domingo, 26 de outubro de 2008

Sarah Palin e as moscas


Richard Wolfe no Countdown sobre as palavras de Palin: «the most mindless, ignorant, uninformed comment that we have seen from Governor Palin so far and there's been a lot of competition for that prize.»

No post «Sarah Palin: Ignorante e anti-ciência» dei conta da reacção de alguns membros da comunidade científica aos dislates de Sarah Palin sobre a investigação em moscas da fruta. Como seria expectável, a ignorância da governadora do Alasca não deixou muito contentes os cientistas que trabalham com estes insectos, em especial os que usam este modelo animal para investigar as causas génicas associadas a doenças como o autismo. Em particular, os autores do estudo da universidade da Carolina do Norte que referi reagiram com o comunicado «In defense of fruit flies and basic medical research»:
Vice presidential candidate Sarah Palin made reference to fruit fly research in a broad statement about wasteful earmark funding that has “little or nothing to do with the public good.” She specifically mentioned work in Paris, France. (Just Google it.)

MSNBC’s Keith Olbermann reported this, and mentioned, specifically, (Drosophila) fruit fly research at the University of North Carolina (”which is not in Paris,” Olbermann noted) that has led to advanced understanding in autism research. (We think you’ll be able to find this easily, too.)

That work, led by neuroscientist Manzoor Bhat, Ph.D., and autism researcher and clinician Joseph Piven, M.D., director of UNC’s Neurodevelopmental Disorders Research Center.

Their work was published in Neuron in September 2007.

This morning (Sunday, Oct. 26, 2008) Dr. Bhat and Dr. Piven made these comments about the importance of fruit fly studies in the realm of autism research:

6 comentários:

  1. Eu confesso que à primeira vista gostei da Sarah Palin. Talvez por ser heterossexual (julgo que ainda não é proibido) e ficar sempre bem impressionado quando olho para uma mulher bonita.

    Só que depois há que processar a informação adicional e no caso da Sarah Palin estas declarações patetas não podem suscitar outro sentimento senão o da desilusão. É pena.

    O pior disto tudo é que, perante a muito provável vitória de Obama, cada vez mais o instinto me diz que Obama não é aquilo que se pensa, nem vai ser o presidente dos EUA que se deseja. Causa-me apreensão tanto unanimismo e deixa-me preocupado o delirante apoio da esquerda internacional.

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  2. Enquanto ela não precisou de abrir a boca foi bom para a campanha do McCain mas a partir do debate com o Joe Biden acho que toda a gente viu que ela não é mais do que um papagaio mais ou menos bem treinado.

    Vejam a opinião do John Cleese sobre essa senhora

    http://www.videosift.com/video/John-Cleese-on-Sarah-Palin

    Seria muito perigoso se a dupla McCain/Palin ganhasse as eleições americanas. Duvido que isso aconteça, mas se há coisa que já percebi é que os Americanos são capazes de coisas bem estúpidas.

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  3. Isto só torna mais actual o alerta de Carl Sagan (não me lembro se em "Um Mundo Infestado de Demónios" ou em "Biliões e Biliões") para os perigos de a população em geral -- os eleitores -- não perceber os princípios da Ciência: não a compreendendo, não lhe dá valor, podendo mesmo cortar-lhe as pernas. Por isso, já dizia Sagan, a divulgação científica é tão importante.

    Infelizmente, isso é algo que até muitos cientistas (e universidades) não percebem: fazem Ciência, mas não querem «perder» tempo a explicar (resumidamente) aos leigos o que é que andam a fazer.

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  4. E que tal a ignorância de alguém que está mais próximo de nós?

    O Ludwig Krippahl tem colocado a questão de saber que argumento a favor da evolução é que faria os criacionistas aceitar o evolucionismo.


    A resposta é simples: bastaria um argumento a favor da evolução e os criacionistas não teriam outro remédio senão aceitar a teoria da evolução.

    Se a evolução tivesse sido observada ou fosse observável, não haveria como negá-la.

    O problema é que esse único argumento não existe.

    Podemos exemplificar, partindo de um argumento que o Ludwig tem usado para defender a evolução.

    O Ludwig tem afirmado que o facto de gaivotas darem diferentes tipos de gaivotas prova a evolução.

    Mas por mais que se esforcem, os criacionistas só conseguem ver que o facto de gaivotas darem gaivotas prova que os seres vivos se reproduzem de acordo com a sua espécie, tal como a Bíblia diz.

    O que nós vemos no exemplo do Ludwig é variação dentro de uma espécie existente, de forma inteiramente consistente com o ensino bíblico acerca da criação e da dispersão das espécies.

    O que nós vemos é “subespeciação” (como os próprios evolucionistas lhe chamam) e não “transespeciação” (em que uma espécie se transforma noutra completamente diferente).

    Os factos em si mesmos mostram que as gaivotas nunca deixam de ser gaivotas.

    É a imaginação evolucionista do Ludwig que tenta transformar isso em prova da evolução.

    Mas como poderiamos confiar na imaginação de alguém que não hesita em auto-definir-se como "macaco tagarela"? Quais os axiomas que um autodenomidando "macaco tagarela" pode estabelecer com certeza?

    A evolução de partículas para pessoas carece de uma expansão assombrosa do “pool genético” em termos quantitativos e qualitativos.

    A subespecialização das gaivotas vai exactamente em sentido contrário.

    Ela parte de um “pool genético” já existente e com uma grande variedade, e vai reduzindo e especializando esse “pool genético”.

    Vejamos em termos tópicos:

    1) O surgimento de diferentes subespécies de gaivotas a partir de um género com um determinado potencial genómico é um processo que não implica a criação de informação genética nova, codificadora de novas estruturas e funções.


