O jornalista de ciência José Vítor Malheiros põe o dedo na ferida num artigo de opinião no "Público": "A Avaliação Opaca": A Fundação para a Cência e Tecnologia: FCT ignorou as regras que ela própria estabeleceu e esqueceu-se que deve respeito ao Estado de direito. Os fins (brevidade dos procedimentos, ou seja lá o que for) não justificam os meios, isto é, ocultar dos júris as alterações que efectuou (bastar-lhe-ia ter mandado em e-mail para agora evitar a acusação de opacidade). A FCT, pensando que não tem de seguir regras, vive num mundo aparte. Nem sequer percebe que está, com a sua arbitrariedade, a minar a confiança que devemos ter nas instituições. E a prejudicar o Ministério que a tutela.
Por falar em Ministério, se este decidiu que devia haver um novo "paradigma" para o financiamento da investigação científica, não discutiu a nova ideia com a comunidade científica. Aliás, pouco lhe parece importar a comunidade científica, como bem mostram os casos do fim das áreas de "História da ciência e tecnologia" e "Promoção e gestão da ciência e tecnologia".
Ler o artigo de José Vítor Malheiros aqui.
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1 comentário:
Galois
É isso.
Mas como é possível não haver consequências imediatas disto? O Presidente da FCT foi ao parlamento justificar algo do foro da batota e ilegalidade. O passo seguinte devia ser demitir-se e haver algum tipo de consequências.
Actualmente, a palavra «irrevogável» tem, como sabemos, um significado diferente. É claro que a generalidade da população constatou o número circense associado a esta mudança de significado. No entanto, penso haver razões para receios muito mais profundos relativos a estes «modos de actuação». Estamos a assistir alegremente à banalização do «vale tudo». Vale mesmo tudo... Quando o sistema judicial falir, as pessoas terão de emigrar, não para ganhar a vida no sentido monetário mas, talvez, para ganhar a vida no sentido literal do termo.
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