THE PORTUGUESE RECTORS ON THE EUROPEAN SCIENCE FOUNDATION EVALUATION

domingo, 27 de janeiro de 2008

Evolução e encefalização do homem


Este pequeno vídeo educativo ilustra o processo evolutivo da encefalização humana utilizando o registo fóssil de crânios de homínideos. Do ponto de vista neurofilogenético, a inteligência das espécies tem sido avaliada pela extensão das áreas associativas corticais, pela massa cerebral e especialmente pela relação massa cerebral/massa corporal ou índice de encefalização (I.E.), o indicador favorito da maioria dos antropólogos.

Apesar de este índice não ser um indicador absoluto de inteligência, especialmente se aplicado a pequenos animais cujas massas corporal e encefálica são acentuadamente baixas - por exemplo, um rato* tem um I.E. muito superior ao do Homo sapiens - é interessante analisar a evolução deste índice na árvore filogenética humana. Na tabela, que inclui o chimpanzé para comparação, são indicados valores médios calculados usando uma das muitas definições de IE.

Espécie Capacidade craniana /cm3 IE
A. afarensis 414 3.1
A. africanus 441 3.4
P. boisei 530 3.5
P. robustus 530 3.5
H. habilis 640 4.0
H. erectus (Java) 937 5.5
H. neanderthalensis 1450 7.8
H. sapiens 1350 7.6
P. troglodytes 395 2.6

Se analisarmos os dados da tabela, verificamos que durante o Plistocénico Inferior (há entre 1.8 milhões de anos a 750 000 anos) até ao Plistocénico Médio (750 000 a 400 000 anos atrás), o volume do cérebro duplica de 440 para 900 cm3 - modificando igualmente a forma do crânio, especialmente o frontal e o occipital. No Plistocénico Superior, há 400 a 100 mil anos, período em que viveram os últimos Homo erectus e os primeiros Homo sapiens, ocorreram as maiores alterações na reorganização das proporções cranianas. Ou seja, a tabela sugere que a evolução do homem é igualmente a evolução do cérebro, isto é, da encefalização.

Este aumento da dimensão do volume craniano associado ao desenvolvimento do bipedalismo teve algumas consequências não despiciendas, não só a nível da evolução das capacidades cognitivas humanas mas igualmente no desenvolvimento do nosso comportamento moral e social.

O desenvolvimento de um cérebro (e crânio) maior não acarretou apenas vantagens. Por um lado, um cérebro maior necessita de mais energia - o nosso cérebro consome cerca de 1/5 da energia que produzimos - ou seja, implica a necessidade de uma dieta mais energética, e por outro lado, como para um bipedalismo eficiente a pélvis humana é necessariamente mais estreita, a cabeça de um nascituro com gestação «normal» seria demasiado grande em relação à pélvis da mãe. Ou seja, o parto humano é assim um acontecimento muito arriscado, pois em relação às restantes espécies, para além de durante o nascimento a cabeça do feto ter de efectuar uma rotação complexa, o crânio do nascituro é comparativamente maior e a pélvis materna é menor.

Como consequência, o homem é o mamífero cujas crias nascem mais impreparadas para o mundo, numa fase em que o seu cérebro mal começou a desenvolver-se. Isto é, nos humanos o cérebro continua a crescer com taxas próximas às fetais durante cerca de 1 ano; nos outros mamíferos (incluindo os restantes primatas), o crescimento rápido do cérebro ocorre apenas antes do parto. Assim, todos os nascimentos humanos, como qualquer estudante de biologia sabe, poder-se-iam considerar abortos de fetos viáveis. Esse é quiçá o acaso da selecção natural que resultou no maior trunfo da Humanidade, aquele que permitiu a distinção do ser do Homem do ser dos demais animais, já que a selecção natural privilegiou os exemplares capazes de dar à luz fetos viáveis sensivelmente a meio do tempo de gestação «normal», fetos com poucas conexões neuronais estabelecidas mas a cujo nascimento uma maior percentagem de gestantes sobreviviam.

Este desenvolvimento cerebral extra-uterino é um trunfo que a evolução proporcionou porque é muito mais rico em estímulos e permite uma «programação» francamente mais diversa e flexível que a possível uterinamente. Boa parte dessa «programação» é efectuada durante os primeiros anos de vida, como os tristemente célebres casos de crianças selvagens indicam claramente. Um dos casos mais bem documentados, o da menina-lobo Kamala recuperada com 5 anos, mostra quão importantes são os estímulos externos no desenvolvimento de um ser humano e quão difícil é a «reprogramação» humana.

