Vale a pena ler o artigo de opinião do cientista Miguel Mota no Público, que chama a atenção para dois pontos não enfatizados até agora:
- necessidade de introduzir como input o dinheiro investido e recompensar quem fez muito com pouco (não foi, de facto, considerada a produtividade científica por euro investido).
- necessidade de co-responsabilizar a FCT e o governo em caso de menor sucesso de algumas unidades, lembrando que a obrigação dos responsáveis é corrigir e ajudar em vez de pura e simplesmente eliminar (queimando o "joio", conforme a infeliz metáfora de um dos responsáveis).
Clicar em:
http://www.publico.pt/ciencia/noticia/a-saga-das-avaliacoes-1664469
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
"A escola como plataforma do comércio"
Artigo de opinião do Professor Mário Frota, especialista em Direito do Consumo, publicado no jornal As Beiras de hoje, 12 de Maio de 20...
-
Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...
-
A falácia do espantalho , uma das mais utilizadas pelos que que não conseguem sequer compreender os temas em debate, basicamente consiste em...
-
Outro post convidado de Rui Baptista: Transformou-se num lugar-comum atribuir às gerações posteriores a responsabilidade pela perdição do mu...
2 comentários:
O financiamento investido nas unidades é um critério sem o qual os resultados de qualquer avaliação são completamente falseados. Como se pode comparar directamente os resultados de duas unidades, sendo que uma recebe 10X mais que a outra por cada investigador que possui? Óbvio que a unidade que recebe mais financiamento tem necessariamente obrigação de produzir mais. Na verdade e tendo em conta um dos objectivos desta avaliação (a concentração de recursos) esse critério deveria ser obrigatoriamente avaliado, para de facto verificar se essa é a política correcta.
Um sistema de avaliações mais justo poderia seria algo de análogo ao campeonato nacional de futebol, com as unidades de uma determinada área distribuídas em 3 ou 4 divisões. Em cada divisão o financiamento seria idêntico para cada unidade, correspondendo os financiamentos mais elevados à 1ª divisão e por aí abaixo. A cada período de avaliação a produção das unidades de cada divisão seriam comparadas entre si e haveria descidas e subidas obrigatórias entre divisões. A pior das unidades da 1ª divisão desceria à 2ª e veria o seu financiamento ajustado. Por outro lado a melhor das unidades da 2ª divisão subiria à 1ª, também com o seu financiamento ajustado. O mesmo para as restantes divisões. Julgo que um modelo deste tipo seria mais justo, uma vez que entrava em linha de conta com o financiamento recebido, para além de manter uma saudável concorrência entre unidades. Com o actual modelo de avaliação/financiamento uma unidade com classificação inferior está destinada a desaparecer. Com um modelo como o acima descrito, uma unidade das divisões inferiores poderia ascender à primeira divisão em 10-15 anos, promovendo uma saudável renovação do tecido científico. Infelizmente o ministro da educação(ciência(?) não deve ver futebol....
Enviar um comentário