quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Comunicação social tradicional e blogs

O post «Jornalismo Científico» deu origem a uma discussão interessante depois de o Luís Azevedo Rodrigues ter concretizado a pergunta subjacente: deve o jornalismo/divulgação científica ser feito por jornalistas especializados em ciência ou por cientistas especializados em comunicação?

Na génese do post estava outro do Pharyngula em que PZ Myers considerava que os bloggers de ciência, pelo menos nos Estados Unidos, deveriam tomar conta do jornalismo científico. De facto, neste país há um número muito grande de blogs de ciência mantidos por cientistas de inúmeras áreas que discutem não só temas ignorados pela comunicação social convencional como muitas vezes são fonte de notícias exploradas por esta.

David Michaels, professor no departmento de Saúde Ambiental e Ocupacional na George Washington University School of Public Health and Health Services e que dirige o Project on Scientific Knowledge and Public Policy (SKAPP), escreveu na terça-feira mais um post sobre a bronchiolitis obliterans (bronquiolite obliterante) que se caracteriza por graus variáveis de obliteração dos bronquíolos respiratórios em consequência de pólipos de tecido conjuntivo jovem (granulação). Embora existam várias causas desta doença, nos Estados Unidos é conhecida por «popcorn lung» devido ao facto de ser despoletada pela inalação de diacetilo - 2,3-butanodiona -, um aditivo alimentar que confere sabor e cheiro a manteiga às pipocas preferidas pelos americanos.

O diacetilo é um produto secundário indesejável em muitas fermentações - nomeadamente nas axilas - e a sua produção é controlada, já que os consumidores não apreciam nem o cheiro nem o sabor a manteiga que concede, por exemplo, a cerveja, vinho ou whiskey. O diacetilo está presente naturalmente em manteigas fermentadas e queijos, que devem o seu odor suave e agradável a vários compostos de aroma e não apenas ao diacetilo.

O cheiro da manteiga rançosa deve-se ao ácido butírico ( de butyrum, manteiga em latim) proveniente da degradação bacteriana de triacilgliceróis. Curiosamente, o ácido butírico - como a maioria dos ácidos carboxílicos de baixo peso molecular -, embora não compita com o etanotiol para o título de campeão do mau cheiro, não prima pela fragrância mas alguns ésteres dele derivados são componentes de diferentes aromas frutais (por exemplo, o butirato de metilo tem cheiro a maçã e o de etilo a ananás), sendo usados como aditivos na indústria alimentar.

Voltando ao diacetilo, David Michaels informou no referido post que Cecile Rose, a médica que dirige o serviço de medicina ambiental e ocupacional no National Jewish Medical and Research Center, o hospital de doenças pulmonares mais prestigiado dos Estados Unidos, tinha informado em Julho todas as agências governamentais de saúde que um paciente seu apresentava bronquiolite obliterante e o seu único contacto com diacetilo resultava dos vários pacotes diários de pipocas (de sabor a manteiga) que preparava no micro-ondas. Isto é, a médica informou os organismos competentes que a inalação de diacetilo, para além de afectar a saúde dos trabalhadores de indústrias alimentares, poderia causar problemas de saúde na população em geral.

Vários jornais (e outros blogs de ciência) usaram o post do cientista para divulgar a notícia - que teve como resultado respostas imediatas das agências de saúde que se tinham mantido caladas em relação ao alerta da médica e de Michaels, que há muito denuncia o problema.

Como é habitual entre bloggers, a autoria da notícia original foi devidamente assinalada e hiperligada, assim como o foi por muitos jornais. Por decisão do editor, a notícia sobre o assunto do New York Times não menciona nem Michaels nem o blog onde recolheu a informação.

