sexta-feira, 5 de agosto de 2022

O teu lábio regressa ao chão de mel.

A cor do cacho encontra-se entre folhas.

Perdes homem no ardor da rua a pele

E no loendro em flor as tuas sombras.


Passam como formigas tuas horas.

Teu corpo liquefaz-se ao chão fiel.

O céu tão quieto! Em que rio choras?

Sem rumo, uma ave pousa no papel.


O estio, a terra aberta e um rumor.

Rente ao teu rosto o sol se enterra rubro

E a água adentra os sulcos com amor.


No alto enxergas as sendas do futuro.

Esqueces no arrebol um só rubor

E o rosto de um rio, em porto seguro. 

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