quinta-feira, 28 de junho de 2007

Portugal e Estados Unidos: faltam lobbies


Novo post recebido de Elvira Callapez, na Universidade de Berkeley (na foto), Califórnia, Estados Unidos:

Já desde há muito tempo que se reconhece a necessidade de um diálogo maior entre a universidade e a indústria. Se, por um lado, se discute com frequência a falta de ligação entre a universidade e a indústria, por outro, observa-se a emergência de forças interessadas em corresponder às exigências de uma e de outra. A Portuguese American Postgraduate Society (PAPS), atenta ao papel que os dois sectores podem desempenhar em benefício mútuo, organizou há poucos meses um colóquio para debater as redes de colaboração entre a universidade e a indústria e a forma como se poderão ultrapassar as barreiras actualmente existentes e que são fruto de culturas diferentes.

Neste sentido, sob o tema “Creating a Network: sharing experiences”, reuniu-se na Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA, um grupo de luso-americanos e portugueses, de várias origens profissionais e académicas, a maior parte ocupando cargos de grande relevância. Alguns dos convidados, tanto empresários como académicos, encontram-se estabelecidos nos EUA há décadas, tendo desenvolvido canais de cooperação com instituições portuguesas. Na reunião expressaram o desejo de reforçar e criar mais laços entre os dois países. Alguns têm organizado programas com vista à mobilidade de capital humano. Defenderam a excelência na investigação e a criação de redes de boas escolas que consigam reunir uma massa crítica. Se, no passado recente, o estabelecimento destas redes era difícil, Miguel Villas Boas, professor na Haas Business School, em Berkeley, observou que se “tem tentado mudar muito essa cultura, o que traz muitas possibilidades de voltar para Portugal”. ~Segundo ele, começa a notar-se uma maior visão internacional, percebendo-se “que não temos que trabalhar só para o país, mas também para o mundo”.

A contribuição destes “emigrantes de luxo" nos EUA tem passado pela criação de redes de conhecimento, como a contratação de engenheiros para Sillicon Valley e de bioquímicos para a Genentech, também na Califórnia. Para Helder Antunes, Director de Engenharia da CISCO, “Portugal quer-se estabelecer no mapa mundial como uma alternativa viável em ciência e tecnologia e, para isso, tem que investir mais nessa área, enviando para fora mais capital humano”. Sublinhou que o “crescimento do espírito empresarial está a entrar numa fase nova em Portugal, onde já existem pessoas com o 'mindset' para desenvolver empresas; todavia, apesar de alguns sinais positivos, a ausência de um sistema de 'venture capital' como há nos EUA representa um enorme obstáculo, para além de o mercado ser pequeno". Mas “o ingrediente fundamental que falta é um 'lobby' oficial português aqui em Sillicon Valley para fazer a ponte entre as competências que existem em Portugal e as possibilidades no mercado mundial viabilizadas através das grandes companhias daqui”. Por isso é fundamental um investimento neste "lobby". Através do “nosso 'network' podemos propagar com vigor esta ideia para que as boas empresas, as boas ideias e tecnologias, se desenvolvam”.

Durante o encontro, manifestaram-se sentimentos diferentes relativamente ao regresso, havendo apenas unanimidade no desejo de ajudar Portugal a tornar-se um país de progresso e de futuro. Se alguns dos jovens, estudantes de doutoramento, presentes não se sentiam perturbados com a decisão de ficar (ou não) nos EUA, outros houve que, mesmo admitindo a existência de “células de excelência no nosso país, do ponto de vista de inovação”, disseram que dificilmente “encontrariam em Portugal as condições de trabalho de que aqui usufruem”.

Quem vive em grandes centros de ciência e tecnologia, como os que existem nos EUA, e pretender regressar a Portugal não deixará de questionar se “poderá continuar a realizar investigação de topo a nível mundial”. A decisão de voltar por vezes não é fácil porque, ao fim de alguns anos, “nós somos os 'expats' em todo o lado, somos 'expats' aqui e lá, e, portanto, temos que ver onde é que nos conseguimos ajustar melhor”.

No retorno a Portugal há que enfrentar vários desafios, que passam por manter vivas e abertas as redes criadas no exterior e “fazer com que este ‘networking’ seja genuínamente internacional, sem nunca o confundir com o sistema nacional de cunhas”. Por outro lado, há o desejo de “dar uma retribuição ao país, sendo preciso que o país queira receber quem o procure e crie condições para que os regressados se mantenham e não tornem a emigrar”. “Houve uma altura em que o chavão em Portugal era o 'brain drain', mas agora estamos a passar do 'brain drain' para os 'refugees'. A pessoa vai para Portugal e depois, passado um ou dois anos, sente que tem de fugir, que tem de procurar refúgio algures para não dar em doido”.

