THE PORTUGUESE RECTORS ON THE EUROPEAN SCIENCE FOUNDATION EVALUATION

segunda-feira, 26 de Agosto de 2013

Porque Odeio a Escola: Uma perspectiva



Ao acompanhar a minha conta Twitter, deparei-me com uma lista de hashtags populares em Portugal. Entre eles estava um que me chamou a atenção: Razoes Para Odiar A Escola. Decidi passar os olhos pelo stream de mensagens onde os jovens expressavam o seu mal-estar, frustração e até ódio pela escola. As razões são as mais variadas, mas as mais comuns eram "aulas aborrecidas", "maus professores", "materiais desinteressantes".

Antes de nos queixarmos que os alunos não nos ouvem, acho que devíamos primeiro tentar ouvir o que eles têem para nos dizer e fazermos uma pequena reflexão. Para os actuais  "nativos digitais" a escola deve ser o local mais desinteressante do mundo. Os métodos de ensino, conteúdos dos programas e o sistema de avaliação pouco ou nada evoluiram desde a era de produção em massa do século XIX.

Será de estranhar que os jovens considerem a escola um local aborrecido? O mundo onde crescem evoluiu a uma velocidade estonteamente enquanto a escola parece parada no tempo. Em casa, através da Internet, aprendem a programar, fazer blogs, partilhar conteúdos digitais e até ganhar dinheiro. Com a Web 2.0 sabem fazer-se ouvir e sabem que a sua opinião é respeitada. Criam canais no Youtube, aprendem nos cursos online e eles próprios ensinam a outros conhecimentos que aprenderam.

Enquanto isso a escola parece teimosamente refém de um modelo que insiste em tratar todos os alunos como se fossem peças idênticas de um qualquer mecanismo abstracto, com interesse que eles não entendem e que muitas vezes é perfeitamente inútil.

A escola precisa de se reinventar a abraçar as oportunidades fantásticas que foram criadas com a tecnologia e não refugiar-se com a cabeça na areia como se estivesse num universo paralelo.

23 comentários:

  1. Muito interessante e pertinente este tema senhor Armando.

    Creio a modificação de sistemas que evoluia e nem sempre este ocorreu por conciliar o sentido prático a necessidade de quando estudar era necessário. a partida do nivelamento seria e é possível traçar com segurança o desempenho para o conteúdo diversificado (disciplina) porém de quando flexível a net (este aprendizado) cada qual pertence a natureza que empenha por razão de conviver e reconhecer entre seus.

    A escola esta sim é a verdadeira oportunidade e quanto ao universo paralelo a física encarrega-se de teoria.


    Bom desempenho conquista-se.

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  2. Os Marajás

    Os dias amanhecem com notícias pouco auspiciosas, não diversas das habituais nestes tempos. Dizem-nos que existe um número extremamente reduzido de contribuintes para a Segurança Social, a contrastar com o universo de beneficiários, o maior que se conhece. Tal facto resulta da inexistência de compartimentos estanques nas sociedades contemporâneas. Dito de outra forma, o ambiente de crise económica traduz-se num agravamento das despesas públicas e reduzi-las, através de medidas de austeridade como predispõe o Governo, proporciona efeitos contrários aos desejados, a saber, um acréscimo das dificuldades das empresas, através do esforço fiscal e da redução do consumo interno, eixos aos quais sobrevêm o aumento do desemprego e, com ele, uma nova aceleração dos gastos do Estado que, ao invés de baixarem, crescem. Dir-se-ia um ciclo vicioso… agudizado, por outro lado, pelo ritmo de saídas da função pública, uma tendência que o Governo em vão tentou contrariar, do qual resulta uma perda dupla para o Estado, lesado com a saída de recursos humanos experientes e penalizado, de novo, com o peso reforçado das pensões e reformas da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações. Medidas como as previstas para o novo orçamento, como o aumento das contribuições devidas pelos serviços públicos por trabalhador, segundo uma lógica de convergência com o sector privado, constitui um expediente paliativo… porque as causas do problema prevalecem inalteradas, suportadas no recuo substancial da riqueza produzida em Portugal. E sem gerar receita não haverá forma de manter despesas ou pagar dívidas…
    Esta asserção, de senso comum, não nos deve eximir da análise sobre o desperdício de dinheiros públicos, mesmo em sectores estruturantes como o ensino superior, verificados num passado próximo. Tal reflexão terá um retorno tão mais meritório quanto dela se extrair a capacidade de alterar substancialmente uma estrutura de cujo sucesso depende a recuperação económica sustentada do país. E, ao contrário do que se possa pensar, não é uma tarefa ciclópica ou inatingível… pode iniciar-se este exercício por atender às vozes de quem tem, ou teve, a frontalidade de dar um contributo sobre a instituição em que se encontra inserido. Por exemplo, conviria ao Ministério da Educação recuperar as afirmações do representante dos alunos do Instituto Politécnico de Santarém, na cerimónia de abertura do ano lectivo realizada em Outubro de 2010. Por essas (afirmações), somos levados a um universo impensável de férias não gozadas que se traduzem em rendimento; ou explicado de outro modo, nos lautos rendimentos que auferiram Professores aquando da sua reforma pelos dias de férias não gozados acumulados ao longo dos anos em que exerceram funções dirigentes.
    Assumindo que houve, em Portugal, Marajás (e não apenas na Índia, em tempos recuados) melhor fora que, em nome da equidade na aplicação dos dinheiros públicos mas também da satisfação das reais necessidades (imensas) do país, circunstâncias como estas não voltassem a acontecer. Mais, que o mesmo Ministério que supôs impor aos professores a devolução do dinheiro recebido em resultado de um erro na progressão na carreira, que não lhes era imputável, por maioria de razão usasse de igual exigência com os Marajás, e determinasse o reembolso de verbas por eles despendidas em extravagâncias, tais como, com um cruzeiro com almoço a bordo e transfer ao cais, ou com férias não gozadas que se traduzem em rendimento…

