domingo, 9 de agosto de 2009

FECUNDIDADE: OS PAÍSES RICOS ESTÃO A INVERTER TENDÊNCIA


Da última coluna What's New do físico Robert Park:

O axioma tem sido que os países mais prósperos são aqueles em que a fertilidade é menor. Mas, para além de um certo limiar de desenvolvimento, essa tendência já não se verifica de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira pela revista "Nature". A Austrália, a Suécia, a França, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha estão a experimentar modestos "baby boons". Os economistas, que se preocupam com o apoio a uma população envelhecida, julgam que isto são boas notícias. Não são. Indicador após indicador parecem mostrar que já superámos o limite de população que podemos sustentar sem um grave declínio ambiente.

Robert Park

1 comentário:

  1. Sou estudante de economia pela Universidade Federal da Paraíba e gostaria de fazer apenas uma pequena provocação. Vejo esse cenário de uma forma bem particular, eu acredito que isso se trata apenas de um processo de substituição de capital humano e mesmo alguns indicadores mostrando que já superamos a capacidade de sustentar a população mundial, acho que a introdução de novo capital humano irá aumentar a produtividade a longo prazo, de modo que haverá um ajustamento. Além do mais, eu acredito que o problema de sustentar a população mundial não é pela falta nem pela superexploração de recursos, mas sim devido as escolhas feitas, pois, por exemplo, há países que têm grandes culturas de salmão, no entanto, para cada quilo de salmão produzido, são necessários aproximadamente 20 kilos de peixes mais comuns e menos requintados. Assim como esse existem muitas outras escolhas economicas que são feitas sem levar em consideração o bem-estar da população, mas sim a capacidade daquele empreendimento em gerar lucro. Discordo um pouco dessa idéia Malthusiana e questiono ao Sr, será mesmo que o aumento da natalidade é, de fato, uma coisa ruim?

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.