Por outro lado, os perigos associados ao parto humano levaram ao desenvolvimento de comportamentos sociais únicos nos humanos, nomeadamente no que respeita à necessidade de cooperação entre as fêmeas de um dado grupo na altura do parto e à relação mãe-cria.

No entanto, estudos comparativos entre o comportamento social humano e o de primatas não humanos, se por um lado revelam traços comportamentais que nos distinguem, revelam igualmente semelhanças impressionantes. De facto, a primatologia evidencia que os primatas não humanos apresentam padrões de sociabilidade onde se podem reconhecer a empatia, a reciprocidade e a simpatia, o altruísmo, a obediência a normas sociais - que incluem evitar conflitos dentro de um grupo -, o tratamento especial de inválidos e de doentes, entre outros elementos que tínhamos reservado para um dos nossos comportamentos mais específicos: o comportamento «moral».

Assim, é possível observar noutras espécies comportamentos sociais que evocam alguns dos tradicionalmente imputados a uma característica única dos humanos: a moral. Parece óbvio que a moral humana é uma consequência da evolução do homem, um sub-produto da evolução não só em «quantidade» mas em «qualidade» do cérebro humano. Não faz sentido postular mecanismos diferentes para o desenvolvimento de comportamentos semelhantes. Ou seja, tal como as capacidades cognitivas, as capacidades comportamentais únicas aos humanos evoluiram connosco ao longo de milhões de anos, isto é, decorrem da nossa evolução biológica, igualmente única.


*O cérebro humano apresenta uma superfície convoluta muito rara - com uma área neocortical, a zona utilizada para a resolução de problemas, de ~2275 cm2. A superfície do cérebro do rato é lisa. Ou seja, não é apenas o IE que interessa; interessa especialmente a «composição» do cérebro.

17 comentários:

  1. Está explicado o comportamento imoral dos criacionistas. como eles não evoluem não percebem que é errado mentir...

    Excelente post, mesmo a propósito do post seguinte "Viver eticamente sem Deus".

    A ética e a moral evoluiram connosco ao longo de milhões de anos, não nos foram concedidas por especial favor de um implausível criador que nos "criou" á sua imagem!

    Logo não precisamos para nada desse inventado "criador" para termos um comportamento ético.

    O post também explica claramente que é desnecessário postular a existência de um deus para explicar as diferenças do ser do Homem em relação aos restantes animais. a evolução chega :))))

    ResponderEliminar
  2. Cara Palmira,

    Bom post em que aborda diversos temas.
    Algumas (pequenas) correcções:

    Deveria ser Plistocénico e não Pleistoceno.
    “mamífero superior”. Não percebo este conceito.
    Tem inerente uma maior importância, em termos biológicos, de determinadas espécies em relação a outras, bem como uma direccionalidade evolutiva inexistente.

    Gostei do post!

    Luís Azevedo Rodrigues

    ResponderEliminar
  3. Olá Luís:

    obrigado pelas correcções, já emendei o Plistocénico.

    por mamífero superior queria referir-me aos mamíferos de maiores dimensões :-) não estava a querer inferir nada.

    e mesmo a propósito, és a pessoa ideal para dar uma ajuda com posts sobre o tema no Ciência ao natural.

    estou a falar do grupo de alunos do 12º ano que está a desenvolver um projecto com tema "Evolução humana". Aqui

    ResponderEliminar
  4. :)

    Olá (de novo) Palmira,

    Estou mais acostumado a ir a escolas falar dos animais "inferiores" que são os dinossáurios.
    Para além da paleobiologia, também costumo discutir aspectos das novas técnicas utilizadas em paleontologia, bem como aspectos culturais e mitológicos daqueles seres - os dinos no cinema, nas lendas, na pintura, etc.
    Mas estou disposto a colaborar no que puder...embora não seja a minha especialidade.
    :)

    Luís Azevedo Rodrigues

    ResponderEliminar
  5. O argumento da Palmira Silva não demonstra a verdade da evolução.

    Antes parte do princípio de que a evolução é verdade e procura interpretar a realidade de acordo com essa premissa.

    Partindo da premissa de que a evolução é real, procura-se alinhar os dados observados de acordo com essa premissa, e depois tenta-se usar esses mesmos dados para demonstrar a evolução!

    É puro raciocínio circular.

    No entanto, as recentes propostas acerca da “revolução bi-pedalista”, avançadas por vários evolucionistas norte-americanos e ingleses, que sustenta que afinal foram os chimpanzés e os orangotangos que evoluíram a partir de hominídios erectos, mostra quão frágeis e fragmentárias são as supostas provas da evolução.

    Se esta nova teoria, proposta entre outros pelo anatomista de Harvard Aaron Filler for verdade, o que é que a Palmira vai fazer à sua “escadinha” de cérebros?

