quinta-feira, 26 de setembro de 2019

HOJE EM COIMBRA _- DAVID MARÇAL SOBRE PSEUDOCIÊNCIA


Na próxima quinta-feira, dia 26 de Setembro, pelas 18h, realiza-se no RÓMULO - Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra, a palestra intitulada "A Pseudociência ataca de novo" com David Marçal, bioquímico e um dos mais activos divulgadores de ciência e combatente da causa científica. Em particular, tem, em vários média – jornais, rádio e televisão - chamado a atenção para os perigos sociais da pseudociência, como as "medicinas alternativas", que têm ganho expressão em Portugal. A entrada é livre e destinada ao público em geral interessado em cultura científica.

 BIOGRAFIA SUMÁRIA:

 David Marçal é licenciado em Química Aplicada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (2000) e doutorado em Bioquímica Estrutural pela Universidade Nova de Lisboa (2008). Em 2006 foi jornalista de ciência do Público, no âmbito do programa "Cientistas na redacção".

Em 2009 iniciou um pós-doutoramento em comunicação de ciência (sob a supervisão de Carlos Fiolhais) com um projecto que visa recorrer ao teatro e ao humor para comunicar ciência, tendo criado vários espectáculos nesse âmbito. Fundou os "Cientistas de Pé", um grupo de "stand up comedy" com cientistas. Em 2009 foi co-autor do espectáculo de teatro-fórum sobre "De que falamos quando falamos de cientistas", levado à cena no Teatro Nacional D. Maria II. É autor dos monólogos satíricos "Stupid Design" (2009) e "Método do Bosão de Higgs" (2010), ambos criado para o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra. Em 2010 foi coordenador das actividades de teatro em Lisboa, realizadas para a Noite Europeia dos Investigadores.

 É autor de vários livros, o último dos quais é "Os inimigos da ciência", com Carlos Fiolhais (Gradiva).

 Em 2010 venceu o Prémio Químicos Jovens, promovido pela Sociedade Portuguesa de Química e pela Gradiva, com um artigo de divulgação científica. No mesmo ano venceu o Prémio Ideias Verdes, promovido pela Fundação Luso e pelo Jornal Expresso, com o projecto "Cientistas de Pé".

 Dirige o projecto GPS – Global Portuguese Scientists da Fundação Francisco Manuel dos Santos e é comissário do Mês da Educação e da Ciência. É colaborador do Pavilhão do Conhecimento na promoção da cultura científica.


5 comentários:

Partido Vegan Pró Legume Maior (PVPLV) disse...

A pseudo-ciência existe e existirá porque é algo inerente ao facto de sermos Humanos, confundindo, por isso, o Poder que o Saber dá, com a prepotência de impor Ideias (que são livres e não sujeitas a serem boas ou más, verdadeiras ou falsas, etc) a outrem para os dominar.
O que a Ciência, que só é um Método de organização e comprovação de factos, para tirar conclusões, não deve fazer, é usar os métodos da pouco Santa Inquisição de axincalhamento e condenar à fogueira, quem não concorda com ela.
No fundo, os métodos da pseudo-ciência .....

Anónimo disse...

Ninguém condena pessoas à fogueira. A única coisa que se faz é acusar quem usa a pseudo-ciência de mentir por dizerem que usam o método científico, quando não o fazem. Pois não se aceita nem se deve aceitar que malta das homeopatias, alergias à Wi-fi e afins se queira colocar em pé de igualdade com quem trabalha para denunciar estas falsidades.

Partido Vegan Pró Legume Maior (PVPLV disse...

Efectivamente as fogueiras estão fora de moda, a não ser nos churrascos de seitan e tofu da cantina ...

Usa-se mais o axincalhamento e sobranceria, fazendo afirmações politicamente correctas e da moda.

A pseudo-ciência combatesse aplicando sistematicamente o Método Cientifico às hipóteses postas por "essa malta Humana e crédula", demonstrando que estão, ou não, enganados.

O que causa dano à Ciência, são os "não cientistas" que MANIPULAM MÉTODOS E RESULTADOS, de acordo com quem encomenda o estudo, como foi o caso:
- do chumbo na gasolina;
- do flúor na pasta de dentes e etc;
- nicotina e afins nos cigarros;
- vacinas e autismo;
- etc
que indirectamente legitimam as dúvidas sobre a Ciência.

À mulher de césar, não basta ser Honesta. Tem também de expulsar os vendilhões do Templo à antiga!

Anónimo disse...

E em todos os casos, quem defendia a ideia errada foi ou refutado, como no caso do flúor e da nicotina, ou exposto, como o Andrew Wakefield e o autismo e as vacinas.

A Ciência e os cientistas nunca consideraram o método científico infalível. Mas as suas falhas, posteriormente corrigidas, não legitimam a existência das pseudo-ciências, que mentem ao afirmar que usam o método científico.

Partido Vegan Pró Legume Maior (PVPLM) disse...

Vejamos, de acordo que o Método Científico, quando honestamente aplicado é, na sua essência, auto-correctivo, num futuro mais ou menos incerto.

Como já disse Saber é Poder, mas o Poder tem muitas faces, e muitas bem pouco recomendáveis.

Sendo assim, não me parece boa ideia fechar a Ciência em "Shangrilas" nos altos dos Himalaias, especialmente quando "monges" expulsos por mau comportamento, vêem para a Praça Pública (onde estão as pessoas ..) clamar que foram justiçados, ganhando o apoio dos crédulos.

Como tal, a cada pseudo-ciência deve ser contraposto um estudo rigoroso e claro que clarifique a situação na Praça Pública e na linguagem desta, admitindo sempre que pode estar errado, sem NUNCA axincalhar quem acredita na Homeopatia, por exemplo (o efeito placebo/"crença" baralha mui estudos...).

UMA RESPOSTA DOS AUTORES DO MANIFESTO "POR UM ENSINO SUPERIO HUMANIZADO"

Pode ser lida aqui   uma resposta dos autores do manifesto Por um Ensino Superior humanizado. Manifesto contra o uso da “inteligência” artif...