sábado, 10 de julho de 2010

José Esteves, o Homem e a Obra


“Ora aqui está, se não me iludo, uma pedra violenta de escândalo para muitos dos nossos leitores anti-desportistas: o desporto como peste contemporânea até agora, invade heterodoxamente o belo templo de Minerva e vem sentar-se, de face descarada, no banco dos doutorandos, perante um areópago sapientíssimo e soleníssimo (Sílvio Lima, “O Primeiro de Janeiro”, 25/11/43).

Numa época em que tudo e todos são postos em causa, mas que, em contrapartida, se homenageia, a torto e a direito, muito imbecil e se galardoa a eito tanto incompetente, foi com muito agrado que li um comentário de Carlos Medina Ribeiro no meu post “Seleccionador nacional de futebol e jogadores: culpados ou vítimas?” (04/07/2010).

Nele escreveu o seu autor: “Guardo como verdadeira relíquia (ou Bíblia?) o livro - aqui referido - do Prof. José Esteves, que devia ser de leitura obrigatória para muito boa gente, a começar por todos os candidatos a comentadores'desportivos'". Reporta-se este comentário a um pequeno excerto do livro “O Desporto e as Estruturas Sociais”, da autoria de José Esteves, professor de Educação Física, bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, doutor honoris causa pelas Universidade Técnica de Lisboa e Universidade Lusófona, por mim então transcrito: “Só há uma forma de entender o fenómeno desportivo: na perspectiva das estruturas sociais. O que há de característico e fundamental no desporto é, justamente, o que define e caracteriza a sociedade em que ele se realiza” (Prelo Editora, 1.ª edição, 1967, p. 15).

Repare-se que este livro foi publicado sete anos antes de 25 de Abril, com os riscos de natureza política que existiam na altura. Recordo, a propósito, a constante preocupação de José Esteves em dignificar o INEF (actual Faculdade de Motricidade Humana) no seu estatuto de estabelecimento de ensino superior. Aliás, foi esse o motivo principal que o levou a partilhar a respectiva direcção, corria o ano de 58, com José Anderson Leitão, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, sob determinadas condições por si impostas que não sendo cumpridas o levariam a abandonar esse prestigiado cargo.

Por serem do domínio público as suas opções políticas de católico de esquerda serviram elas de denotador para a miserável denúncia de que se utilizava das aulas para politizar os alunos contra o Estado Novo. A simples suspeição que esta cabala levantou foi motivo suficiente para que fosse exigido o seu imediato pedido de demissão. Não o fez.

Em contrapartida, reivindicou que fosse levantado um processo de averiguações às suas actividades directivas e docentes, sendo apurada a infâmia duma mesquinha e sórdida mentira que pretendeu macular a honra de um homem probo que tudo fizera para prestigiar uma escola gerada por um estado autoritário que ele combatia à luz do dia e não em corredores esconsos de traição. Provada a sua inocência, em misturar docência com política sórdida, foi-lhe concedida a “graça” de poder continuar no exercício do cargo. A isso, respondeu com o pedido de demissão.

Anos mais tarde, figuras de destaque da vida portuguesa houve que, quando confrontadas com o facto dos elevados cargos exercidos antes de 25 de Abril e a sua reconversão imediata a ideários políticos vindos de Moscovo, argumentaram terem aceitado essas nomeações para minar as estruturas fascistas! Não sei se passaram, depois, a minarem as estruturas comunistas: "cesteiro que faz um cesto..."

Conta a lenda que Pigmalião se perdeu de amores por Galeteia, estátua de rara beleza por si esculpida, em tão grande e sofrida paixão que Afrodite condoída lhe deu o sopro da vida. Émulo seu, José Esteves cinzelou com o bater do coração e o escopo da alma a grande paixão da sua vida – a Educação Física.

