terça-feira, 4 de março de 2014

O casamento das professoras

Uma lei de 1937 que se aplicou a algumas leitoras e de que outras terão ouvido falar:


6 comentários:

Just me disse...

A ingerência do Estado na vida dos seus servidores era atroz. Por um lado sinalizava a importância dada à profissão. Mas não pode negar-se: era fascizante.

Anónimo disse...

Agora são as professoras que decidem com quem o ministro casa... :) Eu conheço várias a quem fez falta esta certificação obrigatória de marido e tenho a certeza que hoje gostariam que alguém as impedisse de casar com tal matrapilho.

António Pedro Pereira disse...

Que saudades mal disfarçadas do botas... meu Deus!

Helena Damião disse...

Prezados leitores
A compostura exigida sobretudo às professoras era até meados do século XX bastante transversal aos sistemas educativos. Esta lei, no mínimo, tão pouco simpática, reproduzia outras de países europeus e at+e dos EUA, estavando também de acordo com o modo de vida que as escolas impunham (Ver por exemplo, aqui: http://dererummundi.blogspot.pt/2007/08/doris-day-e-compostura-das-professoras.html )
O espírito de Maio de 68 mudou, imediata ou mediatamente, muitas coisas e este tipo de imposição foi uma delas,
Helena Damião

Anónimo disse...

Sim, é verdade que esta exigência de vida isenta de falhas era bastante transversal e já com décadas. Poderíamos levar a discussão num sentido sociológico e perceber que papel social era aceite à mulher quando lhe começou a ser autorizada uma função profissional com implicações na comunidade toda.
A este propósito e para sublinhar esta transversalidade pode ler-se o início de um contrato de uma professora que vem reproduzido num livro bastante conhecido sobre a profissão de professor (Arends, R. Aprender a Ensinar, Fig. 1.1).


Ana Silva

Helena Damião disse...

Prezada Ana Silva
Reproduzi esse contrato neste texto:
http://dererummundi.blogspot.pt/2007/08/doris-day-e-compostura-das-professoras.html
Obrigada.
Helena Damião

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