quarta-feira, 2 de maio de 2018

O FORTE ENCORAJAMENTO DAS POLÍTICA EDUCATIVAS PORTUGUESAS PELA OCDE

Na continuação de textos recentes: aqui e aqui.

No documento "Currículo dos ensinos básico e secundário: Documento síntese", que esteve em discussão pública até ao passado dia 30 de Abril, disponibilizou-se a ligação para a avaliação externa que a OCDE fez desse Projecto ao longo do corrente ano lectivo (cf. final da página 5). No relatório dessa entidade, intitulado"A Brief Summary of Preliminary Findings: Review of the Project for Autonomy and Flexibility” pode ler-se o que se segue:
Portugal é encorajado a continuar os seus esforços para preparar escolas, professores e estudantes virados para o futuro. 
Andreas Schleicher, Diretor da Direcção de Educação e Competências, OCDE, apresentou, em 9 de fevereiro de 2018, as conclusões preliminares da revisão que a OCDE fez da iniciativa do actual Ministério designada por “Projeto de Autonomia e Flexibilidade”. A equipa de revisão da OCDE realizou um estudo de campo entre 15 e 19 de Janeiro de 2018 e retirou conclusões preliminares sobre as pontos fortes, desafios e considerações para os próximos passos (...) 
Andreas Schleicher saúda a iniciativa como uma forma de permitir e incentivar escolas e professores a encontrarem soluções e inovações locais. 
A iniciativa está alinhada pela recomendação da OCDE - OECD's Skills Strategy Diagnosis for Portugal - de "ajustar o poder de decisão para satisfazer as necessidades locais". A economia portuguesa está em recuperação, mas aumentar os níveis de competência das crianças de hoje é essencial para um melhor futuro para Portugal. Não podemos prever o future, mas temos de estar abertos e preparados para o que vier. As crianças portuguesas de hoje criarão o futuro da economia e da sociedade (…). Precisam de aproveitar as oportunidades e encontrar soluções para desafios ainda desconhecidos. Que tipo de competências os estudantes de hoje precisam para criar um novo futuro de Portugal? 
Os conceitos subjacentes do perfil dos estudantes portugueses estão em consonância com o programa de aprendizagem da OCDE Quadro de Aprendizagem 2030. 
Os alunos mais bem preparados para o futuro são agentes de mudança, podem ter um impacto positivo no seu meio, influenciar o futuro, compreender as intenções, acções e sentimentos dos outros, e antecipar as consequências, a curto e longo prazo, do que fazem. O Quadro de Aprendizagem 2030 da OCDE reconhece que o conceito de "competência" implica mais do que apenas a aquisição de conhecimentos e habilidades; envolve a mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para dar resposta a desafios complexos.