    http://videos.sapo.ao/dYgrN75qdYhQMMgy07Jg





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  3. A escola é para divertir? ser interessante? jogar? lutar contra a monotonia de aprender? que, bem disse o poeta "ler é maçada, estudar é nada"

    Mudem-lhe o nome.

    Quando no décimo ano me fizeram entender a alegoria da caverna (por mim mesma não chegaria lá), pareceu-me que aprender não era coisa de prazer espontâneo. E nunca a escola será para os jovens - alguns muitos - tão aliciante como a net e nela o Face e afins. E ou se aceita e ensina. Ou devém paródia. Informação existe muita. Demasiada até. Aprender a geri-la pensando-a que tal?

    Quanto ao garoto do video, alguém que lhe diga que os génios, sob qualquer ponto de vista, precisam menos da escola. Será mais a escola a necessitar deles.
    Mas olha lá garoto, a maioria de nós não é genial em coisa nenhuma.

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  4. Muito interessante o seu texto mas, estejamos mais perto da verdade do que o mesmo e para isso basta verificar que, para qualquer mudança é necessária a vontade e esta escasseia a todos os níveis, até naqueles que sabem perfeitamente o que seria possível fazer. É contínuo este comentar de comentar sobre os assuntos que não tememos nem queremos que passem de adiamentos.
    É cansativa a repetição. Vivemos no século XXI com uma mentalidade muito inferior à da Idade Média e isso alimenta-nos as expectativas de vida embora possamos sempre dizer que não...à repetição

    Abraços

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    1. Estamos pois na antiguidade. Um bocado retrógrada, sim, mas alarma-me que seja tanto. E o pior é que "vivemos" clama por um universo de gente. Afinal, há muita companhia.

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  5. Se aprendem tanto em casa que fiquem nos seus lares e deixem a escola pros poucos que têm alguma aptidão...

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    1. então, que é isso? Anda uma pessoa a fazer o 25 de Abril para excluir pessoas da escolaridade? Assim é que não.

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  6. Caros editores do blogue,

    Ando a ficar baralhado.
    Desancam no pós-modernismo e permitem, continuadamente, a escrita de comentários ininteligíveis, descontextualizados e herméticos - na boa tradição pós-moderna.
    Desancam nas ciências da educação e permitem um "Armando" publicar umas conclusões muito discutíveis e muito propaladas pela indústria do "software educativo" sobre a desadequação entre artefactos tecnológicos, escolarização de massas e conhecimento curricular - e num estilo verdadeiramente "eduquês".
    Caros senhores, o que se passa convosco? Foram contaminados por algum vírus eduquesiensis ou não passa da evolução natural do vosso blogue?

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  7. Por um lado, é verdade, apesar de já haver muitas escolas com sala de computadores e multimédia para os alunos usarem (e usam mesmo), e computadores nas próprias salas de aula também já não é assim tão incomum.

