domingo, 6 de julho de 2008

Continua a ser importante ler George Orwell

No "Público" de hoje Maria Filomena Mónica considera a publicação do livro de George Orwell Por que Escrevo e Outros Ensaios pela Antígona é o grande acontecimento do ano. Eis o início do seu artigo:

"Nunca tanto quanto nestes dias, em que assistimos à ressurreição do nacionalismo primário a propósito de um campeonato de futebol, sinto como oportuna a leitura de O Leão e o Unicórnio, o ensaio integrado numa antologia de textos de Orwell, excelentemente traduzidos por Desidério Murcho, agora publicados pela Antígona (Por que Escrevo e Outros Ensaios). Trata-se de uma selecção feita a partir da colecção de ensaios que, em 2002, John Carey preparou para a Everyman's Library. É pena que o leitor português não tenha acesso à totalidade, mas não serei eu que me queixarei. Pelo contrário, gostaria de dar parabéns à editora pela divulgação de um escritor que os portugueses conhecem sobretudo através de obras menores, como Mil Novecentos e Oitenta e Quatro ou A Quinta dos Animais. Este pequeno livro é o grande acontecimento do ano."

Público, 06.07.08, Maria Filomena Mónica

5 comentários:

  1. Obras menores? Ela acha que Mil Novecentos e Oitenta e Quatro e A Quinta dos Animais são obras menores? Então para que raio estarei eu interessado no que mais ela tem a dizer sobre Orwell?

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  2. (Siento no poder escribir en portugués; pero espero que se entienda mi comentario como yo entiendo lo que leo habitualmente en este blog tan interesante).

    Como Jose Carlos Santos, yo tampoco creo que "1984" y "Animal Farm" sean obras menores. Por una simple razón: es un autor que no escribió nunca obras menores. Para mí es uno de los más grandes autores de lengua inglesa del siglo XX.

    Me acerqué a la obra de Orwell para saber qué escribió sobre la guerra (in)civil española ("Homage to Catalonia"). Luego vinieron muchas más lecturas. És uno de mis autores predilectos.

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  3. Também creyo que "1984" e "Animal Farm" não são obras menores. Mas, embora esse juízo seja errado, creyo que resulta de uma qualidade (rara em Portugal) de Maria Filomena Mónica: não teme fazer juízos de valor, dizer com clareza o que pensa e o que gosta e o que não gosta.Julgo que nem sempre justifica os juízos que faz, mas isso não chega para tirar mérito ao que escreve.Exemplo: criticou certeiramente os exames e critérios de Português, mas pelo meio ridicularizou a existência de questões de escolha múltipla, em vez de criticar as questões de escolha múltipla mal elaboradas.
    Carlos Pires

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  4. nao sei como se pode considerar 1984 e a quinta dos animais obras menores. no entanto, subscrevo o que diz MFM quando diz que a Antígona fez um belo trabalho em editar aquele conjunto de ensaios. apesar de ser pequena, a Antígona ainda é uma editora "à antiga" que dá apoio às grandes obras e não apenas aos best sellers de uma semana

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  5. Infelizmente, uma tal opinião descabida e não justificada desvaloriza inteiramente o artigo da socióloga. Ou seja, se é esse o início, então não vale mesmo a pena ler o resto e sim optar por quem perceba um pouco mais da obra do escritor britânico.

    Não basta ter galardões para botar faladura, é preciso ter sensibilidade para saber o que dizer e como dizer e quando dizer. O que manifestamente não é o caso nessa infeliz introdução.

    So... forget it!

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