    Convém ter presente que nunca ninguém observou uma espécie menos complexa a evoluir para outra mais complexa. Trata-se de pura interpretação e especulação.

    O cérebro humano é uma máquina extremamente complexa. O mesmo pesa em média cerca de 1,3 kgs, tendo cerca de 100 biliões de neurónios interconectados. Isso corresponde sensivelmente ao número de estrelas da Via Láctea. Esses neurónios estão ligados entre si por cerca de 100 triliões de sinapses, nalguns casos ate 50 000 por neurónio. O cérebro corresponde a cerca de 2% do nosso corpo e usa cerca de 20% da energia. No nosso cérebro, os impulsos electroquímicos movem-se a cerca de 250 km/h,

    Através do nosso cérebro temos a capacidade de processar a informação adquirida pelos nossos sentidos e converte-la em emoções, palavras, sentimentos e acções. Somos também capazes de falar e comunicar.

    Qual a probabilidade desta máquina extremamente complexa ter evoluído por mutações aleatórias e selecção natural a partir de um ser unicelular surgido de químicos abióticos? Zero!

    O cérebro humano é uma evidência de design inteligente. Um Deus omnisciente e omnipotente, que nos criou à Sua imagem, é o autor do cérebro humano.

    Alguns dizem que os seres humanos e os chimpanzés são semelhantes entre si em cerca de 96% do DNA. No entanto, convém lembrar que os chimpanzés têm mais 12% de DNA do que os seres humanos, tendo 23 cromossomas ao passo que os seres humanos têm 2 (excluindo, em ambos os casos, os cromossomas sexuais). Do mesmo modo, faltam ainda analisar centenas de milhões de bases de nucleótidos do DNA dos chimpanzés.

    Acresce que essas semelhanças têm vindo a ser sucessivamente revistas em baixa com novos estudos, especialmente aqueles que têm em conta o DNA não codificador de proteínas, até há pouco designado por “junk-DNA”.

    As diferenças entre chimpanzés e seres humanos são mais significativas do que as semelhanças, sendo que igualmente verdade que quando se trata de informação codificada uma pequena diferença numa palavra ou mesmo numa letra pode fazer toda a diferença.


    A Palmira Silva deveria perguntar-se: se somos assim tão geneticamente parecidos com os chimpanzés, porque é que eles não conseguem ler uma única linha dos posts da Palmira e responder?

    Porque é que nenhum chimpanzé se destacou nas artes, nas letras, na música, na arquitectura, na ciência, na filosofia, na religião, etc?

    A resposta bíblica é simples. O ser humano foi criado à semelhança de Deus. O seu cérebro exprime essa realidade. Os outros animais, incluindo os macacos, apesar da sua inteligência e maravilhosas capacidades, não.


    Foi Deus que nos Deus uma moralidade objectiva e eterna. Ao criar o ser humano à sua imagem e semelhança Deus deu-lhe um valor intrínseco.

    Se a ética é apenas o produto da evolução, o que é que há nela de cogente? Ela será para nós tão vinculativa como um buraco negro ou uma bactéria.

    Porque é que temos que obedecer a normas éticas que são elas mesmas o produto de um acidente cósmico, sem qualquer valor intrínseco? Quem quiser obedece, quem não quiser não obedece.

    Quem pode dizer o que é mau e o que é bom? Com que autoridade? Com base em que critérios? Pessoais? Comunitários? Animais?

    Se o ser humano é um acidente cósmico, ele não pode reclamar para si qualquer valor intrínseco, qualquer dignidade especial.

    Uma moral evolutiva será sempre utilitária e instrumental. Só lhe obedeceremos se e na medida em que consideremos que seja útil para nós.

    Se for útil para nós, por uma questão de sobrevivência, torturar alguém, então falo-emos, de acordo com a lei da sobrevivência do mais apto.

    Porque é que será errado mentir? Quem disse isso? A evolução aleatória? Que obediência deveremos a processos aleatórios? Qual á a fonte da sua autoridade?

    ResponderEliminar
  6. Rita diz:

    "A ética e a moral evoluiram connosco ao longo de milhões de anos, não nos foram concedidas por especial favor de um implausível criador que nos "criou" á sua imagem!"

    Algum cientista ou historiador observou a ética e a moral a evoluirem ao longo de milhões de anos? Indiquem ao menos um nome!

    Já agora, a evoluir em que sentido? Do mal para um bem? Do bem para o mal? De uma coisa para outra? Disto para aquilo? De quê para quê?