Esta notícia vem a propósito de algo que é bastante discutido na blogosfera e que tem a ver não só com a ética bloguística mas também com a ética jornalística. Em Portugal, é prática corrente não só os media citarem, quando é caso disso, os blogs onde recolheram notícias como transcreverem excertos devidamente assinalados de vários blogs. Ou mesmo, como é o caso do De Rerum Natura e o Público, associarem blogs independentes às suas edições na rede. Mas lá como cá, a ética da blogosfera é muito discutida especialmente em relação a anonimato, fidedignidade das notícias e afins. À pergunta do Luís Azevedo Rodrigues acrescento outra: fará sentido falar em «código deontológico» ou ética dos bloggers?

15 comentários:

  1. A mim não me choca a existência de jornalistas científicos, desde que a sua formação em ambas as áreas (Ciência e Jornalismo) seja razoável.

    Infelizmente em Portugal são raríssimos os casos em que isso acontecesse e as notícias de cariz científica estão quase sempre pejadas de erros, omissões e enganos.

    Penso que o ideal era a existência de jornalistas com formação científica, de cientistas transmutados em jornalistas e, nos casos em que isso não fosse possível, que as notícias de cariz científico tivessem revisão científica por alguém dessa área científica.

    Sobre deontologia (jornalística ou da Blogosfera) acho que há muito a dizer, mas antes de dar a minha opinião (e exemplos, se necessário...) gostaria de ouvir outras opiniões.

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  2. A pergunta da deontologia, a outra já respondi, é muito actual e como diz o Fernado Martins há muito a dizer sobre ela.

    O caso da Maddie, o caso Casa Pia e tantos outros mostram que a deontologia jornalistica deixa muito a desejar. Em todos os países há media mais ou menos pasquins, mais ou menos tablóides.

    Nos blogs é igual. Há blogs e jornais tablóides e há blogs e jornais de referência. Mas muitos meios de comunicação tradicional de referência embarcam por motivos económicos em tabloiderização.

    Eu acho que faz sentido falar em deontologia da blogosfera mas acho que não faz sentido falar num código deontológico. Os leitores distinguem um blog ético dos outros.

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  3. Sobre o anonimato. Pode usar-se o anonimato para levantar falsos boatos, mentiras, etc.. Mas há anonimato inócuo e divertido como é o caso do blog dos Marretas e do falecido o Meu Pipi.

    Sobre a fidedignidade das fontes. Todos nós nos lembramos daquela coisa da UNI e da licenciatura do Sócrates que começou num blog e do caso Casa Pia.

    Um blog ético distingue-se por linkar as fontes. Pode opinar sobre a fonte, podemos não concordar com a análise mas sabemos do que se está a falar.

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  4. Olá:

    Para se poder falar de um código deontológico, é geralmente necessário haver um grupo coeso de pessoas que trabalham numa mesma profissão (ex. médicos); e geralmente o dito código existe para garantir que uma pessoa, geralmente profissional liberal que presta um serviço, cumpre um série de normas destinadas a proteger o destinatário desse serviço.

    Nos blogs coloca-se o problema da liberdade. Se os acesso à maior parte dos blogs é livre, a quantidade de acessos vai depender da qualidade da informação, ou falta dela. Assim cabe primeiramente aos leitores descobrirem quais os blogs que valem a pena consultar, principalmente para esclarecimento de questões relacionadas com áreas científicas, e os especialistas devem apontar os erros, se eles existirem. Se o blog é de má qualidade, depressa será ignorado; tal como um médico que atende mal as pessoas no seu consultório privado, perderá certamente os seus clientes.

    Assim, parece-me que falar de uma ética de blogs é um pouco arriscado, porque a ética só vincula quem realmente quer ser vinculada por ela. Tem de existir a consciência, por parte do autor de que há limites. E também por parte das pessoas que os visitam, tendo espírito crítico suficiente para saber distinguir a diferença.

    Óptimo post!

    Cumprimentos,

    José Manuel Oliveira.

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  5. Se um jornalista de Economia efectuar um trabalho pouco rigoroso ou errado as consequências de informação por si veiculada serão observáveis quase directamente nos bolsos dos leitores. Obviamente a credibilidade do órgão de comunicação social sairá lesada tendo, igualmente, impacto económico sobre o mesmo.

