Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
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O blog que partilha o título com o poema de Lucrécio fala também de várias coisas do mundo, procurando expor a sua natureza. Parte da realidade do mundo (o nosso mundo, feito de átomos e espaço vazio) para discutir o empreendimento humano da descoberta do mundo, que é a ciência, e as profundas implicações que essa descoberta tem para a nossa vida no mundo.
Este é um problema profundo. A ciência deve ser financiada pela qualidade do trabalho, independentemente da área ou da suposta utilidade. Quando se faz depender o financiamento da «utilidade», abre-se a porta à fraude, à desonestidade, ao chico-espertismo.
ResponderEliminarTambém uma certa confusão entre qualidade e quantidade tornou-se um problema. Quem publica 100 artigos não é de certeza um génio da ciência - a qualidade exige tempo - mas um burocrata da ciência que costura artigos uns atrás dos outros, dizendo todos o mesmo ou dizendo coisa nenhuma. Preguiçoso não será, pelo menos.
Claro que há outros critérios que se usam, como o impacto dos artigos dentro da sua área, mas tb são critérios dificeis de apurar.
Penso que a tónica na quantidade tem poluido terrivelmente a Ciência, com montanhas de artigos inuteis que só fazem perder tempo e criam ruído.
Penso que seria preferivel uma ciência mais lenta, questionante, amadurecida. Para não entrar tão depressa no caminho da asneira.
A Ciência não é uma Religião. As religiões podem permanecer paradas mas a Ciência move-se; e se não vê bem para onde se move, perde-se no beco da asneira.
Bem, em resumo, existe um probleminha com o financiamento e funcionamento da Ciência, mas qual a solução??