quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Deputado põe os pontos nos i

 "E objectivamente, é preciso dizê-lo, se o objectivo é esse [português comum ortograficamente] ele não foi cumprido, porque em vez de haver duas, há três, hoje, ortografias em utilização comum nos países signatárioshá o português de Portugal, antigo se quisermos, que existe hoje em dia nos PALOP, que não Portugal, nos países africanos, exactamente, nos PALOP, nos países da CPLP, que não Portugal e Brasil, há o português do Brasil escrito no Brasil e há o português do acordo, um qualquer que quiserem escolher, escrito em Portugal. Portanto, esse desiderato falhou, mas se era atingível doutra forma ou não e devem ser levantados os esforços que seja ou não, é essa a questão que eu deixo."


21 comentários:

  1. O português de Portugal não é "antigo". É o Português que todos falamos, e que *não é possível* contraverter na forma escrita de forma completa e fidedigna com o AO90.

    O Português do AO90 é uma concepção artificial, de pronúncia muito diferente do Português de Portugal e do português do Brasil.

    O Português do AO90 é maioritariamente ignorado no Brasil, que, tal como em todos os outros "acordos" anteriores, acabará, mais cedo ou mais tarde, por se afastar dele e revogá-lo, oficiosa ou oficialmente.

    O Português do AO90 é teimosamente "aplicado" em Portugal por uma minoria que controla os meios de comunicação social, as editoras e os partidos "do arco da governação" e que com isto quer criar a ilusão de que é "adequado", "certo" e "consensual".
    Na realidade estão a destruir o uso correcto da língua (o pouco que ainda sobrevivia no meio da nossa terrível iliteracia), a destruir a transmissão de conhecimento científico e literário e a alterar de forma dramática a língua falada em Portugal.
    Estão também a tornar o Português uma língua em que não é possível transmitir conhecimentos complexos, inadequada a uma sociedade do século XXI. Estão a transformar o Português numa língua morta.

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    1. Se acrescentarmos a isto o facto de a generalidade dos jovens académicos desconhecerem a língua portuguesa porque toda a sua actividade é feita em inglês, estamos a ver no que isto vai dar: o fim da língua como veículo cultural. Do meu ponto de vista, isto é quase inevitável. Mas a nova ortografia agrava ainda mais o problema, pois ficamos na situação caricata de eu conhecer melhor a língua inglesa porque é com ela que trabalho todos os dias e tudo o que leio e escrevo tem estabilidade ortográfica, ao passo que de cada vez que tenho de escrever uma coisa na minha própria língua em livros escolares, em que sou obrigado a respeitar a nova ortografia, tenho de passar a vida a ir ao dicionário. Fantástico.

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  2. E o word , já tem um corrector que corrige tudo para a dita nova ortografia!!!!!!

    Se , para além de, tantos dos nossos jovens não saberem escrever.............então com estas correcções..é OBRA!!!!

    Mas....é o País que somos!!!!!!!!

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    1. O Word pode ser facilmente configurado para usar o corrector ortográfico sem o AO90. Basta seleccionar "Somente pré-reforma (ortografia tradicional)" ou "Prerreform only (traditional spellings)". Mais informação aqui:


      http://office.microsoft.com/pt-pt/word-help/verificar-a-ortografia-do-portugues-usando-as-regras-de-ortografia-posteriores-a-reforma-HA101863301.aspx

      http://office.microsoft.com/pt-br/word-help/verificar-a-ortografia-do-portugues-usando-as-regras-de-ortografia-posteriores-a-reforma-HA101863301.aspx

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  3. E também a matar crianças inocentes.

    Não nos podemos esquecer desta triste realidade : cada dia que passa morrem duas ou três crianças por causa do novo acordo ortografico. Que mal fizeram elas, coitadinhas ? Podemos continuar a tolerar esta situação ?

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    1. Se a única coisa que tem para fazer é ser troll, divirta-se.

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    2. Bolas, esqueci-me de pedir a sua autorização ! As minhas desculpas. Mas vejo que afinal v. ter-me-ia dado licença, quiça porque o diverti também (?), portanto compreendo que não ha problema de maior...

      Se os arautos anti-acordo se limitassem a usar a sua plena liberdade de não o acatar, como eu faço (embora não esteja convencido de que ele seja intrinsacemente mau), fariam melhor figura...