    Por outro lado, porque é que preciso de uma app, de um ipad, ou de multimédia para ensinar o teorema de Pitágoras? Para motivar os alunos e estes não se sentirem aborrecidos? Pois bem, discordo. A forma está acima do conteúdo nas artes e nos média, mas em aprendizagem, o conteúdo tem sempre que estar acima da forma. Se os alunos não aprendem matemática ou português porque não vem com luzinhas a brincar e net 2.0, problema deles - aliás, garanto que já há 30 anos a mesma quantidade de alunos diziam que a escola era aborrecida, com outros motivos quaisquer. E os alunos interessados estavam interessados, e os mesmos alunos, ainda hoje, continuam interessados.

    Muito mais importante que a tecnologia utilizada é o entusiasmo e a competência dos professores. Um professor que adore aquilo que faz, e que saiba o que está a fazer, vai interessar os alunos (menos, claro, os que não estão para se aborrecerem com teoremas ou com sonetos de gente que já morreu há muitos anos).

    Acontece que nos últimos dois anos cerca de 30000 (ou terão sido 50000?) professores foram postos na rua, sem critério de competência, apenas porque eram os mais fáceis de correr (contratados). Não estou a colocar em questão quantos professores são necessários, apenas o critério - facilidade, sem olhar para a competência. Inevitavelmente, foram despedidos milhares de jovens professores altamente motivados e altamente competentes, e portanto altamente motivadores.

    Acontece que os que sobraram se sentem desprezados e desconsiderados, e os alunos sentem o mesmo. Com isso, o entusiasmo definha, e inevitavelmente os professores, mesmo os melhores, irão cair num ensino muito mais rotineiro - que, afinal, é o que os currículos pedem deles.

    Concluindo: o problema não está na tecnologia, mas nas pessoas, e acima de tudo na falta de recompensa do mérito e no desinvestimento brutal nas pessoas que ensinam os nossos filhos.

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    1. Em aprendizagem a forma é fundamental, principalmente nos primeiros anos. Uma forma elucidativa e bem estruturada ajuda a visualizar e a perceber mais rapidamente o conteúdo. Um bom professor tem interiorizadas as diferentes formas que um conteúdo poderá assumir e escolhe a mais apropriada para o nível etário com que trabalha. Se não estiver munido de forma, seja ela exterior (materiais didáticos e estratégias motivadoras) ou interior (um bom mapeamento mental do que pretende transmitir associado a entusiasmo e sentido de humor), o conteúdo acabará por se diluir em palavras baças ou ruelas confusas criando torpor e fastio em quem o ouve.
      Concordo que seja difícil motivar quem não gosta da escola, mas não é impossível. O segredo passa por nos interessarmos verdadeiramente pelo aluno que temos na frente, um interesse genuíno, muito para além das matérias que sobretudo preenchem o espaço vazio de terem de saber alguma coisa e nos dão uma razão pedagógica de existir. Acima de qualquer conteúdo ou forma, é preciso saber acender o fósforo!
      Acredito que na revoada do despedimento de jovens professores tivessem sido dispensados muitos altamente, sendo que os que ficaram foram os outros… Não sei se foi isso que quis dizer… Então, porque não mandar os mais velhos para a rua e contratar os mais jovens? O ensino ficaria mais moderno, mais motivador, mais bonito, mais competente, mais barato e mais altamente. Também já tive 20 anos. Melhor ainda, porque não mandar todos os professores para a rua? Contratar empresas do género daquelas que fazem manuais, erigir um programa nacional de ensino à distância e pronto! Escolas encerradas e dinheiro em carteira com melhor qualidade e tudo… por causa da forma… menos rotineiro, com currículos mais interativos, que o mal da educação sempre esteve nos professores.
      Com isto, não pensem que não gosto de sonetos.

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    2. Os mesmos alunos continuam interessados? Os mesmos? que estarão eles fazendo na escola ainda?
      É lá...adorar a profissão é que não. Adorar deve ser uma grande de uma chatice. Impeditiva. Os únicos seres que conheci em adoração foram os reis magos. Estavam de joelhos, quietos e vidrados na criança. Não aconselho a nenhum professor. Mas pronto, é lá com eles. Mas não me parece saudável (mera opinião).

      Acerca da ausência de critério nos despedimentos, de professores ou outros funcionários públicos, concordo. É uma falta de inteligência. E a inteligência é boa arma se se aprender a usá-la. Perigosa.