    O que se passa no jornalismo de Ciência pode ser analisado por duas vertentes:
    1-a maioria do espaço na comunicação social ocupado pela Ciência cai no que se pode apelidar de “Next big thing”.
    Este facto tem como consequência que as notícias sejam abordadas de forma ligeira e, na maioria dos casos, incorrecta. Isto acontece porque a urgência de dar a notícia é tanta que a rapidez impera não havendo tempo para releituras, filtragens e consequente produção eficaz de uma boa notícia de Ciência.
    Esta maneira de produzir notícias acarreta, igualmente, que descobertas relevantes mas sem algo “por onde agarrar o leitor” sejam ignoradas ou menosprezadas.

    2- as notícias de Ciência não têm impacto directo nos nossos bolsos logo não são importantes. À excepção das descobertas no campo da Medicina, e memo essas nunca são para amanhã, a Ciência nunca mexe no bolso de cada um e, num país de enormes carências económicas, este é um factor fundamental.
    Enquanto não se interiorizar que a literacia científica pode contribuir par muitos aspectos da nossa vida não sairemos da pescadinha de rabo-na-boca: não se melhora a qualidade da divulgação/informação científica porque os consumidores não a querem; os consumidores não a querem porque não a têm e pensam que não lhes falta no dia-a-dia.
    As duas vertentes que introduzi podem explicar porque qualquer jornalista deste país pode produzir uma notícia de Ciência: no limite pega numa notícia de Agência, traduz e já está. Se tiver algum brio, no máximo vai à Wikipedia “sacar” informação para fazer uma caixa. Mais do que isso é raro em Portugal, embora existam exemplos louváveis.

    Mas o mesmo não se passa nas secções de Economia. Porquê?
    O background teórico exigível em Economia é superior ao da Biologia, Física, Química ou outras?

    Desculpem o comentaria algo grande e por vezes pouco estruturado mas foi saindo…

    Cumprimentos

    Luís Azevedo Rodrigues

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  6. Numa democracia todos têm o direito a opinar sobre as grandes questões da ciência. Cientistas inclusive. Onde e como, já é outra questão. Chateia, por exemplo, quando se omite ou ignora deliberadamente certos factos, como aconteceu com a recente «destruição duma plantação de OGM» (expressão inúmeras vezes usada nos media portugueses), que pelos vistos, de acordo com o que se lê em alguns comentários / informações que recebi do movimento ambientalista (e que gostaria de poder ver confirmadas/infirmadas), abrangeu apenas cerca de 1ha em 50. Se, do ponto de vista do jurista, até entendo que não seja relevante esta diferença (num caso e noutro há ilegalidade), do ponto de vista objectivo, factual (que deveria nortear tanto o jornalista que redige notícias - e não comentários! -, como o cientista que escreve sobre ciência), ela é relevante, e pode até, ao ser omitida, condicionar todo um discurso sobre determinado tema.
    É que uma plantação de OGMs não é a mesma coisa que um organismo, em que, atingido o coração, todo ele é destruído, e não apenas esse órgão. Ora, os jornalistas que estiveram no local seguramente que puderam constatar também a magnitude do evento, ou não? Limitaram-se a ir repetindo uns dos outros, sem sair da frente o écrã? Afinal qual é a missão dum repórter? A ser verdade que na acção de Silves apenas se destruíu 1 ha de milho transgénico, os media portugueses que usaram a expressão «destruição duma plantação de OGMs» devem um pedido de desculpas aos que cometeram essa infracção, sejam ou não encapuçados ou terroristas. Se a plantação ainda lá está, para mais - o que é jornalisticamente relevante - numa zona declarada como «livre de transgénicos» (também aqui a linguagem usada carece de adequação, mas por outros motivos...), então isso contraria a informação anteriormente veiculada (a menos que a tal plantação tenha sido integralmente destruída posteriormente ao evento relatado, o que não estou em condições para averiguar, como é óbvio).
    Muito embora este seja um assunto muito complexo, há questões de objectividade a serem tidas devidamente em conta, mesmo por quem defende a inevitabilidade de algum grau de subjectividade na narração jornalística de factos.
    Adelaide Chichorro Ferreira

