domingo, 26 de outubro de 2008

Cantemos


Divulgamos a última crónica de José Luís Pio de Abreu no "Destak":

A Islândia afundou-se na sua riqueza, os trezentos mil habitantes que viviam dos rendimentos têm de se dedicar de novo à pesca, conforme indicou o primeiro-ministro. O país modelo dos ultra-liberais Friedman e von Hayek recebe agora a esmolada ajuda do Fundo Monetário Internacional. E nós, portugueses, o que fazemos?

A Lehman Brothers deu o sinal de que o dinheiro virtual já nada valia, permitindo entretanto que os seus altos gestores arrecadassem centenas de milhões em moeda. Os outros talvez sejam salvos pelos contribuintes norte-americanos porque George W. Bush se tornou generoso e intervencionista, mandando às urtigas as ideias liberais dos republicanos. E nós, portugueses, o que fazemos?

Toda a Europa virou social-democrata, prontificando-se a nacionalizar bancos e indústrias estratégicas. Durão Barroso, Sarkozy, Merkel, Berlusconi, são agora os paladinos da economia de esquerda. E nós, portugueses, o que fazemos?

Por todo o mundo, as bolsas descem teimosamente. Os predadores de empresas baratas andam por aí a salivar, mas ninguém sabe ao certo o que virá a seguir. E nós, portugueses, o que fazemos?

– Nós, portugueses, cantamos o Magalhães.

J. L. Pio Abreu

3 comentários:

  1. este Magalhães é um novo D. Sebastião, aparecido numa manhã de nevoeiro para tirar portugal do marasmo em que o meteram de alguns séculos para cá, é uma das muitas miragens que têm sido oferecidas aos portugueses neste deserto estéril em acções concretas para o desenvolvimento, chamado Portugal.

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  2. A implicação com o Magalhães neste blog roça o ridiculo. Espero que alguem tenha consciencia disso.

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  3. E que tal e para variar uma pequena diatribe sobre a calamidade ecológica que o Destak e seus congéneres representam?
    Toneladas de papel inútil, que esvoaçam pelas calçadas das cidades onde são alarvemente distribuídos e consumidos por alarves e outros boçais de igual calibre...
    Que outros pasquins abjectos puluam a opinião pública - os 24h e correios da manhã deste mundo - é de um certo modo um "preço" a pagar pela Liberdade de opinião e imprensa - mas quem os quer compra-os (paga-os); não os vejo por aí abandonados a emporcalhar ruas, calçadas e transportes públicos...

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