    2) Toda a informação necessária ao surgimento de diferentes subespécies de gaivotas (v.g. com diferentes cores ou tamanhos) já existe previamente no “pool genético” das gaivotas. O que varia é a expressão dessa informação por pressão do meio ambiente.


    3) Eventualmente a selecção natural poderá conduzir à especialização e diminuição da informação genética. As mutações poderão degradar essa informação.

    4) Existe muita variedade informacional dentro dos diferentes géneros e espécies (v.g. gaivotas, caninos; felinos, seres humanos).

    5) A especiação é sempre feita a partir de informação genética pré-existente, não criando informação genética codificadora de estruturas e funções novas e mais complexas.

    6) O fenómeno descrito pelo Ludwig tem que ver com a expressão de informação genética pré-existente e não com a criação de estruturas e funções até aí inexistentes.

    7) No fenómeno descrito pelo Ludwig não surge uma única estrutura e função mais complexa que não esteja já codificada nos genes das gaivotas.

    8) O fenómeno descrito pelo Ludwig nada tem que ver com a hipotética transformação de micróbios em microbiologistas, porque aí sim, seriam necessários triliões e triliões de mutações geradoras de estruturas e funções inovadoras e mais complexas.

    9) O facto de algumas subespécies de animais deixarem de se poder cruzar para efeitos reprodutivos não prova a evolução de partículas para pessoas, na medida em que também aí não se criam estruturas e funções inovadoras e mais complexas, havendo apenas uma perda de funções até então existentes.

    10) O isolamento reprodutivo que conduz ao surgimento de algumas variedades de gaivotas (que nunca deixam de ser gaivotas!) resulta em que cada variedade tem um “pool genético” mais reduzido e uma capacidade mais reduzida de explorar novos ambientes com base em novas combinações de características ou de enfrentar as mudanças no seu próprio ambiente.

    11) O surgimento de barreiras à reprodução entre variedades que até então se reproduziam entre si não prova a evolução porque também ele não consegue a expansão do “pool genético”, com novos genes e novas características, tal como requerido pela evolução de micróbios para microbiologistas.

    12) Pelo contrário. O isolamento reprodutivo pode conduzir, a longo prazo, à extinção das espécies e não à sua origem e evolução.


    P.S. O Ludwig coloca então a questão: o que é uma espécie? O que é um género? Sobre essa questão voltaremos a conversar, que este post já está longo e alguns leitores poderão ter dificuldade em acompanhar.

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  5. Jonatas, o que tem o seu comentário a ver com este post ?

    Sendo assim comento o seu comentário:

    Cozido de Grão

    Ingredientes:
    Para 6 pessoas

    7,5 dl de grão ;
    250 g de toucinho ;
    500 g de carne de carneiro ou de vaca ;
    1 chouriço de carne (linguiça) ;
    500 g de feijão verde ;
    1 talhado grande de frade (abóbora moganga) ou de abóbora de casca de pau ;
    600 g de batata redonda (batata comum) ;
    sal ;
    arroz ;
    hortelã
    Confecção:

    Tem-se o grão bem demolhado de véspera e esfrega-se com sal numa cortiça para lhe retirar a pele. Introduzem-se os grãos assim arranjados em água fria, juntamente com o toucinho, a carne e o chouriço. Deixa-se cozer.
    Estando tudo cozido, introduz-se na panela o feijão verde inteiro e atado aos molhos, o frade aos cubos e a batata descascada.
    Quando o cozido estiver pronto, retira-se o caldo para a sopa e para o arroz solto, que deverá acompanhar o cozido.
    A sopa obtém-se juntando ao caldo massinha miúda e uns raminhos de hortelã postos já no prato.

    A carne de carneiro deve ser temperada com sal, de véspera.
    A abóbora de casca de pau é uma variedade local. Não se descasca, indo para a mesa cortada em bocados com 10 a 12 centímetros.
    Há quem demolhe o grão com uma barbatana de bacalhau salgado. Nesse caso já não se esfrega com sal. Há também que prefira introduzir o grão em água a ferver para o cozer.

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  6. Como já percebeu que informação e código são realidades imateriais que só podem ter origem inteligente, não naturalística, p
    Ludwig Krippahl, numa estratégia desesperada, diz que não existe informação codificada no DNA!!!

    Ele diz que o código do DNA é a nossa linguagem acerca do DNA!!

    No entanto, o Ludwig não vai longe.

    No entanto, a refutação desta afirmação do Ludwig encontra-se na internet em menos de um minuto.

    Vejamos:

    "...Crick's fundamental insight that the sequence of the bases in DNA forms a code that specifies the synthesis of proteins, and his subsequent work in deciphering the three-letter code, have endured and have become the basis of modern genetics and genomics."

    Traduzindo:

    "o contributo fundamental de (Francis) Crick, de que a sequência das bases no DNA forma um código que especifica a síntese das proteínas, e o seu trabalho subsequente de decifração do código de três letras, permaneceram e constituem a base da genética e da genómica moderna."


    Ou seja, existe mesmo informação e código nas sequências de nucleótidos no DNA, sendo isso uma realidade imaterial distinta da da composição material desse mesmos nucleótidos.

    O problema para a teoria da evolução é que nunca se viu informação e código, que são imateriais, a surgirem da matéria e da energia. Uma realidade imaterial supõe sempre uma origem imaterial, mental, espiritual.


    A citação anterior encontra-se em Profiles in Science, National Librarie of Medicine, http://profiles.nlm.nih.gov/SC/Views/Exhibit/narrative/deciphering.html


    Como é que, então, o Ludwig, no seu perfeito juizo e na plenitude das suas faculdades mentais, pode afirmar que o DNA não tem informação codificada.

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