Entrevista realizada ao Professor A. Galopim de Carvalho e publicada ontem, pode ser acedida aqui.
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1 comentário:
O Professor Doutor Galopim de Carvalho tem uma visão correta da realidade dos ensinos "primário" e secundário das primeiras duas décadas do século XXI em Portugal. Infelizmente, as instituições económicas e educacionais, nacionais e internacionais, que atualmente superintendem os destinos da educação no mundo, regem-se por um conjunto de normas fixadas numa espécie de bíblia do eduquês, onde se considera que na escola deve aprender-se sobretudo "cidadania democrática", retirando o conhecimento "clássico" das Matemáticas, das Ciências, ou do Português, por exemplo, do lugar central que ocupava na escola de Galopim, porque, muito acima do saber, agora deve desenvolver-se o "espírito crítico das crianças e jovens cidadãos.
A verborreia dos especialistas em educação, vertida em documentos oficiais, bastaria para mostrar a necessidade urgente de uma mudança de rumo do ensino em Portugal, mas o que verifico na prática de todos os dias na escola é que continua tudo como dantes, com o quartel-general em Abrantes... Assim, deixo-lhes apenas um cheirinho do eduquês que está a destruir a razão de ser escola pública:
- Na escola inclusiva não se dever dar muita importância aos conhecimentos disciplinares que os professores da velha escola ensinavam. A escola serve sobretudo para moldar o perfil do aluno enquanto cidadão democrático. Assim, todo e qualquer aluno deve ter à saída da escolaridade obrigatória grandes doses de pensamento crítico e de pensamento criativo, sensibilidade estética e artística apurada, deve ser "cuidador de si e dos outros", deve ter "consciência e domínio do seu corpo", e outros atributos e qualidades de igual quilate, cuja descrição pormenorizada está apenas o alcance de quem domina os "descritores" dentro das "grelhas", em eduquês...
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