segunda-feira, 23 de novembro de 2020


 

O CONGRESSO DO PARTIDO COMUNISTA

Desde que vi no circo um urso a andar de bicicleta já nada me devia espantar. Mas espanta-me!

Espanta-me, por exemplo, no circo da vida política nacional as cedências que o Partido Socialista faz ao Partido Comunista para ver o Orçamento de Estado/2021 aprovado na Assembleia da República?

O tempo que falta para os dois dias da realização deste congresso urge (ou “ruge”, como dizia um frequentador do café do meu bairro de grandes cabedais e pouca instrução). E neste interim, o PCP, com grande e inaudito descaro diz que o Congresso terá, APENAS, 600 delegados tendo sido tomadas todas as medidas para garantir a segurança dos seus participantes, mas não do contágio à população de Loures, coincidência ou não, flagelada por uma grande percentagem de mortes por corona vírus desde o tempo da “Festa do Avante”.

Surge, agora,  a promessa formal , como se “o inferno não estivesse cheio de promessas”, de segurança à prova de bala, num tempo em que o corona vírus nada garante a não ser, a exemplo do “sheltox” , matar que se farta, como anunciava um  anúncio da televisão de há anos. Será a voz de Stalin a dizer das profundezas de onde quer esteja, que “a morte de um homem é uma tragédia,  de um milhão uma estatística?”

Como pontificou Teilhard de Chardin. “O barbarismo da nossa época é ainda mais estarrecedor pelo facto de tanta gente não ficar realmente estarrecida”!” Aguarda-se, portanto,  a última palavra de um Governo tíbio que deve estar a estudar o assunto para tomar decisões depois da tragédia acontecer morrendo, como costume, a culpa solteira.

Será que à socapa estarão já os congressistas a serem vacinados? Todas as suposições  são possíveis num tempo de muitas  incertezas e nenhumas certezas!

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