Elvira Callapez

9 comentários:

  1. Acho bastante ridículo Portugal pagar as propinas, que são bem caras, a alunos que vão fazer doutoramentos no estrangeiro, e dar-lhe bolsas que são de valor superior às que os alunos desses países recebem!, para os chavalos ficarem lá fora a trabalhar e desenvolver ciência para os outros!! São milhões de euros que são gastos todos os anos e que não têm retorno, ou tem um retorno como o deste post, a mera notícia de que temos gajos bons lá fora...
    Somos assim tão ricos que podemos andar a dar dinheiro aos americanos, aos ingleses, e outros?!
    Se os gajos ficam lá fora é porque já temos doutorados a mais, porque lá fora não há bacalhau na braza e há que gramar o hamburguer sem o cafezinho a finalizar. Qual é o maluco que troca Lisboa por Berkeley para ganhar mais 5 ou 10 papers no final da carreira mas que perde perdidamente milhares de bacalhaus, de pasteis de nata com os cafezinhos, e os miminhos da família e dos amigos?
    Não percebo nada destas politicas, não era melhor gastar o dinheiro em equipamento para os que ficam a trabalhar em Portugal?
    Já alguém calculou a percentagem de pessoal que recebe bolsa de Portugal e que fica definitivamente no estrangeiro? Gostava de saber.
    luis

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  2. Olá Luis,

    Obrigada pelo seu comentário. De resto, gosto de ler as suas intervenções, que no meio da sua linguagem própria, levanta aspectos pertinentes. Ora, a formação paga-se! E quando nós vimos para o estrangeiro contactar com a “nata”, onde se incluem prémios Nobel, aprendemos a fazer ciência, história, filosofia, medicina, economia, etc., de forma diferente da do nosso país. Só pela variedade, riqueza, oportunidade vale a aposta do nosso país! A grande maioria dos bolseiros retorna ao país de origem com a melhor das intenções, com vontade de contribuir para o desenvolvimento e progresso do mesmo, mas infelizmente, muitas vezes, não encontra lugares para si e é desvalorizado. E se encontra alguma colocação ou volta para o seu lugar de onde partiu, ao fim de algum tempo está tão emaranhado na teia da burocracia que não encontra tempo para a investigação de excelência ou para outras práticas de excelênica! Mesmo que se tenham as melhores das iniciativas, ao fim de algum tempo está-se tão “engolido” pelas resistênicas à inovação, por parte de alguns, que se entra no vício e não se avança. Não nos esqueçamos do que disse João Magueijo há uns tempos atrás e que chocou grande parte da nossa comunidade científica. Ele disse qualquer coisa como “não volto para Porutugal para não poder fazer investigação, para ter de dar inúmeras horas de aulas sem tempo para investigação (portanto não poder conciliar as duas áreas) e porque não quero fazer trabalho burocrático ...”.
    Gosto do seu humor gastronómico, mas penso que os que por aqui (USA) estão a estudar gostam muito de investigar para a produção dos seus papers e em companhia de boas comidas internacionais, incluindo a portuguesa, claro!
    O Luis refere o dinheiro “mal gasto” na formação dos nossos compatriotas no exterior. Pois penso que é uma grande medida dos decisores políticos contemplarem e possibilitarem a mobilidade. Não tenho a menor dúvida que é extraordinariamente saudável e produtivo contactar com outros saberes, outras experiências, outros países e ver como se trabalha nos diferentes países. Para não desanimarmos: dizia-me há tempos um colega muito entusiasmado, aquando do forum da PAPS (Portuguese American Postgraduate Society) em Berkeley, 2006, que “eu voltar para Portugal e trabalhar com as condições e os recursos que me dão lá, mas aplicando os meus conhecimentos adquiridos nos USA”.
    Concorda com esta visão, Luis? É positivo?
    M Elvira Callapez

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  3. Desculpem. Falta o verbo "vou" nesta opinião "“eu vou voltar para Portugal e trabalhar com as condições e os recursos que me dão lá, mas aplicando os meus conhecimentos adquiridos nos USA”."
    M Elvira Callapez