    À luz das notícias actuais acerca de guerra,genocídio, fome, injustiça, pobreza extrema, tráfico de drogas, tráfico de mulheres e crianças, corrupção, etc., em que estado estamos dessa evolução?


    Existe progresso moral? Quais os critérios? Existem sociedades mais morais do que outras? Quais os critérios de avaliação? Quem os dá? Serão eles subjectivos?

    Será que uma pessoa que "evoluiu" em si mesma o gosto de torturar e violar crianças para se divertir tem uma perspectiva moral tão boa como as outras?

    Afinal, essa perspectiva também resultou da evolução...

    No fundo, para os evolucionistas todas as diferentes perspectivas morais à face da Terra são o produto da evolução, não existindo qualquer padrão objectivo de valor acima da evolução.

    E mesmo que existisse (o que é siplesmente impossível) ele seria sempre um puro acidente cósmico, sem qualquer legitimidade para vincular, a qualquer título, quem quer que seja.

    O único padrão objectivo de valor é Deus e a sua natureza.

    A Bíblia apresenta Deus como tendo criado o ser humano à sua imagem, com poder para o amar e para o rejeitar.

    Como o ser humano rejeitou Deus, ele ficou imediatamente sujeito às consequências de um Deus que é absolutamente justo.

    No entanto, como Deus é também absolutamente amoroso, ele enviou o Seu Filho Jesus Cristo para morrer em nosso lugar, livrando-nos das consequências do pecado e garantindo-nos, mediante a sua ressurreição, vida eterna com Ele.

    Em Jesus temos vida eterna, amor eterno, perdão eterno, dignidade eterna e paz eterna.

    Sem Jesus temos castigo eterno.

    Para a Bíblia, o homem tem um problema desde Adão e Eva. O problema é o pecado. A solução para esse problema só Jesus pode dar.

    Não é por acaso que se existem países mais avançados do ponto de vista dos direitos humanos, da democracia e do cuidado com os pobres, esses são certamente os que mais influenciados foram pelos princípios cristãos.

    Mas mesmo estes países poderão entrar em declínio, à medida em que se forem afastando destes princípios e optando pela lei da sobrevivência do mais forte e pelo triunfo das raças mais favorecidas na luta pela vida.

    ResponderEliminar
  7. Jónatas aka perspectiva:

    fique lá com o seu castigo eterno por mentir com quantos dentes tem.

    Agora não diga barbaridades como:

    No entanto, convém lembrar que os chimpanzés têm mais 12% de DNA do que os seres humanos, tendo 23 cromossomas ao passo que os seres humanos têm 2 (excluindo, em ambos os casos, os cromossomas sexuais).

    juro que não consigo entender estes evangélicos acéfalos que debitam como verdade absoluta todo e qualquer disparte que lêem não sei em que calhamaço de embustes!!

    tirando anomalias como a ou trissomia do cromossoma 21, vulgo sindrome de Down, o genoma humano distribui-se por 23 pares de cromossomas.

    sobre o genoma do chimpanzé, recomendo a leitura da Nature de 1 de Setembro de 2005, dedicada ao genoma do bicho.

    Por exemplo, é giro ver que a comparacção dos genoimas do chimpanzé e do homem feita pelo Chimpanzee Sequencing and Analysis Consortium, (Consórcio para a sequenciação e análise do genoma do chimpanzé).

    fotam descoberts seis áreas do nosso ADN que foram rigorosamente «esculpidas» por selecção natural. Uma das áreas contém o gene associado à fala.

    ResponderEliminar
  8. Caro Douto Jónatas "perspectiva":

    É admirável como consegue pular de caixa de comentários sem responder às perguntas sobre as suas mentiras prévias - que rins que deve ter e que falta de ética que demonstra...

    ResponderEliminar
  9. "Algum cientista ou historiador observou a ética e a moral a evoluirem ao longo de milhões de anos? Indiquem ao menos um nome!"

    Zé?

    Isto está a ficar ridículo...

    ResponderEliminar
  10. Para a criatura que tanto se esforça por nos fazer rir.

    "A Palmira Silva deveria perguntar-se: se somos assim tão geneticamente parecidos com os chimpanzés, porque é que eles não conseguem ler uma única linha dos posts da Palmira e responder?"

    Bem, o facto de a criatura ser capaz de ler não pode ser utilizado como referência de inteligência.

    Deixo aqui o vídeo de uma pergunta a Richard Dawkins.

    Richard Dawkins, prominent atheist and public intellectual, responds to a question: How is it that some people are both very intelligent and extremely religious, even fundamentalist?

    http://br.youtube.com/watch?v=sGSN7Kj-My0

    ResponderEliminar
  11. Aqualung:

    De facto saber ler ou até mesmo fazer um doutoramento (em Direito...) não deve ser utilizado como referência nem de inteligência nem de nada.