Outras iniciativas lançadas pelo Ministério também estão de acordo com os esforços que outros países estão a fazer para melhorar a excelência e equidade em seus sistemas de ensino. Tais iniciativas incluem: 
• Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar 
• Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania 
• Núcleo curricular essencial 
• Orientações curriculares para a educação pré-escolar 
• Formação em serviço 
• Nova lei para a inclusão 
• Mudanças na avaliação (promoção de avaliação formativa e diversidade de instrumentos) 
• InCode 2030 [ver aqui] 
• Plano Nacional de Leitura e Rede de Bibliotecas Escolares 
Os especialistas da OCDE analisaram os pontos fortes e os desafios da experiência piloto e tecem considerações (…) em três áreas: 1) estratégia geral, 2) design curricular e 3) implementação do currículo. 
1. A estratégia global é importante para uma mudança sustentável. 
A equipa de revisão da OCDE destaca particularmente a importância do alinhamento entre o Perfil do aluno, o currículo, as pedagogias, as avaliações, a formação de professores e o seu desenvolvimento profissional, e a preparação de líderes escolares. 
O Projecto está em consonância com a revisão da OCDE sobre a Estratégia Nacional de Competências, destinada a melhorar a qualidade e equidade da educação, definindo condições que o permitam, tais como ajustar as decisões às necessidades locais no sentido de construir capacitação e estabelecer parcerias segundo uma política de competências baseada em evidências. Além disso, a equipa de revisão identificou o seguinte:  
Pontos fortes 
• Pensamento estratégico: existe uma clara Teoria da Acção para uma mudança. 
• “Perfil do aluno” com resultados alargados, bem como um forte senso de propriedade 
• Abordagem estratégica para divulgação, por ex. "Dia do perfil do aluno" em 15 de janeiro de 2018 
• A "abertura para reflexões" do Ministério em relação ao piloto. 
Desafios 
• Conflito com as avaliações associadas /articulação entre diferentes tipos de avaliação (interna/externa) 
• Incompreensão que uma “maior flexibilidade curricular” e “aprendizagens essenciais conduz a um "abaixamento dos padrões de aprendizagem" 
• Conflito com o modelo dominante de alta centralização: conflitos entre o modelo de aprendizagem patente no projecto-piloto e o sistema existente, altamente prescritivo e centralizado 
• Choque cultural: a experiência dos alunos de abordagens participativas, relevantes, baseadas em competências, no currículo flexível, em comparação com a profunda insatisfação com a oferta “tradicional” nas escolas 
• Envolvimento adicional de escolas não-piloto em iniciativas nacionais, por ex, Perfil do aluno. 
Considerações para os próximos passos 
• Intensificar a recolha de evidências de impacto do projecto-piloto: evidência de melhoria do envolvimento e resultados do aluno; evidência de melhoria do bem-estar dos professores; provas de boas práticas a todos os níveis. 
• Investimento prioritário na capacitação de professores e no desenvolvimento de habilidades liderança. 
• Lançar um debate sobre o ingresso na universi-dade a fim de o alinhar com o Perfil do aluno 
• Cumprir a promessa de estender o projecto a todas as escolas em 2018/19, deixando clara a sua natureza voluntária. 
• Enfrentar consequências esperadas/inesperadas. 
• Assegurar a continuidade da mudança durante longo período de tempo para garantir efeitos reais 
2) O design curricular pode ser uma tarefa de todos, não se limitando à autoridade nacional. 
A equipa de revisão da OCDE assistiu à participação dos alunos e dos professores na elaboração do currículo, evitando a sua "sobrecarga" e a "desactualização". Quando as escolas e os professores planeiam o currículo, isso não só ajuda os alunos a obter melhores resultados como os faz gostar do processo de aprendizagem. Além disso, apoia o desenvolvimento profissional dos professores e dá-lhes uma sensação de importância. 
O Projecto de Autonomia e Flexibilidade Curricular abre grandes oportunidades para lidar com problemas cruciais no design curricular que são comuns aos países da OCDE. Um deles é a "sobrecarga do currículo” [decorrente] de solicitações dos pais, das universidades e dos empregadores. Como consequência, é frequente os alunos não dis-porem de tempo suficiente para consolidar conceitos-chave das disciplinas ou desenvolver os interesses típicos de uma vida equilibrada: cultivar amizades, dormir e fazer exercício. É tempo de mudar de "mais horas para aprender" para "tempo de aprendizagem de qualidade". Outro é "reduzir desfasamentos", as reformas curriculares sofrem, em geral, de desfasamentos entre o reconhecimento, a tomada de decisão, a implementação e a verificação do impacto. A diferença temporal entre as intenções que guiam o currículo e o resultado da aprendizagem são geralmente demasiado amplos. 
A flexibilidade e a autonomia tendem a apoiar escolas e professores [nestes dois desafios]. A equipa de revisão encontrou o seguinte nas escolas-piloto: 
Pontos fortes 