Breves pinceladas da sua actividade profissional: nos anos 40, dedicou-se ao ensino no antigo Liceu D. João III de Coimbra e na Associação Académica desta mesma cidade como treinador/educador da modalidade de basquetebol, depois no Liceu de Oeiras e no Sport Lisboa e Benfica , como secretário técnico. Foi respeitado e admirado por colegas e dirigentes desportivos, alunos e atletas, todos educandos seus, porque a obra educativa - e o respeito pela ética desportiva - não depende do sítio onde se realiza, mas de quem a realiza.

O livro “O Desporto e as Estruturas Sociais”, notável tese académica no âmbito da sociologia desportiva, justifica bem a denúncia de um deplorável status quo feita por António de Paula Brito, também ele professor de Educação Física, hoje professor catedrático jubilado de Psicologia Desportiva, da Faculdade de Motricidade Humana, quando escreveu na altura: “Quando, a propósito da Educação Física e Desporto se fala de Cultura, de Ciência, de Sociedade, de Política, etc., é frequente enfrentar-se um sorriso descrente ou ouvir gritar a Heresia!”

José Esteves suportou, com o estoicismo dos mártires e a paciência de Job, a heresia e -lo em hora em que falar de Sociedade (de uma certa sociedade) ou de Política (de uma certa política) era bem mais perigoso e arriscado sob o ponto de vista de segurança pessoal do que enfrentar a ironia dos néscios ou sofrer a dúvida de uma certa intelectualidade ciosa da sua massa cinzenta que desprezava o Corpo.

Autor de outros livros sobre Sociologia do Desporto, estudo académico emergente em Portugal, José Esteves assume em acto de coragem uma posição crítica e uma luta constante (poucas vezes, a consagrada expressão de Séneca, “viver significa lutar” terá tido aplicação tão nobre), perante os problemas sociais portugueses, em particular, e da Educação Física nacional, em geral.

Isso mesmo reconheceu Jorge Sampaio, então Presidente da República, quando escreveu: “José Esteves tem a qualidade de nos fazer pensar. As suas perguntas são uma fonte inesgotável de reflexão…. As suas práticas não contradizem nunca as suas teorias. …É sempre o mesmo cidadão que não se demite do seu papel de”consciência critica” e que não cala a sua indignação perante “todos os racismos...”

Chega o 25de Abril.

José Esteves vive a hora em recolhida religiosidade.

Não bate palmas! Não se cola ao pelotão da frente! Não aceita elevados cargos para que é convidado!

Tem as mãos calejadas do trabalho. Tem os pés sofridos em longa e dura caminhada. Tem o corpo alquebrado por uma luta política intensa.

Não!, para mim, José Esteves não é um ídolo – porque não tem pés de barro. Um semideus – porque não pertence à mitologia grega. Um super-homem – porque não é, de forma alguma, personagem de Nietzche, em satisfação dos instintos vitais lutando contra o homem moral, um fraco, um degenerado.

Numa época planetária de exacerbado nacionalismo nas pugnas desportivas profissionais, em nome de uma bandeira ou de uma ideologia política, que formosíssima utopia a sua: “Não troco a promoção desportiva duma centena de crianças das nossas escolas primárias por uma medalha de ouro olímpica”.

A um simples mortal, os deuses do Olimpo, jamais, poderão perdoar tanta e tamanha afronta. E não nos diz o adágio que “a vingança é o prazer dos deuses”?

Na imagem: capa do livro “O Desporto e as Estruturas Sociais” (4.ª edição).

17 comentários:

  1. Um dia falaram de José Esteves a Salazar:

    -Ah, aquele nudista.

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  2. Caro Paulo Costa:

    Grato pelo seu comentário que me levou a recordar-me do motivo do apodo de nudista a José Esteves, por parte de Salazar.