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  7. Concordo essencialmente com o que dizem o José Manuel Oliveira e o Luís Azevedo Rodrigues. Tem razão o JMO quando fala na selecção: mesmo que não haja um código deontológico para os blogues, estes ganharão em serem correctos e fiáveis, citando fontes. Nesse aspecto, no que diz respeito a ciência (ou outros assuntos mais de análise), os blogues poderão ser como que livros. Pode-se escrever o que se quiser. Aqueles que provarem melhor o seu ponto serão aqueles que melhor captarão o respeito dos leitores.

    Há depois a questão que levanta o LAR, a da rapidez. A necessidade (ou vontade) de se ser rápido com a divulgação de um assunto sacrifica o rigor e, além disso, limita a existência de links, já que se tenta ser o primeiro a divulgar determinados assuntos. No caso da ciência, isso torna-se ainda mais complexo devido ao facto de os artigos científicos serem publicados em revistas da especialidade que, logicamente, exigem assinatura para poder ser consultadas online.

    Será necessário um código deontológico dos bloggers? Não me parece. A credibilidade é conquistada pelo que se escreve, como se escreve e como se fundamentam os assuntos-alvo. Criar códigos deontológicos seria querer transformar os blogues em jornais, quando aqueles são muito mais que isso.

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  8. Eu também concordo com os restantes bloggers em relação à deontologia/ética bloguística e concordo com tudo o que diz o JSA.

    Ao fim de meia dúzia de posts é fácil de ver se nos identificamos com a "ética" dos bloggers, se estamos interessados no que escrevem e fazer a triagem dos blogs.

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  9. Cara Adelaide Chichorro:

    Um hectare são 10 000 m2, mais ou menos um campo de futebol. Acho que a comunicação social não andou mal neste caso, quem andou muito mal foram os que destruiram a plantação.

    Nem entro na discussão se as preocupações sobre transgénicos são ou não são legítimas. O que interessa é que não é legítimo o que aconteceu.

    Toda a gente tem direito às suas opiniões: não as podem impor pela violência nem obrigar os outros a seguir essas opiniões. Seja religião, ambientalismo, defesa dos animais ou o que for!

    E neste caso, como em muitos outros, os auto-intitulados ambientalistas andaram muito mal. É gente como esta que dá mau nome ao ambientalismo, são "fundamentalistas" iguais aos fundamentalistas religiosos que não olham a meios para atingirem os fins.

    Se a comunicação social andou mal foi porque foi muito meiga com esta gente!

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  10. 1. Por acaso sei quanto é 1ha. E sei que não é invulgar plantarem-se 50ha duma mesma coisa, ou mesmo muito mais. A diferença, para mim, não é irrelevante. Quanto à meiguice ou não dos media, não sei sequer se lhes compete sequer serem meigos ou duros no relato estrito da realidade...
    2. Concordo inteiramente com o pedido (indirecto) de citação de fontes, e esforçar-me-ei por descobrir onde li essa coisa do «1ha em 50ha». De facto, não sei. Não sendo este um assunto em que esteja directamente envolvida, li (ou ouvi), de facto, essa informação «a correr», e por isso não me lembro onde. A minha intenção não era levantar a suspeita sobre os media (ainda hoje vi um excelente documentário sobre o mesmo assunto, creio que no mesmo órgão de informação em que se falou de «destruição duma plantação de OGMs», a sic notícias), mas simplesmente solicitar que se clarifique esta questão, que ficou em aberto. Inúmeras vezes isso acontece, em ciência e no jornalismo, uma vez passada a actualidade de determinado tema. Ouvimos e lemos, normalmente, pedaços de histórias, pedaços da realidade. Nem sempre os pedaços mais relevantes para alguns...
    Adelaide Chichorro Ferreira

