Morreu o Nuno Júdice, coitado,
prematuramente, o que é injusto.
Com aquele seu ar desactivado,
de tímido e esquivo mangusto,
não era pessoa de grandes falas,
antes se recolhia ao silêncio,
deixando, sem muito custo, as galas
e brilhos, a quem fosse mais propêncio.
Os versos que deixa terão destino,
quase de certeza, muito incerto,
como acontece, no desatino,
de um futuro sempre encoberto.
Sublinhe-se a passagem de um poeta,
que foi, aqui, efémero cometa.
Eugénio Lisboa
segunda-feira, 18 de março de 2024
MORREU O NUNO
Homenagem possível a um poeta acabado de partir.
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