      Peguei a brincar - não querendo ofender - mas tiro o chapéu ao professor que consegue fazer um risquinho que seja no espírito do aluno. Tão bonito ficar sem se saber que ficou ou o que.

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    3. Caro marLin, dos que foram, uns eram altamente motivados competentes e outros não. Dos que ficaram, uns eram altamente motivados competentes e outros não. O erro é esse. Não há critério de competência, nem descidas, nem nas subidas - ou melhor, antes não havia, com as "diuturnidades" ou "progressões" automáticas ou semi-automáticas.

      Não se premeia o mérito nem se pune a incompetência. Obviamente que só pode dar mau resultado.

      E sim, claro que tem razão sobre a forma ser importante (e ocmo diz, nos primeiros anos, importantíssima)! Exagerei no meu comentário.

      Caro perhaps: pois, realmente são os "mesmos" alunos - os mesmos no espírito que têm, e em número, mais coisa menos coisa.

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    4. Caro Nuno, compreendo perfeitamente. Mas repare, a lógica da competência é uma lógica tão difícil de definir... Hoje em dia há tantos amigos. É engraçado perceber que o mesmo trabalhador pode ser 8 ou 80, dependendo das suas chefias ou da sua competência de lambe-botas. Como dizia Camões, só para alguns anda o mundo concertado (mais ou menos isto). Geralmente quem anda sempre à chuva e não sabe ler nem escrever, precisa mesmo de provar a sua competência e dar o litro no meio de uma cumplicidade global a que é completamente alheio. Não falar a língua do grupo é uma brutal desvantagem!
      Só para lhe dar um exemplo: um dia, conheci alguém sem licenciatura que, só por ter assinado um papelucho, conseguiu a proeza de dar formação a mestrandos num instituto superior. Não é o máximo? Alta competência e bem paga pelos alunos! Vá lá, tinha umas fotografiazecas públicas por aí...

      P.S. Para que não exageremos mais, sou uma licenciada de segunda, faseadamente parida, sem qualquer importância e facilmente substituível. Nunca publiquei nada nem contribuí cientificamente para a evolução da humanidade.

      Já agora, compreendo que moderaram os comentários por minha causa, talvez por precaução ou receio que transborde os vossos níveis de educação. Acreditem que, com o tempo, costumo desistir deste tipo de lugares até porque sei qual é o meu.

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  8. Odiar ou amar a escola…
    Há inúmeras questões a que os responsáveis pelo Ensino deveriam saber responder, não com opiniões, mas com resultados de estudos credíveis. Os factos estão aí, para quem puder, souber e tiver interesse/obrigação de os constatar e de os analisar e de os questionar. A escola não tem sido levada a sério por muita gente que tem tido responsabilidades políticas.
    Amar ou odiar são situações extremas. Mas haverá muita gente (alunos, professores, diretores…) a odiar a escola? Ou a amá-la? E tem de ser amada? Merece? Deve?
    Constato uma dificuldade grande em falar da escola, como se não houvesse um padrão.
    Mas, voltando aos factos, o conceito de escola de cada um (aluno, professor, diretor, ministro…) não deve sobrepor-se (embora possam coexistir) a uma concepção e visão geral, política, colectiva, estadual, de escola. Esta centralidade da escola no Estado parece-me que continua a ser muito forte, mas também me parece que, se a centralidade é forte a visão tem sido fraca. E o ensino deriva ao sabor dos ventos, com toda a gente a reclamar e a gritar…em vão.
    Como é possível fazer um aluno acreditar num curso cujos professores são contratados a prazo de meses e andam nesse sistema há anos, sabendo que existem milhares que nem contrato a prazo conseguem? Ou um professor acreditar naquilo que está a fazer se ele próprio é, para os alunos, a prova do “fracasso” do sistema?
    Mesmo no tempo em que obter o diploma do 5ºano do liceu era garantia de emprego em cargos de direcção e administração não era fácil motivar os alunos para saber ler, escrever e contar correctamente, quanto mais agora que, até os melhores, deparam com grandes incertezas de trabalho, empregabilidade.
    Claro que existe sempre a ideia e o desafio do empreendedorismo, mas isso não me parece que seja nenhuma motivação para quem vai à escola e, menos ainda, para quem lá vai “cumprir” o ensino obrigatório.
    E há ainda um factor perturbador, não despiciendo para o assunto, que é a função classificadora da escola. Talvez seja essa a principal função social da escola, seguida das funções de ensino, socialização e ocupação e guarda das crianças e jovens.
    A escola tem muito mais facilidade em carimbar um aluno de bom ou mau, do que em fazer de um aluno ignorante um aluno que satisfaz plenamente, ou de um aluno mau um aluno bom ou muito bom ou excelente.
    E quando os carimbos, que são como tatuagens indeléveis, não agradam, nem interessam, a escola também não agrada, nem interessa.

