sábado, 9 de fevereiro de 2019
Os reitores e os investigadores
Grande artigo de Vera Novais, no Observador, sobre a má relação entre alguns reitores e os investigadores. Querem a investigação, as Universidades gabam-se dos artigos e das citações, mas não querem os investigadores. O governo também não tem ajudado na medida suficiente, Mas a actual situação é insustentável e tem de haver mudanças, por exemplo na mentalidade dos reitores no que diz respeito à investigação e aos investigadores. Não basta dizer que se é favor da investigação, tem também de se actuar na prática a favor dos investigadores:
https://observador.pt/especiais/ciencia-reitores-travam-entradas-de-investigadores-nos-quadros/?fbclid=IwAR3YvgMgYCnTj6B2qOsq6LKfq1MY7SreOkOeLCUFXYY9HnThWlq3P_9qHbE
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
"A escola como plataforma do comércio"
Artigo de opinião do Professor Mário Frota, especialista em Direito do Consumo, publicado no jornal As Beiras de hoje, 12 de Maio de 20...
-
Perguntaram-me da revista Visão Júnior: "Porque é que o lume é azul? Gostava mesmo de saber porque, quando a minha mãe está a cozinh...
-
A falácia do espantalho , uma das mais utilizadas pelos que que não conseguem sequer compreender os temas em debate, basicamente consiste em...
-
Outro post convidado de Rui Baptista: Transformou-se num lugar-comum atribuir às gerações posteriores a responsabilidade pela perdição do mu...

5 comentários:
Mas não é só isso!...
Doutores e investigadores e investigadores doutores de áreas diferentes não são todos iguais entre si. Se as instituições universitárias e politécnicas persistirem no erro crasso de tratarem como iguais um Doutor em Supervisão Pedagógica, pela Universidade Lusófona, e um Doutor em Física do Estado Sólido, pela Universidade do Porto, então nada feito no que concerne ao desenvolvimento científico sustentável de Portugal!
A isto dou o nome de mediocrização, pós 25 de Abril, em vez de uma desejada e desejável democratização. Ou seja, mediocrização que segue vias tortuosas para alcançar objectivos diferentes. Isto porque "há algo maior do que o poder: Justiça", segundo André Marleau. Era inevitável o vírus das "Novas Oportunidades" atacar a via universitária.
No comentário anterior pousou uma atrevida vogal ("e") no apelido Marlau.
Errar é humano, errar duas vezes
exige uma ida ao oftalmologista para não omitir o x de Malraux.
A questão é que muitos investigadores geram poucas ou nenhumas verbas e a universidade está (quase) falida. Os bons investigadores são sustentáveis e esses qualquer universidade se esforça para manter. Enquanto não houver dinheiro nas universidades, estas não se querem (não podem) comprometer-se a aumentar a massa salarial sem ter retorno. É triste mas óbvio.
MJE
Enviar um comentário