THE PORTUGUESE RECTORS ON THE EUROPEAN SCIENCE FOUNDATION EVALUATION

quarta-feira, 16 de Julho de 2008

Sobre a Natureza das Coisas


David Takayoshi Suzuki, jubilado em 2001 da Universidade de British Columbia, é sem dúvida o mais conhecido divulgador de ciência do Canadá. Suzuki escreveu 43 livros, alguns de divulgação científica para crianças, mas é sem dúvida a sua contribuição nos mass media que o tornaram recipiente de 22 doutoramentos honoris causa.

A sua extensa lista de contribuições para a divulgação de ciência nos meios de comunicação de grande audiência iniciou-se há quasi há quatro décadas com o programa semanal «Suzuki on Science». Em 1974, fundou o programa «Quirks and Quarks» que transmitido pela CBC Radio One de 1975 a 1979. Durante os anos setenta, foi o anfitrião do programa Science Magazine passando a apresentar a partir de 1979 o programa homónimo deste blog, The Nature of Things, uma série da CBC transmitida nas televisões de quase 50 países. Suzuki foi igualmente o anfitrião da série da PBS The Secret of Life. Os episódios da série de 1985 «A Planet for the Taking», foram vistos por quase dois milhões de telespectadores e mereceram-lhe uma medalha do programa ambiental das Nações Unidas. Em 1997 produziu para o Discovery Channel «Yellowstone to Yukon: The Wildlands Project».

Nas últimas três décadas, Suzuki tem concentrado os seus esforços de divulgação em questões ambientais e, concordando-se ou não com algumas das suas posições, pessoalmente não posso deixar de concordar com a reflexão que o cinquentário de graduação lhe mereceu, especialmente com os dois últimos parágrafos, que transcrevo.

«I began speaking out on television in 1962 because I was shocked by the lack of understanding of science at a time when science as applied by industry, medicine, and the military was having such a profound impact on our lives. I felt we needed more scientific understanding if we were to make informed decisions about the forces shaping our lives.

Today, thanks to computers and the Internet, and television, radio, and print media, we have access to more information than humanity has ever had. To my surprise, this access has not equipped us to make better decisions about such matters as climate change, peak oil, marine depletion, species extinction, and global pollution. That’s largely because we now have access to so much information that we can find support for any prejudice or opinion.

Don’t want to believe in evolution? No problem – you can find support for intelligent design and creationism in magazines, on websites, and in all kinds of books written by people with PhDs.

Want to believe aliens came to Earth and abducted people? It’s easy to find theories about how governments have covered up information on extraterrestrial aliens. Think human-induced climate change is junk science? Well, if you choose to read only certain national newspapers and magazines and listen only to certain popular commentators on television or radio, you’ll never have to change your mind.

And so it goes. The challenge today is that there is a huge volume of information out there, much of it biased or deliberately distorted. As I think about my grandson, his hopes and dreams and the immense issues my generation has bequeathed him, I realize what he and all young people need most are the tools of skepticism, critical thinking, the ability to assess the credibility of sources, and the humility to realize we all possess beliefs and values that must constantly be reexamined.

With those tools, his generation will certainly leave a better world to its children and grandchildren 50 years from now.»

1 comentário:

  1. The challenge today is that there is a huge volume of information out there, much of it biased or deliberately distorted.


    Ora aí está uma excelente definição do tal IPCC... sem tirar nem pôr! :)

    E por certo não faltam por lá people with PhDs, seja na área das ciências físicas ou na das ciências sociais e humanas.

    Duvidoso é se haverá alguém que perceba um pouco do clima, já que os entendidos nessa matéria parece não estarem muitos dispostos a darem o seu aval a fantasias "made in CO2" e, deste modo, têm desertado do tal amplo consenso, ou seja, não gostam muito de ver o seu nome e credibilidade associados a mentiras.

    I felt we needed more scientific understanding if we were to make informed decisions about the forces shaping our lives.

    É dizer pois isso aos tais senhores, cuja "compreensão científica" (?) os leva a considerar mais importante os 5% de CO2 produzidos pelo Homem do que a importância do Sol e os seus ciclos no clima. Ora afirmar isso em nome da "ciência" é de facto elucidativo de como se fazem "decisões informadas"... sem dúvida!

    Think human-induced climate change is junk science?

    Bem, se o autor pensa mesmo que é sério considerar uma tal hipótese...then we've got a problem, indeed!

    «Only 2.75 percent of atmospheric CO2 is anthropogenic in origin. The amount we emit is said to be up from 1 percent a decade ago.»

    Há estimativas que apontam para 5%, mas a discrepância entre os diversos valores é enorme, impossibilitando assim qualquer previsão segura baseada em números tão falíveis.

    «7.9 billion tonnes of carbon were emitted into the atmosphere as carbon dioxide in 2005 and the rate of increase is accelerating.»

    A questão é saber o valor total emitido anualmente para a atmosfera a partir das fontes naturais, uma informação que parece ausente dos sites sobre este assunto, talvez por que nem seja possível calculá-la com alguma exactidão.

    Logo, todos estes números e percentagens parecem altamente especulativos e, assim sendo, sem dúvida que o tal "aquecimento global antropogénico" é junk science até ver, tal como o foi igualmente o "arrefecimento global" propalado, no início da década de 70, por alguns daqueles que agora se passaram para o campo contrário!

    Bem, a apostar no 1 e no 2 sempre aumentam as probabilidades de acerto, mas talvez o X até seja a melhor aposta, antes que os dignos sábios se entendam! :)

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