terça-feira, 2 de março de 2010

Latim - uma chave para o sucesso

Em Inglaterra, várias escolas básicas desenvolvem actividades relacionadas com o ensino do latim a crianças. Professores, Especialistas e Directores de escolas enumeram as vantagens desta aprendizagem precoce a nível cognitivo, atitudinal e instrumental.

O latim aparece como um modo de imprimir sucesso a aprendizagens futuras. As crianças parecem ficar fascinadas com histórias de heróis longínquos e o seu nível de desempenho torna-se verdadeiramente superior a nível linguístico. Assim, o elitismo em que parecia consistir o ensino do latim democratiza-se, permitindo o alargamento de horizontes.

Assistam aqui .

18 comentários:

maria disse...

Concordo em absoluto. Estimula a lógica e o planeamento de tarefas , o Latím. Tem de se arrumar tudo muito bem antes de traduzir. É a matemática das letras.

Anónimo disse...

Mais uma machadada no latim! JCN

Anónimo disse...

Apesar da sua formação humanística, Salazar era contra o ensino do latim nas escolas a pretexto de que, sendo a matemática das línguas, seria matemática a mais. Pobres crianças! JCN

margarida disse...

Fico muito contente. Sempre tive um grande fascínio pelo Latim, mas nunca tive oportunidade de o estudar. Uso imenso 'latinices'! :)
Coisas...

Anónimo disse...

acho muito bem, pena é que num país de língua neo-latina se aprenda tão pouco e se desvalorize tanto a nossa "língua-mãe".

joão boaventura disse...

No século XIX o latim era considerado o "coração viril das Humanidades", e começou a perder força quando os países começaram optar pelo idioma pátrio.

A reaparição deveu-se à necessidade de formar não apenas latinistas mas também helenistas, com o objectivo de lançar no mercado tradutores do grande acervo de textos clássicos ainda não traduzidos, ou certificação dos já traduzidos.

Depois,como diz a Alexandra, tornou-se uma disciplina elitista que, mesmo assim, foi preterida pela motivação de novos instrumentos tecnológicos que exigiam outras atenções e outros saberes.

Quanto à experiência do latim no ensino primário inglês pode parecer louvável para o futuro da língua clássica, mas, infelizmente não passará apenas de uma disciplina extra para conhecimento esporádico dos jovens alunos.

Pode ser que a interiorização desperte em alguns uma vocação latinista inesperada e novos tradutores de textos, ainda não traduzidos ou mal traduzidos, possam revelar-se.

As grandes árvores nascem de uma pequena semente.

Anónimo disse...

Língua-mãe... ou língua-avó? JCN

Anónimo disse...

Por aqui se fica a defesa do latim?!... Ó terra de humanistas! Quem te viu e quem te vê! JCN

Leonardo disse...

Fantástico! Na Inglaterra estão fazendo a mesma coisa com o sânscrito. Desculpa-me anunciar aqui, mas escrevi um post sobre isso em sítio.

Como linguísta, acho isto muito positivo...

E não me canso de re-clamar: que volte o Trivium!

Anónimo disse...

Eu acho que evia ser o malaio, é uma língua interessantíssima. Deviam até ensinar mais línguas (há tantas!) e, já agora, música. Pensando bem, há ainda mais coisas mas não quero ser demasiado longo. O chinês, por exemplo, a escrita é uma coisa fascinante de que a maior parte não faz a menor ideia.

Anónimo disse...

E porque não... o indo-europeu?!... JCN

Anónimo disse...

Na final da década de 1070 contactei profissionalmente com um engenheiro alemão a trabalhar numa empresa suíça. Disse-me que estudara, como outros engenheiros, Latim, não sei dizer exactamente quanto anos. O que sei é que estranhei, porque aqui, na década de 1060, como foi o meu caso, um aluno do liceu de Ciências não o estudava, se exceptuarmos uns rudimentos muito básicos de declinações, como as do "rosa", nos 3.º ao 5.º anos do liceu.

Anónimo disse...

Perdão! São, claro, as décadas de 1970 e 1960.

Américo Tavares

Anónimo disse...

Um erro... verdadeiramente astronómico, ou não estivéssemos no Ano Internacional da Astronomia. É o que dá... a falta do latinzinho! JCN

joão boaventura disse...

Américo Tavares

Era intuitivo o erro.
Toda a gente deu imediatamente pela proximidade traidora do 0 e do 9, no teclado.

Mas não lhe fica mal a correcção, para quem não conhece o teclado.

Anónimo disse...

Então e a língua gestual? O Esperanto e o Safo?

Anónimo disse...

Eu acho é que é crime não se ensinar a escrita hieroglífica. Eu estudei-a e não arranjo emprego.

Renan disse...

Enquanto países como Inglaterra e Alemanha, cuja língua não se deriva diretamente do latim, valorizam o ensino de latim, Brasil e Portugal fazem o oposto.
Hoje em dia, só alunos dos cursos de letras têm contato com este idioma. Há um grande número de alunos de história e filosofia que tem o interesse em aprender latim, mas não possuem oportunidade. Além disso, ao olharmos para sites de relacionamentos como o orkut, encontramos uma grande quantidade de pessoas interessadas pelo latim.
Disciplinas como filosofia, sociologia e letras clássicas (latim e grego) são, a meu ver, importantes para a formação intelectual dos indivíduos. Infelizmente as escolas, nos dias de hoje, se interessam somente em formar mão de obra para o mercado de trabalho, não cidadãos conscientes.

"A escola como plataforma do comércio"

    Artigo de opinião do Professor Mário Frota, especialista em Direito do Consumo, publicado no jornal As Beiras de hoje, 12 de Maio de 20...