismo,o catolicismo e outros.

    Alguém abandonar o blogue por minha causa só pode ser um equívoco. Eu manifestei-me relativamente a encherem estas caixas de comentários de histórias sem pés nem cabeça e páginas e páginas de bíblia.

    Relativamente a ética, felizmente para uns e infelizmente para outros, só pode ser administrada à proporção de cada um.

    Artur Figueiredo

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  17. Artur,

    Quanto à ética sempre lhe será possível ir até Aristóteles e sua dedicatória específica a Nicómano para vermos que neste particular tanto relativismo moderno poderia e deveria ter enquadramentos intemporais. Nem precisamos de ir à ética religiosa cristã..., portanto!
    Se quer dois exemplos portugueses que eu conheço de homens distintos de ciência e católicos professos e confessos lembro-lhe o padre Luís Archer, ao que sei distinto homem da genética e que celebra, e o historiador "eremita" e franciscano José Mattoso. Quanto ao mais julgo que em abono da ciência, só para relembrar o próprio Popper e o sociólogo anti-positivista Raymond Aron, valerá a pena manter os espaços abertos de diálogo enriquecedor. Aliás, o que é considerado o maior teólogo vivo e que ao momento é Papa em Roma é um eloquente defensor desses mesmos espaços de diálogo franqueados...
    Voltaremos em outras ocasiões, certamente...

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  18. J.P.Correia,

    Já mencionei neste blog a elevada estatural intelectual de José Mattoso que admiro. Luis Archer pouco mais conheço do que de nome e nem sabia que era padre. Penso não ser necessário, mas volto a agradecer.

    Relativamente a ética, quer vista como moral e costumes quer como a "forma" de ser, não consigo encará-la sem a sua ponderação com o primado da liberdade.

    Mas para debatermos mais concretamente este assunto os casos concretos em que eu possa ter demonstrado menos ética ou uma postura mais moderna ou pós moderna parece-me poderem ser mais profícuos.

    Artur Figueiredo

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  19. Rick Boyce, a professor in the department of biological sciences at Northern Kentucky University, attended the Rally for Reason protest outside the gates on opening day -- not as a scientist, but as a Christian.

    "I agree with Lawrence Krauss when he says it's a fraud," said Boyce, who carried a sign at the rally that said, "Bad science, worse religion."

    "I am a biologist, but I've also been concerned about this as a Christian," Boyce said. "I am a Quaker. As a Christian, I kind of resent being tarred with the same brush and lumped with the creationists. As a scientist, I'm offended when they say the earth was created 6,000 years ago.

    http://citybeat.com/gyrobase/Content?oid=oid%3A139674

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  20. Eu gostava de visitar o museu...deve ser divertido!! O que me preocupa de facto é que nas escolas "bombardeiem" as crianças com tantas palermices.

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  21. A criação desse tipo de museus devia ser proibida. Não se justifica que se permita que se passem a tão grande escala mensagens tão idiotas.

    Adão, Eva e dinosssauros?? LOL

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  22. Quando o conflito entre Tutsis e Utus rebentou, os primeiros a serem sacrificados foram, não os extremistas opostos que poderiam ser o ponto fraco do "inimigo", mas sim os moderados que procuravam a razão na conciliação dos extremos (no caso, para que não ganhassem força suficiente e impedissem o conflito de se desenvolver).
    Parece-me compreensível o papel organizador da sociedade que, com a taxa de ignorância que dominava na altura, tem a simbologia da moral bíblica. No fundo parece-me que procurava apenas atribuir um sentido moral à sociedade (moral da época), um código de conduta. Se me parecem absurdas as interpretações objectivas desses textos, e mais ainda a estrutura de poder que se desenvolveu em seu torno, também me parece fundamental que no extremo oposto não se descuide do sentido simbólico que tal organização talvez pretendesse dar à sociedade.

    Ricardo Fernandes

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