    Referia-se Salazar ao facto de um certo dia José Esteves ter sido chamado ao gabinete do reitor de um dos liceus onde exerceu o seu múnus docente (de Coimbra?) para lhe ser chamada a atenção de numa aula sua de desporto ao ar livre os seus alunos (nessa altura as classes de EF não eram mistas) correrem de tronco nu. Escandalosa manifestação pagã...a merecer a “reprimenda” pudica de falsos moralistas de “virtudes públicas e vícios privados”!

    Outra história que se conta de Salazar, reporta-se ao pedido de um cantor lírico para uma bolsa de estudo do Estado para Itália. O pedido não havia meio de ser despachado.

    Pediu, então, o cantor uma audiência a Salazar. Na sua presença expôs os motivos do seu pedido. Salazar ouvi-o em silêncio. A páginas tantas, pergunta-lhe: -"O senhor canta, canta muito?". Resposta pronta: -" Saiba Vossa Excelência, senhor Presidente do Conselho, que ensaio, no mínimo, três horas por dia!"

    Saída imediata de Salazar: - “Meu caro amigo, eu não tenho dinheiro para dar aos que choram quanto mais para aos que cantam!”

    Infelizmente, hoje, continua a não haver dinheiro para os que choram, mas há para os que cantam a “glória” de quem lhes atribui vencimentos principescos ou sinecuras bem chorudas…

    Já agora, seria interessante referir que José Esteves reside há longos anos em Cascais, por ironia do destino, na Avenida Américo Thomaz. Logo ele um perigoso homem do “reviralho”, como então eram chamados os anti-situacionistas!
    Para o “recompensar” da afronta (terão sido os deuses do Olimpo, em sua vingança?) foi atribuído recentemente, pela respectiva edilidade, o seu nome a uma das suas ruas.

    Seria de interesse que os seus inúmeros alunos, ou quem com ele privou de perto,, enriquecessem este meu modesto post de singela homenagem a José Esteves, ao Homem e à Obra, com lembranças de situações vividas em comum. O “pontapé de saída” foi dado, em hora feliz, por si, meu Caro Paulo Costa. Esta, uma boa altura: quem se segue?

    Um abraço grato

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  3. Assim foi efectivamente, meu caro Dr. Rui Baptista: o cantor a que se refere foi, nada mais nada menos, que o famoso tenor Tomás Alcaide que, abandonando o país, após a atitude assumida por Salazar, fixou residência na cidade de Barcelona, onde pessoalmente o conheci em 1954 e a propósito de quem, há um par de anos, escrevi o poema que se segue e que, com ligeira variante, foi publicado pelo "Diário dos Açores", na sua página literária, entretanto suprimida:

    TOMÁS ALCAIDE

    (No dia do falecimento de Luciano Pavarotti

    Tomás Alcaide um dia teve ensejo
    de uma bolsa pedir a Salazar
    para lá fora se aperfeiçoar
    na arte do canto, o seu maior desejo.

    Perante tão insólito pedido
    o chefe do governo por seu lado,
    além de reagir com desagrado,
    mostrou-se no seu íntimo ofendido.

    - "Então neste país, caro senhor,
    onde há tantas pessoas a chorar,
    atreve-se a pedir... para cantar?!" -

    Em face disto, o célebre tenor
    tomou de imediato a decisão
    de se instalar de vez noutra nação!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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  4. Meu Caro Professor João de Castro Nunes:

    Por vezes, as histórias que contamos "por ter ouvido" não espelham totalmente a realidade dos factos.

    Grato, portanto, pelos seus versos que dão autenticidade à singela prosa do meu comentário a Paulo Costa.

    Cumprimentos cordiais

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  5. Caro Rui Baptista,

    Muito grato pela simpática referência! A imagem da capa da edição de Junho de 1967, da PRELO, pode ser vista [aqui].

