sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

"Ética Racional para um Mundo Irracional" no RÒMULO


No d
ia 2 de Fevereiro, às 18h realiza-se via Plataforma Zoom a apresentação do livro "Homo Ignarus:
Ética Racional para um Mundo Irracional
" da autoria de Steven Gouveia, com prefácio de Peter Singer, editado pela Minerva Coimbra em 2020.

A sessão de apresentação contará com as participações do autor Steven Gouveia, especialista em Filosofia da Universidade do Minho e André Dias Pereira, Professor de Direito da Universidade de Coimbra, Presidente do Centro de Direito Biomédico e membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida com a moderação de Carlos Fiolhais, Professor de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Director do RÓMULO e membro do Conselho de Ética do Instituto Politécnico de Viseu.

Destinada ao público em geral, a sessão é de participação livre e não necessita de inscrição. No fim da apresentação dos oradores, os participantes poderão colocar questões e fazer comentários.

Acesso à sessão no Zoom:  https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83716137066
ID da reunião: 837 1613 7066

Resumo:
Como mitigar a nossa ignorância? Como limitar a onda de irracionalidade? Para isso é imprescindível a ética, esse ramo da filosofia que Steven Gouveia  ilustra em oito exemplos práticos suscitados pela realidade actual. A eutanásia, a inteligência artificial, a liberdade de expressão, os direitos dos animais, as eleições, etc. colocam-nos sérios dilemas éticos, ficando o leitor mais bem preparado para os desafios contemporâneos depois de ler os argumentos do autor. O livro tem prefácio de Peter Singer e posfácio de Viriato Soromenho Marques.

Introdução do livro:
"(...) Este livro é sobre oito problemas éticos da sociedade actual com que qualquer um dos leitores já foi confrontado, tenha formação académica ou não. Provavelmente, terá uma opinião sobre cada um destes temas, e a sua vida é influenciada por pressupostos filosóficos que assume com mais ou menos reflexão e sentido crítico. Assim, este livro é uma obra de ética aplicada que procura mostrar que é necessário, cada vez com mais urgência, pensar racionalmente e baseado na melhor evidência científica disponível diversos desses problemas. Claro, esta forma de pensar está muito longe do Homo Ignarus actual: como a fast food, grande parte dos indivíduos prefere uma versão analógica de conhecimento. Uma meia-verdade basta, não importando parar para pensar, ou sequer averiguar se há especialistas com formação sobre o tema. Desde que se tenha uma gravata bonita ou um belo sorriso, tudo servirá para engolir os “calcitrins” retóricos deste novo mundo que é ampliado pelo mundo digital. Mas será que tem mesmo de ser assim? Homo Ignarus é um conceito original em latim para referir o que diversos estudos empíricos apontam: o ser humano comum é estruturalmente ignorante, despreza informação empírica para tomar decisões e é influenciado por falsa informação e retóricas (ver capítulos seis e oito). Por si só, tal não parece um problema. Mas o caso muda de figura quando o cidadão comum tem impacto em diversos problemas éticos, como apresentados neste livro. (...)"

Biografias resumidas:

Steven S. Gouveia é investigador doutorando na Universidade do Minho. É investigador-visitante na Minds, Brain Imaging and Neuroethics Unit do Royal Institute of Mental Health na University of Ottawa. É investigador no Mind, Language and Action Group, Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, e no Lisbon Mind & Reasoning Group, IFILNOVA – Universidade Nova de Lisboa. Em 2016, organizou a obra “Filosofia e as Artes”, tendo convidado artistas relevantes, como Joana Vasconcelos, Valete, Fernando Ribeiro e Leonel Moura. Em 2017, co-editou a obra colectiva “Pensar a Democracia” com prefácio de Noam Chomsky e, com Ana Figueiredo Sol, editou “Bioética no Século XXI”. Nesse ano, editou “Philosophy of Mind: Contemporary Perspectives”, com Manuel Curado na Cambridge Scholars Publishing, incluindo investigadores internacionais de renome. No ano seguinte, publicou a sua primeira obra a solo na Húmus “Reflexões Filosóficas: Arte, Mente e Justiça” com prefácio de João de Fernandes Teixeira sobre vários temas, desde a definição da arte, a mente consciente e a inteligência artificial, e a validade da meritocracia ou da democracia actual. Em 2019, publicou três obras internacionais: “Perception, Cognition and Aesthetics” e “Film and Philosophy: Bridging Divides”, na editora  Routledge e, na Vernon Press, co-editou, com Manuel Curado, “Automata’s Inner Movie: Science and Philosophy of Mind” e “The Age of Artificial Intelligence: an Exploration”, incluindo alguns dos mais influentes pensadores e transhumanistas da actualidade, como Daniel Dennett, Ben Goertzel (criador da robot Sofia), David Pearce, Natasha Vita-More, Roman V. Yampolskiy e Vernor Vinge, etc. Publicou ainda, em 2020, a obra colectiva na Bloomsbury  “The Science and Philosophy of Predictive Processing”, com  investigadores como Karl Friston, Richard Menary ou Shaun Gallagher.

André Dias Pereira, Doutorado em Direito em 2014 com uma tese sobre Responsabilidade Médica e Direitos do Paciente”, é Professor de Direito da Universidade de Coimbra (Portugal), Diretor do Centro de Direito Biomédico e Investigador do Instituto de Investigação Jurídica da Universidade de Coimbra. Foi Membro do Comitê Nacional de Ética em Pesquisa Clínica e é membro do Conselho Nacional de Ética para Ciências da Vida, Presidente do Comitê de Ética em Pesquisa da AIBILI, membro do Comitê de Ética do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, membro da Comissão de Ética do Instituto Politécnico de Coimbra, membro do Conselho de Bioética da Sociedade Portuguesa de Genética Humana. Foi membro da Comissão Executiva da Associação Mundial de Direito Médico e Presidente do 21º Congresso Mundial de Direito Médico e é Membro do European Center of Tort and Direito dos Seguros (Áustria), membro do Instituto Brasileiro de Responsabilidade Civil (IBERC), membro do Instituto Ibero-americano de Direito (IDIBE), Vice-Presidente e Fundador da Associação de Língua Portuguesa de Direito da Saúde (ALDIS), membro do Luso- Instituto Brasileiro de Direito Comparado e membro da International Academy of Comparative Law.

Evento no Facebook

Sem comentários:

Enviar um comentário

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.