terça-feira, 1 de julho de 2014

A LIQUIDAÇÃO DA CIÊNCIA


Na sequência do post "A FCT ensandeceu" a  agência Lusa telefonou-me colocando-me algumas perguntas sobre a avaliação das unidades de investigação feita pela FCT. As respostas que dei estão sumariadas aqui: 


Aproveito para agradecer as inúmeras mensagens de apoio que recebi. Vários colegas repararam, como eu, na arbitrariedade completa de várias classificações atribuídas e contaram-me situações que também são, como as que conheço, de caixão à cova. Se, nesta hora difícil para a ciência nacional, os investigadores forem capazes de se unir em torno do que é essencial, deixando de lado as pequenas tricas que os separam, e se forem capazes de ganhar o apoio dos cidadãos (que são afinal quem paga a ciência!), o governo ver-se-á obrigado a desistir do enorme e continuado disparate (ontem cortes nas bolsas, hoje cortes nas unidades de investigação, amanhã cortes noutra coisa qualquer), para benefício geral. Ganhariam os jovens altamente qualificados que estão a ser forçados a emigrar. Ganharia, acima de tudo e de todos, o país, que precisa de mais e melhor ciência para se guindar a níveis europeus e não de menos e pior ciência, num regresso a um passado que julgávamos ultrapassado.

1 comentário:

  1. Vejam,
    http://www.esdrm.pt/Documentos/Alunos/GuiaInformativo/GI_IPS.pdf

    http://www.oribatejo.pt/2014/02/06/jorge-justino-defende-ligacao-do-instituto-politecnico-de-santarem-ao-politecnico-de-leiria/

    Não fosse trágico, rir era o melhor remédio.

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A morte nada é face à calúnia

A morte nada é face à calúnia Que te abre ao meio com uma espada. Morrer é morrer para os amigos: Não sermos metade, não sermos nada.