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  4. Eu não sou contra a idéia de se mandarem pessoas lá para fora, acho que isso é muito positivo, estava apenas a perguntar se tem lógica mandar pessoas lá para fora, pagar-lhes tudo e não receber nada. Pensei que havia muitos que ficavam lá fora porque nos jornais tem havido muitas notícias sobre a manada de cérebros que fugiu lá para fora. Eu queria saber os números.
    Quanto ao João Magueijo, eu não me finto muito no que o gajo diz, ele primeiro que prove que a velocidade da luz variou, como ele diz, porque acho ridículo um gajo ficar famoso com uma teoria que não está provada! Ele que diga quantas horas de aulas dá por semana em Inglaterra e quantas se dão em Portugal, porque em Inglaterra também tem que dar aulas, ou não?! Eu quero saber é os números, não é treta.
    Quanto à comidinha, a portuguesa é a melhor do mundo, de longe, e eu não estou nada interessado em gramar japonesices, etc. E aí em Berkeley eu não vi nenhum restaurante portugues, é só comida exótica, comida para tótós deslumbrados com a novidade fraca. Quando ao fim de algum tempo me dei ao trabalho de perguntar aos locais americanos onde se comia um simples bife com batatas fritas (que eu não conseguia encontrar, era só comida marada), ficaram todos embasbacados, e disseram-me que realmente não havia, que não havia já nenhum restaurante americano na cidade, que talvez em São Francisco!
    O que eu também acho mal é os que estiveram lá fora regressarem a Portugal a abanar o cu cheios de vaidades por terem estado lá fora, como se isso fosse uma coisa do outro mundo, e perdem energias com isso em vez de trabalhar também para mudar algo, porque ao fim e ao cabo todos (quase todos) os gajos que trabalham nas universidades portuguesas já estiveram lá fora e percebem quem acaba de chegar, não haverá assim um choque tão grande de mentalidades. A teia buro crática é que se calhar ao chegarem cá e apanharem o lugarzinho permanente, marimbam-se, e lá fora há que mostrar serviço. Não será isso, também?
    luis

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  5. Bom dia!
    Eu gostaria apenas de salientar que todo o entusiasmo com o fluxo de capital humano para o estrangeiro não deve ser visto sem contraposição à situação dos que apostam no seu país e que prestam um tipo de serviço diferente: o de formar mais jovens portugueses nos campos da ciência em paralelo com a investigação.
    Há que lembrar que cada um dos portugueses que brilha lá fora, nesses vastos campos científicos, foi aluno de alguém que optou por ficar em Portugal, desenvolver a ciência por lá, sacrificando horas a leccionar também.

    Marcelo Melo
    [www.3vial.blogspot.com]

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  6. Olá Luís,

    Há algumas pessoas que ficaram por fora porque não lhes foi dada qualquer possibilidade de ficar no seu país natal. Lembra-se da história do António Damásio? E embora tivesse sido mal tratado na altura, não tem virado as costas ao seu país como temos vindo a testemunhar. E temos também bons exemplos de muitos anónimos que regressam com boa disposição a Portugal, depois de fazerem os seus estudos de graduação e pós graduação nas melhores universidades e centros de investigação.
    O Luís sabe que a inovação cria sempre grandes resistências (dizer isto já é comum). Eu não tenho estudado o João Magueijo, mas sei que ele tem servido de referênica nos debates sobre os paradimas de Thomas Kuhn e as fases que ele defende sobre o progresso científico ...
    Hoje em dia parece-me que são mais as pessoas que não se mobilizam que revelam sentimentos de rejeição aos que vão e voltam . Os que andam por fora a estudar e quando voltam ao país têm em mente partilhar o que aprenderam. E não vejo que se passeiem em feiras de vaidades porque aprendem a ser humildes, trabalham lado a lado com prémios Nobel, tratam-se pelos nomes e trabalham horas infinitas ...! O Luís sabe isso!

    Bem e sobre a comida, também ela está globalizada. (Um aparte só para informar: em Berkeley já se come bife com batatas fritas, mas à moda americana, num restaurante na Shattuck Av. com a Bancroft.)
    Já viu se na Dinamarca se se instalarem muitos restautantes portugueses servindo aqueles pratos típicos de cozido à portuguesa, feijoada, etc. e os dinamarqueses acharem que estes pratos são comida para “totós”, por não a considerarem boa? ! . Depende dos gostos! A propósito: já leu os comentários do Thomas no post do “Peso das Estrelas?”.

    Obrigada pelos pontos que levanta.

    M Elvira Callapez

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  7. Desculpem; deve escrever-se "paradigmas" e não "paradimas".,
    M Elvira Callapez