• O processo envolveu audição de directores, associações de professores, sindicatos, Conselho Nacional de Educação, investigadores, parceiros sociais, representantes dos pais, estudantes. Assim, as partes interessadas entenderam de modo mais amplo os propósitos da educação, conforme o projecto-piloto e o Perfil do Aluno.   
• O projecto-piloto […] permite, a nível legal, a todas as escolas para aderirem espontânea e progressivamente às possibilidades dadas pelo design curricular, especialmente escolas com justificação exemplar para o uso de pedagogias experimentais, por ex. aprendizagem baseada em projectos e avaliação formativa. 
• O projecto-piloto permitiu que os professores projectassem e experimentassem um desenvolvimento profissional significativo na escola. 
• O projecto-piloto permitiu que os professores experimentassem e valorizassem a diversidade curricular com vista à inclusão e equidade. 
• O projecto-piloto permitiu que os alunos experimentassem e valorizassem [o] princípio curricular da “autenticidade”: - oportunidade de aprender a trabalhar e aprender com colegas (por vezes de anos diferentes); - oportunidade de construir relacionamentos positivos com os professores; - oportunidade de fazer escolhas que reflictam os seus interesses; - oportunidade de apresentar o seu trabalho não só ao professor, mas também na comunidade, para outros fins que não os académicos, como a apresentação em feiras de ciências e usando conhecimentos e habilidades relevantes para resolver problemas escolares e comunitários; - relevância para o futuro (trabalho universitário, trabalho profissional, tornar-se cidadão), - oportunidade de estabelecer a ligação entre as escolas e profissionais da comunidade; - diversidade de métodos de aprendizagem (por exemplo, aprendizagem activa). 
Desafios 
• Dilema entre […] ensinar para o exame nacional vs. aprendizagem activa, avaliação formativa, etc. 
• Complexidades técnicas, por ex. estruturar o tempo escolar, organizar a aprendizagem interdisciplinar […].
• Escalonamento e sustentabilidade: por ex. - Priorizar a aprendizagem e o envolvimento do aluno - Uma cultura de aprendizagem, confiança, criatividade, assumir riscos de forma ponderada, - Colaboração regular entre professores; colaboração de estudantes, reflexão e acção para melhorar a prática; envolver e construir parcerias com a comunidade e outras entidades. 
• Gerir diferenças entre práticas escolares. 
Considerações para os próximos passos 
• Continuar a recolher informações dos professores sobre as experiências piloto, investigar diferentes modelos curriculares e partilhá-los com todas as escolas para garantir a equidade.
• Identificar “escolas farol” que outras escolas possam visitar e ver o sucesso do projecto, do Perfil do aluno e da política curricular em acção ainda que evitando a tendência de “padronizar”. 
• Garantir que o projeto-piloto seja difundido pelas escolas para garantir igualdade e igualdade de acesso a todos os alunos.
• Construir clareza sobre a competência a ser alcançada pelos alunos com TIC para apoiar melhor projecto de currículo flexível.
3) Continuidade, escalonamento e capacitação são chaves para a implementação eficaz do currículo. 
A equipa de revisão da OCDE concluiu que a natureza voluntária do projecto deu margem legal aos professores que queriam experimentar as suas inovações educacionais e aos professores que precisavam de mais tempo para tranquilamente fazer mudanças ao seu próprio ritmo.    
Pontos fortes 
• A natureza voluntária da flexibilidade garante mudanças incrementais para os líderes escolares e para os professores. 
• O projecto-piloto ajudou a identificar líderes es-colares e professores entusiasmados, como fonte de boas práticas, por ex. professores trabalhando juntos.
• O projecto-piloto capacitou professores exemplares ao legitimar e transmitir boas práticas.
• O projecto-piloto reuniu evidências emergentes de inovação, liderança e criatividade, e relativas ao bem-estar do professor. 
Desafios 
• A mudança cultural para líderes escolares e professores: da preparação para o exame nacional para mais forma colaborativa de trabalho, diferente papel dos professores, valorizando a agência estudantil e co-agência. 
• Networking e intercâmbio profissional: é organizado de forma ad hoc ou informal. O grau e relevância cabe aos líderes da escola. 
• Ensinar estrutura e status da força de trabalho: mais antigo que a média da OCDE, status de ensino profissão. 
• Diferentes graus de inovação curricular dentro e entre as escolas. 
Considerações para os próximos passos 
• Garantir a continuidade do passado, presente e futuro.
• Dar prioridade ao treino de líderes escolares.
• Usar o projecto-piloto como uma oportunidade para cultivar/mudar uma cultura de feedback do professor.
• Criar um novo caminho para a profissão docente (como parte da preparação da reforma de uma grande parte do corpo docente), por ex. qualificações de suporte pedagógico, TIC, gestão de projectos. 
• Coleccionar bons exemplos, por ex. características específicas das boas práticas, modelos emergentes de “colaboração interdisciplinar”, diferentes práticas de avaliação.
• Capitalizar nos meios existentes, por ex. agrupamentos escolares, rede de bibliotecas, associação de assuntos profissionais para promover boas práticas.