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    1. De carimbos entendo pouco. E classificar não me parece assim essa dificuldade extrema, nem me surge como rótulo vitalício. As pessoas - de entre as quais saem os alunos - afirmam-se como podem, querem e até, por vezes, como desejam. E não são iguais em todos os momentos.
      Julgava que os preconceitos não estivessem a uso escolar.

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    2. Neste momento, a escola não tem condições para ser amada ou odiada. Ser amada ou odiada não lhe diz intrinsecamente respeito, pois não passa de um sentimento alheio a toda uma estrutura que se tornou metálica e surda por questões de disfuncional tamanho e de sobrevivência. A escola existe há muito e cumpre funções sociais essenciais: passa diplomas que permitem a empregabilidade, emprega gente, ocupa-se de seres menores enquanto os pais trabalham, ocupa-se de seres maiores cheios de expectativas laborais e ambições pessoais, cria uma sensação dinâmica de conhecimento e atesta a ignorância. A escola serve para cumprir o ensino obrigatório e o supérfluo. Alguém terá de fazer este papel e acredito que, venha quem vier, nunca o conseguirá desempenhar na perfeição. Se tem a função de classificar, estigmatizar, selecionar, carimbar, pois seja! Toda a gente é carimbada assim/logo que nasce – identidade, vacinas, amigos, escola, curso, emprego, casamento, filhos, percurso de vida, meras opiniões, morte e seus epitáfios. O carimbo diz muito a quem o aplica e a quem o vê… Impossível não carimbar para referenciar, ordenar e controlar. Mas, é importante saber que debaixo do carimbo, a pele continua selvagem, igual a si própria, indiferente ao postiço indelével. Toda a criança deve ser educada a não acreditar na psicologia barata dos carimbos e a desconfiar de todos aqueles que os usam, tendo em conta o tipo de construção... Não é saudável.

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    3. Carimbo

      agora não tenho tempo.
      Porém, os tempos estão difíceis. Certo. Somos um bocado para o fatalista. Idem. Mas os carimbos também servem para brincar. Por exemplo. Não são estigmas universais. Serão?

      Não concordo nada com a expressão supérfluo, mas não há tempo para mais.
      Cpts

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  9. Senhora Tomazi:
    Nada me move contra si.
    Mas o que escreve é absolutamente incompreensível.
    Antes de comunicarmos não é despiciendo aprendermos.
    Cumprimentos.

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  10. Creio que a natureza feminina em sua delicadeza e aura faz sua parte em gerar e dar a luz a uma criança em sendo assim e o sendo da natureza feminina em ser mãe onde nenhuma mãe quer ou pretende querer outra coisa a um filho a vida. A vida nasce ao dar a luz a criança e o alimento o seio alimenta e o calor materno de amor sustenta da inocência de quando a vida que segue a do primeiro instante.

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  11. Senhora Tomazi:

    O que escreve é absolutamente incompreensível.
    Ainda não deu por isso?

    Cumprimentos.

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  12. Senhora Tomazi:

    Aprender português, para si, é fundamental.

    Não a incomodarei mais.

    Cumprimentos.

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  13. A ignorância do autor deste texto é deveras assustadora, fiquei completa e absolutamente arrepiado ao ler esta passagem:

    "Será de estranhar que os jovens considerem a escola um local aborrecido? O mundo onde crescem evoluiu a uma velocidade estonteamente enquanto a escola parece parada no tempo. Em casa, através da Internet, aprendem a programar, fazer blogs, partilhar conteúdos digitais e até ganhar dinheiro. Com a Web 2.0 sabem fazer-se ouvir e sabem que a sua opinião é respeitada. Criam canais no Youtube, aprendem nos cursos online e eles próprios ensinam a outros conhecimentos que aprenderam."

    Como seria bom que assim fosse! "Em casa, através da Internet, aprendem a programar" Será que para o autor deste texto, os alunos nascem ensinados? Parece que sim... Porque não acabar com a escola?

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