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  8. Bem, a Elvira teve a delicadeza de me enviar este link para que eu pudesse "deitar um olho" na discussão que se estava a gerar, e eu acabei por não conseguir resistir a estar calada.
    De acordo com os padrões acima enunciados pertenço à dita categoria de "expats". O facto, é que o acaso e a vontade de continuar a trabalhar numa área das ciências sociais com muito pouca expressão em Portugal, me fez candidatar a uma bolsa da FCT e, o contacto de muitos anos com um professor de Yale, permitiu que tivesse vindo cair em terras do Uncle Sam há dois anos e meio atrás.
    Como historiadora, sinto que a política de D. João V em relação aos estrangeirados era muito mais profícua para o nosso país. No entanto, dadas as realidades com que as nossas universidades se debatem actualmente, não vejo muitas outras maneiras de sobrevivência que não continuarmos a ser os ciganos de trouxa às costas da ciência portuguesa.
    Uso a minha experiência pessoal para explicar o meu dilema. E este dilema, passa pela vontade de voltar a casa mal me veja livre da tese (que defendo em Lisboa), e pela realidade universitária do país que me diz que a alternativa deve ser "ir pedir para uma estação de metro" (isto no caso de algum dos pedintes residentes, me permitir a estada, claro está!). Trabalho em História, mais concretamente com História Antiga e Estudos Bíblicos. Ao longo do meu percurso académico em Lisboa (sou aluna da FLUL desde 1995) sempre me deparei com a escassez de recursos bibliográficos, que são os reagentes das Humanidades. Especialmente, sempre fiquei desgostosa porque as prateleiras acabam por volta dos aos 70. Ora, como é que alguém na minha posição, onde se considera apenas uma carreira académica, pode pensar em voltar e, de facto, continuar a produzir o mesmo que produzo cá fora? Como posso pedir aos alunos que façam ovos sem omeletes? Além de tudo isto, onde é que se encontra lugar em Portugal desde que as contratações estão congeladas? Por muito boa vontade que haja, temos que ser realistas e pensar que talvez daqui a uns anos o sistema nacional possa equacionar os nossos nomes para o desenvolvimento do saber nacional. Até lá, resta-nos percorrer mundo, aprender o mais possível, e continuarmos a explicar que da nossa terra saem boas cabeças, bem formadas, que é possível utilizar com boas probabilidades de sucesso.
    Orgulho-me muito de ter trabalhado com alguns professores com quem tive a honra e o privilégio de conviver, mas ao mesmo tempo, acho que está na altura de o sistema português começar a separar o "trigo do joio" e basear-se um pouco mais no mérito... Com toda a franqueza, como pode a ciência progredir sem que haja publicações, esforço de pesquisa, grupos de trabalho, etc.? E tudo isto porque o nosso sol é tão bom, a nossa comida tão soberba que nos entopem a veia trabalhadora? Não... desculpem, mas não me venham com histórias. É necessário trabalhar, mostrar-mo-nos ao mundo, criarmos excelência e redes de conhecimento/influûencia. Talvez depois possamos colocar o país no nosso mapa de andarilhos e talvez em vez de nos olharem de lado, os nossos pares, nos olhem com o respeito devido, de gente que tem tido sempre que provar alguma coisa.
    Um outro reparo: não pensem que viver cá fora é um mar de rosas, porque estão redondamente enganados. Trabalhamos 7 dias por semana em ambientes muitas vezes hostis (a concorrência na Ivy League é tremenda), e sem sabermos o que o futuro nos reserva, porque os daqui sabem que lhes basta ir ao job market... e nós? como vai o país lidar com este enorme número de gente formada nas melhores escolas do mundo? Vamos continuar a ouvir que temos habilitações em excesso? Vamos continuar a ser olhados com desconfiança? Vamos continuar a ficar na prateleira enquanto as universidades estão entupidas de gente sem grande qualidade que simplesmente se intalou comodamente?

    Vá... sejamos todos razoáveis... porque todos somos, em última instância, portugueses e queremos o melhor para as instituições que nos deram os "pés para andarmos".

    Por mim, vou continuar a canalizar para Lisboa todas as influências que puder... se é a única maneira de retribuir, então será assim que o faço. Só não esperem que volte para Lisboa para, enquanto continuar com bolsa, suprir as faltas de quadros que as instituições tenham. Não sou assim tão "filantropa".

    Desculpem o desabafo que vai longo, mas acho que está na altura de se compreender que se faz muito fora, usando o nome de Portugal. É como eu agora: vou a uma conferência internacional importante na minha área e optei por levar a afiliação com Lisboa ao invés da com Yale.

    Relativamente à comida que tanto brado deu acima, basta uma ida ao supermercado, um livro de receitas e alguém que em Portugal nos meta num sobrescrito verde os ingredientes mais difíceis de encontrar... depois é só sentarmos o mundo à nossa mesa e longe do nosso cantinho ao mar plantado, fazer as delícias do estômago e da mente... matar saudades enquanto outros se apaixonam pelo repasto... :)

    Ana Valdez (@Yale, 8:13 am)

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  9. E pensar que o debate degenerou para uma questão gastronómica! Tirando a comidinha feita em casa, acho que nunca comi tão bem, tão variado e tão saudável como em Berkeley. Ora aí está um sítio onde um tipo se pode tornar vegetariano quase sem dar por isso.
    Não quero abandonar Portugal, mas se algum dia as condições de ensino e investigação se tornarem insustentáveis, esse é um destino bem provável...

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