10 comentários:

  1. Um dia, a grande estadista, que é a Professora Doutora Benavente, terá dito para quem a queria ouvir:
    -Porque não organizar os horários letivos das escolas básicas e secundárias em torno do bloco de 90 minutos por aula, em vez dos cinquenta minutos herdados da escola fascista do Salazar que proporcionavam intervalos para ir à casa de banho e descansar um pouco, enquanto não se iniciava a próxima aula em que as matérias lecionadas e o professor seriam diferentes, o que também contribuía para quebrar a rotina letiva!
    -Porque não?... - disse ela.
    Mas, há uns anos atrás, a Doutora Ana Benavente também subiu ao Poder e, portanto, os entediantes blocos de 90 minutos foram para a frente. Com as aulas de 90 minutos a atenção das criancinhas, e dos adolescentes, subiu exponencialmente, registando-se então melhorias inauditas no processo de ensino/ aprendizagem em Portugal!
    Não espanta nada que a OCDE encoraje as políticas educativas portuguesas - baseadas na promoção das autonomias, a começar pela financeira, das escolas e na flexibilização dos currículos, em que, no limite tanto faz que o aluno aprenda História da Arte ou Física, porque, no futuro próximo, será tudo igual ao litro -, porque se com o rígido sistema de ensino atual conseguimos formar tantos estadistas de craveira igual à dos doutores José Manuel Durão Barroso e Ana Benavente, e dos engenheiros Sócrates e Pinho, com um sistema mais flexível e maleável será possível chegar aos milhares de milhão!...

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    1. Comentário HILARIANTE e, infelizmente, muito verdadeiro.

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  2. Vagabundo Ignorante3 de maio de 2018 às 01:19

    1º - Aquando dos famosos rankings dos exames, os doutos governantes e a glamorosa "comunicação social" passam a ter de, obrigatoriamente, visitar e analisar pelo menos as 10 MENOS cotadas de cada área, nem que seja para perguntar "O que precisam para melhorarem?" e o ministro das Finanças passa a ter uma verba NÃO CATIVÁVEL no Orçamento de Estado ser gasta obrigatoriamente no que for solicitado por estas Escolas e acordado;
    2º Estas 10 escolas "piores" passaram a se incluídas, para lá de outras, nas Escolas Piloto para teste dos novos currículos e outras ideias, para validação dos mesmos;
    3º As 10 "piores" escolas privadas, especialmente se tiverem paralelismo pedagógico, passam a ser inspeccionadas e analisadas para se saber o que se passa e porque estão nesta posição, com tomada de medidas compativeis.
    4º Que solução dá aos alunos "chumbados"? A corriqueira repetição do ano chumbado, dando início ao ciclo de insucesso escolar garantido? ou passa a haver soluções inovadoras, como estudo dirigido nas disciplinas que chumbou? acompanhamento tutoral do aluno, intervenção da assistência social e psicológica, em fim algo que não active o ciclo.
    5º Já agora façam livros rigorosos (por exemplo, porque é que a linha de costa na pré-história/última glaciação não é a coeva, mantendo, claro, a actual como referência), e com tudo justificado, encadeado inter-disciplinarmente, para não haver coisas dadas "por definição" (por exemplo, o Número de Avogrado é X e constante, por que raio havia disto ser assim).

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  3. Speculum Scientiae6 de maio de 2018 às 10:46

    Seria interessante tentar perceber quem são:
    - os pais dos alunos que frequentam as 10 piores escolas (públicas e privadas) e as 10 melhores escolas: Por exemplo, obter perfis:
    • Demográficos: sexo, idade;
    • Geográficos: residência, naturalidade, nacionalidade, tempo de residência no país, fluxos de mobilidade social nessa amostra e razões;
    • Familiares: estado civil, dimensão do agregado familiar, tipo de família;
    • Educacionais: grau de ensino, idade de obtenção, escolaridade dos pais;
    se não completaram a escolaridade obrigatória ou superior, as razões de saída da escola;
    • Socioprofissionais: condições de trabalho/emprego, profissão, situação na profissão, meios de vida, classe social em que se situam;
    • Práticas de leitura, escrita e cálculo na vida profissional, pessoal e social; relativas a documentos, livros, revistas, jornais, televisão;
    • Atitudes e autoavaliação: imagem da escola dos pais (valorizada ou não); capacidades pessoais; adequação entre formação e requisitos da atividade profissional, desejo de obtenção de formação adicional (...);