    Basta atentar nos disparates do "douto" Jónatas Machado escondido (com rabo de fora) em "perspectiva".

    Ainda estou a rir com aquela de os homens só terem dois cromossomas!

    Como é que alguém tão ignorante se atreve a escrever sobre biologia? Ou sobre qualquer coisa de ciência?

    ResponderEliminar
  12. Palmira, demasiado habituado ao nível científico dos seus post's, quase se torna uma rotina parabenizá-la por mais este.

    Achei muito importante o papel registado por si quanto ao bipedalismo no desenvolvimento neo-cortical. Na verdade, permitiu ele a libertação das mãos ao seviço da manipulação de objectos e posterior aquisições de natureza cognitiva.

    Mas para além do complexo estudo do funcionamento do cérebro - seus neurónios,suas interconexões e papel dos neuro-transmissores -,tido como uma das últimas fronteiras da ciência,trata-se do comportamento humano, enigma que tanto atormentou Pascal (1623-1662):

    "Que qinera é o homem? Que novidade, que monstro, que caos, que prodígio. Juiz de todas as coisas, verme imbecil, cloaca de incerteza e de erro, glória e nojo do Universo. Quem deslindará esta embrulhada?"

    ResponderEliminar
  13. Na 1.ª linha do último parágrafo do meu comentário ficou escrito "Que 'quinera' é o homem?" Como facilmente se deduz, quis escrever quimera.

    ResponderEliminar
  14. Olá.
    Estava agora a ler um artigo que fala sobre os pressupostos pós-modernos e que basicamente assentam sobre ligar a sentimentos, emoções, experiências como procura de respostas para os problemas da humanidade. O pensamento moderno procurava a busca da razão, o pensamento pós-moderno busca a emoção. Cada vez mais realmente vemos que é isso que acontece. Ou respondemos via emoções e sentimentos, ou buscamos esse tipo de sensações para encontrarmos as respostas que precisamos para os nossos problemas. Quando procuramos desenvolver um raciocínio, não procuramos a fonte da razão, em vez disso, procuramos desenvolver um raciocíonio por nós próprios ou então buscamos em experiencias sensoriais a resposta para tanta confusão que vemos à nossa volta. É interessante que grandes clubes secretos e movimentos sociais cada vez mais apelam a este tipo de atitude, o que só faz reviver movimentos socialistas/comunistas que propunham um totalitarismo de pensamento, evitando todo e qualquer pensamento diferente.
    Quando a Rita diz "A ética e a moral evoluiram connosco ao longo de milhões de anos, não nos foram concedidas por especial favor de um implausível criador que nos "criou" á sua imagem!", simplesmente está a afirmar algo sem grande fundamento lógico e fruto de um paradigma de pensamento que quer evitar todo e qualquer pensamento divergente. Ou seja, mesmo que não seja lógico, deve-se seguir, apelando às emoções quando qualquer pensamento divergente surge que o contraponha. Ou seja, incita-se ao ódio, cria-se mal-estar, desenvolve-se pressão psicológica sobre todos de forma a que nada mais se possa ser dito que seja diferente da corrente ideologia. Realmente a tendência é aproximar-se das correntes ideológicas bem presentes em tempos de governação dictatorial. Andamos a fugir ao óbvio, mas o que não sabemos é que ao fazê-lo, aproximamo-nos exactamente daquilo que condenamos nos outros.

    Boa tarde,

    ResponderEliminar
  15. Rui:

    O seu comentário não tem lógica nenhuma :) mais, não tem ponta por onde se lhe pegue :)

    Leia outro vez o post:

    "Não faz sentido postular mecanismos diferentes para o desenvolvimento de comportamentos semelhantes."

    A rita tem carradas de razão

    "A ética e a moral evoluiram connosco ao longo de milhões de anos, não nos foram concedidas por especial favor de um implausível criador que nos "criou" á sua imagem!",

    O que é completamente ilógico são os seus disparates de que ser ateu (e evolucionista) é um incitamento ao ódio...

    Também já aprendeu que os homens têm 46 cromossomas?

    ResponderEliminar
  16. Pode me explicar a razão da Rita?
    E dá-me hipótese de dizer porque ela não tem razão?

    ResponderEliminar

1) Identifique-se com o seu verdadeiro nome.
2) Seja respeitoso e cordial, ainda que crítico. Argumente e pense com profundidade e seriedade e não como quem "manda bocas".
3) São bem-vindas objecções, correcções factuais, contra-exemplos e discordâncias.