      Também é verdade que fazer boa figura não é um objectivo nobre. Lutar pelo triunfo definivo da Verdade, ja isso sim, e justifica plenamente que uma pessoa se exponha um pouco ao ridiculo...

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    3. Já que gosta tanto do «acordo» vá aprender a regra do hífen e depois escreva 100 vezes «antiacordo», «antirrevisionista» e «antirroubo».
      Ou vá-se...

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    4. E a falta da acentuação tonica ? E a gralha em "definivo" ? O meu amigo Bic Laranja anda a dormir, ou quê ? Guerra é guerra ! Não podemos deixar passar nada a esses cães !

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  4. Deixou-na em aspas. Nem compatível com Filosofia.

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  5. Ninguém em casa utiliza o desacordo AO90.
    Lá em casa dizem todos só se aceita novo acordo após referendo, até lá é a ditadura a querer impor desacordos.

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  6. "A Língua Portuguesa é a minha Pátria." (Fernando Pessoa)

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  7. Para mim este "acordo ortográfico" é um incómodo, a que infelizmente os jornais decidiram aderir. Pessoalmente não gosto do acordo e não compreendo as vantagens de manter este acordo (não nego que possa ter vantagens, mas...), apenas por manter, estando tanta gente contra. Parece-me que que há de ter os dias contados.

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    1. Só há-de ter os dias contados se fizermos por isso. Em vez de fazermos "abstenções violentas" ou "não o acatarmos" mas só "em privado" para não termos chatices.

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    2. Mas porque é que deveriamos "fazer por isso" se, como julgo compreender, somos inteiramente livres de não o seguir, não apenas em "privado", mas também em "publico" (porque não ?), pelo menos no exercicio das nossas liberdades de cidadãos ?

      Sera porque "devemos" impôr o respeito da norma anterior, tida por "boa" ? Mas não ha aqui uma posição paternalista ferida de uma pequena contradição ?

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    3. A questão é que se o acordo não for cancelado, todos os livros escolares e todos os autores de livros escolares, como eu, são obrigados a usar o acordo. E por isso em apenas 10 anos, toda a gente estará a usar a nova ortografia. Claro que privadamente qualquer pessoa pode escrever emails como lhe apetecer e a maior parte escreve-os com erros, seja tendo em mente o acordo ou não. Mas isso é irrelevante. Quem mais sofre com o acordo ortográfico são as pessoas que mais trabalham com a língua e que, na prática ficam obrigadas a usar a nova ortografia, ainda que em teoria se diga que não. Porquê? Porque a partir do momento em que o Ministério da Educação impõe o acordo, todos os editores acabarão por segui-lo e um parvalhão como eu escreve algo e depois se quiser publicá-lo o editor muda-lhe todos os "actuais" para "atuais" e todos os "espectadores" para "espetadores". Portanto, isto é o pior tipo de imposição, pois parece que não é imposição alguma.

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    4. http://rationalwiki.org/wiki/Don%27t_feed_the_Troll

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    5. It is, of course an improper argumentum ad hominem (personal attack), when you accuse a user of being a troll just because you don't like what they are saying or the way they are saying it. Don't accuse someone of being a troll just to dismiss their argument. Just because you disagree doesn't necessarily mean the user is trying to be disruptive, so it is necessary to measure the suspected troll against the description given above

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  8. Ah, então afinal esta berraria toda tem a ver com uma ameaça aos habitos dalgumas pessoas que trabalham para a administração (ao que ninguém é obrigado, que eu saiba) ?

    OK. Percebo melhor.

    Resta-me uma duvida : admitindo que possa haver outros trabalhadores da administração que acreditam que a nova norma é melhor, devem também ser obrigados a seguir a antiga norma para que o Desidério Murcho não seja mais incomodado, ou podem escolher ?

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  9. Eu acho que todo o acordo elaborado por meia dúzia de tipos sejam eles quais forem, sem o consentimento de um referendo é inconstitucional, ilegítimo, antidemocrático e anti idioma.

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    1. Ha aqui um obvio exagero, que eu suponho legitimado pela palavra "acho". Seja como fôr, estas criticas tanto podem ser dirigidas à nova norma como à norma anterior, pelo que o argumento é inconclusivo.

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