sábado, 22 de dezembro de 2012

Os seus principais direitos

Considerando a necessidade de os cidadãos conhecerem e exercerem os seus direitos quando fornecem dados pessoais, a Comissão Nacional de Protecção de Dados aconselha o seguinte:

• Leia sempre com atenção os impressos de recolha de dados antes de fornecer os seus dados pessoais.
• Por princípio, não forneça dados que lhe pareçam excessivos ou que violem a sua privacidade.

Estes são os seus principais direitos: de informação, de acesso, de rectificação e eliminação, de oposição, outros direitos

Direito de informação
No momento em que os seus dados são recolhidos, ou caso a recolha dos dados não seja feita directamente junto de si, logo que os dados sejam tratados, tem o direito de ser informado sobre:
• Qual a finalidade do tratamento
• Quem é o responsável pelo tratamento dos dados
• A quem podem ser comunicados os seus dados
• Quais as condições em que pode aceder e rectificar os seus dados
• Quais os dados que tem de fornecer obrigatoriamente e quais são facultativos

Direito de acesso
• Tem o direito de aceder aos dados que sejam registados sobre si, sem restrições, sem demoras ou custos excessivos, bem como saber quaisquer informações disponíveis sobre a origem desses dados. Tem o direito de conhecer a finalidade para que os seus dados são tratados, qual a lógica subjacente ao tratamento desses dados e a quem podem ser comunicados.
• O exercício do direito de acesso deve ser feito directamente junto do responsável pelo tratamento dos dados.
• O direito de acesso a dados de saúde, incluindo os dados genéticos, é exercido por intermédio de médico escolhido pelo titular dos dados.
• No caso de tratamento de dados policiais, relativos à segurança do Estado e à prevenção ou investigação criminal, o direito de acesso é exercido indirectamente, devendo para o efeito dirigir-se à CNPD.
• No caso de tratamento de dados para fins exclusivamente jornalísticos ou de expressão artística ou literária, o direito de acesso é exercido indirectamente, devendo para o efeito dirigir-se à CNPD.
• Nas situações que o direito de acesso é feito através da CNPD, se a comunicação de dados ao titular puder prejudicar a segurança do Estado, a prevenção ou investigação criminal, a liberdade de expressão ou a liberdade de imprensa, a CNPD limita-se a informar o titular dos dados das diligências efectuadas.

Direito de rectificação e eliminação
• Tem o direito de exigir que os dados a seu respeito sejam exactos e actuais, podendo solicitar a sua rectificação.
• Tem o direito de exigir que os seus dados sejam eliminados dos ficheiros de endereços utilizados para marketing.
• O exercício do direito de rectificação e eliminação é exercido directamente junto do responsável pelo tratamento.

Direito de oposição
• Tem o direito de se opor, a seu pedido e gratuitamente, ao tratamento dos seus dados pessoais para efeitos de marketing directo ou de qualquer outra forma de prospecção.
• Tem o direito de se opor a que os seus dados de cliente sejam utilizados para efeitos de marketing da empresa.
• Tem o direito de se opor a que os seus dados pessoais sejam comunicados a terceiros, salvo disposição legal em contrário.
• Tem o direito de se opor, nalguns casos previstos na lei, a que os seus dados não sejam objecto de tratamento, por razões poderosas e legítimas relacionadas com a sua situação particular.

Outros Direitos
• Exigir que os seus dados sejam recolhidos de forma lícita e leal.
• Exigir que os seus dados pessoais não sejam comunicados a terceiros sem o seu conhecimento e consentimento.
• Impedir que os seus dados pessoais sejam utilizados para finalidade incompatível com aquela que determinou a recolha.
• Não ficar sujeito a uma decisão tomada exclusivamente com base num tratamento de dados automatizado, destinado a avaliar, designadamente a sua capacidade profissional, o seu crédito ou o seu comportamento.

Se, de alguma forma, lhe for negado o exercício dos seus direitos, ou sempre que considere que os seus direitos não estão garantidos, pode apresentar queixa à CNPD.

5 comentários:

Chatices que andam por aí. disse...

Concordo. Direitos não usados serão Direitos dissolvidos.

Ainda assim, violações de privacidade são uma alegação cada vez mais fraca na sociedade e que precisa de ser colocada de um ponto de vista mais vasto. A CNPD nem foi pré-consultada para alterar a Lei da videovigilância.

Exactamente porque o público vai perdendo a visão sobre onde reside a sua liberdade e soberania, a importância destas coisas começa-se a banalizar nas pequenas acções quotidianas. As novas tecnologias são um factor potencialmente lesivo da nossa liberdade, não porque não criem novas liberdades mas porque nos desleixam e essas novas liberdades são também cada vez mais fáceis de nos serem retiradas, pois fogem ao nosso controlo como indivíduos. Olhem para a questão dos contadores inteligentes como o derradeiro fim da privacidade, e claro, as questões de saúde são muito mais importantes:
Contadores inteligentes - a derradeira ameaça de que ninguém fala

Cláudia da Silva Tomazi disse...

Direito é também, compromisso.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Tenho recebido, por várias vezes, telefonemas do Banco Barclays (de que NÃO sou, NEM NUNCA FUI cliente) a sugerir-me produtos bancários.
Esta semana, resolvi interromper a senhora, e questioná-la acerca da forma como soubera o meu número de telefone.

Com a maior candura, informou-me que fora através de uma base de dados fornecida pelos Leilões.Net!!
E mais: que era junto dessa empresa (e não do banco) que eu deveria reclamar!

Acabei logo com a conversa, e fui aos Leilões.Net para reclamar.
A "Política de Privacidade" lá anunciada diz que os nossos dados não serão fornecidos a terceiros, mas o "contacto" lá disponibilizado (e para onde escrevi) diz que não aceita reclamações!

Anónimo disse...

Pois, a culpa morre solteira.

"Quando alguém compreender que é contrário à sua dignidade de Homem obedecer a leis unjustas, nenhuma tirania pode escravizá-lo"
Gandhi

William Fontana disse...

Vai explicar isso ao homem falácia? rs

QUANDO ESTOU SENTADO, FRENTE AO COMPUDAOR, NÃO TENHO IDADE.

Por A. Galopim de Carvalho  São raros os meus familiares, amigos e colegas de trabalho que continuam a resistir à gadanha do tempo. Já quase...