    - os professores dos alunos: investigar o anteriormente descrito em relação aos professores que lecionam nessas escolas... E também o que vem descrito em relação aos alunos (no ponto a seguir)...
    Mais: que práticas pedagógicas (estratégias, metodologias, processos didáticos, avaliação, parcerias, projetos); dinâmicas interpessoais com alunos, encarregados de educação, comunidade em geral, colegas, direção; filosofia de escola (25% de flexibilidade em quê? O que prioriza ou a que dá valor?);

    - os alunos: testes cognitivos, psicológicos, sociais. Estádios de crescimento e domínios de desenvolvimento; capacidades/aptidões mentais e físicas (saúde); níveis de compreensão; estádios de compreensão interpessoal; identidade (etnia e cultura; autoconceito, autoestima; valores – quadros de referência);

    - o meio em que a escola está inserida; políticas de agrupamento e funcionamento com implicações diretas nos alunos...

    O que é isso de ser melhor ou pior?

    Depois há o problema ético da investigação: até que ponto é aceitável invadir as pessoas para obter conhecimento, mesmo que seja uma "invasão consentida"?

    F.C.

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    1. Vagabundo Ignorante6 de maio de 2018 às 19:47

      Caro Spectrum,
      Concordo consigo, pois era isso que devia ser feito nas "10 piores", com o reparo de que, nem sempre, o meio onde está a escola coincide com o de origem dos seus alunos.
      Quanto as privadas e conveniente verica-las, especialmente se tiverem paralelismo pedagógico

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    2. Vagabundo Ignorante6 de maio de 2018 às 21:20

      Caro Speculum Scientiae (agora correctamente, sorry..)

      Pode até ser mais simples:
      que tal, paralelamente ao controle das vacinas, um Certificado de Boa Visão e Audição, passado pela USF/Cento de Saúde, ou por médicos avalizados, ou, na sua ausência feitos na própria escola?
      Isto daria para despistar muitos começos de insucessos....

      PS - a minha insistência nos "privados com paralelismo pedagógicos", que os há mesmo no meio de Lisboa e afins, tem a ver com o facto de serem financiados com dinheiros públicos, e estarem sujeitos, pelo paralelismo, a obrigações .... Uma "ASAE educativa" impõe-se ....

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    3. "O meio onde está a escola" poderá/deverá coincidir com a área de residência dos alunos. A socialização realiza-se sempre no contexto de uma estrutura social específica. A medida do sucesso tem condições sociais estruturais. A análise deverá ter sempre como pano de fundo uma compreensão macrossociológica dos aspetos estruturais que influenciam comportamentos, formas de estar e ser.

      Resumindo, à moda de Roosevelt: "Façam o que puderem, com o que tiverem, onde estiverem".

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    4. Vagabundo Ignorante7 de maio de 2018 às 12:59

      Exemplo prático: A Escola Industrial Marquês de Pombal, na Ajuda/Belém, de mui boa referência há mui anos atrás, tem alunos espalhados de toda a área metropolitana de Lisboa, e quase nenhuns da "zona" da presidência .....

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  4. Variáveis de natureza diversa6 de maio de 2018 às 17:21

    Alguns dos perfis inicialmente apresentados no comentário do Speculum Scientiae (os que se encontram antecipados de pontos negros) foram retirados de um livro intitulado "A Literacia em Portugal - resultados de uma pesquisa extensiva e monográfica", pág. 14. Autores: Ana Benavente (coordenadora), Alexandre Rosa, António Firmino da Costa e Patrícia Ávila. O livro, editado em 1996, apresenta um estudo sobre literacia no nosso país realizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa com base num protocolo com o Conselho Nacional de Educação e Fundação Calouste Gulbenkian. Interessantes conclusões.
    F.C.

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    1. Vagabundo Ignorante7 de maio de 2018 às 00:10

      1996, há tanto tempo ... e tantos "pontos negros".....
      Deve ser aí que está a origem do "Lençol" que me dizem que é feito nas escolas, com a caracterização familiar, sócio-económica, etc ...
      Só que, a ser verdade, ficam por aí.
      O que indiquei, é que, sistematicamente, as que ficam anualmente classificadas nas "10 piores dos exames" (e ainda não "intervencionadas"), há falta de melhor critério, sejam incluídas nos processos de validação (numa escola boa, tudo corre bem ...) e tenham uma acção profunda nos próximos, digamos, 5 anos seguintes (e reanálise caso não saiam nos 2 anos seguintes) para se ir mudando o estigma.. (daí a necessidade de não haver "cativações" ou "revisões em baixa" ...)

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