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  6. Meu caro Dr. Rui Baptista:

    Tivesse-o dito ou não, não me admiraria que Salazar, neste país de salazares (até está um nos painéis de S. Vicente!) taxasse de "nudista" José Esteves, fiado certamente no que lhe contavam (teve o desplante de se apresentar de tronco nu ante o reitor, crime dos crimes!). Por muito menos (quando saía para o campo com os alunos ia de calções!) foi escorraçado da Faculdade de Letras de Coimbra o insigne Prof. Orlando Ribeiro ("Uma Faculdade que deixa sair um docente da craveira de Orlando Ribeiro deveria ser extinta" - teria dito ou desabafado na altura o ministro da Educação, o Engenheiro Leite Pinto). A mim não me surpreendeu, tratando-se de uma Faculdade onde leccionava, entre outros de igual ou idêntica mentalidade, um lente que dezia aos seus alunos, em plena sala de aulas (sou testemunha presencial) que não podia referir-se, na totalidade, à obra de Eça de Queiroz, porque o seu confessor o não autorizou a ler o "Crime do Padre Amaro". Que tempos, meu caro Dr. Rui Baptista, que tempos! Já os teremos ultrapassado?... Ou continuamos a ser um pequenino país de pequeninos salazares?! Estou em crer. JCN

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  7. Meu Caro JCN:

    Era o tempo de um único Salazar que, com todos os seus defeitos, e que não eram poucos, não se aproveitava do país para enriquecer à sua custa. Hoje quantos salazares não há para aí que, dizendo-se "democratas", são sanguessugas do erário público?

    A seu exemplo, também eu,meu Caro Doutor, estou convencido que continuamos a ser um país de "pequenos Salazares" sem cultura, sem princípios, sem vergonha!

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  8. Ontem, meu caro Dr. Rui Baptista, corria-se com quem tinha a ousadia de entrar no gabinete de um reitor de troncoao léu ou, no campo, diante dos alunos, mudava de calças, pondo-s momentaneamente de cuecas; hoje... corre-se com quem, em terra de cegos, tem um olho para ver! Que terra a nossa! JCN

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  9. ESCALRACHO

    Ao Dr. Rui Baptista

    Na solidão da sua residência,
    o chefe do governo português
    durante meio século desfez
    toda e qualquer acção de resistência.

    Com mão de ferro, calculadamente,
    a inteligência do país banindo
    foi paulatinamente reduzindo
    à mediocridade a nossa gente.

    Não vai ser nada fácil, nem tão cedo,
    ultrapassarmos, rumo à liberdade,
    esta restante sensação de medo.

    É que o salazarismo, em seu pior,
    de tal maneira ainda nos invade
    que pouco se alterou para melhor!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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  10. Caro Rui Baptista

    Só faltou a história do Reitor do Liceu ter dito ao José Esteves, quando se apresentou ao serviço, que não queria ali saltimbancos, e que o teria recambiado para Lisboa, com o imperativo retorno a Coimbra do "saltimbanco", salvo seja.

    Um abraço

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  11. Caro João Boaventura:

    Todas as achegas sobre José Esteves serão bem-vindas. Muito bem-vindas.

    Aliás, a vida de José Esteves está tão ligada ao INEF que a história do saltimbanco encaixa como peça de um mesmo puzzle quando esta escola superior era havida, por espíritos incapazes de perspectivar a condição holística do Homem, porque presos ao cartesianismo do “res entensa”/”res cogitans”, como a “faculdade dos pinotes”.

    Quiçá se este reitor, amputado de cultura humanística , tivesse lido Eça, Ramalho, Almada-Negreiros, Sílvio Lima, por exemplo, se não tivesse atrevido a tanto.

    Quiçá, por ser menos conhecida a acção de Almada-Negreiros na defesa das actividades corporais julgo ter interesse referir aqui a opinião desta figura, havida, por Bigote Chorão, "como, talvez, a personalidade mais completa e complexa e fascinante da cultura portuguesa do século XX”, acerca das actividades físicas: "É preciso criar a adoração dos músculos".