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  11. E sobre números e estádios de futebol: até haveria algumas coisas interessantes a dizer! Há tempos fui impedida de publicar um certo texto num certo sítio (texto esse que me tinha sido pedido nesse mesmo sítio), estou em crer que, em parte, por usar essa mesma estratégia retórica de equiparar números a... «estádios de futebol»! Dá um resultadão, como vê. Um episódio engraçado. Inquietante, mas engraçado.
    Adelaide Chichorro Ferreira

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  12. Vamos lá a ver… Um dos argumentos que justifica o número elevado de visitas ao De Rerum Natura é precisamente pelo facto deste espaço de comunicação ser despretensiosamente, uma rede de trocas de gente da ciência ou com parentesco chegado. Entre outros factores críticos, a existência de cruzamentos entre pontos de vista com alguma diferenciação também contribui para que a gente se sinta bem durante a ‘visita’. Claro, sempre de cara descoberta!
    Passemos agora aos factos:
    Óbvio que o sapateiro gostaria que se falasse muito mais de sapatos. Mas ele não ignora que a sociedade está construída de acordo com determinados padrões. Mesmo inconscientemente, o próprio sapateiro tenta andar em linha com as notícias dos maiorais do futebol e, nessa onda, falará muito mais dos dois grandes da cidade grande e menos do rival que é campeão mais vezes do que os outros gostariam.
    A comunicação distribuída tem regras que a malta da ciência não pode ignorar. Pessoalmente, sou contra as organizações de classe, contra os corporativismos que fazem cadeia de mãos dadas para auto-protecção e outras defesas, por isso mesmo não puxo da pistola quando ouço o Joe Berardo falar da Mona Lisa. Os criadores dos Ferrari não desdenham ouvir o industrial dos têxteis queixar-se da posição da alavanca das velocidades, porque este pólen do condutor é bem vindo à fertilização da fábrica.
    A ciência precisa urgentemente de críticos. A não ser assim, a consanguinidade causar-lhe-á problemas sérios de propagação e multiplicação.

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  13. 1. Mas então defina-se melhor Ciência: são somente as Ciências e Tecnologias (ou as Engenharias) que devem ser criticadas, ou também as Artes e Humanidades, o Direito e a Medicina, o jornalismo?
    2. E a nossa sociedade sobrevive, se toda a comunicação se reduzir à crítica e contra-crítica? Não são precisos os factos também? O olhar calmo para a realidade?
    3. E o tempo, senhores! Nem todos o têm. Criticar bem não é uma questão de espontaneidade (embora ela também seja importante), não resulta apenas dos impulsos do momento! Essa é, aliás, outra das razões pelas quais prefiro assinar os meus textos escritos. É trabalho, mesmo. Por vezes duro, muito duro, e algumas vezes arriscado.
    Adelaide Chichorro Ferreira

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  14. "A ciência precisa urgentemente de críticos. A não ser assim, a consanguinidade causar-lhe-á problemas sérios de propagação e multiplicação."

    Concordo e dou um exemplo um pouco fora do tema deste post. Recentemente foi publicado (e aqui publicitado...) um livro sobre "Turismo Científico em Portugal". Uma excelente ideia, não haja dúvidas, que era necessária faz muito tempo e que será excelente para o leigo que gosta de Ciência. Contudo, talvez a pressa de publicar, levou a que a obra ficasse pejada de erros, omissões e confusões (na minha última contagem já passavam, e muito, de 100...). Será que não faltou, também aqui, revisão científica especializada...?

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  15. Eu acho que faz sentido falar-se em ética em blogs. E não é necessário que haja um organismo concreto para que esses valores existam. Basta que sejam definidos e apoiados pela comunidade.

    E não precisam sequer de ser princípios muito elaborados.

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1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.