segunda-feira, 9 de abril de 2012

E AGORA, JOSÉ ?

8 comentários:

  1. Aí...quando comento o tamanho da brincanagem, e que Deus queira vos tivéreis por blindagem, o desassossego suscita Drumond.

    ResponderEliminar
  2. Acho que os exemplos dados são desadequados... Ninguém está a pensar (julgo eu!) em atribuir género aos nomes que são uniformes quanto ao género...

    ResponderEliminar
  3. Os brasileiros não podem fazer nada, nós podemos:

    assinamos a ILC.

    http://ilcao.cedilha.net/docs/ilcassinaturaindividual.pdf

    ResponderEliminar
  4. Achei sua posição muito mesquinha e motivadas por razões políticas contra sua presidenta.

    Não sou professor nem bacharel em letras, mas me lembro do colégio sobre os "substantivos comuns de dois gêneros" (Ex.: o patriota, a patriota; o viajante, a viajante; o dentista, a dentista). No entanto palavras como Engenheiro, Físico e Presidente sofrem flexão de gênero! Uma breve consulta ao dicionário evitaria esse constrangimento.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lucas, sobre "Presidenta", veja o que diz Antônio Houaiss no seu Dicionário.

      Eliminar
  5. Torneira Mecânica?Veja matéria em:

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/celso-arnaldo-captura-a-presidenta-que-resolveu-inventar-a-torneira-mecanica/

    ResponderEliminar
  6. E agora, José?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    e agora, José?
    e agora, Você?

    Você que é sem nome,
    que zomba dos outros,
    Você que faz versos,
    que ama, proptesta?
    e agora, José?

    Está sem mulher,
    está sem discurso,
    está sem carinho,
    já não pode beber,
    já não pode fumar,
    cuspir já não pode,

    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    o bonde não veio,
    o riso não veio,
    não veio a utopia

    e tudo acabou
    e tudo fugiu
    e tudo mofou,
    e agora, José?

    E agora, José?
    sua doce palavra,
    seu instante de febre,
    sua gula e jejum,
    sua biblioteca,
    sua lavra de ouro,

    seu terno de vidro,
    sua incoerência,
    seu ódio, - e agora?

    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;

    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    quer ir para Minas,
    Minas não há mais.

    José, e agora?

    Se você gritasse,
    se você gemesse,
    se você tocasse,
    a valsa vienense,
    se você dormisse,
    se você consasse,
    se você morresse....

    Mas você não morre,
    você é duro, José!

    Sozinho no escuro
    qual bicho-do-mato,
    sem teogonia,
    sem parede nua
    para se encostar,
    sem cavalo preto
    que fuja do galope,
    você marcha, José!

    José, para onde?

    Carlos Drummond de Andrade

    ResponderEliminar
  7. É surpreendente o ponto a que alguém está disposto a ir apenas para obrigar um país inteiro a usar "presidenta".
    Isso tem apenas um nome: despotismo.

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.