    Mas se quisermos recorrer a uma figura do pós-modernismos , colheremos na obra “O Inumano” do filósofo de nacionalidade francesa, Jean-François Lyotard (1924-1998), a crítica à subalternidade do corpo frente ao pensamento: “Toda a energia pertence ao pensamento que diz o que diz, que quer o que quer; a matéria é o fracasso do pensamento, a sua massa inerte, a estupidez”. Ou seja, antes saltimbanco culto do que múmia paralítica enfaixada em ligaduras de ignorância.

    Um abraço grato pela sua contribuição.

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  12. Adenda ao meu comentário das 19:34:

    A esta ironia boçal - "faculdade dos pinotes" - não escaparam outros cursos superiores como, por exemplo, as Letras ("Letras são tretas")e o Instuto Superior de Ciências Económicas e Financeiras ("curso de merceeiros), numa sociedade que privilegiava os cursos de Direito e de Medicina.

    Uma sociedade em que os cursos superiores tinham o aval de seriedade que bem diferente é da época actual em que se abrem cursos superiores que, já mesmo em meados da décade de 60, mereceram a seguinte e contundente crítica do professor da Universidade Católica, Sérgio Rebelo:

    "Onde antes havia uma pastelaria ou uma pequena mercearia, hoje tende a haver uma universidade ou uma escola superior, onde ontem se compravam pastéis de nata e garrafas de groselha, hoje conseguem-se licenciaturas e mestrados e encomendam-se doutoramentos" ("Revista Exame", 4.Nov.96).

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  13. E porque não referir que à cadeira de Paleografia se denominava chocarreiramente de cadeira de ensinar a ler e escrever, desde a sua criação? JCN

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  14. Variações:

    PROLIFERAÇÃO

    Ainda andam por aí, quase à vontade,
    milhentas formas de salazarismo
    sob a capa dourada de humanismo
    que lhes confere certa imunidade.

    Tomam lugar nos bancos do poder
    e afortunadamente, se calhar,
    habitam residências sem pagar
    a respectiva renda ou aluguer.

    Nos cadeirais das universidades
    ostentam suas borlas e capelos
    mesmo não sendo mais que nulidades.

    É que tão farta foi a sementeira
    que vão crescendo como cogumelos
    a desvergonha tendo por charneira!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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  15. A terminar:

    A SAGA DOS SALAZARES

    O mal de Portugal não foi ter tido
    à frente do governo um Salazar
    durante meio século seguido
    sob a sua tutela singular.

    O mal esteve, diga-se a verdade,
    nas camarilhas que em redor de si
    comprometiam sua idoneidade,
    segundo o que na prática aprendi.

    À sua volta foi-se organizando
    um poderoso e numeroso bando
    que se arranjou de todas as maneiras.

    Pior que Salazar foram seus pares
    de via reduzida, os salazares
    sem ponta de vergonha nem barreiras!

    JOÃO DE CASTRO NUNES

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  16. Pior do que errar, é consentir que o erro persista.

    No meu comentário de 11 de Julho (09:49), escrevi:"Já agora, seria interessante referir que José Esteves reside há longos anos em Cascais, por ironia do destino, na Avenida Américo Thomaz".Rectifico Avenida Américo Thomaz para Avenida Marechal Carmona.

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  17. Eu conheci o Prof Jose Esteves em 75 ou 76 no Pavilhão do Cascais (descoberto), tinha eu uns 23/24 anos...O prof José Esteves, com paciência, explicava o modelo de preparação que nós devíamos seguir e sendo o mesmo que tinha implantado noutro clube (Benfica) na area do Basquetebol.- pela 1ª vez, naquele clube, Dramatico de Cascais, falou-se de desporto e como ele deve-se ser orientado.

    Quando falaram a Salazar em fazer piscinas...ele ouviu atentamente e disse - la mais para o verão falamos disso, não faz muito sentido falar de piscinas no inverno - penso que a cena foi com o Prof José Esteves.

    Cumprimentos

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