quinta-feira, 12 de novembro de 2020

É urgente olhar para a realidade do nosso ensino

Entrevista realizada ao Professor A. Galopim de Carvalho e publicada ontem, pode ser acedida aqui.

1 comentário:

Anónimo disse...

O Professor Doutor Galopim de Carvalho tem uma visão correta da realidade dos ensinos "primário" e secundário das primeiras duas décadas do século XXI em Portugal. Infelizmente, as instituições económicas e educacionais, nacionais e internacionais, que atualmente superintendem os destinos da educação no mundo, regem-se por um conjunto de normas fixadas numa espécie de bíblia do eduquês, onde se considera que na escola deve aprender-se sobretudo "cidadania democrática", retirando o conhecimento "clássico" das Matemáticas, das Ciências, ou do Português, por exemplo, do lugar central que ocupava na escola de Galopim, porque, muito acima do saber, agora deve desenvolver-se o "espírito crítico das crianças e jovens cidadãos.
A verborreia dos especialistas em educação, vertida em documentos oficiais, bastaria para mostrar a necessidade urgente de uma mudança de rumo do ensino em Portugal, mas o que verifico na prática de todos os dias na escola é que continua tudo como dantes, com o quartel-general em Abrantes... Assim, deixo-lhes apenas um cheirinho do eduquês que está a destruir a razão de ser escola pública:
- Na escola inclusiva não se dever dar muita importância aos conhecimentos disciplinares que os professores da velha escola ensinavam. A escola serve sobretudo para moldar o perfil do aluno enquanto cidadão democrático. Assim, todo e qualquer aluno deve ter à saída da escolaridade obrigatória grandes doses de pensamento crítico e de pensamento criativo, sensibilidade estética e artística apurada, deve ser "cuidador de si e dos outros", deve ter "consciência e domínio do seu corpo", e outros atributos e qualidades de igual quilate, cuja descrição pormenorizada está apenas o alcance de quem domina os "descritores" dentro das "grelhas", em eduquês...

"A escola como plataforma do comércio"

    Artigo de opinião do Professor Mário Frota, especialista em Direito do Consumo, publicado no jornal As Beiras de hoje, 12 de Maio de 20...