terça-feira, 12 de julho de 2022

Nunca desisti em frente à palavra


Nunca desisti em frente à palavra,

Em frente ao muro, nunca desisti.

Oh, beija-me a tua luz mais amarga,

No escuro ajoelho e choro por ti.


Acolhe-me um frio tardio de álamos.

A lágrima passa toda a lezira.

E nunca desisto de nos meus braços

Ter o teu ardor e a louca alegria.


Creio no coração quase sem fôlego

E em teu olhar ávido como o fogo

Que afogueava em rubor o meu cenho.


Mas como de ti chegou o malogro

E o bem te quero amor e me retenho,

Abraça-me em outro e ao que eu não tenho. 

1 comentário:

Anónimo disse...

Contrariamente

Desisto sempre, de tudo, de nada
Da palavra, do muro e da frente
Do palácio, da rua, da mansarda
Por definição, sou uma desistente

Desisto de ir atrás do coelho
Que na toca do relógio corre
Maravilha é poupar o meu joelho
À dobra do que certamente morre

Assim sendo, desisto do terceto
Que deveria escrever a seguir
E como eu fica este soneto!

FC

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